CHRYSLER IMPERIAL ~ GOLD

No title available
YOU ARE THE REASON
Jules of Nature
Peter Solarz

ellievsbear
No title available
One Nice Bug Per Day
Monterey Bay Aquarium
DEAR READER
trying on a metaphor
ojovivo

Kaledo Art
taylor price

JBB: An Artblog!
Game of Thrones Daily
Claire Keane

⁂
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
Sade Olutola
AnasAbdin
seen from United States
seen from United States
seen from Türkiye

seen from United States
seen from United States

seen from United States

seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from India
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from Belgium
seen from United States

seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from Italy
@eretriaglevissig
CHRYSLER IMPERIAL ~ GOLD
with: @eretriaglevissig
Cordélia escutou quando a clava de um dos primeiros gigantes estourou uma parte da muralha que contornava o castelo, depois que o medo se dissipou, a curiosidade de pirata fervilhou dentro de si. Nunca vira uma daquelas criaturas e agora estavam ali, saiu correndo em direção à entrada, queria vê-los de perto, ignorava a todos à sua frente acompanhando os gigantes atacando os guardas, acabando por trombar em alguém: — Por Calipso! Me desculpa! Aí! Doeu em mim! — Parou encarando o gigante arremessar um dos soldados longe para depois se virar para Eretria: — E aí? Vai se esconder ou quer assistir o show comigo? —.
Tea ficou realmente impressionada quando o ataque começou e seu primeiro reflexo foi correr para a entrada, talvez pudesse fazer algo, ela não queria se sentir inútil, mas graças ao seu disfarce estava só ali, olhando os soldados lutarem, ela já havia visto gigantes antes e eles não eram nada amigáveis. Quando sentiu o impacto do outro corpo contra si ela se voltou imediatamente para a outra garota. “Não foi nada...” A barbara observou o soldado também, fazendo uma breve careta de dor. “Show? Eu não me escondo, mas isso não é um show, só se for de horrores... Eu só queria fazer algo pra ajudar, porque isso não esta nada bonito.”
maelthas:
Não conteve o franzir de seu cenho, assim que avistou as criaturas enormes invadindo a capital, juntamente ao escutar os gritos de luta e pedidos de socorro ao fundo. — É claro que vamos. — eram gigantes? Sim. Talvez problemas bem maiores do que era habitual por ali? Obviamente. Mas isso não dizia nada além de que teria que se empenhar mais que o normal, não daria as costas só porque tinham algumas vezes o seu tamanho. — E um escudo? — indagou, enquanto pulava pela janela, para uma passarela que dava direto para um posto avançado dos guardas, com certeza teria alguns equipamentos prontos para o uso da bárbara. — Venha comigo.
Eretria nem mesmo precisou pensar, no segundo seguinte saltou pela janela seguindo o homem com uma velocidade impressionante, se haviam pessoas em perigo, se todo o castelo estava em perigo, então ela não iria ficar parada nem mais um segundo, ignorando completamente toda a compostura que deveria ter, o correto era buscar um lugar seguro e se proteger, mas aquela não seria Eretria, Eretria estaria na linha de frente fazendo realmente alguma coisa útil. “E um escudo.” Confirmou, não foi a primeira coisa na qual pensou, se esqueceu completamente de se proteger, só pensava em deter o ataque, e não poderia agradecer aos céus o suficiente pelo guarda não ter tentado impedi-la de fazer aquilo, porque não iria adiantar.
Eretria parou para refletir sobre a situação do guarda, realmente, ninguém esta preparado para uma responsabilidade dessas aos dezesseis anos, ainda mais quando a família dele não parecia ter se importado muito ao fazer aquilo, famílias eram complicadas, ela conheceu muitas pessoas que tinham seus problemas em casa, então sabia um pouco como eram essas situações. “Bom, pelo menos agora me parece bem adaptado… O que deve ser uma coisa boa, trabalhar aqui deve ser um sonho, não é? Eu sempre pensei nisso, sempre tive essa vontade, mesmo quando era ainda uma menina…” A barbara pensou em como seria estar no lugar dele,e por mais que fosse uma situação péssima, era uma forma de atingir seu objetivo. “Arabella, vou me lembrar desse nome.” Ela sorriu, grata. “Ah, que interessante… Nunca vi tão tipo de festa, mas deve ser…” Antes que pudesse continuar ouviu um barulho alto vindo do lado de fora. “O que é isso?”
