Pelo chão, por ai
Hoje foi mais uma manhã estranha.
Acordamos na mesma cama, juntos, quase próximos.
Ressaca de sentimentos da troca de ódio de ontem.
Parecem já não ter tanto efeito
Discussões que não constroem
Destroem, corroem
sentimentos presentes
que vão
alimentando a ilusão
que no chão
dá sua mão
e seguimos
Como se o ouvido fosse um túnel
Nada foi feito
Nenhuma atitude foi tomada.
Cigarro
Água
Sexo
Ele se levantou.
Foi para a mesa de trabalho.
Eu fiquei.
Estou escrevendo, de novo.
Qual o propósito?
Como se as palavras um dia fossem simplesmente se unir para dizer o que eu preciso fazer, sigo.
O que eu sinto, cá está.
Não vê quem não quer.
Não vejo porque não quero.
Ontem minha amiga disse que eu precisava de terapia
"Ta maluco?"
Ainda ressoa por aqui
no coração.
Mais uma manhã estranha.
Toda esquisita.
















