máscara estilo veneziano na cor branca com detalhes em dourado que combinam com o restante da roupa. peruca com os fios amarrados num rabo baixo estilo louis xvi da frança, no tom platinado.
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@eusoulouis
máscara estilo veneziano na cor branca com detalhes em dourado que combinam com o restante da roupa. peruca com os fios amarrados num rabo baixo estilo louis xvi da frança, no tom platinado.
A pergunta fez seu sorriso crescer ligeiramente. Então era isso. Um convite disfarçado de escolha, um movimento cuidadosamente colocado para avaliar sua disposição. Margot ergueu o olhar para ele, segurando o silêncio por um instante antes de girar a ficha entre os dedos uma última vez. Margot sabia que ninguém apostava sem esperar um retorno. Ela certamente esperava. Analisou a feição dele, antes de sua resposta silenciosa. Deslizou a ponta dos dedos pela borda de uma ficha antes de pegá-la firmemente nas mãos. — Que tal continuar a aposta? Quero ver o que mais consigo ganhar de você. — murmurou, provocativa, mordendo a pontinha do lábio inferior. Ela pousou a ficha sobre a mesa com um toque leve e pegou as cartas novamente, esperando alguma resposta dele.
louis não respondeu de imediato — e nem precisava. o sorriso dela, o desafio contido nas palavras, aquela mordida no lábio — tudo isso formava uma coreografia conhecida. ele não era imune. Tampouco era ingênuo. sabia reconhecer uma provocação mascarada de brincadeira e, mais ainda, sabia o que acontecia quando deixava alguém como margot acreditar que tinha o controle da partida. seus olhos baixaram para a ficha na mesa, depois voltaram para ela, com aquela expressão serena que escondia a verdadeira voracidade por trás do olhar. 'ganhar de mim?' ele pensou, com um traço quase imperceptível de ironia. margot era esperta, mas ainda não sabia que algumas apostas nunca foram feitas para serem vencidas. pelo menos, quem vencia não era o real vencedor, dependendo do que apostavam... louis se inclinou um pouco para frente, como quem se aproxima só o suficiente para deixar o ar entre os dois mais denso. Seus dedos tocaram a borda da ficha com lentidão, quase em resposta ao gesto dela. era a dança dos dois — movimentos calculados, intenções não ditas. ❝ continua, então, ❞ murmurou ele, com a voz baixa, grave, arrastada. ❝ que tal... quem ganhar escolhe o próximo jogo? entre qualquer um dos que estão disponíveis. ❞
Margot inclinou levemente a cabeça, observando o homem à sua frente com um brilho divertido nos olhos. A máscara cobria parte de seu rosto, mas não escondia a forma como ela avaliava cada detalhe — o tom de voz, a postura, a maneira como ele sustentava o jogo sem revelar nada além do que queria que ela visse. Poker não era apenas sobre cartas; era sobre ler pessoas. Ela deslizou os dedos pela borda das fichas ao seu lado, girando uma entre os dedos enquanto refletia sobre as palavras dele. Desejos só se tornavam realidade naquela noite? Um jogo curioso para alguém que parecia confiar tanto na própria sorte. Seus lábios avermelhados se curvaram em um meio sorriso, mas ela não se apressou em responder.
Quando ele propôs a aposta, Margot soltou uma risada baixa, um som contido, mas cheio de divertimento. Um drink exclusivo da casa? A ideia era quase gentil demais para um jogo como aquele, mas havia algo subjacente na sugestão que a fez querer testar até onde a confiança dele ia. Ela girou a ficha mais uma vez entre os dedos antes de empurrá-la para o centro da mesa, como se selasse o acordo. Então, ergueu o olhar para ele, a voz carregada de um desafio sutil. “ Espero que tenha um gosto refinado. Eu só bebo o melhor. ” Então apoiou as cartas em suas mãos na mesa, mostrando o seu resultado.
sabia que a primeira proposta era suave, nada além de molhar um pedaço dos dedos. ele não queria ir direto e propor algo ousado, mesmo com todo o álcool no seu sangue. ele preferia testar as águas. talvez desejos apenas se tornam realidade essa noite? ❞ para o seu azar. como qualquer outra pessoa, ele não gostava de perder, mas não perdia a sua compostura. ❝ bem, podemos ir agora ou depois. o que prefere? ❞ ele perguntou, querendo entender se ela queria aumentar as apostas ou não. aquele, obviamente, havia sido o primeiro teste, para saber até aonde ela iria.