— Um sonho? Talvez para alguns. Essa é a minha realidade a muito tempo, claro que existem muitos pontos positivos por estar aqui a tanto tempo. Mas não é como se eu tivesse tido esse sonho. Talvez eu sonhe mesmo em ordenhar gado, parece-me uma vida digna de verdade. —. divagou em seus pensamentos, deixando um riso fraco escapar dentre seus lábios, antes de afirmar com a cabeça. Sabia que Arabella iria ajudá-la no que fosse preciso. Mais uma onda de risos viria com a fala dela sobre a festa, mas o riso foi cortado, assim como as palavras da bárbara, franzindo seu cenho, ao prestar mais atenção a indagação dela. — Isso são tropas… Muitas delas. — o que estava acontecendo? — Venha. — pediu, no instante em que virou-se, procurando uma janela que desse visão para o lado de fora do palácio.
Um sonho para ela no caso, mas nem todos eram obrigados a ter aquele mesmo sentimento, e a informação de que aquela movimentação e os sons eram tropas, a fez ficar animada e sem nem pensar ela largou os sapatos pelo caminho enquanto se aproximava da janela mais próxima com ele, tentando ver o que havia do lado de fora, e qual não foi a sua surpresa ao constatar que eram gigantes. Eretria pegou as barras do vestido, e em uma questão de instinto, as amarrou, deixando assim suas pernas livres. "Vamos ajudar..." A barbara estava agindo tão pelo momento que nem reparou que estava saindo completamente do personagem que havia criado para ser Amberle, mas se haviam pessoas em perigo, aquele era um mero detalhe, o importante era ajudar. "Me arrume uma espada..." Pediu, sabia que não seria difícil para ele fazer aquilo.
evannoraniramour:
Saltitava pelos jardins alegremente. Havia tido uma ideia, na verdade sonhara com aquilo, e agora havia conseguido todo o que precisava para realizar aquele sonho, inclusive permissão. Trajava a roupa mais simples que havia em seu guarda-roupa, uma saia comprida marrom, uma blusa salmão e um avental cheio de bolsos. Nos pés ela usava uma sapatilha simples, haviam lido em um livro ela poderia usar o calçado caso fosse fazer alguma atividade ao ar livre e desde então vinha usando aquilo como desculpas, já que não gostava muito de salto alto, por mais que houvesse aprendido a como usá-los. Carregava em seu avental algumas ferramentas de jardinagem e em sua mão um saco de papel que continha algumas sementes que ela havia achado. Estava quase chegando onde queria quando viu a cena. Aquilo era ridículo, como alguém podia fazer aquilo. — Hey. - O tom de voz que ela quase nunca levantava, agora era quase um grito. — Por que não vai cuidar da sua vida? - Sugeriu ao funcionário com um olhar irritado em sua feição. A coisa mais difícil que podia acontecer era tirar a aasimar só sério, porém quando se tratava de injustica aquilo se tornava extremamente fácil. — Você por acaso está se achando melhor do que ela? - Aproximou-se da outra, que reconheceu como selecionada. — Pois ela pode ser sua rainha um dia, aprenda a tratar as pessoas com respeito. - Seu tom voltara ao normal, mas ela ainda assim o repreendia. — Vem, vamos sair daqui. - Ela disse com doçura ao segurar delicadamente no braço da outra e a puxar dali.
