Gabrielle Borgens e William Blanchard (até 13/06)

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Gabrielle Borgens e William Blanchard (até 13/06)
“Se você é tão espertx assim, não deveria ter pedido minha ajuda. Você nem mesmo me deixa explicar a matéria.”
“Eu não estou bêbada não. Estava comendo deliciosos brownies que eu fiz com o Alby… Embora ele não sabia o que tinha lá dentro.”
“Sobrou algum? Esther, se não deixou nenhum pra mim, vou te chamar de gulosa pelo resto do dia.”
Aí você termina aqui e pronto.
É assim que fica com a boca Kardashian. Embora eu tenha um pouco de certeza de que você não sabe quem elas são.
Não sei mesmo quem são. Elas todas usam bocas assim? Meu Merlin. É assustador.
O que isso? Você está doidx?
“Desculpe. Você estava dormindo feito uma pedra e eu precisa falar contigo.”
“Eu… Esqueci.”
“Mas olhe pelo lado bom, ainda dá para fazermos alguma coisa com isso.”
“Olha, se a gente usar essa caneca, há uma chance muito grande do chá/café/suco ou o que for vir com muitos pêlos” respondeu-a, erguendo a caneca peluda (e com rabo!) em frente a seus olhos. “Poderíamos tentar transformá-la de volta. De novo.”
“Claro que não. Ela nem olha mais na minha cara, mas vai passar. Sua mãe deve ser uma pessoa divertida, então. Não é nem questão de desafiar, eu só gosto de me divertir mesmo.”
“Nossa, muito divertida, você não tem nem ideia” balançou a cabeça, ironizando as palavras. Sua mãe era no mínimo crítica demais para ser divertida, uma pena, de verdade. “Você tem cara de quem faz essas coisas apenas por diversão, Nikki. É evidente. Preciso andar mais com você só para vê-la fazendo esse tipo de coisa.”
“É verdade, eu não sou engraçada mas eu posso sempre tentar, dizem também que torna a convivência mais agradável.” Comentou, levou a destra até os cabelos tentando impedir a mecha de cabelo que tanto queria adentrar seus lábios enquanto fitava a garota ali a sua frente, era de fato verdade que historias sobre trouxas conseguia tornar o ambiente mais agradável, porque mesmo os que desgostam deles acabam por rir de suas historias engraçadas. “Eu acho bom que existam pessoas assim, exóticas, são o tipo de pessoas que tem muitas historias pra contar, e eu como uma amante de historias adoro sempre ouvi-las, é como viver uma aventura diferente na mente, não acha?” Acabou por perguntar-se se não estava divagando demais.
“Não que eu concorde com o fato de que suas historias bizarras estão se esgotando mas experiências são sempre bem vindas, quem sabe se nós duas nos aventurarmos por ai não voltaríamos com historias boas pra contar.”
“Eu tenho piadas muito ruins mas ainda assim gosto de contá-las. As pessoas riem mais pela idiotice das palavras que pelo fato da história ser cômica em si...” deu de ombros, indiferente. Não deixaria de contá-las nem que alguém lhe pagasse muito por isso. Tá bom, só assim. “Pessoas exóticas, o que mais encontramos, na minha opinião, no mundo trouxa. E ainda há quem diga que os bruxos são estranhos. Qual é seu posicionamento a respeito disso?”
“Olha, adoraria fazer isso. De verdade. Poderíamos combinar de passear por aí, caçar alguma aventura. Encontrar problemas e depois nos arrepender, pois pode acabar dando merda, sabe como é.”
Eu não estou mentindo, Elle, aconteceu mesmo! Fui pra Hogsmeade e aquele cara bêbado tava lá como sempre. Ele começou a me perseguir falando umas coisas loucas barra obscenas e eu fiz todo aquele teatro de sempre. No final o cara foi agarrado pelo guarda de lá e levado sei lá pra onde. Foi hilário.
Acho que conheço esse cara! Já entrei num bar por engano quando era mais nova e um bruxo em especial riu muito de mim. Desnecessário.
Quando você diz coisas obscenas, quer dizer que ele tentou te conquistar? Nossa, se eu estivesse lá, também riria muito. E ficaria te enchendo o saco pelo resto da semana.
Nós não temos até amanhã, kid, a aula acaba em trinta minutos. Você ao menos já começou a preparar sua poção?
“Calminha, está quase saindo. Só precisa de mais de pêlo de unicórnio e...” acrescentou o ingrediente, com grande expectativa no olhar. Não imaginou que estivera demorando tanto, ou que a sala estivesse quase vazia àquele ponto. A coloração do líquido ficou verde, determinando a poção como concluída. “Pronto. Agora foi. Andei treinando tudo, menos a velocidade.”
