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@diamantelapidado
Tão desequilibrada quanto a perna do seu óculos
Sapatilha de ponta
Querido outono, Quem te disse que tinhas o direito de nos deixar? Até parece que se esqueceu da última tarde? Doce tempo se foi, tempo de sentar no chão do parque, encostar a cabeça sobre teu peito quente e derramar as últimas lembranças frias que ainda restavam nos olhos. Ora outono porquê me feristes assim? Por quê levaste consigo o meu último romance? Inveja mil vezes inveja da solidez. Resta esperar o giro se completar e mais uma vez tuas folhas se encontrarem com o chão e eu com a esperança do meu bem voltar
Minha não tão doce alma, lidia
Luz em dezembro, luz de todos os dias
Eu
Perguntei para o meu pai: "Pai, onde é que ocê nasceu?" Ele então me respondeu que nasceu lá em Recife Mas seu pai que é o meu avô Era filho de um baiano que viajava no sertão E vendia coisas como roupa, panela e sabão E que um dia foi caçado pelo bando do Lampião Que achava que ele era da polícia um espião E se fez a confusão E amarraram ele num pau pra matar depois do almoço E ele então desesperado gritava: "Socorro!" E uma moça apareceu bem no último instante E gritou pra aquele bando: "Esse rapaz é comerciante!" E com muita habilidade ela desfez a confusão E ele então deu-lhe um presente, um vestido de algodão E ela então se apaixonou Se aquela moça esperta não tivesse ali passado Ou se não se apaixonasse por aquele condenado Eu não teria bisavô, nem bisavó, nem avô, nem avó, nem pai pra casar com a minha mãe Então eu não contaria essa história familiar Pois eu nem existiria pra poder cantar Nem pra tocar violão
João e Maria
Agora era fatal Que o faz-de-conta terminasse assim Pra lá deste quintal Era uma noite que não tem mais fim Pois você sumiu no mundo sem me avisar E agora eu era um louco a perguntar O que é que a vida vai fazer de mim?
E se o mundo desfocasse e só se visse a gente
E juntos somos som pelo salão Passos de frevo tantos tem A música move o mundo: Move dançando... Azul, Tibério
Pequeno traço Se transforma em laço No papel a linha Figura em andorinha
Poema de caixinha
Na espera de um amigo
Menino da cidade não sabe andar descalço
Moço, ninguém é de ferro Somos programados pra cair
Então me diz pra quem eu vou deixar Me diz pra quem Eu deixo essa canção
Rael