Maxime observava a cena com um sorriso divertido, os olhos brilhando por trás da máscara. Quando a maçã caiu, a reação ao redor da mesa foi imediata—risadas, exclamações e aquele burburinho típico de expectativa. Todos sabiam o que vinha a seguir. Maxime se inclinou levemente para frente, apoiando o antebraço na mesa, os dedos brincando com a própria taça. O olhar pousou sobre Louis, avaliando-o por um instante antes de soltar, num tom carregado de diversão. "Ah, mon cher, que azar o seu… ou sorte, dependendo do ponto de vista." A ponta da língua umedeceu os próprios lábios antes de ele continuar. Podia notar, mesmo por cima das roupas elegantes do sujeito, os músculos tonificados escondidos pelos tecidos. Maxime estava deveras curioso para descobrir o que havia ali. "Que tal um striptease? Eu me voluntario para receber." Propôs com um sorriso divertido e cheio de interesse.
a máscara que impedia reconhecerem a sua identidade também escondia o quão vermelho ele havia ficado com o desafio proposto. quase pensou em sair da brincadeira. beber a poção da Zafira não parecia tão ruim assim, ele já havia tomado algumas de qualquer forma. por fim, decidiu seguir com o seu desafio. infelizmente, louis já estava no centro da atenção, e sair da brincadeira naquele momento só o transformaria em um chato. o traje dourado e branco que vestia brilhava sob as luzes baixas, cada bordado refletindo opulência, digno to tema da festa.
nunca havia ficado feito nada com um homem. ele já havia visto uns vídeos entre homems e sabia apreciar a forma masculina, mas não havia feito nada com um, efetivamente. e, talvez, aquele fosse o pior momento para começar, no meio de um monte de estranhos. porém, talvez fosse o álcool, ele iria seguir em frente. louis começou devagar, deslizando as luvas douradas pelos próprios braços antes de puxá-las com os dentes e jogá-las de lado. os dedos passaram pelo colarinho ornamentado, desamarrando a delicada echarpe branca com uma lentidão provocante, deixando-a cair sobre o colo de maxime como uma oferta silenciosa. seus olhos estavam fixos nele, desafiadores. um jogo entre predador e presa, mas ninguém sabia ao certo quem era quem.
a cada movimento, louis se desfazia de mais uma peça. o casaco ricamente bordado deslizou por seus ombros, revelando o tecido dourado justo por baixo. ele virou de costas por um instante, exibindo a silhueta forte, antes de se desfazer do colete, botão por botão. Ao se virar novamente, louis sorriu de canto, mãos descendo preguiçosas pelo próprio abdômen, tocando a fivela do cinto. ele fez um pequeno giro, levando as mãos ao cós das calças brancas perfeitamente ajustadas ao corpo. com um estalo, o botão se soltou, e ele puxou o zíper lentamente, sentindo o olhar de maxime pesar sobre ele como fogo líquido.
quando finalmente deixou que as calças deslizassem por suas pernas, louis ficou apenas na peça final do jogo – uma provocação de tecido mínimo que deixava pouco para a imaginação. ❝ viu o suficiente? ❞
a mordida proibida com @eusoumaxime
louis havia buscado participar da maioria das coisas disponíveis. uma forma de se desafiar aquela noite. experimentar coisas por trás do fato de quem ninguém lhe reconhecia. havia então sentado em um dos jogos que ainda não havia participado. com os novos participantes, o funcionário explicou a brincadeira, entregando a maçã para uma participante ao seu lado antes dela começar. a maçã foi passando de boca em boca até chegar na sua vez, e desajeitadamente, ele não conseguiu segurá-la, caindo em seu colo. agora, estava a mercer dos outros participantes para o seu desafio.