A outra definitivamente pegou Eretria de surpresa, ela nem a havia visto ali, estava distraída demais, mas no instante que a garota levantou a voz, a selecionada se calou e apenas ficou observando, até que finalmente a outra garota se afastou, sem levar a discussão a diante, e Tea agradeceu por aquilo, ainda segurando os sapatos em mãos, mesmo que a vontade fosse atirar eles longe e nunca mais usar, agora que estava prestes a conseguir suas botas principalmente. "Obrigada..." Ela agradeceu a outra, mesmo que nunca houvesse precisado de defesa, era bom receber alguma de vez em quando, e isso a fez sentir simpatia pela pessoa parada diante de si, e um sorriso nos lábios de Eretria demonstrou isso. "Prazer, eu sou Amberle..." Fez uma leve reverência, com toda a educação que havia aprendido até então.
valightree:
“Bom plano.” Assentiu com a cabeça, apenas seguindo a outra, sem pensar se estavam a ir corretamente ou não “Amaria. Eu ficava muito tempo dentro de casa, nunca aprendi verdadeiramente como sobrevier e gostava imenso, caso seja necessário.”
"Bom, algumas coisas são úteis para se aprender... É uma questão de sobrevivência que até uma dama deva saber." Eretria parou subitamente e se abaixou, tocando a terra. "Tem algo errado... A gente precisa sair do caminho."
maerwynnlighttree:
glevissig, e.
Maerwynn quase pareceu desapontada. Queria que mais alguém compartilhasse daquele segredo, daquela experiência. Porém, se ela tivesse ido, será que contaria? Poderia ter alguma das selecionadas que também havia estado em campo? Talvez a selecionada dos paladinos, que ainda não havia conhecido. Não deixou que seus pensamentos devaneassem, voltando sua atenção assim que ouviu outro fato intrigante. “Irmãos?” Perguntou, ainda mais curiosa. Ah, como o seu pai gostaria daquilo. Ela estava fazendo notas mentais, tentando lembrar de tudo que cada uma delas lhe contava ─ como faria qualquer dama. “Meu irmão apenas me dava cascudos ocasionais,” suspirou dramaticamente, mantendo um sorriso faceiro nos lábios. “Mas parece interessante. Cresci com irmãs, em maioria.” As três irmãs Lighttree não eram apenas conhecidas na guilda por serem filhas do conde, mas cada uma com as suas características marcantes, e todas com o cabelo que parecia pegar fogo. Ela preferiu não falar que também tivera que aprender o básico para se defender, afinal, sendo uma guerreira aquilo era o mínimo esperado. Ela sabia um pouco mais que aquilo.
“Bem,” ela deu de ombros. Não era ingrata pela educação que havia recebido. Sabia que existiam pessoas que gostariam de estar em sua posição, e muito do que sabia lhe era útil, pois se interessava por coisas como política. “Se quiser saber como comer com quatoreze tipos de prataria diferente, sabe a quem perguntar,” ela ofereceu, sabendo que era aquela parte da etiqueta a qual podia oferecer. Ela não queria ver outras selecionadas prejudicadas por coisas estúpidas como aquela (apesar que o príncipe seria um tolo se assim avaliasse as moças). Gostaria de pensar que não seria avaliadas pelo quanto eram adequadas para o papel, mas sabia que mesmo se o príncipe não o fizesse, não queria dizer que o resto de Brightland não faria. “E bom, temos tempo para o que mais quiser saber,” falou distraidamente. Talvez toda aquela educação que havia recebido viria a ser útil agora. “Saber quando falar ou quando ficar em silêncio. Saber o que falar, e como falar… As palavras são importantes.”
Eretria parou um pouco para pensar se deveria continuar a falar tanto de si, mas não estava vendo problema nas perguntas da outra, o que era bom, então decidiu que não seria um problema continuar aquela conversa, não podia se esconder de todos o tempo todo, precisava começar a conseguir contatos e logo, não sabia quanto tempo duraria em uma competição onde dependia do seu charme, sabia que não seria muito. "Ah, cascudos? Quem me dera, eu e meus irmãos brigávamos de verdade, não sério, mas até rolavamos no chão e quase sempre alguém saia machucado, mas era bom, de certa forma era divertido... Digo, era um bom momento pra estarmos juntos." Ela sorriu com a lembrança dos bons momentos, era algo que estava sentindo falta, lutar com alguém, acabaria ficando enferrujada. "Irmãs? E como era? Eu só tenho uma irmã e ela é bem parecida com os meus irmãos, quase como um deles." A curiosidade lhe atingiu, Amberle quase não ficava junto dela, então não sabia como era conviver realmente com outra garota.
