EVAN MOCK? não! é apenas GABRIEL ERTOIS, ele é filho de IRIS do CHALÉ 14 e tem 25 ANOS. a tv hefesto informa no guia de programação que ele está no NÍVEL 2 por estar no acampamento há 12 ANOS, sabia? e se lá estiver certo, GABE é bastante OBSERVADOR mas também dizem que ele é RANCOROSO. mas você sabe como hefesto é, sempre inventando fake news pra atrair audiência.
── o que você precisa saber?
Gabriel era um semideus não reclamado até dois meses atrás, quando o símbolo de Íris apareceu sobre sua cabeça enquanto saía da enfermaria. Estava no local recuperando-se após ter tido suas asas arrancadas - cortesia de Zeus, o episódio passou brevemente no keeping up with the olimpians - e desde então sua personalidade vem se tornando mais fechada. Chegou no acampamento com treze anos e costumava passar apenas as férias, pois era estagiário da Hermes Express. Antes de tudo isso, morava com monges.
── inspirações:
aang (avatar), luke castellan (pjo).
[ threads tracker ] ─ lista de replys.
── esportes.
Corrida de pégasos e esgrima, time azul.
── biografia.
Tirando os cabelos de cor volátil, Gabriel não é o que se esperaria de um filho da deusa do arco-iris. Há uma aura sombria pairando nele, como se a inocência tivesse cedido espaço para algo mais desconfiado, ardiloso até. Supõe-se que é isso o que acontece quando arrancam seu bem mais precioso. No caso dele, as suas asas.
Antes do mosteiro, não havia nada. Ninguém jamais dera-lhe uma explicação de como havia chegado naqueles corredores de paredes descascando, cercado pela companhia de homens carecas e, em sua maioria, irritantemente silenciosos. O garoto seguia a rotina, ciente de que era diferente somente por ligeiros detalhes: além de ser a única criança, era o único que tinha asas. Pequenas, douradas, estranhamente invisíveis para a maioria dos monges, mas aqueles que viam, os mais espiritualizados, tinham tomado como missão protegê-lo dos perigos do mundo. O tomaram por anjo. O nomearam Gabriel.
Ele se divertia. Era a única vida que conhecia e crianças são mestres em transformar os lugares mais inóspitos em parques de diversões; Isso, até colocarem os olhos num parque de diversões de verdade, e então se tornam incapazes de contentar com qualquer outra coisa. Do alto da torre mais alta, testando as asas que já começavam a sustentar seu peso, vislumbrou a chegada dos brinquedos no vilarejo à distância. Sabia que não deveria, sabia que era perigoso, mas foi. Tinha só doze.
Sua passagem pelo parque foi breve, porém evidente. O cheiro fez uma trilha de volta ao mosteiro e trouxe consigo um faminto cíclope que destroçou tudo e todos em busca da criança. O dia para o qual tanto tinham se preparado havia chegado, mas de nada adiantou, os mestres eram fracos demais para a criatura. Restou a Gabriel fugir enquanto a atrasavam.
Sozinho e sem rumo numa estrada deserta, orou, mas o deus que lhe atendeu era um pouco diferente. Hermes surgiu com um caminhão de entregas e o banco do passageiro vago, pronto para ceder carona a um viajante a deriva. Conversa vai, conversa vem, estava no meio do caminho para o Acampamento Meio-Sangue quando decidira puxar o freio de mão e seguir por outro rumo. Aquela criança tinha sido presa a vida inteira, não seria justo tirá-la de uma gaiola e pô-la em outra. E aquelas asas… hm, aquelas asas viriam muito a calhar.
Sua companhia de entregas ganhou um estagiário. Gabriel, um tutor. Um padrasto, pode-se dizer, pois que já nas férias do acampamento, mesmo que a ascendência fosse praticamente evidente através dos cabelos e olhos, ninguém o reclamava. Ele preferia assim; a muvuca do Chalé de Hermes, a barulheira incessante, as pegadinhas. Praticava algumas delas com o próprio deus também, até que uma lhe marcou pelo resto da vida.
Na matéria senso de humor, Zeus reoprovaria com zero. Cabia a Gabriel entrar e sair sem ser notado e surrupiar da pilha de roupas o broche milenar em formato de raio que, dali a alguns minutos, numa festa a caráter do Olimpo, seguraria firme a toga do rei dos céus. Mas Zeus não viu qualquer graça no roubo flagrado. Enquanto agarrava o semideus dolorosamente por uma das asas, achou que aquilo estava mais para desrespeito. Quis saber qual dos parentes havia ordenado o ato, mas Gabriel nada falou. Nem quando foi atirado contra o salão da festa, cercado por dezenas de olhares curiosos. Nem mesmo quando fora sentenciado. Em silêncio também permaneceu Hermes, acuado pela fúria inesperada de seu pai, observando a cena a uma covarde distância, desviando o olhar somente quando penas douradas manchadas de sangue se espalharam pelo salão.
