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Um cantinho da sua casa pode se transformar em uma horta! Saiba como plantar, o que plantar, onde comprar, condições ideais, cuidados e muito mais!
Sustentabilidade não é tendência, é urgência⠀⠀ Consumir produtos que se aproximem o máximo possível ao ciclo primário de produção.⠀⠀ ⠀⠀ A forma como nos vestimos não é apenas uma questão estética, é um meio de comunicação, é uma das primeiras impressões que passamos ao mundo acerca dos nossos gostos e postura. De que adianta levantar bandeira em prol de alimentos e cosméticos Naturais & Orgânicos se não nos perguntarmos de onde vem, como e por quem é feita a roupa que nos cobre?⠀⠀ #consultoriadeimagem #lifestyle #fashionstyling #lowsumerism #reciclagem #consumoconsciente
Lowsumerism
O Lowsumerism é um termo que vem do inglês Low Consumerism que, traduzindo ao pé da letra, seria algo como “consumir pouco” – mas o conceito é algo que vai muito além disso. Em português, o termo que combinaria melhor com essa ideia seria “consumo equilibrado”.
Consumir menos, buscar alternativas e viver apenas com o necessário. O recado do Lowsumerism foi dado e está claro: o processo de autodestruição causado pelo consumismo só poderá ser freado por meio de um profundo despertar de consciência.
A Box 1824, empresa de pesquisa especializada em tendências de comportamento e consumo, publicou no dia 04.08.2015 um vídeo sem fins lucrativos ou comerciais em que mostra como o consumismo nasceu e se desenvolveu ao longo de décadas sustentado pela necessidade das indústrias de venderem cada vez mais.
O trabalho apresenta como os hábitos de consumo mudaram ao longo do século passado até se transformar em consumismo. Desde o fim do século 19, quando o consumo começou a aumentar como resultado da industrialização até os anos 2010, com o consumo compartilhado, que parecia um passo à frente, mas que não reduz o desejo de consumir, apenas reduz a posse, passando pelo auge da publicidade nos anos 1920 e pelo sonho do consumo americano, na década de 1950.
O problema desse estilo de vida fomentado no último século, baseado na industrialização, no consumo e, mais recentemente, no consumismo têm resultados desastrosos para o planeta. De acordo com o vídeo, somente nas últimas três décadas, um terço dos recursos naturais da Terra foram consumidos. “O mundo não pode esperar mais. Afinal de contas, a Terra é a nossa casa, não um imenso shopping center”, prega o documentário.
A saída apresentada é a redução drástica no consumo, porque para produzir artigos usamos recursos do meio ambiente, mas também porque produzindo cada vez mais, geramos cada vez mais lixo. Veja bem, comprar itens que têm um “selo verde” não resolve o problema, apenas alivia momentaneamente a culpa consumista. E a responsabilidade é tanto das indústrias como dos consumidores. A saída apresentada no documentário é o low consumerism, ou lowsumerism. Mais do que antecipar a tendência de um comportamento menos consumista, o vídeo, intitulado “The Rise of Lowsumerism” (“O Aumento do Lowsumerism”), prega isso.
A saída proposta pelo vídeo, intitulado The Rise of Lowsumerism (O Aumento do Lowsumerism), é exatamente o Lowsumerism que é, basicamente, ser mais consciente e consumir menos. Para isso, ele propõe uma reflexão antes de cada compra:
Você realmente precisa disso?
Você pode pagar por isso?
Você não está querendo ser incluído ou afirmar sua personalidade?
Você sabe a origem desse produto e para onde ele vai depois?
Você não está sendo iludido pela publicidade e branding?
Você acha que essa compra prejudica o planeta?
Quantas dessas compras você acha que o planeta consegue suportar?
Repense seus hábitos
Menos roupas, menos indecisões
Se vestir bem é melhor do que ter muitas roupas e ficar indeciso na hora de escolher o visual do dia. Prefira a qualidade do que a quantidade. Já reparou que muitos líderes empresariais sempre estão com roupas parecidas? Ter menos roupas ajuda você a focar mais na qualidade. Prefira ter um visual bem trabalhado do que ter um guarda-roupa cheio de roupas que não combinam e vão ficar lá, mofando.
Comidas
Te garanto uma coisa: vale muito mais a pena comer um bombom de chocolate de qualidade do que uma caixa inteira daqueles chocolates açucarados. A lógica aqui é a mesma das roupas, descubra como qualidade supera, e muito, a quantidade. Além disso, evite o desperdício de comida e não deixe coisas estragarem no armário.
Tempo de sobra
Se você reparar o quanto de tempo gasta com compras desnecessárias, você vai perceber como pode ganhar tempo na sua semana para focar em coisas mais importantes, como passar mais tempo com a família e amigos.