"Quatorze?" Os olhos laranjas de Eretria se arregalaram só de pensar na possibilidade de tantos talheres, seria o seu pior pesadelo, mas logo acabou rindo de sua própria situação. "Me desculpe, é que só a possibilidade já me deixa apavorada, me ajudaria explicando só pra que servem os que já tem na mesa... Eu devia ter estudado mais sobre como comer, mas não achei que seria importante assim." Realmente ela não achou que as refeições seriam um problema, mas estava sendo sua maior dificuldade. "As palavras são importantes, não vou me esquecer disso." Repetiu aquela frase mentalmente, mas do nada uma movimentação estranha lhe chamou a atenção e aguçou seus sentidos. "Para onde estão indo todos?"
maelthas:
— Não posso dizer que foi fácil, mas cá estamos. Parece que consegui dar a volta por cima e ainda resisto para viver mais um dia. A realidade é que ninguém está preparado de verdade para isso aos dezesseis anos. — ao menos via daquela forma, ao menos podia agradecer por não ser jogado em um lugar qualquer, tinha sorte de ser enviado a capital, não vendido para trabalhar em uma mina, bom… aquilo havia acontecido também, mas não vinha ao caso. — Não teria tanta certeza disso. — afirmou, convicto, nunca tivera notícias ou visitas de sua família, eram uma página virada. — Eu diria para procurar uma humana chamada Arabella, ela resolveria seus problemas com roupas em um instante. — confiava o suficiente na mulher para indicá-la de tal forma, ela já o tinha salvado em diversas ocasiões. — Podemos dizer que sim. Já participei de algumas festas que se tratavam de se vestir como o sexo oposto, são engraçadas.
Eretria parou para refletir sobre a situação do guarda, realmente, ninguém esta preparado para uma responsabilidade dessas aos dezesseis anos, ainda mais quando a família dele não parecia ter se importado muito ao fazer aquilo, famílias eram complicadas, ela conheceu muitas pessoas que tinham seus problemas em casa, então sabia um pouco como eram essas situações. "Bom, pelo menos agora me parece bem adaptado... O que deve ser uma coisa boa, trabalhar aqui deve ser um sonho, não é? Eu sempre pensei nisso, sempre tive essa vontade, mesmo quando era ainda uma menina..." A barbara pensou em como seria estar no lugar dele,e por mais que fosse uma situação péssima, era uma forma de atingir seu objetivo. "Arabella, vou me lembrar desse nome." Ela sorriu, grata. "Ah, que interessante... Nunca vi tão tipo de festa, mas deve ser..." Antes que pudesse continuar ouviu um barulho alto vindo do lado de fora. "O que é isso?"
maerwynnlighttree:
glevissig, e.
Se uma delas já acreditava no conceito de defender umas às outras, ela podia falar que gostaria dela. Maerwynn tinha medo de que aquela competição traria o pior das selecionadas, que uma tentaria passar a outra e as punhaladas nas costas seriam constantes. Ficava feliz de saber que estava enganada, ao menos com algumas das quais havia conhecido. Estaria então no outro espectro ─ com tantas boas opções, Arthur poderia levar anos para escolher. Mas a palavra chave fez com que ela voltasse a realidade. “Oh, você foi a campanhas?” Mae perguntou empolgada, sua voz soando como uma criança esperançosa, interessada nas estórias. Os bárbaros deviam ter boas histórias de combate, pensou, apesar de que era um estilo diferente. De repente estava pensando no que poderia aprender com a outra, se conseguisse vê-la lutar. Muito do que havia aprendido era memória visual e cinestésica ─ via, pensava, fazia, e repetia. Também devia muito das suas habilidades à Mikhel. Sem ele, ela não seria metade da guerreira que era. Uma pena que não teriam muitas oportunidades para tal naquele cenário.