Putz… Eu me esqueci completamente, tem como a gente fazer agora?
“Sim, é claro. Por sorte, sempre tem alguma área livre em Hogwarts para praticar feitiços.”
“Então, hoje eu estava saindo da aula de Transfiguração, quando um segundanista me parou e me deu essas flores, que são uma gracinha, apesar de estar cheia de espinhos. E eu nunca achei que tinha um ‘tipo’, até perceber que é melhor limitar as opções para pessoas com pelo menos 1,60 de altura e mais de 13 anos.”
“Ah, mas que coisa fofa. Alguns meninos do segundo ano podem ser bem maduros para a idade, quem sabe você não encontra sua alma gêmea por lá, Lucy?”
“Ah, qual é… Ontem você estava todx animadx com essa ideia e agora vem me dizer que não tá mais do nada? Não sei como quer que eu acredite nisso. Vamos lá, deve ter um motivo.”
“Eu sou inconstante, mudo de ideia muito rápido. Tento evitar comentar as coisas que me vêm à cabeça justamente por isso, mas é quase impossível.”
“Quem sabe você me convença novamente. Mas olha, eu nunca fui muito fã de animais, eu concordei por um momento pois sua ideia foi interessante e a coragem veio... só que ela já foi embora de novo.”
– Aconteceu. – A professora sorriu de volta para a aluna enquanto comia um pedaço da sua tortinha de abóbora. – As vezes eu fico pensando como que eu consegui me transformar naquela situação! Imagine só…
Algumas coisas bizarras acontecem do nada, realmente. Isso me lembrou no primeiro ano, quando me perdi no Beco Diagonal e entrei num bar. É, consegui entrar sem saber que era um bar.
Todos me olharam e eu fiquei com muito medo, mas nunca admitira. Saí correndo de lá e toda vez que passava na frente, alguém se lembrava e apontava pra mim e ria. Bem maldosos. Duvido que me reconheçam agora, não tenho mais aquela cara fofa.
“Quanto a mim, não precisa parar. Eu costumo fazer essas coisas de qualquer jeito, Elle.” Deu de ombros, o olhar se entretendo com o mínimo traço de desconforto que parecia se instalar no ar. Não realmente se importava com aquilo, estava até acostumada. Cada uma de suas ações tinha reações diferentes, sim? As espontâneas geralmente causavam aquilo. Sua mãe gostava de dizer que aquilo era certamente um traço puxado de seu pai. Ela sempre fora mais retraída, com um apreço esquisito pela ordem. Parecia engraçado que no final eles tivesse combinado. “Não acredito em acidentes. Mas não pode me culpar por querer experimentar os dois lados antes de morrer. Tem? Bem, se você diz. Quem sou eu para negar?”
Elle não precisou pensar sobre o comentário de Esther, certamente já havia percebido a inevitável impulsividade da garota. Incrivelmente curiosa, ainda gostaria de conhecer mais seu lado, pois igualmente se identificava com tal característica. Tudo bem, poderia estar mais racional nos últimos tempos, coisa que agradecia um pouco. Já tivera que rever muito de suas ações, ações estas que estavam começando a prejudicar pessoas de quem gostava. Infelizmente, esse é um dos maus derivados do não pensar antes de fazer. "Não culpo, entendo perfeitamente" com isso, abriu um sorriso travesso. Finalmente, afastou-se da parede e da garota, porém sem deixar de olhá-la. "Nos falamos depois, está bem? Não vá se matar antes."
Quer ajuda? Eu posso tentar… Mas poções não é meu forte, já deixando claro.
“Então estaríamos nos ajudando, ou nos atrapalhando. De qualquer forma, é melhor do que estudar sozinha” ela concordou com a cabeça, abrindo seu livro e afastando-o para que a menina pudesse vê-lo. Eram de anos diferentes, logo, estariam dando matérias divergentes. “Isso é bem chato. Mas eu ainda tive mais dificuldade no sexto ano.”
“Se estão falando de você, algo certo você deve ter feito é o que tante Gabrielle sempre me disse.” ele sorriu de canto, mas assim que notou a aproximação dela em suas bochechas deu um passo para trás. “Ellie! Você não pode apertar as bochechas de Lúcifer, eu tenho um reputação e as pessoas estão vendo. Elas vão achar que eu sou um anjo normal e o que eu vou fazer sobre isso?”
Ela assentiu com a cabeça, fingindo-se derrotada, mas ainda apertaria suas bochechas em qualquer outro momento. "Tem razão. Infelizmente, não sou de causar. Alguns esforços são desnecessários, ao contrário de algumas coisas, que parecem fazer tudo tão naturalmente" deu de ombros. "Lúcifer, você já foi um anjo normal. Não o é mais. Desculpe então."