Em um momento sou a pessoa mais fria, calculista e racional. N'outro sou sentimental, sou apego e irracional. Sou efêmera e muito mais do isso sou intensa. Ainda não me descobri entre as entrelinhas por mais que eu tenha a incrível tendência de deixar tudo no subentendido, quando vivo, sinto, quero, amo, sempre escrevo tudo em linhas visíveis, com caps e se necessário leio e releio em alto bom tom. Sou borboleta e tenho uma metamorfose constante, o que me torna muitas vezes inconstante e imprevisível. Mergulho em tudo que me disponho a sentir e me decepciono a cada vez. No meu anseio de viver cada milésimo da vida intensamente, me esqueço frequentemente que nem todos são assim. Quando mergulho, procuros os lugares profundos e não me importo se vai ou não me dar pé. Quando vejo a costa está longe demais, eu estou sozinha, e há muito a nadar. Não supero bem perdas. Desde o par ou ímpar ou um amor, que provavelmente eu nadei, nadei e perdi de vista. Então, não espere sorrisos sinceros, apertos de mãos amigos - por mais que eu seja uma excelente atriz e que provavelmente irei fingir, nessa ânsia de ser ou melhor querer ser, resolvida na vida - eu demoro a entender, a associar a triste realidade que nem todos são intensos. E intensidade nesse contextos se quer considero como uma vaidade, é como a fosse uma condição de ser Maria e me entender como tal.
Fragmentos de Maria.














