Talvez a tua falta contraste com a minha solidão. O tempo é irremediável e a vida insiste em seguir, apesar da dor, apesar da ausência. Você não está aqui. Talvez você viva em outro lugar. E eu te sinto em mim, te sinto no calor do sol que recai sobre minha pele, te sinto nas palavras distante de Lô Borges, que tampouco está aqui, te sinto quando penso em ti e me arrepio, como se tu me enviasse repostas daquilo que não sei perguntar. A vida é passagem. E a passagem é curta até o momento que te verei novamente. Minha passagem está mais vazia sem você e sua amizade, e sinto que esse é um novo buraco em mim que jamais poderá ser preenchido. Mas sinto você nas sutilezas da vida. Não conversamos, não rimos juntas, mas sei que está aqui. É como se eu tentasse te alcançar através de uma barreira ínfima no tempo-espaço, mas o véu que nos separa não permite. Você está comigo, mas sua ausência também está.

