émile riu baixinho ao perceber o recuo do rapaz, Por um instante, considerou que ele estivesse desconfortável demais para continuar a interação, mas a ausência de uma recusa ao convite para o segundo andar indicava o contrário. — vamos, monsieur louis — tomou mais um gole da bebida, esvaziando o copo, e repousou-o sobre o balcão antes de estender a mão ao rapaz, disposta a guiá-lo até o andar superior. esgueiraram-se por outras figuras até pararem na porta da sala de roleplay. émile estava curiosa para descobrir o que tinha disponível lá dentro. — um dos funcionários me disse que aqui é uma sala discreta e frutífera para a imaginação, não entendi muito bem, mas podemos tentar, não acha? — tamborilou os dedos na bochecha, enquanto aguardavam na fila para que a sala ficasse disponível.
a mão dela era macia e o seu comportamento tinha uma leve inocência que o fazia sorrir. ele estava curioso para saber o que ela faria quando entrasse naquela sala. ele não havia ainda entrado na sala, mas havia escutado os murmúrios de como era aquela sala. ❝ e o quão frutífera é a sua imaginação, milady? ❞ duas pessoas sairam da sala e o funcionário entrou. a porta se manteve fechada por alguns minutos antes dele abrir novamente e indicar para chegar. ao entrar no quarto, ele deparou com uma arara, com diversas fantasias, e dois biombos em lados opostos do cômodo para cada um se trocar. entreolhou a mulher com curiosidade, tentando absorver se ela ainda apresentava curiosidade, vontade ou choque com a situação.
o vergonhoso desafio das máscaras, a pov
era uma noite para se perder na multidão. mistério, anonimato, sedução. um playground para quem quisesse ser alguém diferente por algumas horas. louis sabia exatamente quem ele era, mas gostava da ideia de ser outra pessoa, mesmo que por algumas horas.
os trajes luxuosos haviam sido encomendados de outra cidade e a máscara escondia todo o seu rosto, sem deixar muito para a imaginação. ele observava a pista de dança, o ritmo da música era viciante, os corpos se movendo sem pressa, imersos na atmosfera carregada de luxúria e promessas não ditas. uma celebração hedonista em sua melhor forma. passou do primeiro para o segundo andar, onde a música era mais abafada e as pessoas pareciam se concentrar em outras atividades. não deu muita atenção, segundo a sua exploração primária até o terceiro andar, onde ao céu aberto as pessoas pareciam aproveitar do ar e da música que mal passava de um sussurro longe para conversar.
e então veio o desafio.
de longe, ele observou ma mesa comprida com diversas máscaras sobre ela. um funcionário mascarado atrás da mesa pediu para que ele escolhesse uma. pegou a que se encontrava exatamente no meio e virou em direção a ele. riu baixo ao lê-lo. absurdamente deslocado, completamente inusitado. exatamente o tipo de coisa que ele nunca faria. se não fosse a máscara.
desceu os degraus como se tivesse todo o tempo do mundo, deslizando pela multidão com facilidade até alcançar o dj. um sussurro ao ouvido do homem atrás da mesa de som, um aceno de cabeça hesitante – e de repente, o inesperado aconteceu.
a batida eletrônica cessou. nem ele acreditou que o dj iria fazer isso. o silêncio durou apenas um segundo antes dos cochichos começarem a preencher o espaço. logo, uma melodia começou a tocar. louis já estava no centro do palco quando a primeira nota de um louvor começou a tocar, e a reação foi instantânea – confusão, incredulidade, algumas risadas abafadas.
ele ergueu as mãos, exigindo atenção, sua voz ecoando pelo microfone.
