—— peculiar? você tá sendo muito simpática, isso sim. esse lugar é uma cópia barata e sem graça do país das maravilhas e eu estou com muita vontade de quebrar todas aquelas pessoas irritantes de porcelana com a ponta dos meus saltos. e os anões então? ew. anão bom pra mim é anão morto ou servindo de enfeite pra jardim, por mim a gente envenenava todos eles com as flores tóxicas lá que nem de longe são tão interessantes, por exemplo, quanto as poções de beba-me e coma-me. e os pavões, estrela? ah, faça-me o favor. o cérebro liso dessas aves derreteria com uma única sentença do absolem, me respeita! sabe pra que é que esses pavões seriam bons? pra comer num chá da tarde! além disso, só um lugar tem a rainha de copas e isso já faz desse lugar um vencedor. —— após o rant eterno, puxou do bolso um pedaço de madeira qualquer que, não tão gentilmente, começou a esculpir com a faca presente no outro bolso, mas que já estava em mãos desde que chegaram naquela ilha. contudo, com a menção do aniversário alheio, pareceu se lembrar de algo. não estava em seus planos contar a ela mas, já que estavam naquela porcaria de lugar, seria bom fazer um agradinho. —— que bom que você mencionou isso pois, veja bem! eu tenho o presente perfeito pra garota perfeita. só que eu não trouxe, quando a gente voltar, eu te entrego. além disso, provavelmente esse bonequinho aqui vai ser você. não te incomoda que eu esteja usando essa faca pra ajeitar seus olhinhos, né? pff, claro que não incomoda. tem dois castelos nesse lugar, né? eu não faço nem ideia de como se chega em lugar nenhum, mas se você quiser ir andando, qualquer coisa eu prometo que meto a faca por você, diamantinho.
Estrela levou a mão a sua boca, para cobrir um pouco a risada que teve que soltar escutando todo o rant de sua melhor amiga. Não tinha ninguém no mundo de Mítica como Anette, o que provavelmente era algo muito bom para o mundo. Hmn, provavelmente não, com certeza era algo bom. “ — Tenho que fazer de suas palavras as minhas, Rojita*.” levo sua mão os cabelos da mesma, como já era de seu costume. As interações das duas garotas poderia muito facilmente ser levado para um sentido romântico vistas de fora e sem contexto, mas Estrela não ligava nenhum pouco. “ — Você sabe que sua mamãe é literalmente uma role model pra mim, não é? A bruxa má do oeste não chega nem aos pés do icone, e tenho dito.” confirmou com sua cabeça, rindo um pouco mais e então cruzando seus braços com os da Liddel, puxando a mesma para que começassem a andar. “ — Sonho demais com o dia que finalmente irei conhece-la e poder falar como admiro.” brincou, por mais que não realmente uma mentira. A Rainha de Copas era uma governante tirana? Sim, mas ela fez por merecer, ué. Culpa do rei que é um burro e é facilmente manipulado. Estrela realmente sonhava em conseguir fazer o mesmo... Tirando a parte da tirania, claro. “ —Poderia adicionar muito mais coisas nessa sua reclamação, uma vez que esse mundinho aqui apenas existe por conta do País das Maravilhas.” era só checar as datas, pessoal. “ — Ah é mesmo, tem um presente para mim? Não vou dizer que não precisava, porque você me conhece o suficiente para saber que seria uma mentira.” jogou algumas mechas de seu cabelo para trás de seu ombro, ainda andando, guiando a menor enquanto a mesma parecia ocupada demais esculpindo algo. “ — Vai ser eu? Ah não, Annie. Assim terei que fazer algo para você também.” balançou a cabeça negativamente, como se fosse ser algum tipo de sacrifício. “ — Eu sei como chegar neles, não se preocupe. É só seguir a estrada mesmo, não tem erro.” olhou ao seu redor. “ — Pelo que estou vendo não vai precisar sua faquinha para enfiar em ninguém no momento, mas bom saber que você ta preparada para isso.” sorriu de lado. “ — Também estou preparada para atacar qualquer um com diamantes. E ah, quase ia me esquecendo, mas falando em visitar nossas mães, assim que toda essa viagem idiota acabar você pode ter CERTEZA que eu vou te puxar para ir para Asablanca comigo, hein?” o tom de voz da mesma mudou para um pouco mais de animação. “ — Imagina, nós duas sentadinhas vendo meus irmãos se matando. Perfeição.”