Excesso de informação
Existe um outro tipo de consumismo que é mais sutil, mas também é extremamente prejudicial: o consumo de informação. Muitas notícias e atualizações do Facebook não nos agregam nada e só tomam o nosso tempo. Escolha melhor o que você realmente quer consumir de informação, que sobrará muito mais tempo para fazer as coisas que realmente importam na sua vida.
Dinheiro
O lado bom de conseguir frear o consumo desnecessário é que, no final do mês, vai sobrar mais dinheiro na sua conta. Que tal poupar para uma viagem ao exterior, aprender algo novo ou investir para render mais no futuro? Use isso a seu favor.
Esses são apenas alguns passos para você repensar “como” e o “que” consome no seu cotidiano. Consumir de forma equilibrada não tem nada a ver com perder conforto, pode ficar tranquilo. Mas tem tudo a ver com ter mais qualidade de vida e ainda sobrar mais tempo e dinheiro para o que realmente for essencial na sua vida.
Fonte: Ricardo Sturk, https://www.eusemfronteiras.com.br/lowsumerism-voce-sabe-o-que-e/;
Eduardo Biz, http://pontoeletronico.me/2015/lowsumerism-entenda/;
Marcela Duarte, http://ffw.uol.com.br/blog/comportamento/the-rise-of-lowsumerism-video-da-box-1824-prega-reducao-no-consumo/;
Ilustração de Laura Callaghan.
Consumo Ético
É o consumo socialmente justo e ambientalmente sustentável, que respeita a cultura e promove uma melhor qualidade de vida individual e social. É o ato de escolher, comprar e consumir produtos a partir de uma análise prévia: qual sua proveniência? Quem produziu e em que condições? Foram respeitados o meio ambiente e os direitos dos trabalhadores? O que estou incentivando com meu dinheiro ao comprar esse produto?
A crise ambiental tem mostrado que o padrão de consumo das sociedades ocidentais modernas, além de ser socialmente injusto e moralmente indefensável, é ambientalmente insustentável. Por isso, muitos tem se preocupado com o consumo verde, ético e sustentável. Mas quais são as diferenças?
Consumo verde é aquele em que o consumidor, além de buscar melhor qualidade e preço, inclui a variável ambiental, dando preferência a produtos e serviços que não agridam o meio ambiente, tanto na produção, quanto na distribuição, no consumo e no descarte final. Aproveitando-se disso muitas empresas passaram a simplesmente a “esverdear” os produtos para as pessoas de alto poder aquisitivo enquanto os pobres continuam a consumir produtos inferiores.
Consumo ético, responsável e consciente são expressões que surgiram como forma de incluir a preocupação com aspectos sociais, e não só ecológicos, nas atividades de consumo. Nestas propostas, os consumidores incluem um compromisso ético, uma consciência e uma responsabilidade quanto aos impactos sociais e ambientais que suas escolhas e comportamentos podem causar em ecossistemas e outros grupos sociais, na maior parte das vezes geográfica e temporalmente distantes.
Fonte: Livro “Comércio Justo e o consumo ético”, http://petgestaosocialuff.blogspot.com.br/2012/12/o-que-e-consumo-etico.html;
Equipe USP/UAM, http://www.projetosustentabilidade.sc.usp.br/index.php/Teste-de-sustentabilidade/Outros-Testes/Textos-Informativos/Consumo-verde-etico-ou-sustentavel
PANC: Plantas Alimentícias Não Convencionais
O que é?
São plantas que encontramos facilmente e que a maioria das pessoas não se dá conta da sua função alimentar. Muitas são consideras matos espontâneos, ou seja, plantas que crescem espontaneamente nos nossos quintais, quais temos a mania de considerar daninhas e retirar sem qualquer utilização posterior. Também podemos considerar algumas plantas PANCs algumas plantas comuns, como a bananeira (Musa x paradisiaca), pois acabamos restringindo o seu consumo a apenas uma parte (o fruto maduro), sendo que as demais são renegadas, como os mangarás (corações ou umbigo) e os frutos verdes. Portanto, plantas com funções alimentícias não conhecidas pela maioria e partes não usuais podem classificar uma planta como uma PANC.
Geralmente, não nos damos conta das plantas que crescem espontaneamente ao nosso redor. Estas, que muitos chamam de ervas daninhas, tiriricas ou pragas, escondem poderes medicinais e culinários que só um hortelão observador conhece.
Elas são caracterizadas por rápido crescimento, ótima adaptação climática, fácil dispersão e germinação e alta longevidade, mesmo em solos mal cuidados. Estas plantas são boas indicadoras da condição do solo, pois cada uma surge em uma condição específica. Porém…
Apesar de todas estas características, elas são temperamentais. Muitas vezes queremos fazer um cultivo forçado, porém isto não acontece.
