Será que eu sou do contra?
Quando eu estava na sexta série, acredito que equivalha ao antigo primeiro grau, eu tive a opção de escolher uma língua estrangeira para aprender. Enquanto todos os alunos da escola escolheram inglês, eu escolhi francês. Na minha turma tinha mais dois alunos apenas.
Lembro que eu tive uma experiência profissional em que era tudo perfeito. Sério mesmo. O trabalho era super tranquilo e pagavam muito bem. Porém, cheguei em um momento em que toda essa maravilha me incomodou. Eu queria um trabalho que me estressasse. Brincadeira, claro que eu não queria isso. Mas eu queria mais atividades. Ter uma rotina mais ativa. Foi quando decidi sair da empresa. Mas me ofereceram uma promoção, e eu não fui tão do contra com relação a isso. Então, acho que essa não conta né?
Dando um salto para os dias mais atuais, mais precisamente quando eu estava morando em Dublin, após 3 meses da minha chegada eu consegui um emprego num supermercado. Na condição de estudante, conseguir um emprego em que se tem a oportunidade de interagir com o público e praticar o inglês, é um grande feito. No geral, as pessoas começam com atividades que requer mais esforço, como ajudante de cozinha. Pois não demorou muito para eu fazer essa troca. Quando me senti mais confortável para me comunicar em inglês, troquei o supermercado por um restaurante. Ou seja, peguei o caminho inverso daquele que geralmente a galera percorre.
Ainda em Dublin, quando você vai para estudar inglês e tem conhecimento quase zero da língua, ao final do curso, que dura seis meses, você percebe que vai precisar de mais um período para fixar o conhecimento e ganhar confiança para pôr em prática. Porém, na segunda renovação de curso você buscar investir em algo mais barato e usar uma parte da grana que você tem para fazer uma eurotrip e relaxar após toda a correria do primeiro período. Pois eu resolvi contratar um curso mais caro e não viajar.
Acredito que ser contrário as escolhas coletivas pode significar ser a favor de si mesmo. Ser leal aos seus ideais. Ser verdadeiro consigo mesmo. Eu escolho, conforme aquilo que acredito naquele momento. No fim, minhas escolhas contrárias aos demais, sempre me trouxeram algum conhecimento. Até mesmo as aulas de francês, das quais eu só me lembro como falar lápis, borracha e mesa. C'est la vie!














