No title available
almost home
No title available

if i look back, i am lost

shark vs the universe
KIROKAZE
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
TVSTRANGERTHINGS

No title available
occasionally subtle
Monterey Bay Aquarium

@theartofmadeline

Kaledo Art

Andulka
Jules of Nature

Product Placement
trying on a metaphor
No title available

#extradirty
Cosimo Galluzzi

seen from France
seen from United States

seen from Germany
seen from Malaysia

seen from Malaysia

seen from France
seen from Australia

seen from China
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from France

seen from United States

seen from Australia

seen from United States
seen from Malaysia
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from France
@embromodesvendado
Winter colours
Puerto Natales, Magallanes & La Antartica Chilena.
Dos corpos miúdos de toda aquele ou aquela que nasce na Terra às grandes ideias, projetos, iniciativas emancipadoras e criativas que giram a roda da nossa história individual e social, estão elas.
Elas que cantam canções de amor e guerra e nos embalam. A todes nós.
Mulheres geram, criam, nutrem e mantém praticamente tudo a nossa volta em ânimo e funcionamento.
Apesar do preço que custa, muitas vezes, a própria vida. Mesmo com tanta luta e alguns avanços, ainda agora, nesse exato momento, o machismo e o patriarcado, cruel e literalmente, esfolam mulheres pelo fato nada simples de serem mulheres.
Mulheres, ainda mais mulheres pretas, ainda mais e mais mulheres trabalhadoras e pobres, são o arrimo do mundo.
Nunca se esqueça disso, dessa sustentação. Não as silencie. Ouça a essas mulheres.
Não as objetifique a ponto de serem desumanizadas. Não as empurrem através da porta, não as soquem na cara.
É devastadora a dominação que querem infringir a tudo que se vê feminino.
É preciso combater essa briga por poder, essa necessidade de dominar o que é - ou deveria ser - essencialmente livre.
Essa medonha disputa já tarda a parar de espalhar nossos corpos mortos ao chão.
E que às sobreviventes desse massacre que a elas esteja garantido muito mais que "paz e pão".
Faz mais um 8 de Março e já é 2022.
Nasceu mulher, pobre e preta. Foi violentada sexualmente. Mãe aos treze. Oito filhos. Perdeu quatro. Dois pra fome. Faxineira. Encaixotadeira. Conferente em fábrica de sabão. Punida pela cor da pele. Proibida. Silenciada. Ameaçada. Casada. Culpada. Agredida física e psicologicamente. Enviuvada. Extorquida e enganada pelo agente. Viu as "entranhas saindo do próprio corpo".
Perdeu os dentes.
Morreu Doutora Honoris Causa. Embaixatriz do samba. "Melhor Cantora do Milênio". Troféu Raça Negra. Grammys. Pesquisada. Aclamada. Roteirizada no cinema internacional. Reverenciada pelo mundo inteiro.
Compor e cantar até e enquanto o mundo acaba não poderia ter sido mais difícil.
Deus é mulher. E essa mulher é preta.
Elza Gomes da Conceição, obrigada.
40 anos que não se ouve a voz de Elis numa nova canção genial. Eu ainda não sei se a coisa ficava boa porque ela botava a voz ou se ela só botava voz em coisa que era boa.
Antigamente eu tinha medo de falar dessa madama. Eu, cantora popular, carrego a marca de Elis. Todas nós, das mais rasgadas às mais sucintas, co-criamos nosso jeito de cantar a partir de vozes essenciais de mulheres abissais da cultura do Brasil.
Passado o medo, sim, Elis é uma das principais constituidoras da minha própria semântica ao cantar, bem como outras poucas referências que reverberam até quando eu não quero. Encontrar um lugar de vibrar cordas vocais é difícil quando parece que a melhor e mais profunda maneira de ser cantora numa canção já foi encontrada.
Eu sou apaixonada por Elis.
Eu e o Brasil.
Elis-facada que sangra a gente porque também sangrava. Psiciana. Labareda. Infâme. Inflamada. De luz inata.
É lógico que uma persona dessa nos conduziria messianicamente pra sempre na música, na política, no feminismo, na conduta, nos indicou e indica uma direção. A direção da autenticidade, a direção da novidade, a direção do ser verdade, a direção do ser mulher em meio a "malandragem".
Elis é um modus operandi na transversal do tempo. Num inconsciente coletivo da música popular brasileira já se nasce sabendo quais são as cores do tom da voz de Elis. Até quem ainda não nasceu, já ouviu e, em outra dimensão, aplaudiu, Elis.
Nunca é adeus quando se cumpre a missão da alma em pleno planeta Terra assim.
Obrigada, Elis Regina Carvalho Costa.
Elis.
artistas brasileiros.
Details of Allegories of Isolation, Tássia Bianchini, Pen on paper, 48 x 64 cm, 19″ x 25″, 2020
The Lost Daughter (2021)
Frida Kahlo, Self-Portrait with Small Monkey, 1945
López del Prá