Exemplos:
Beldroega (Portulaca oleracea)
Cresce em solo rico em matéria orgânica, portanto ter ela crescendo espontaneamente em nosso jardim é um bom sinal. Esta espécie é chamada de beldroega de verão, nas regiões mais frias, como Argentina, cresce também a beldroega de inverno (Claytonia perfoliata). Em nossas condições, suas sementes germinam o ano todo. Possui propriedades diuréticas e ajuda nos movimentos peristálticos do intestino. As folhas apresentam um sabor picante e podem ser consumidas cruas em saladas, picles, bolinhos, tempuras, salteadas e em omeletes e sanduíches.
Mentruz (Coronopus didymus)
Possui sabor bem mais picante que a beldroega. É consumida na forma de saladas e para temperar aguardentes. Cresce frequentemente na região Sul do Brasil e propaga-se apenas através de sementes. Não deve ser confundida com a planta mastruz (ou erva de Santa Maria).
Dente de leão (Tanaxacum officinale)
É um mato espontâneo típico de inverno. Suas folhas têm um sabor amargo e podem ser utilizadas em saladas. Devem-se usar as folhas mais jovens, pois as mais velhas são muito amargas e duras. Possui propriedades digestivas.
Serralha (Sonchus oleraceus)
Parente próximo do dente-de-leão, porém possui um porte maior. Pode ser consumida em saladas ou refogada. Propaga-se exclusivamente através de sementes e vegeta nos períodos de inverno-primavera, principalmente.
Fonte: Sabor de Fazenda, https://viveirosabordefazenda.wordpress.com/2014/06/11/matos-espontaneos-reliquias-em-nossos-jardins/; https://viveirosabordefazenda.wordpress.com/2014/11/19/pancs-plantas-alimenticias-nao-convencionais/
Como lidar com desperdício de alimentos?
Você sabia que o desperdício de alimentos atinge um terço de toda comida produzida no mundo? Pois é, a produção em excesso e o transporte são fatores significativos para esse problema. Mas além disso, há desperdício de alimentos na cozinha da nossa casa. Vamos dar uma olhada mais profunda nessa questão.
De acordo com a FAO (agência das Nações Unidas preocupada em erradicar a fome), 54% do desperdício de alimentos no mundo ocorre na fase inicial da produção, que são a manipulação pós-colheita e a armazenagem. Os outros 46% do desperdício, de acordo com a mesma fonte, ocorrem nas etapas de processamento, distribuição e consumo.
Quando lembramos que todos os dias 870 milhões de pessoas passam fome, esses dados sobre desperdício se tornam aterrorizantes.
Grande parte do desperdício de alimentos está na própria produção. Mas o consumidor pode contribuir de alguma forma para mudar esse quadro:
Sempre que possível optar por alimentos produzidos localmente, uma vez que estes não sofrem (ou sofrem menos) as perdas do transporte e da degradação, tornando-se, quem sabe, um locávoro.
Outra forma de evitar desperdícios, é optar por consumir Pancs (Plantas alimentícias não-convencionais), pois essas são uma alternativa às monoculturas e muitas vezes nascem naturalmente em casa ou proximidades, podendo ser colhidas na hora do uso, ou pouco tempo antes, evitando também perdas de transporte a longa distância e degradação pelo armazenamento.
Você também evita desperdício de alimentos aprendendo a fazer receitas com cascas, raízes e sementes. Você já pensou em comer casca de banana, por exemplo? Já conhece nossas 18 diferentes formas de reaproveitar a casca do limão? Conhece os sete benefícios da semente de abóbora para a saúde?
Você também pode contatar os produtores de alimentos mais próximos e formar grupos de consumo com seus vizinhos, pois fazendo compras coletivas o preço fica mais em conta e o produtor pode produzir de acordo com a demanda, evitando desperdícios.
Outra alternativa aliada a todas essas é compostar todo seu resíduo orgânico. Assim, em vez de virar “lixo” e ocupar espaço em aterros e lixões, ele servirá de insumo, inclusive, para você doar ou começar a plantar localmente em algum espaço compartilhado com vizinhos.
Fonte: Equipe eCycle; https://www.ecycle.com.br/component/content/article/62/3007-desperdicio-de-alimentos-quais-sao-as-causas-e-os-prejuizos-economicos-e-ambientais-desse-problema.html
Com rolos de papel higiênico. #reciclagem #reaproveitamento #dolixoaoluxo #quadrilhosas #vaidosas_do_lar
Como separar o lixo reciclável?
A reciclagem reduz, de forma importante, impacto sobre o meio ambiente: diminui as retiradas de matéria-prima da natureza, gera economia de água e energia e reduz a disposição inadequada do lixo. Além disso, é fonte de renda para os catadores.
O que é reciclável?
