Começos e fins são sempre os mais difíceis

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@disfarceasaudade
Começos e fins são sempre os mais difíceis
Queria ter a casca grossa mas sou tão sensível, tão quebrável.
Saudade, amor…
Eu me pergunto se você vive bem com a saudade. Se controla seus impulsos de me mandar mensagem, se chora pensando no quanto queria ter o meu abraço. Será que devo me perguntar se não sou eu que sinto demais? Queria que as palavras que não consigo te dizer pudessem chegar até você de algum jeito, pois mesmo sabendo que o caminho é livre até você, existem tantos medos que me impedem… e então eu permaneço aqui pensando e repensando se seu peito aperta quando qualquer coisa no teu dia te lembra de mim. Hoje eu durmo pedindo aos ventos que soprem no teu ouvido sobre o quanto sofro a tua ausência e como todos os dias, em pensamento, te peço de volta. Eu te amo o suficiente pra te deixar ir, mas nunca deixarei de manifestar o quanto eu te quero aqui. Comigo.
Não é tudo afinal…
Nos restou o amor que tanto sonhamos ter, nos provamos que tinhamos, provamo-nos um ao outro, tu do meu amor e eu do teu.
Nos restou a sede de coragem e a possibilidade de um amanhã mais bonito, mais difícil, porém mais sincero.
Nos restaram as compensações, nos restaram as boas memórias e o doce e meio amargo sabor de um último beijo.
Nos restou a oportunidade de um último adeus, um último abraço, uma última canção.
(if you can take my hand, I promisse, we’ll find love again).
Último adeus não por ser a última vez que nos vimos e nos vivenciamos, mas por sempre termos na vida um talvez dentro do tempo, no futuro que não conhecemos; sem expectar, mas desejando que um dia encontraremos nosso amor de novo.
Nos restou a despedida carinhosa, mesmo que dolorida em dizer:
– Eu te amo. Nunca que se esqueça disso.
– Eu te amo muito, não esqueça nunca… É pra sempre!
– Pra sempre!
Bem aventurados aqueles que se querem e se têm
Nem todo dia é simples… Tem dia que cê olha pro lado e vê que a bagunça já saiu do controle, as roupas estão todas jogadas de novo e você tentando não voltar aos velhos hábitos, principalmente a má alimentação.
Distrair a cabeça. É disso que preciso.
Arrumar o quarto, colocar as coisas no lugar, respirar fundo e pedir em pensamento que a gente retorne ao eixo também… Hoje eu só posso esperar…
Esperar que decida, esperar que fique…
Sem egocentrismo à ponto de ser inflexível. Diversas palavras precisam ser ditas à flor da pele para o sentimento fluir e a clareza se fazer presente. E convenhamos que é melhor jogar um desabafo qualquer, como uma espécie de Brainstorming, num espaço seguro, do que perder o controle.
Dito isso, que bom que ficou o dia todo, dormiu do meu lado. Foi bom pensar com você ali. Eu tocando a sua pele e sentindo o seu cheiro.
De início, irredutível:
— Tenha certeza. Dessa vez, não vou voltar. Eu disse.
E foram passando-se as horas.
O som dos pássaros cantando, as crianças brincando, carros passando e os pensamentos indo, voltando…
Já não somos mais os mesmos.
Eu te disse, sou um cara diferente. Diferente até demais, diferente de quem eu fui e quem eu ainda serei. Eu me orgulho que esteja buscando o mesmo para si e ainda sejamos iguais nos detalhes. Ter consciência da mudança necessária nos faz mais sábios.
Fomos, somos e ainda seremos, muito felizes.
Mesmo que isso signifique trilhar um caminho só… (à sós).
Sem nós, ou com! Dentro do que nos for possível oferecer, mas que seja por inteiro, certeiro e verdadeiro como quem se conduz, é por livre e espontânea vontade.
Se um dia eu for a água da tua sede, que você me beba com muita vontade, amor…
É tudo o que eu sabia querer, no fim do dia, após horas pensando em nós, com você ali descansando em meu peito.
Que toda essa dor que invade o meu peito nesse momento possa florescer em arte e mudança. Dessa vez eu escolho viver, eu escolho à mim.
“E tudo aquilo que não for leve, que a vida leve”
— Kiara Vasconcellos
Que estranho é o sentimento que permeia a possibilidade de você ir embora.
No momento em que a fala sai da sua boca e encontra os meus ouvidos, parece que o percurso até o fim vem carregado de amor, mas também de uma incerteza que há tanto tempo eu não temia sentir de novo…
— Eu preciso pensar.
Você sussurra com a voz embargada entre os sentimentos que não deixa transbordar pelos olhos.
E a pergunta vem a mente como um alerta: isso quer dizer que posso te perder? Gritam meus pensamentos. E além de gritar por dentro, nada posso fazer. Então me deixo cair no vazio da espera, na angústia da dúvida, mas com a esperança do seu querer ser genuíno, carregando na malinha do meu coração o anseio de ainda poder fazer teus olhos brilharem.
Ah, minha estrela… Como eu te quero brilhando pra mim outra vez…
Ao menos antes você escrevia alguma coisa… Quase um ano se passou e as rachaduras aumentaram com o tempo. As mudanças dão muito medo sim, mas eu acho que nos perdemos quando nos perder deixou de ser uma preocupação.
Não te culpo, estejamos livres de julgamento, o silêncio foi mútuo. Também não colaborei. Se eu fosse capaz de traduzir os meus suspiros, talvez eu tivesse te dito tantas coisas… enfim, não adianta dizer mais.
Eu te amei, meu primeiro verdadeiro amor, como eu te amei! E como amo!
Somos apenas… diferentes.