“Meu pai é o Conde Lighttree, líder da guilda dos guerreiros,” ela sabia que falar aquilo para as outras selecionadas talvez não fosse a melhor estratégia, afinal, o que seria pensado do homem que manda a própria filha? E que, não obstante, o filho estava noivo da princesa. Sverd estava realmente limítrofe. Porém, ela não poderia esconder quem era. Já existia uma parte tão grande de si que precisava esconder, e ela simplesmente iria desaparecer se precisasse esconder mais uma delas. “Crescemos educadas com o maior nível de educação e etiqueta possível,” ela se referia ao irmão e suas irmãs, mas ainda mais as moças ─ ainda mais ela, que tentava agradar o pai de todas as maneiras possíveis. Tudo que ela não queria era ser mais um desapontamento, porém, ela nunca iria conseguir mudar o fato que era mulher. “Diria que eu estou acostumada com algumas coisas… Outras ainda me espantam,” admitiu sem entrar em muitos detalhes. “O segredo é o silêncio──” a regra de ouro.
A barbara percebeu naquele momento que havia falado mais do que deveria, é claro que a outra iria questionar, não parecia ser do tipo fácil de enganar, mas ao menos sobre uma coisa não precisava mentir, nunca havia estado, de fato, em uma batalha, só treinada o suficiente pra isso, as vezes contra seus cinco irmãos ao mesmo tempo, e quase sempre se saia bem, não se podia ganhar todas, mas a maioria era bem possível sim, ela não queria dizer tantos detalhes para a ruiva, ainda mais ela sendo uma selecionada também, não acreditava que a outra queria lhe prejudicar, mas também não podia confiar assim tão rápido, mesmo que esse fosse seu primeiro instinto, Tea tinha esse defeito, ela não via maldade nas pessoas e por mais que fosse fisicamente preparada, mentalmente ainda tinha muito o que aprender. "Não, na verdade não, mas treinei bastante, sabe, eu tenho cinco irmãos mais velhos, tive que aprender a me defender." Explicou, por mais que Amberle fosse mais tranquila, também sabia uma coisa ou outra para se defender, então aquilo não estava totalmente errado.
O titulo da outra não a intimidava, nem a fazia ver ela de forma diferente, Tea não tinha muitas informações sobre quem era quem, e os nomes ainda a deixavam confusa, lembrava vagamente sobre um noivado da princesa, mas sem muitos detalhes, a única coisa que enxergava agora, é que a garota realmente havia recebido uma educação muito mais apropriada do que a dela, e estava muito mais preparada para viver entre aquelas pessoas, a final, era um deles. "Nossa, nunca tive uma educação apropriada... Digo, minha família fazia o seu melhor, mas nem de longe deve se comparar ao que teve que aprender." Tudo, absolutamente tudo, era novo e a confundia, eram tantas regras, ela nem sabia como deveria tratar as pessoas, como deveria chama-las. "O silêncio, como assim o silêncio?"
maelthas:
— Realmente, parece uma vida, as vezes sinto como se nunca tivesse vivido em outro lugar antes. E sim, tem total direito de se perder, principalmente no começo, todos vão entender. — inclusive, naquele mesmo momento, olhava para os lados demorando alguns segundos para identificar em qual dos corredores estavam, aquilo era uma verdadeira confusão. — Digamos que meu pai devida um favor ao rei e me mandou para ser guarda da princesa como pagamento de sua dívida. — claramente a palavra “pai” saiu em um tom um pouco distinto das demais, mas buscava levar aquilo do modo mais cômico possível, afinal, já havia passado muito tempo para manter ressentimentos vivos. — Eu conheço alguns lugares interessantes por aqui, talvez eu te apresente em outro momento. Tanto sapatos quanto vestimentas, o que quiser sob medida. — mais algo que as décadas no palácio o davam de presente, um bom conhecimento sobre a capital. — Temo que devo concordar contigo, sandálias são péssimas.