❝ senhoras e senhores, tirem um momento para agradecer. pelo cheesecake, que adoça nossos dias. pela genialidade de quem inventou o filtro de café. pelo céu, que é azul e não verde, porque convenhamos, isso seria estranho.❞
a essa altura, alguns já riam, outros erguiam suas taças, entrando no espírito do absurdo.
❝ fechem os olhos. sintam a gratidão fluindo. ❞ ele fez uma pausa dramática. ❝ agradeçam também pelo meu cabelo impecável esta noite. e pelo DJ, que permitiu esse momento espiritual. ❞
o burburinho eclodiu vem gargalhadas. o dj, talvez tomado pela onda, ou talvez simplesmente maluco, aumentou o volume da música, e por um instante, o baile de máscaras pareceu uma igreja evangélica, antes do dj voltar ao pop eletrônico do antes.
Alain não devia ter bebido tanto, sabia disso. Mas de algum modo, aquela festa, com a máscara, cheia de pessoas desconhecidas e com uma energia tão diferente do seu cotidiano, ele não conseguiu se conter. Quando poderia viver algo como aquilo de novo? A leveza do anonimato, a possibilidade de não pensar em nada. Apenas estar presente e viver. No início da noite, pensou que talvez pudesse encontrar pistas para quebrar a maldição e solucionar o mistério de vez. Mas depois da quarta taça de champanhe, percebeu que não precisava se amarrar aquilo. Para que se importar tanto? Não ia resolver nada. Ao menos, não naquela noite. Foi assim que acabou na sala de jogos, ao lado de um desconhecido que se apresentou como Louis, disposto a fazer o que era pedido. "Tudo bem, o que você precisa que eu faça?" @eusoulouis
ele havia entrado na brincadeira há pouco tempo quando um novo jogador se juntou a mesa, se apresentando como alain e perguntou o que ele queria que fizesse. seus lábios se curvaram num sorriso. ❝ o jogo é o seguinte, ❞ ele virou para o homem que havia acabado de chegar, ❝ você precisa falar duas verdades e uma mentira, mas a mentira deve envolver algo íntimo. ❞ não sabia ainda o que ele mesmo falaria, mas era a primeira parte naquela noite que talvez pudesse chegar próximo de saber quem é quem. ❝ se você enganar a mesa, todos bebem. mas se a mesa descobrir a mentira, você paga um desafio, ❞ finalizou a explicação, perguntando, ❝ topa? ❞
Por mais que estivesse incerta sobre a companhia inesperada, Emma decidiu dar um voto de confiança ao funcionário da boate. Se tinha algo que aquela noite oferecia em abundância, além de mistério e luxúria, era a oportunidade de testar os próprios limites. E, por enquanto, ela estava disposta a jogar. A mulher deu um passo à frente, os dedos roçando o tecido aveludado de uma poltrona próxima, mapeando o espaço ao seu redor. A escuridão forçada pela venda aguçava seus outros sentidos — o cheiro amadeirado e levemente adocicado do ambiente, o eco sutil de sua respiração, e, claro, a presença firme do homem à sua frente.
"Parece que estamos em algum tipo de quarto no segundo andar." ponderou, sua voz suave, mas firme, cortando o silêncio denso ao redor deles. "Mais provável que seja os sete minutos no paraíso..." Ela não se incomodava em não ter o controle – não naquela noite. Mas, se havia uma coisa que aprendera em festas como aquela, era que ninguém estava ali por acaso.
Com a cabeça ligeiramente inclinada, ela escutou atentamente, capturando cada nuance da presença dele – a respiração contida, o peso de um corpo parado em expectativa. Seu sorriso, quase imperceptível, cresceu um pouco mais antes de ela voltar a falar. "O que gostaria de fazer?" perguntou, a voz saindo com uma doçura despreocupada, como se a resposta não importasse. Mas, no fundo, ela estava curiosa. Queria saber até onde ele estava disposto a ir. Guiada pelo som da voz dele, Emma se aproximou, lenta, porém precisa. Sua mão procurou a dele no escuro, encontrando o antebraço com um toque delicado. A pele quente sob seus dedos a fez sorrir novamente – um sorriso que ele não podia ver, mas que certamente poderia sentir no gesto. "Ou prefere que eu decida?" sussurrou, a proximidade entre eles se estreitando em um convite implícito.
