Lullabies for Paralyze - Queens of the Stone Age
"Kings would be too macho. The Kings of the Stone Age wear armor and have axes and wrestle. The Queens of the Stone Age hang out with the Kings of the Stone Age's girlfriends when they wrestle, and also it was a name given to us by Chris Goss. He gave us the name Queens of the Stone Age. Rock should be heavy enough for the boys and sweet enough for the girls. That way everyone's happy and it's more of a party. Kings of the Stone Age is too lopsided." Josh Homme.
"Kings seria muito "macho". The Kings of the Stone Age usam armaduras e machados e eles lutam. The Queens of the Stone Age saem com as namoradas do Kings of the Stone Age enquanto eles fazem essas coisas, e também é um nome dado a nós por Chris Goss. Ele nos deu esse nome. Rock deveria ser pesado o bastante para meninos e doce o bastante para as meninas. Desse jeito todo mundo fica feliz e é mais uma festa. Kings of the Stone Age é mais parcial." Josh Homme sobre o por quê do nome Queens of The Stone Age.
Lullabies to Paralyze é o quarto álbum de estudio da banda stoner Queens of The Stone Age, após Songs for The Deaf (provavelmente o segundo maior sucesso da banda) e seguido pelo Era Vulgaris.
Uma coisa é preciso lembrar quando você pensa na sonoridade do QOTSA, é que esses são caras nascidos no deserto dos EUA, eles gostam de beber, ficar chapados e ouvir um som pesado (e foder). Se em qualquer momento de um CD do QOTSA você se imaginar dirigindo no deserto norte-americano por horas e horas com uma gostosa ao lado a trilha sonora será perfeita. A primeira música do Queens que eu ouvi foi assistindo ao clipe de Little Sister na MTV no final de 2005 e me impressionou desde o início.
Esse álbum estreou com uma certa fama, atingindo o nº 5 da Billboard logo no lançamento graças a 3 fatores principais: o álbum anterior da banda (Songs for the Deaf) era do caralho. O baterista do album é Dave Grohl, isso acabou atraindo ainda mais atenção para a crescente fama da banda. E por fim, é muito foda.
Eu reconheço três ingredientes principais aqui, escuridão, drogas e histórias mal resolvidas.
Tudo começa com um romancezinho mórbido em This Lullaby que poderia muito bem ser uma canção de um morador de uma cidade fantasma sobre seu amor perdido. A sequência entretanto é muito mais contemporânea, Medication fala sobre drogas, e ficar chapado e drogas... e ficar chapado.
Everybody Knows that You're Insane descreve o sentimento que um jovem experiencia quando ele se dá conta de que a família anda comentando sobre ele escondido, sua mãe já encontrou drogas escondidas em seu quarto e começa a pedir aos tios conselhos sobre o que fazer... ou caso a sua estrutura familiar não seja das melhores, ela está se drogando também.
O CD avança e Burn The Witch aparece pra lembrar de que estamos no deserto onde xamãs indígenas estão por aí preparando peiote e fuminho, há diableros à espreita... Na verdade acho que Josh Homme teria um grande respeito pela habilidade dos índios em consumirem drogas alucinógenas, ou talvez "burn the witch" seja alguma gíria estranha sobre fumo. In my head é mais um momento lúcido de consciência no CD em que o protagonista se dá conta da quantidade de drogas que consumiu e como nada disso é real, está tudo na sua cabeça.
É perceptível como o álbum vai se tornando mais denso e obscuro, é um album que começa com a sonoridade do Songs for the deaf e termina com o peso que o recente sucesso do álbum anterior permitiu a Josh Homme fazer.
Ainda vêm algo bom em Little Sister, Someone is in the Wolf, You got a killer scene there, man mas a temática, drogas, morte, sexo vai se repetindo até o final do CD que conta ainda com uma faixa escondida após The long Slow Goodbye. Um álbum com 15 faixas, uma temática perversa e (i)legal, um dos meus preferidos com certeza. Formação do álbum:
Josh Homme - vocal, guitarra, baixo, bateria, piano e produtor
Troy Van Leeuwen - guitarra, baixo, lap steel, piano e teclado
Joey Castillo - bateria e piano Alain Johannes - baixo e guitarra
Participações:
Mark Lanegan - vocal em "This Lullaby" e contribuição em letras de "Medication", "Tangled Up In Plaid" e "Long Slow Goodbye"
Chris Goss - vocal de apoio em "You Got A Killer Scene There, Man" e sons de preparo de refeição em "Someone's In the Wolf"
Billy Gibbons - vocal em "Burn The Witch" e "Precious and Grace", e guitarra em "Burn The Witch", "Precious and Grace" e "Like A Drug" Dave Catching - guitarra em "The Blood Is Love"
Jack Black - palmas e batidas de pés em "Burn The Witch"
Jesse Hughes - flauta em "Someone's In the Wolf"
Shirley Manson - vocal de apoio em "You Got A Killer Scene There, Man" Brody Dalle - vocal de apoio em "You Got A Killer Scene There, Man"
Josh Freese - letras em "In My Head"










