-Tá doendo. -Quer remédio? -Não, abraço.
Geovanne Vasques.

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-Tá doendo. -Quer remédio? -Não, abraço.
Geovanne Vasques.
3 da manhã e chega uma nova mensagem: “Tá se cuidando como eu pedi? Tô com saudade, lembra sempre de mim”. E não consegui dormir, só lendo, relendo e sentindo que você tava me cuidando, mesmo aí de longe, mas com o coração aqui, comigo.
Rafael Lemos.
Um dia a gente vai se encontrar de novo e o impacto desse encontro será como dois planetas colidindo. Talvez em um supermercado qualquer, numa festa de um amigo em comum, ou, quem sabe… De lados opostos na rua, esperando o semáforo nos dar a liberdade, o livre arbítrio para colidir. Faiscar. Explodir em uma expansão imensurável. Nesse momento, seremos um universo inteiro. Estaremos casados, não com um de nós, com alguém qualquer que acharemos algum defeito para diminuir a dor da substituição. Um de nós com um trabalho dos sonhos, o outro com o que deu pra conseguir, ou, procurando emprego. Algum de nós, talvez, já tenha tido filhos, esses que não possuem a tão cobiçada característica favorita que escolhemos um no outro. Será um grande choque, posso presumir. Tudo será nada, mas, o nosso nada será tudo. Um filme curto dos nossos pequeninos momentos passará em nossas cabeças como em tela de cinema, flashback maldito… Trará, sobretudo, os momentos bons. Eles e a saudade que consumirá os nossos corpos enquanto faiscamos no nada que sobrou do mundo. Tudo estará pálido, lento e em vertigens, apenas nos enxergaremos. Com sorte, cumprimentaremos um ao outro rapidamente, Eu… Ainda terei os mesmos olhos grandes e usarei o mesmo tom de batom, você… Barba por fazer e cabelo desgrenhado. Colidiremos. Desmancharemos essa galáxia inteira com uma explosão de infinitas partículas de saudade. E quanto ao depois? Continuaremos andando ué, deixaremos que nossa rotina nos engula de novo. Quem sabe um de nós olhará pra trás só para o caso de ter certeza que tudo realmente aconteceu. Sorriremos ao pensar que “depois de tantos anos se gastarem…” colidimos. E porque somos assim, tão humanos e covardes, não passará disso. Nós não passaremos de nós… Restos de planetas, pó de estrela e saudade. E a colisão não passará do simples ato de colidir, o nosso mais profundo verbo: Eu colido, tu faíscas, nós universo.
Desconhecido.
Eu decorei os teus sorrisos, digo, todos eles. Você sorri quando me vê, esse foi bem fácil de perceber, é sempre longo e da pra ver os teus dentes inferiores. Você sorri por educação, esse é bem rápido. Você sorri quando acha algo engraçado e esse sempre vira gargalhada e te deixa sem fôlego. Você sorri quando está com vergonha e as suas faces coradas falam por você. Você sorri quando te fazem uma surpresa, esse também foi fácil de perceber, teus olhos sempre ficam marejados. Você sorri quando lembra de alguma coisa e o seu olhar fica paralisado. Você sorri quando diz que me ama e esse se parece bastante com o seu sorriso tímido. Você fecha a cara quando diz que me odeia, mas você sorri com os olhos.
Querido John.
E eu nunca fui bom em guardar os nomes dos seus ex-namorados. Confesso que nunca tive vontade também, pois eles não duram muito tempo. A culpa não é sua, e sim deles. Afinal, não é fácil encontrar um homem digno da mulher maravilhosa que existe em você. A cada fim de relacionamento, é na minha porta que você bate, é no meu abraço que você se aconchega e é no meu ombro que você chora. E que sussurra baixinho, com toda a tristeza de seu coração: “Ele também desistiu de mim.”. Eu te abraço forte e falo com firmeza na voz: “Já é difícil para um homem dar conta de uma mulher, imagina de uma mulherona? Você é sexy e sensual demais para ele.”. E você sorri fácil com o meu jeito bobo de fazer piada das coisas sérias. Mas por dentro eu esperneio: “Não é piada! É a verdade. É você.”. Mas eu sempre consigo te acalmar e te reerguer. E você sempre supera porque é forte. Porque é linda, incrível, confiante e… Minha. Ainda que não saiba. Ou sabe, mas finge que não. E que me cuida, assim como cuido de você. E que vez ou outra, me liga dizendo que arrumou um encontro com uma garota ótima para mim, mas que nunca é tão ótima assim. Apesar de tudo, eu sempre vou nesses encontros, sabendo que não vai dar em nada além de alguns beijos e uma, ou duas, noites de prazer. Vou voltar dizendo que “Foi melhor assim.”. E você vai dizer: “Ela era sexy e sensual demais para você.”. Eu vou sorrir com a sua ironia, e te beliscar no braço. E a gente vai rir junto e depois assistir algum filme. É claro que eu vou querer os de ação e você os românticos. E no fundo, ambos sabemos que nós dois somos uma comédia romântica. Mas é mais fácil fingir que não existe nada além de dois amigos que se entendem, que se adoram e que não se desgrudam. E que se amam e se pertencem, antes de tudo. Eu nunca guardei os nomes dos seus ex-namorados, mas nunca me esqueci do seu aniversário. De te levar uma caixa de bombom e alguns filmes de terror no dia dos namorados em que ambos estávamos solteiros, ou, mesmo, do dia em que nos conhecemos em meio ao inverno do mês de junho, que de tanto frio, com três blusas ainda podia facilmente me sentir nu. E para ajudar, chovia forte. Foi quando te vi com uma blusa por cima da cabeça e andando rápido. E confesso, foi engraçado te ver tão desesperada daquela maneira e com o cabelo bagunçado pelo vento e, ainda assim, isso não foi capaz de ofuscar sua beleza. E mesmo eu fazendo o favor de ir lá segurar o guarda-chuva para amenizar o seu desespero, você ainda teve a coragem de dizer: “Segure o guarda-chuva direito senhor cavalheiro”. Foi a primeira de muitas risadas. E foi me colando em você sem querer que nós não se descolamos mais. E eu sempre te confessei que sou desligado e esquecido das coisas, mas nunca consegui me esquecer de você. Nunca consegui me desligar de você. E acima de tudo, não consegui evitar não me apaixonar por você. E mesmo sentindo ciúmes e vontade de matar qualquer um que te machuque. Eu sempre te deixei livre. Porque você volta. E volta porque precisa de mim. E volta porque sabe que eu te protejo. E volta porque sabe que eu te deixo ficar. E você sempre fica… Porque a ideia de estar longe de mim te assombra. Porque mesmo eu não lembrando de nomes, não lembrando de todas as mulheres que dormiram na minha cama e não lembrando de segurar o guarda-chuva direito. Eu nunca me esqueci de você. Nunca me esqueci de estar do seu lado quando você precisava. E nunca me esqueci de te dar o meu amor. E ainda que a gente se engane em outros braços, carinhos e amores. No fundo, nós se pertencemos. Os vizinhos, amigos e todo o resto já sabem disso. Só está faltando nos avisarem, em alto e bom som: Vocês-se-amam.