ouviu ela explicando onde eles estavam, o que estavam fazendo. ele deu alguns passos sem direção, ouvindo o barulho ecoar no ambiente quase vazio. sete minutos no paraíso. ele soltou uma risada curta. não imaginava aquilo naquela ocasião, o aniversário de uma celebridade. louis não conhecia helena bem, mas achava a ideia estranhamente engraçada. ❝ eu nunca brinquei disso, ❞ disse, com um tom entretido. imaginou o que ela pensaria disso. que ele era um cara horrível? ou que não havia sido um adolescente sociável? não era tão longe do que havia sido a sua realidade. antes dele começar a ir para a academia, ninguém teria perdido o tempo com ele. ele tinha curiosidade em saber o que ela acharia disso, mas não ousou em perguntar. era quase como se fingisse não ser quem ele realmente era naquela noite. ❝ ladies first, ❞ ele sugeriu. seria presunçoso demais da parte dele imaginar que alguma coisa entre eles iria acontecer ali, mas ele estava aberto. ele precisava saber até onde ela estava disposta a ir.
Emma não era do tipo que recuava diante de uma provocação, na verdade aquilo tirou um sorriso em seu rosto. E exatamente por isso deixou o jogo se desenrolar, sem pressa, deixando seu quadril se guiar pelo ritmo da musica... Quando ele sussurrou a pergunta no ouvido dela, o sorriso dela se alargou ainda mais. Sem se afastar, Emma deslizou a mão lentamente até o pescoço dele dele, inclinando a cabeça para o lado, permitindo que a boca dele ficasse ainda mais próxima da curva sensível de seu pescoço. "Chéri…" Os dedos dela se demoraram na nuca dele, traçando um caminho preguiçoso pela pele antes de apertar de leve, como se testasse a reação dele. Com um movimento sutil do quadril, ela se moldou mais ao corpo dele, tornando o jogo ainda mais divertido. "Se eu achasse que não daria conta, não teria me dado ao trabalho de deixar você chegar tão perto."
suas mãos deslizaram pelo lateral do corpo dela e ele não deu nada mais que uma risada leve, sem levar muito a sério. aquela noite, ele não era a mesma pessoa de sempre. havia uma leveza em estar por trás da máscara e, por isso, podia agir a forma que não era sempre lhe permitido. os pelos da sua nuca se eriçaram com o movimento dos quadris dela se encaixando à ele. a máscara que tanto podia ajudar talvez atrapalhava naquele momento, já que cobria os lábios. porém, o jogo eram mais sobre a provocação. Ele deslizou os nós dos dedos sobre o ombro dela com a mão livre, ainda mantendo o corpo dela contra o dele. ❝ então porque não mostrar o que eu preciso dar conta? ❞
jogo da garrafa com @eusoutheondekhadel
não fazia muito tempo que havia sentado para jogar, mas a garrafa ainda não havia parado nele. um body shot. uma lap dance. até mesmo escolher alguém para mostrar uma parte íntima... o jogo parecia ficar cada vez mais periogoso. E, ainda assim, ele seguia sentado, esperando a sua vez como se o desafio fosse o caminho para a liberdade. " escolha alguém da mesa para beijar, " um dos mascarados falou para o outro, de máscara vermelha escura, que havia acabado de cair na ponta da garrafa. era quase infantil novamente, fazendo ele dar uma risada curta, esperava que curta o suficiente para não chamar atenção para ele, mas ele sabia que as coisas não seriam tão simples.