Isso aconteceu há cerca de dois meses, e Hermes não entrou mais em contato desde então. Encontrando exílio no acampamento, a recuperação dos ferimentos externos foi relativamente rápida, graças ao nectar, mas os internos estão longe de sarar. Seus primeiros passos enfermaria afora foram agraciados por um brilho de arco-iris no topo da cabeça, reclamando Gabriel como membro do chalé 14, para onde se mudou de prontidão, grato pelo pseudo-isolamento. Quando a profecia soou da boca de Rachel, cheia de promessas de silêncio e destruição, o arrepio inicial deu espaço a um riso jocoso. Sim, estava farto de silêncio. Talvez, lá no fundo, também estivesse ansioso para ver o Olimpo caindo.
── headcanons.
Gabe está constantemente de mochila nas costas. A ausência do peso das asas é incômoda e o faz andar curvado para frente, então a mochila ajuda a balancear.
Gosta de sentar em lugares altos, nos quais possa balançar as pernas e os pés não toquem no chão.
Acostumado a voar para cima e para baixo, caminhadas são extremamente exaustivas pra ele agora. O skate vem sendo seu método de transporte favorito para distâncias médias.
── maldição.
No ato do arrancar de suas asas, Zeus proibiu a qualquer divindade o direito de restituí-las, banindo o semideus de seu reino. Gabriel ainda não sabe, mas até mesmo os céus possuem certa resistência em deixá-lo entrar, se comportando de maneira hostil sempre que ele atravessa certa altura.
── poderes.
Gabriel tem certo manejo sobre a refração da luz, podendo dispersá-la em diferentes frequências. Com isso, consegue mudar a cor de objetos, projetar imagens através de fontes de luz já existentes (criando hologramas sem áudio) e, principalmente, se camuflar em ambientes como uma espécie de camaleão. Contudo ainda está no nível dois e nenhuma das habilidades é perfeita. Para a camuflagem, por exemplo, precisa ficar o mais imóvel possível e quanto mais complicado for o arredor, mais chances de não se misturar de maneira satisfatória.
── habilidades.
agilidade sobre humana e visão aguçada — consegue diferenciar com facilidade os mais semelhantes subtons de cores.
── arma.
um colar com pingente de caduceu, se transforma numa espada de bronze celestial quando é puxado. gabe está meio reticente de continuar a usando, procurando uma arma que possa substituí-la.
longe dele se aproveitar da desgraça. não, não, o que gabriel fazia ali era um serviço à comunidade! na frente do chalé 14, bem ao lado de uma das janelas feitas de água sempre corrente, havia erguido uma barraquinha digna de vendedor de limonada, mas seu produto era ligeiramente diferente. ── o quê? dois dracmas é um preço mais que justo! um pra a íris e outro pra mim, ué, ou acha que vou trabalhar de graça? ── batia boca com um cliente quando percebeu MUSE se aproximando. O rosto se iluminou e ele se endireitou na cadeira, alinhando também, sobre a bancada, a plaquinha com o valor. ── seja bem vindo(a) ao serviço de chamadas do Ertois, para quem deseja ligar hoje? pai, mãe, tio, primo, algum crush humano com quem teve um romance secreto durante a última missão? shh, aqui não julgamos. se tiver um nome ou um endereço, a gente dá um jeito de encontrar. ── levou a destra até a têmpora em continência. por "a gente" se referia a íris, claro, mas ele também teria parcela importante naquela ligação: graças ao céu constantemente nublado, arco-íris naturais estavam cada vez mais raros. era aí que ele entrava.
gabriel fechou a boca, a mandíbula tensa, mas compreensivo. não, não era o momento de encher mattie de perguntas; era o irmão dela naquela mortalha. conhecia aidan para além da enfermaria, era acostumado com sua presença na fogueira e, acima de tudo, era ciente da adoração que os demais filhos de apolo nutriam por ele. se estava sendo difícil para si, sequer conseguia imaginar o que se passava na cabeça dela. ── não vou. ── assegurou, trazendo conforto na forma de um abraço. podiam não ser mais namorados, mas o carinho que gabriel sentia por ela jamais morreria; doía em seu peito vê-la naquele estado. mais alto que ela, depositou um beijo no topo de sua cabeça, os olhos ardidos em sentimentos entalados e complexos. ── vou ficar aqui, em silêncio, até que me peça pra ir embora. tudo bem assim?
