...tenho um(a) amigo(a) que fica genuinamente feliz por mim.
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PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH
cherry valley forever

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#extradirty

Love Begins

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if i look back, i am lost
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Game of Thrones Daily

Janaina Medeiros
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Show & Tell
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@emasuburbana
...tenho um(a) amigo(a) que fica genuinamente feliz por mim.
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Have we hit Peak Sloth yet? I don’t think so, not really. They’re very slow moving; I expect they’ll be around a while.
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: : submission : :
“Soul of the wall” work in progress by Eron Biodynamic Vineyard / Rimini Hills
Just Imagine by Kali Thomas - “What would America be like if we loved black people as much as we love black culture?” - Amandla Stenberg
Acrylic on canvas. Sold at Pancakes and Booze Los Angeles, Nov 21, 2015.
tumblr: Kali Likes Art
Prints available on society6
Other originals available at Art By Kali
: : submission : :
Bora pintar? Aula hj é com Cazé e o resultado promete! (em Tavares Bastos Catete)
Bom dia, mundo! Bom dia, muro! (em Favela Do Vidigal)
O que dizer dessas pretas poderosas que conheço a tão pouco tanto tempo, mas já moram no meu coração e considero pacas? Tá dado o recado: em breve nossa arte preta vai tá numa galeria, cheia de marra! #faltam28dias #afrografiteiras #streetart #graffiti #blackpower
Treinar, treinar, treinar...
Às vésperas do fim da formação das #Afrografiteiras, começamos a fazer aquela retrospectiva básica... Lembro que o primeiro graffiti que fiz foi da minha tag recém criada, em um muro perto de casa. Depois de umas cinco tentativas, tinta escorrida, letras tremidas, saiu um resultado que me deixou feliz. Quer dixer, o bagulho saiu todo torto, zoado, quase não dava pra saber o que tava escrito, mas ao mesmo tempo que sentia vergonha do insucesso, sentia que aquilo era só o começo, que tava acontecendo uma parada que eu desejava há tanto tempo: me tornar grafiteira.
Aí foram rolando as aulas práticas... na primeira aula de letra eu acabei me saindo bem melhor do que eu esperava. Claro, as expectativas andavam bem baixas, mas para quem só tinha arriscado lançar tag em beco escuro, já tava me achando. O próximo passo foi desenhar e tenho conseguido melhorar meu traço aos poucos. Ainda me sinto meio grosseira em alguns, meio sem falta de perspectiva e profundidade, mas agora o lance é treinar, treinar, treinar. Ou melhor, estudar, treinar, estudar, treinar... porque graffiti também requer muito estudo!!
PS: Nas fotos tentei demonstrar um pouco da minha evolução durante o curso. No canto direito em cima tá uma das primeiras tags que fiz. Embaixo tá a primeira letra que desenhei e, à esquerda, tá o último desenho que fiz, lá no museu a céu aberto da Nami.
No dia em que minha sobrinha caçula nasceu, a tão pequena e fashion Valentina, resolvi fazer uma homenagem. Depois de uma semana no hospital, ela foi pra casa e pudemos comemorar sua chegada do melhor jeito: churrasco, cerveja e graffiti. O resultado não me agradou muuuuito, a parede tava úmida demais e, claro, ainda to super insegura pra fazer letra... mas é treinando que a gente vai pegando o jeito né?
studio photograph number 4
**
Morayo Adeyemi
Yes Gawd!
Quando o beco vira galeria...
Sempre que penso em favela três imagens me vêm a cabeça: a primeira é de uma casa que uma vez vi no Cantagalo, onde o segundo andar quase todo era apoiado em uma coluna que se dividia em 3, num formato de Y. Parece algo complicado demais? Talvez inseguro? Mas a parada é que foi uma das coisas mais engenhosas que já vi na vida e é essa a minha primeira referência de favela: inventividade. Nego vive querendo destacar o quanto tem carência nas zonas populares, mas quer saber, é daí que a gente desdobra uma criatividade foda, que vai da arquitetura a sistemas hidráulicos loucos, que passa pela resiliência e prescinde do afeto.
E, por falar em afeto, essa é a minha segunda imagem mental quando penso em favela. Eu cresci na Baixada, num bairro bem fodido de Nova Iguaçu, mas não era favela, então sempre ronda aquele medinho da galera de lá quando a gente diz que vai pisar no morro. Nesses momentos eu lembro do dia que tava indo pra Vigário Geral e acabei descendo em Parada de Lucas por engano. Vou te contar que nunca fui tão bem acolhida na vida. Foi uma comoção sem tamanho pra que entendesse direitinho a rota que até motoqueiro foi parado pra me dar carona, até os maluco da boca ficaram na expectativa de eu chegar tranquila. Eu não tinha como não me sentir bem rodeada de umas seis mulheres pretas que queriam mesmo que eu chegasse sei lá onde pra falar de poesia. Eu nem precisava mais chegar, a poesia já tava lá.
É bem por aqui vai minha terceira referência... porque favela é a parada que mais me remete à poesia. Não tô falando necessariamente de poesia em versos, menos ainda dessas que precisam de estrofe, métrica e toda essa pompa. A poesia da favela nem carece de palavras, tá nas ruas, nos becos, nas pessoas, nas ladeiras, nas crianças, na crença de que vai melhorar. A poesia é a rua. Em cada favela que entro descubro um universo, que se expande a cada vez que retorno. É lindo, sabe? É mais uma história pra ouvir, uma arquitetura pra assimilar, é um caminho novo que dá no mesmo lugar, é descoberta e desafio a leitura da favela, por isso é poesia.
Veja bem, falei isso tudo pra chegar num murinho. Um murinho lá na Tavares Bastos, favela que fica no Catete, Rio. E podia ser só mais um muro que limita o risco do barranco. Mas aí semana passada, dia 11 de julho, rolou uma intervenção das afrografiteiras que lançaram mais uma rima na poesia da favela. Fizemos um mural que agora faz parte do Museu a céu aberto da Rede Nami. Esse lance de museus a céu aberto me encanta, porque até hoje tenho aquela velha impressão de que não tenho roupa pra ir num museu, numa vernissage. E tem muita gente que também pensa assim, e tem mais ainda que não têm como chegar nesses espaços de contemplação de arte, daí, a reviravolta fantástica é quando os espaços em torno dessas pessoas viram a própria arte. Quando a fachada da casa da tia do Cantagalo entra no circuito de visitação. É subversivo ou não é?
Essas são umas fotos do desenho que fiz, a ideia foi falar um pouco desse lance todo, da inventividade, das crianças como parte do processo de construção da favela, da fé no amanhã... e, claro, de representação preta no muro.
"Ela pediu", "Ela quis", "Quem mandou andar vestida assim?", "A roupa estava curta demais", "Andando na rua a essa hora? Ia dar nisso, mesmo", "T
Vai que desenhando fica mais fácil entender...
VLISCO