— uva? deixa eu sentir — como se fosse possível, inclinou-se ainda mais perto do homem, posicionando o nariz perto da boca dele, ou melhor, da parte da máscara que simulava lábios prateados. — é, tem cheirinho de uva mesmo — respondeu, fungando o nariz e voltando à posição original. pensando na pergunta do rapaz, parou por alguns segundos para tentar analisar o que sentia. — não sei, acho que não fez efeito ainda... — ledo engano. a proposta seguinte jamais teria sido feita se não fosse pelo efeito do elixir da coragem. — aliás, você quer ir comigo lá no segundo andar? ouvi dizer que tem um espaço com menos barulho. — enrolou o dedo na peruca de madeixas negras, fazendo um charme discreto.
foi pego de surpresa quando ela se inclinou mais próximo, com o nariz próximo a sua máscara. por reflexo, ele deu um passo para trás. ainda era difícil entender que a outra provavelmente não sabia quem ele era e, talvez, por efeito de alguma poção estivesse invadindo seu espaço pessoal. ele mesmo não sabia qual seria o efeito da poção que ele havia acabado de tomar e ainda não sentia nada diferente. ❝ é? ❞ perguntou, com uma sobrancelha levantada, mas deu um leve sorriso para ela. ele havia passado pelo segundo andar e não tinha certeza para onde ela queria ir, mas aquela era uma noite de aceitar propostas, até mesmo as que talvez não aceitasse em circunstâncias diferentes. ❝ mostre o caminho. ❞
Seus olhos dançaram rapidamente entre as cartas na mesa e as que segurava, analisando a situação. A mão que tinha não era ruim, mas também não era uma vitória garantida. Ainda assim, ela gostava do jogo — e, mais do que isso, gostava da audácia do oponente. O som das palavras dele fez seus lábios se curvarem em um sorriso quase preguiçoso. A sugestão fez Margot desviar o olhar para ele, a expressão se tornando algo entre curiosidade e diversão. “ Engraçado... eu coloquei um pedido parecido na árvore dos desejos. Seria coincidência? ” Instigou o outro, interessada em descobrir se havia sido por acaso ou ela havia escolhido o papelzinho com o seu desejo para realizar. Lenta e calculadamente, apoiou o queixo na mão, o olhar cintilando sob a máscara. “ Mas, bem, isso depende. ” respondeu, o olhar ferino analisando o homem a sua frente. “ O que exatamente você tem em mente? ”
@khdpontos
uma das coisas mais importantes do poker era não deixar o seu adversário conseguir observar além da sua expressão. as máscaras facilitavam isso, mas o tom de voz, seu comportamento e corpo também podiam entregar seu jogo. seus olhos vidraram a oponente, sem deixar o sorriso confiante ser visto pela máscara que copiava seus lábios. ❝ talvez desejos apenas se tornam realidade essa noite? ❞ sugeriu com simplicidade e sentindo-se entretido com a situação. a confiança em seu tom era essencial. não podia vacilar, independente da sua mão. ❝ que tal começarmos pequeno? o ganhador paga um dos drinks exclusivos da casa. ❞
realizando desejos de @eusoumargot
ele olhou as suas cartas quando o dealer virou mais uma carta na mesa. tinha uma boa mão. não era perfeita, mas boa. achava que tinha uma chance. ele só tinha mais uma oponente, sendo que os outros haviam desistido já. ❝ vou pagar, ❞ ele disse, levantando dois fiamme, mas teve outra ideia, ❝ ou talvez você queira apostar outra coisa? ❞ as moedas fictícias eram legais, mas não podia fazer muito com elas.
@khdpontos
Emma observava o movimento da festa com um interesse distraído, os dedos enluvados deslizando preguiçosamente pela borda de sua taça. A animação pulsava ao redor como um coração acelerado – música, risos e promessas não ditas pairando no ar. Quando a voz ao seu lado soou, direta e despretensiosa, um sorriso lento e divertido se formou em seus lábios. Ela se virou, os olhos brilhando por trás da máscara de renda, avaliando a figura com interesse "Tão direto" murmurou, a voz aveludada escorrendo de seus lábios como um convite velado. "Gosto disso." Sem quebrar o contato visual, Emma estendeu a mão, os dedos delicados pairando no ar como se esperasse que ele aceitasse o desafio. "Não costumo ser facil de seguir. Acha que dá conta?" provocou, inclinando-se um pouco mais perto, o perfume doce e envolvente misturando-se ao ar carregado de tentação.