"É uma vida, é quase a minha vida... Deve ter sido difícil sair de casa tão jovem, não sei se eu conseguiria ficar longe da minha família dessa forma, digo, hoje em dia estou mais preparada, mas aos dezesseis anos eu definitivamente não estava." A barbara não conseguia entender como haviam famílias que faziam aquele tipo de coisa, a sua poderia ter seus defeitos, mas duvidava muito que seu pai seria capaz de fazer algo daquele tipo. "Deve ter sido difícil, não só pra você, mas para a sua família também... Digo, ter que enviar assim, devem sentir sua falta." Ao menos era isso que ela esperava, apesar de não parecer ser bem o caso ali, já que algo parecia incomodar o guarda. "Nossa, eu realmente não conheço nada aqui, se algo acontecer as minhas roupas eu não saberia onde conseguir novas." Eretria tinha que admitir que ainda havia muito o que aprender para passar tanto tempo no castelo. "Ja usou alguma vez?" Questionou, curiosa, não ficaria surpresa se já tivesse, certa vez pegou um de seus irmãos experimentando um dos sapatos de Amberle.
valightree:
“Quero o dinheiro da aposta.” Comentou, rindo enquanto caminhava ao lado da morena, para não se perder novamente “Ótimo. É que eu sou péssima em sobrevivência…Gostaria de aprender mais.”
"Podemos dividir o dinheiro, mas primeiro precisamos sobreviver." Eretria seguia o caminho que achava ser o certo, ao menos era isso que seu senso dizia, e as estrelas também. "Eu posso lhe ensinar algumas coisas se quiser... Sempre gostei de sumir na floresta que havia perto da minha casa."
maerwynnlighttree:
glevissig, e.
“Oh──” naquele momento ela se sentia exatamente como as mulheres que tanto detestava, desprezíveis, que falavam coisas das outras pelas costas. Não que tivesse falado algo sobre a selecionada, ou mal de maneira geral, além da verdade. Eram superestimado o fato delas estarem sempre perfeitas. Porém, não esperava que o vestido tivesse valor sentimental para a selecionada. Maerwynn não era uma pessoa maliciosa, principalmente com outras mulheres. Talvez fosse a herança do seu pai, não sendo tão gentil quanto deveria ter sido. Quando você já nasce desapontando, fica difícil não superproteger as coisas que a fazem tão você. E assim, ela tinha esse vínculo com outras mulheres. “Não foi minha intenção… mas podemos levá-lo a uma das costureiras. Com certeza elas farão um trabalho melhor que o meu,” ofereceu, para se sentir um pouco menos ignorante e arrogante. Ela não podia negar seu sobrenome, mas não queria ser confundida com esnobe.
Bárbaros. A figura da selecionada agora atrelada a guilda fazia todo o sentido. Cruzou na cabeça de Mae se a outra lutava, visto que também era uma guilda que possuia fortes tendências a batalha. “Nós mulheres devemos nos ajudar, não?” Ela ofereceu com um sorriso aberto, passando a andar do lado da selecionada para fora do palácio.
Junto da outra, Maerwynn sentia-se pequena. Não que fosse muito diferente de outras pessoas, afinal, sua altura seria mediana no melhor dos dias, porém todo o conjunto da obra ao seu lado era imponente. “Como estás se sentindo com… tudo?” Ela disse, não mencionando diretamente a seleção. Para algumas, todo o processo deveria ser esmagador. Ela se perguntava de que lado Amberle estava.
Tea logo percebeu que havia exagerado um pouco em sua reação, não era para tanto, a garota não a estava atacando, mas sua cabeça estava tão cheia de informações e confusões que ela nem estava sendo ela mesma, a barbara nunca foi alguém rude ou mal educada, e não eram alguns dias no castelo que a fariam mudar quem ela era, não poderia deixar isso acontecer, estava ali por um motivo, sua família e era por eles que ela deveria manter sua verdadeira essência. Ao se dar conta disso ela respirou fundo, e então sorriu, de forma mais sincera, a ruiva estava sendo gentil, não havia porque ela estar na defensiva, a garota tinha até a ajudado com seu vestido, e tinha certeza que alguém com a intenção de prejudicar teria deixado terminar de rasgar. "Seria perfeito... Posso ver isso depois, uma costureira poderia dar um jeito nisso, mas você salvou de um desastre maior." Sorriu, enquanto caminhava ao lado em direção ao jardim, tarefa que ainda era confusa pra ela, visto que não havia se localizado ali completamente. "É nisso que eu acredito, se não fizermos isso, quem fará?" A pergunta seguinte a pegou de surpresa, eram tantas emoções e ela estava sentindo muita coisa, a questão é que noventa por cento não podiam ser ditas em voz alta. "É tudo intenso, mas acho que posso sobreviver, digo, eu aprendi a sobreviver a batalhas, não pode ser tão mais difícil..." Eretria deixou escapar, novamente falando mais do que deveria, era definitivamente precisava treinar mais. "Imagino que deva ser mais fácil pra você, parece acostumada com essa vida, parece natural." Tentou rapidamente mudar o foco daquela conversa para Mae.
