O caos da cidade
eu sou mais que um corpo muito mais que minhas dores e eu não sou ninguém mesmo assim sou além além dos medos e dos demônios de um olho cansado fixado num horizonte imaginário tropeço nas pedras do caminho grito vômito tudo o que tenho pra falar te digo mas não consigo te alcançar sempre arrumo forças pra me reerguer quando vejo já estou noutro lugar tão lindo, tão triste não quero mais o fardo de capturar o caos da cidade o desgoverno, o genocídio a falta de emprego, a fome a PM que mata enquanto jura nos proteger não quero mais me deter um peito aflito amores falidos procurando um jeito de sobreviver e tudo o que falo é sobre viver as ruas não são as mesmas o mundo não é o mesmo mas dizem que já foi pior e se o pior piorar? tudo o que faço é lutar ter esparança é o que vai nos matar.
Vic Sidney.



