o que ele estava fazendo? era uma boa pergunta, mas gabriel não fazia ideia da resposta. aquele não era um sonho lúcido, somente um amontoado de ideias de sua mente cansada e atormentada, em piloto automático até aquele segundo. na sua frente havia uma mesa com vários objetos que não reconhecia a origem. olhou para chloe, confuso. ── eu não sei... onde, onde estamos? ── mas antes que pudesse perguntar mais, ele ouviu o urro. atrás de chloe, um enorme olho solitário crescia, como se viesse na direção deles. gabriel sabia o que era aquilo, estava encrustado em seu inconsciente: seu segundo maior medo, perdendo apenas para o deus dos céus. ── cíclope ── sussurrou, olhos arregalados. ── CORRE, CHLOE, CORRE! A GENTE TEM QUE SAIR DAQUI!
[ kiss ] sender leans in to kiss from receiver (Max)
continuação dessa ask.
aceitou a mão de bom grado, mas ao invés de usá-la para se erguer, gabriel enlaçou uma das pernas de max nas suas e o puxou para baixo, dando-lhe uma rasteira. movimento traiçoeiro, ainda mais quando tinha decretado desistência, mas não era como se ligasse para honra em batalha. os monstros não ligariam, e era contra eles que precisavam treinar. ── touché. ── sussurrou em provocação, agora sua vez de colocar a arma sobre o pescoço dele, limitando seus movimentos. os cabelos longos do filho de zéfiro estavam espalhados no chão de grama, mas ainda caiam em perfeita harmonia, e o suor brilhava em lugares que evidenciavam a beleza de seu rosto. como ele conseguia? apaziguado em contemplação, gabriel só não esperava que o próximo golpe do rapaz fosse ser ainda mais baixo que o próprio.
max ele ergueu o rosto e o beijou.
o susto breve cedeu espaço para um sorriso, para um retribuir hesitante, de início, mas que não demorou a ganhar ritmo. soltou o cabo da espada e levou a mão até a mandíbula do rapaz, enterrou os dedos nos fios negros, encaixou-se com mais conforto. um erro. agora, estava vulnerável outra vez.
❛ we can order pizza, watch a movie, whatever you want. ❜ @maximeloi
── o que eu quiser? ── a malícia era clara. elói parado próximo à porta de seu quarto, trajado em sua camisa, era uma visão que gabriel não conseguia ignorar, ainda mais após a oferta prévia. ── acho que quero testar sua teoria. talvez ela fique mesmo melhor como tapete. ── disse enquanto levantava da cama, trilhando um caminho sem volta até o rapaz. as mãos seguraram a barra da camisa e ergueram-na devagar, retirando-a como ele havia sugerido, revelando a pele desnuda. fez um bolo de tecido e o jogou para trás, indiferente a onde cairia. à sua frente, havia algo bem mais interessante para se olhar.
── com você em cima de mim? nem um pouco. ── a voz abafada pelo peso do corpo de tiny era dotada de certo humor. sabia que a pergunta não era sobre aquilo, porém, e depois de curtir aquele abraço inesperado mais um pouquinho, o empurrou para longe. gabriel então sentou na cama, passou a mão no cabelo, sentiu no rosto o sol que entrava de uma das janelas, se espreguiçou. quando voltou a olhar para o meio irmão, havia um sorriso no rosto. ── mas estou orgulhoso, senhor conselheiro. ── bagunçou-lhe os cabelos. ── sei que estávamos competindo, mas não me importo de ter perdido. você é a pessoa certa pra cuidar desse lugar, esteve aqui a vida toda, conhece todo mundo, protege todo mundo. ── a mão agora estava em seu ombro, fitando os olhos tão parecidos aos seus com um agradecimento implícito. não se conheciam há muito tempo, mas tiny já havia dado motivos de sobra para lhe conquistar. ── eu tô bem, juro. ── garantiu com um aceno de cabeça. em seguida, puxou da mesinha de cabeceira o martelo que havia deixado ali na noite anterior. ── agora, o que a gente vai consertar hoje?
naquela noite em específico, a parede oposta a sua cama, rachada pelo tremor, havia virado um projetor de cinema enquanto compartilhavam o fone de ouvido de seu celular de dédalo, já que os poderes do ertois não incluiam o áudio do filme. mas o cansaço da reconstrução do acampamento venceu os créditos, e se encontrava de olhos fechados antes do fim, embora a mente ainda estivesse alerta o suficiente para despertar ao sentir uma movimentação no colchão que significava a partida da semideusa. por algum motivo, ela nunca ficava depois que ele dormia. ── não é isso... ── respondeu com humor após tocar sua mão e interromper a saída de fininho, incerto se aquilo era ironia na voz dela ou uma oferta genuína. estava cumprindo sua tortuosa promessa, não havia mais pedido pelo ópio dos lábios de fahriye, mas por vezes se pegava os mirando à distância, furtivo como um ladrão miraria vitrines de joias; incapaz de dizer se o que realmente desejava provar deles era a névoa ou a maciez. ── jamais vou reclamar de ganhar moedas, mas... poderia ficar, dessa vez? ── os olhos a fitavam serenos, ainda que seu interior estivesse apertado, hesitante. ── tiny não vai dormir no quarto e eu... não quero ficar sozinho. ── não era sobre a solidão; era sobre ela, a companhia dela. mas quando nem mesmo seu coração sabia desatar o nó, as palavras precisas lhe escapavam do alcance.