maelthas:
— Ok, eu posso descobrir qual é. Não posso negar que também me confundo um pouco com essa parte do palácio até hoje, imagina quando vim pra cá ainda jovem, vinte anos atrás? Não distinguia um corredor do outro, vivia me perdendo. — a mais pura realidade, não fossem os empregados do palácio, ele ainda estaria perdido no labirinto que sua cabeça criava ao andar naqueles longos corredores repletos de portas dos aposentos de convidados. — Imagino que sim, na pior das hipóteses terei que arranjar alguns sob medida para a senhorita. — ao menos ele sabia muito bem onde consegui-los, caso fosse necessário. — Além dos saltos e botas? Algumas gostam de sandálias, mas não é como se fosse necessário.
"Uau, esta aqui a tanto tempo assim? Vinte anos é muita coisa... E se você que esta aqui a tanto tempo ainda se confunde, acho que estou no meu total direito de não encontrar meu próprio quarto." A barbara riu baixo, era mais do que justo. "Porque veio tão jovem pra ca?" Ela sabia que não era da conta dela, mas não conseguia conter a curiosidade as vezes, e se questionou quem iria para um trabalho como aquele tão jovem, bem, ela iria se pudesse, mas nunca teve a chance real de fazer aquilo, e talvez conseguisse arrumar algumas dicas com ele sobre como conseguir o emprego que queria. "E saberia onde achar sapatos feitos sob medidas?" Disse curiosa, aquele não era algo que todos sabiam. "Sandálias são horríveis e é o mesmo que nada, as vezes os dedos parecem estar saindo pra fora..." Fez uma careta ao lembrar como era aquilo.
valightree:
“Eles devem fazer apostas, de quantas pessoas irão se perder naquele dia e terão que ajudar.” brincou, rindo e negando com a cabeça. Aquela situação era hilariante e embaraçosa ao mesmo tempo “Vou seguir seus concelhos…Deve saber mais do que eu em relação a natureza, aposto.”
"Mas dessa vez eles se deram mal, nós vamos encontrar o caminho sozinhas..." De fato, ela sabia muito sobre a natureza, a final vivia lidando com aquilo desde que aprendeu a andar. "Eu sei o básico, o suficiente pra não nos deixar morrer..."
valightree:
“Isto é enorme, deve ser normal para eles, alguém se perder” Brincou, dando uma risada por achar a situação constrangedora e divertida em várias formas “Devemos encontrar um caminho. Podemos depois parar e morrer juntas , devoradas pelos animais da floresta.”
"Deve ser divertido pra eles, isso sim, uma atração sobre quantas pessoas se perdem por dia." Disse em tom jocoso, negando com a cabeça e rindo discretamente. "Ah, eu não deixaria isso acontecer, sei o que fazer com animais selvagens." Deixou escapar, mas logo ficou séria, se recompondo. "Acho melhor a gente ir por aquele lado..."
maelthas:
— Empate. — voltou a afirmar, deixando claro. Assentiu com a cabeça, um pouco mais tranquilizado que a bárbara não iria fazer aquilo, parando por um breve segundo e imaginando a cena. Realmente, não daria nada certo se ela o fizesse, principalmente no meio de uma festa, ainda bem que aparenta ter um bom senso. — Enfim, em qual quarto eu devo levar as botas? Quem sabe você tem sorte o suficiente e eu não encontro dois pares sobrando? Convenhamos que não tem muita gente do seu tamanho por aqui, com certeza vou achar mais de um par que te sirva. — podia contar nos dedos os guardas que eram maiores que ele, mas não se recordava de outros maiores que ela, só esperava que os equipamentos fossem entregues de todas as medidas possíveis. — Mas caso queira algo em especial, acho que consigo quem possa fazer alguma bota ou sapato que fique confortável em seus pés.