soltou uma risada. talvez fosse a poção, as máscaras, ou mesmo só a atmosfera, mas era estranho ouvir alguém lhe descrever como direto por duas palavras. aparentemente, era o que a mulher queria, porque ela seguiu com um 'gosto disso'. louis pegou a mão da moça e se inclinou para frente, chegando os lábios próximos ao ouvido dela para falar num quase sussurro sobre o som da música alta, ❝ talvez quem não dê conta de seguir seja você, ❞ respondeu no mesmo tom provocativo. a música que tocava era uma música eletrônica, não era exatamente excelente para dançar em par, mas ele a conduziu a pista de dança, girou-a e puxou seu corpo contra o dele, colando as costas dela ao seu peito. ❝ acha que dá conta? ❞ seu rosto estava na altura, próximo ao ouvido dela, podendo sussurrar a mesma provocação que ela havia oferecido para ele.
terceiro andar com @eusoulouis
não sabia para onde estava indo, mas precisava se afastar do homem estranho que havia encontrado. não se considerava puritana, mas o olhar dos outros para as suas pernas era extremamente devasso. ─ oh, ─ vic disse, tropeçando para dentro da photobooth com o desconhecido, ─ desculpa, eu estava fugindo de uma cópia do rei Henry tão assanhado quanto o original. ─ não esperou um convite ou nada do gênero para quase sentar no colo do rapaz. ─ victoire, ao seu dispor. ─ deu um sorriso sensual para o outro, esperando ser correspondida.
não havia nem cinco segundos que ele entrou na cabine de fotos quando uma mulher o seguiu, aos tropeços. ele segurou a moça para que ela não desse de cara ao chão (ou de cara nas suas partes íntimas, já que o espaço não tinha muito para onde fugir). louis deu um sorriso meio sem graça com a atitude atrevida seguido das palavras igualmente diretas da mulher, antes mesmo que conseguisse se preocupar com o seu bem-estar. ❝ tudo bem, ❞ respondeu, começando a relaxar um pouco mais depois da surpresa. ❝ quer tirar uma foto? apenas porque você ainda não pode sair, ❞ sugeriu, engolindo seco ao pensar que podia ter feito o papel de desesperado. @khdpontos
— eu acho que... — émile ponderou antes de aceitar a poção. iria recusar aquela rodada, mas as cores vibrantes e as bolhas borbulhando eram tão chamativas que estava disposta a deixar sua curiosidade falar mais alto do que o receio dos efeitos colaterais. — é, vou escolher essa daqui! — entornou o liquído verde, a careta ficou coberta pela máscara, mas a risada alta escapou. — tem gosto de suco de maçã verde! — respondeu chegando mais perto, perto até demais, do homem mascarado, uma sensação de euforia se espalhando pelo corpo. — a sua tem gosto do quê? — questionou em um tom mais alto do que o normal, por conta da música de fundo ou talvez os primeiros efeitos da bebida batendo.
não sabia se havia dado sorte, mas as duas roxas que havia escolhido haviam lhe dado coragem. isso ou era apenas um efeito placebo com ajuda das máscaras que lhe escondiam as identidades. a pergunta havia sido apenas um pontapé para a conversa, afinal, as poções eram gratuitas. ou talvez ele estivesse apenas procurando uma companhia bonita, caso acabasse no charme obsessivo, para não acabar fixando no garçom. em outras circunstâncias, talvez a proximidade fosse incômoda, mas naquela noite ele não se importava. podia quase sentir a respiração dela no pouco de pele ainda exposta, junto com o calor dos outros corpos do ambiente. ❝ uva, ❞ respondeu, o resquício de roxo na garrafa esquecida do balção, ❝ mas parece ter algo no fundo, algo que eu não sei o que é... ❞ estalou a língua no céu da boca. ❝ o que você está sentindo? ❞