Allax Garcia.
Uma coisa é certa: ficar sentado se sentindo infeliz não vai mudar nada.
O Menino do Pijama Listrado.
2008: nossa, eu era muito idiota ano passado.
2009: nossa, eu era muito idiota ano passado.
2010: nossa, eu era muito idiota ano passado.
2011: nossa, eu era muito idiota ano passado.
2012: nossa, eu era muito idiota ano passado.
2013: nossa, eu era muito idiota ano passado.
Talvez haja alguma coisa que você tem medo de dizer, ou alguém que você tem medo de amar, ou algum lugar que você tem medo de ir. Vai doer. Vai doer porque é importante.
John Green.
A primeira vez que beijei minha mulher, ela ainda não era minha mulher, não passava de uma garota num bar. Mas, quando nos beijamos foi como, tenho que lhe confessar, como se nunca tivesse beijado outra mulher antes. Como se fosse meu primeiro beijo. O beijo certo.
Grey’s Anatomy.
Eu sentia que era um pouco diferente dos outros. As pessoas festejavam cada aniversário, todo ano a mesma coisa, e eu imaginava quem frequentaria meu velório. Às vezes eu perguntava às pessoas se elas chorariam se eu morresse. Então passei a separar as pessoas em três grupos: um – aqueles que eu tinha certeza que chorariam; dois – as pessoas que mentiram que chorariam, com aquela cabeça meio inclinada para o lado, típica dos farsantes; três – as pessoas que explodiram uma risada na minha cara. Para essas eu dediquei a minha existência, foi atrás dessas que eu fui, todos esses anos. As pessoas que riam na minha cara (às vezes de mim, às vezes comigo). Os camaradas que tinham fé em nada, porque sabem que a fé é um jeito aceitável que aprendemos de duvidar. Onde há fé, existe a dúvida. Você não precisa ter fé no que você sabe que existe, no que é sólido e permanente. Ter fé é acreditar. Acreditando, às vezes, você é feito de bobo.
Gabito Nunes.
Teu corpo nu. O melhor papel para escrever poesia com a boca.
Gonzaga Neto.
Economize as palavras, prolongue os abraços.
Diego Castro.
“Seria mais fácil, se ele fosse um estranho, de quem ela pudesse se desligar. Eles são muito diferentes. Gênios opostos, eu diria. Mas tem algo em comum. A liberdade. O desapego. O medo da entrega. Quem sabe ficando juntos encontram uma solução. Bem que podia, né? Ela sempre pensou assim: “Pra ficar do meu lado tem que ser melhor que minha própria companhia. Eu tenho que admirar.” E ele me parece um pedaço daquilo que a vida tem de mais charmoso. Ela estava ficando instigada. Que mais restava àqueles dois senão, pouco a pouco, se aproximarem, se conhecerem, se misturarem? Pois foi o que aconteceu. Ela diria que ele salvou sua vida se não soasse tão dramático. Ele não faz planos ou promessas, só surpresas, te ensinou a gostar de surpresas. Ele é diferente. De repente ela percebeu que o amor era o instante em que o coração fica a ponto de explodir.”
Tati Bernardi.
Para mim, o amor é mais ou menos como o sol. Nasce de manhã cedinho, entra pelas frestinhas da janela iluminando o quarto e o coração, deixa a vida e os dias mais bonitos. Aquece as tardes e o peito. O amor nos livra do escuro, melhora o humor e faz a gente lançar olhares abobalhados para o horizonte e para o céu. Faz a gente se despir e seca as roupas no varal. Se engana quem pensa que ele é constante. O amor às vezes queima e muda de cor. Ele pode até enfraquecer em alguns momentos do dia, mas normalmente ele é forte. O amor está sempre se pondo. Mas, sabe, eu boto fé nisso: o amor de verdade é igualzinho ao sol. Ele sempre renasce, mesmo que alguns dias tenham nuvens ou chuva forte. E brilha até o infinito.
Clarissa Corrêa.
Não é que eu não queira falar contigo. Tem dias que eu realmente só quero ficar quietinho, na minha entende? Assim eu evito aborrecimentos e decepções.
Diego Castro.
É que você é você, não tem como mudar isso. Você vai embora, eu não sinto nada. Você vem, parece que quebra minhas pernas. É bem confuso, mas eu te amo tanto.
Para alguém que talvez nunca irá ler.