É reciclável todo o resíduo descartado que constitui interesse de transformação de partes ou o seu todo. Esses materiais poderão retornar à cadeia produtiva para virar o mesmo produto ou produtos diferentes dos originais.
Por exemplo: Folhas e aparas de papel, jornais, revistas, caixas, papelão, PET, recipientes de limpeza, latas de cerveja e refrigerante, canos, esquadrias, arame, todos os produtos eletroeletrônicos e seus componentes, embalagens em geral e outros.
Como separar o lixo doméstico?
Não misture recicláveis com orgânicos - sobras de alimentos, cascas de frutas e legumes. Coloque plásticos, vidros, metais e papéis em sacos separados.
Lave as embalagens do tipo longa vida, latas, garrafas e frascos de vidro e plástico. Seque-os antes de depositar nos coletores.
Papéis devem estar secos. Podem ser dobrados, mas não amassados.
Embrulhe vidros quebrados e outros materiais cortantes em papel grosso (do tipo jornal) ou colocados em uma caixa para evitar acidentes. Garrafas e frascos não devem ser misturados com os vidros planos.
O que não vai para o lixo reciclável?
Papel-carbono, etiqueta adesiva, fita crepe, guardanapos, fotografias, filtro de cigarros, papéis sujos, papéis sanitários, copos de papel. Cabos de panela e tomadas. Clipes, grampos, esponjas de aço, canos. Espelhos, cristais, cerâmicas, porcelana. Pilhas e baterias de celular devem ser devolvidas aos fabricantes ou depositadas em coletores específicos.
E as embalagens mistas: feitas de plástico e metal, metal e vidro e papel e metal?
Nas compras, prefira embalagens mais simples. Mas, se não tiver opção, desmonte-a separando as partes de metal, plástico e vidro e deposite-as nos coletores apropriados. No caso de cartelas de comprimidos, é difícil desgrudar o plástico do papel metalizado, então descarte-as junto com os plásticos. Faça o mesmo com bandejas de isopor, que viram matéria-prima para blocos da construção civil.
Outras dicas:
Papéis: todos os tipos são recicláveis, inclusive caixas do tipo longa-vida e de papelão. Não recicle papel com material orgânico, como caixas de pizza cheias de gordura, pontas de cigarro, fitas adesivas, fotografias, papéis sanitários e papel-carbono.
Plásticos: 90% do lixo produzido no mundo são à base de plástico. Por isso, esse material merece uma atenção especial. Recicle sacos de supermercados, garrafas de refrigerante (pet), tampinhas e até brinquedos quebrados.
Vidros: quando limpos e secos, todos são recicláveis, exceto lâmpadas, cristais, espelhos, vidros de automóveis ou temperados, cerâmica e porcelana.
Metais: além de todos os tipos de latas de alumínio, é possível reciclar tampinhas, pregos e parafusos. Atenção: clipes, grampos, canos e esponjas de aço devem ficar de fora.
Isopor: Ao contrário do que muita gente pensa, o isopor é reciclável. No entanto, esse processo não é economicamente viável. Por isso, é importante usar o isopor de diversas formas e evitar ao máximo o seu desperdício. Quando tiver que jogar fora, coloque na lata de plásticos. Algumas empresas transformam em matéria-prima para blocos de construção civil.
CURIOSIDADES:
A reciclagem de uma única lata de alumínio economiza energia suficiente para manter uma TV ligada durante três horas.
Cerca de 100 mil pessoas no Brasil vivem exclusivamente de coletar latas de alumínio e recebem em média três salários mínimos mensais, segundo a Associação Brasileira do Alumínio.
Uma tonelada de papel reciclado economiza 10mil litros de água e evita o corte de 17 árvores adultas.
Cada 100 toneladas de plástico reciclado economizam 1 tonelada de petróleo.
Um quilo de vidro quebrado faz 1kg de vidro novo e pode ser infinitamente reciclado.
O lacre da latinha não vale mais e não deve ser vendido separadamente. As empresas reciclam a lata com ou sem o lacre. Isso porque o anel é pequeno e pode se perder durante o transporte.
Para produzir 1 tonelada de papel é preciso 100 mil litros de água e 5 mil KW de energia. Para produzir a mesma quantidade de papel reciclado, são usados apenas 2 mil litros de água e 50% da energia.
Cada 100 toneladas de plástico economizam uma tonelada de petróleo.
O vidro pode ser infinitamente reciclado.
Fonte: Ministério do Meio Ambiente; http://www.mma.gov.br/informma/item/8521-como-e-porquê-separar-o-lixo
Este vídeo é um projeto sem fins lucrativos ou comerciais, resultado de diversos estudos realizados pela Box1824, e da observação atenta de tudo o que acontece à nossa volta. Box1824 é uma empresa de pesquisa especializada em tendências de comportamento e consumo.