"Qual quarto...? Eu não sei bem como te explicar, na verdade, eu ainda tenho dificuldades de achar ele... As portas são todas iguais." Era uma verdade que ela vivia tentando entrar no quarto errado, precisava achar uma maneira de gravar aquilo logo. "Aposto que não... Sempre foi difícil encontrar sapatos do meu tamanho, imagino que não tenham muitos pés quarenta e seis por ai, nossos sapatos eram feito sob medida." Botas seriam um sonho, não gostava de outros sapatos, na verdade preferia ficar descalça, mas isso só na terra, aquele chão era muito frio e duro, não era o que estava acostumada. "Só as botas são o suficiente, eu agradeço... Nem sei que outros sapatos eu deveria usar."
maerwynnlighttree:
“Oh, claro──” ela disse, antes de complementar em um tom um pouco mais sarcástico, “imagine se uma de nós não for perfeita o tempo todo? Um absurdo!” Claro que, uma coisa era falar, outra coisa completamente diferente era não seguir o que havia sido imposto para ela desde criança. Aos olhos de todos, Maerwynn sempre tentava se manter impecável, e sabia que mesmo então falhava com os pequenos prazeres que lhe como andar descalça nos terrenos da sua família, desapontando o seu pai. Mas quem se importaria agora que estava a quilômetros de distância, propriedade de Solis? Era claro, nas regras, que tinha que se manter cuidada, fisicamente, e as pequenas cicatrizes que guardava das campanhas haviam passado quaisquer inspeção quanto a sua saúde e beleza. “Maerwynn Lighttree. Selecionada dos guerreiros,” ela se apresentou adicionando com orgulho a sua guilda, “parece que também um cavalheiro em armadura brilhante, salvando todas de pequenos desastres,” brincou, sacudindo levemente parte da saia da outra para certificar-se que o arranjo estava fortemente no lugar.
“E a senhorita, seria…?” Perguntou, ainda mantendo a outra entretida. Se ela fosse uma das selecionadas, como desconfiava, Maerwynn queria conhecê-la. Ela estava tentando conhecer todas as outras mulheres, pois elas deveriam ser especiais, certo? Existia uma razão para cada guilda ter enviado-as e Mae esatava curiosa sobre as motivações. Como ela havia dito para Maximus, algumas das moças treinaram a vida inteira, algumas delas desejavam ser rainhas mais do que tudo, e ela estava perdida. Mae ajeitou o próprio trem do seu vestido atrás de si mesma. “Estava indo aos jardins? Adoraria companhia se não se importar…”
Eretria estranhou o tom dela, não era muito boa com sarcasmos ou ironias, não estava acostumada com isso, e não achou mesmo que encontraria esse tipo de coisa ali, ela tinha uma ideia muito errada de como as coisas aconteciam no palácio, achava que era tudo muito fácil, muito brilhante e impecável, pra ela o difícil era um campo de batalha, a questão é que em poucos dias ali percebeu que aquilo era muito mais difícil, as pessoas mentiam e eram falsas umas com as outras o tempo todo, era traição atrás de traição, tudo mascarado com sorrisos gentis e bonitos, mas os olhares eram de puro desprezo e ardiam em chamas, mas a garota ruiva não lhe parecia uma dessas. "Esse vestido não era meu, mas é importante para a dona verdadeira, por isso seria um desastre..." A barbara sorriu também. "Eu sou... Amberle, selecionada dos bárbaros." A garota travou antes do nome, ainda estava se acostumando a dizer o nome da irmã no lugar do seu próprio nome, mas tinha que aprender ou acabaria sendo descoberta. "Você não imagina o quanto realmente me salvou nesse momento." Eretria sorriu novamente, dessa vez mais divertida pelo comentário dela. Ela tinha medo de conhecer as outras selecionadas, mas nunca via malícia em nada mesmo, e estava precisando mesmo interagir mais com as pessoas ali, ficar só se escondendo não era uma boa tática, na verdade, era uma péssima tática se o seu objetivo era conseguir fazer contatos.
"Claro, eu estava indo justamente para la, e adoraria uma companhia também."