Estou lembrando de muitas coisas hoje.
De coisas que eram tão frequentes que eu costumava esnobá-las.
Venho lembrando de quando eu esmagava meus amigos em um abraço. Eles me esmagavam de volta. E acabávamos rindo. Rindo sem motivo, rindo por que estávamos vivendo.
Lembro do cheiro de cada um. Do cheiro amadeirado de um amigo que não é mais meu amigo. Do cheiro doce de um creme específico que o cabelo de uma amiga exalava. Do cheiro de sabonete fresco que outro amigo tinha. Do cheiro especial de alguém que me lembrava de casa.
E eu lembro das nossas piadas. De como eu costumava me aconchegar em braços juvenis e franzinos, rindo tanto ao mesmo tempo que me sentia segura.
Eu costumava pensar que era para sempre.