i'm not used to people actually caring about what i have to say. // @peonylw
aquela confissão pegou gabriel desprevenido. tinha passado no chalé 10 em busca dos amigos e acabara ficando para ajudar na reconstrução do lugar, especialmente na parte da repintura. numa das paredes internas havia projetado uma paleta de cores com subtons de rosa e pedido a opinião de peony, afinal o bom gosto dela era evidente, mas não esperava ouvir aquilo como resposta. ele pensou um pouco antes de abrir a boca outra vez. ── talvez não tenha conversado com as pessoas certas. o segredo é estar perto de gente que te aprecia, não que te tolera. ── direcionou-lhe um sorriso reafirmador, sincero, meneando a cabeça para a parede. ── mas e então: rosê, flamingo, carmim, bala ou chiclete? escolha com sabedoria. sei que parecem iguais, mas são diferentes.
se havia alguém que entendia a necessidade de liberdade de gabriel, talvez fosse thomas. na metáfora em que o filho de íris era um passarinho engaiolado, ele talvez fosse um peixe no aquário, e julgava que nenhum dos dois tinha sido feito para ficar preso naquelas barreiras por muito tempo. ── manda ver. ── concedeu com um aceno de cabeça, a mão passeando na água da pequena fonte dentro do chalé de poseidon, pensando se levaria alguma maldição caso afanasse dali alguns dracmas. ── só não me diz pra relaxar e esperar, porque é só o que eu venho tentando fazer e, bom, não tá rolando.
a camuflagem falhou momentaneamente quando gabriel abriu um sorriso orgulhoso, exibindo dentes branquinhos onde antes só havia uma parede. ── eu falei que era bom. agora, você tem certeza que ele chega esse horário mesmo? ── se referia ao inquilino indesejado, o tal do gravesend. aquela parede? o exterior da casa grande, bem pertinho de uma janela. não se arriscaria a entrar na sala de quíron, não era doido, mas talvez pudesse ouvir pedaços da conversa dali.
what’s their dream job / profession? do they have one? (@mcronnie
ele amava ser entregador e, se não houvesse tanta mágoa, voltaria ao cargo num piscar de olhos. atualmente, porém, está aberto a possibilidades e qualquer trabalho é um bom trabalho, desde que o mantenha distraído e lhe traga dracmas. certas pessoas já comentaram sobre a cor de seu cabelo, o que lhe deu a ideia de investir na coisa, pois é, de fato, muito bom com cores. daqui a pouco vai ter na frente do chalé 14 uma plaquinha bem assim: "corto cabelo e pinto".
gabriel assentiu. desde o encontro com a náiade a ideia havia agarrado em sua mente como um abraço de polvo, não soltava por nada, e ronnie parecia a pessoa certa para lhe ajudar. "Do que você precisa para rastreá-las?" uma gota de sangue? ele daria. uma fotografia? ele teria. conseguiria tudo o que estivesse ao alcance, e até o que não estivesse, desde que isso a ajudasse a localizar suas asas.
💛 YELLOW HEART — how many languages does your oc speak? what language(s) are they learning, if any? 💚 GREEN HEART — does your oc prefer being inside or outside?
💛 YELLOW HEART — how many languages does your oc speak? what language(s) are they learning, if any?
houve um tempo em que gabriel falava todos os idiomas. hermes possui uma marca patenteada de chiclete, o blá-blá-loo, e cada sabor diferente pinta a língua das cores de um certo país, conferindo ao semideus a capacidade de falar fluentemente seu idioma oficial enquanto o estiver mascando. mas sem o chiclete, ele sabe inglês, espanhol, francês e está tentando aprender russo.
💚 GREEN HEART — does your oc prefer being inside or outside?
fora. ele realmente mal pode esperar pra ter permissão de sair do acampamento, fez até planos de viagens com alguns amigos campistas.
está tendo aulas de crochê e bordado com a @donararanha, eles sentam na praia e passam horas conversando como duas senhorinhas idosas. está na metade de um suéter.