conjunto dourado de tecido brocado com detalhes brilhantes, composto por um paletó de corte longo e fluido, um colete ricamente decorado e uma calça elegante com padrões sofisticados. a máscara é em formato de lobo, meticulosamente trabalhada com ornamentos dourados, pedras preciosas e detalhes em porcelana branca, conferindo um ar místico e aristocrático.
O silêncio dele a queimou antes mesmo da resposta. Quando Maxime finalmente falou, os pelos de sua nuca se arrepiaram com a vibração grave. "Você não faz ideia do que está pedindo." Ah, mas fazia. E era por isso que queria tanto. Os olhos de Margot se fecharam por um instante, não em rendição, mas em antecipação. Ele não a decepcionaria. A forma como ele apertou sua cintura arrancou um suspiro baixo, entre dentes. Margot sentiu os dedos dele afundarem como se marcassem território. E era isso que mais a deixava acesa: saber que havia despertado a fera. Era para isso que ela o provocava — para ver até onde ele iria. E agora, estava indo. Quando ele a virou de costas, a mudança repentina fez seu coração bater contra as costelas. Suas costas coladas ao peito dele fizeram o calor entre os dois se multiplicar como fagulha em palha seca. "Você quer que eu pare de olhar, ma belle?" A pergunta roçou como um beijo, mas chegou como uma ameaça. O corpo de Margot arrepiou inteiro, os joelhos querendo ceder, mas ela mordeu o lábio inferior com força. Sim, queria. Mas queria mais do que isso. Queria sentir que estava sendo devorada.
A ordem veio como estalo de chicote, e Margot encaixou o quadril com precisão, pressionando-se contra ele com intenção. Todas as falas dele eram um tiro direto no centro do desejo dela. A boca se abriu sem som, apenas a respiração que enganchava. Ela não sorria mais. Estava concentrada em sobreviver àquilo. O toque quente dentro do corpete arrancou uma fisgada entre suas pernas antes mesmo de ele tocá-la ali. A mão explorando sua barriga, o ritmo lento como se soubesse o que ela ainda nem tinha coragem de pedir... E então veio o segundo toque. O verdadeiro. Dois dedos afundando sem piedade. Margot arqueou a coluna, a cabeça tombando para trás no ombro dele. Estava tão acostumada a banalizar o sexo que era difícil algo deixá-la tão desconcertada daquela forma. Era quase embaraçoso. Mas, ao invés disso, sentiu orgulho. Porque aquilo resultado do efeito que ela tinha nele. E agora, ele a fazia pagar o preço. E ela pagaria com gosto.
Os lábios dele vibraram contra sua pele, e Margot estremeceu, agarrando o braço que a segurava pelo pescoço como se precisasse de apoio. As pernas estavam fracas, a voz não saía nem para devolver às provocações. Ela riu, rouca, já sentindo-se molhada como ele havia prometido que a deixaria. Margot cravou as unhas na coxa dele, com força. Queria marcá-lo fisicamente, além da marca na memória que ela desejava deixar. O corpo já começava a tremer levemente apesar das ameaças ainda serem só palavras e dois dedos dentro de si. Ela mordeu o lábio seco de tanto arfar. Estava perdendo o nome, a noção, o controle. "E mesmo depois disso..." Ela fechou os olhos. Deus, ainda tinha mais? "... ainda não vou parar." Um arrepio tomou conta da espinha. Aquilo era tudo que ela desejava e tudo que a assustava. Como poderia um desconhecido mexer com ela de forma que ninguém mais parecia conseguir.
Sim, queria ser o pecado favorito dele. A frase a atravessou como estaca, fincando-a no momento com brutalidade. Margot arfou. Não respondeu. Apenas sentiu. Os dedos dele aceleraram. O corpo dela respondeu como marionete presa por fios invisíveis, se contorcendo, se ajustando àquele ritmo que a quebrava e refazia. As pernas se abriam mais, o quadril inclinava para frente, um pedido silencioso de que ele continuasse. Cada estocada era um ataque aos seus pontos fracos. Cada movimento do polegar no clitóris era tortura pura, prazer cruel. Margot segurou firme no antebraço dele com uma das mãos e cravou a outra no próprio joelho, tentando se ancorar em si mesma. "Agora... Rebola." Ela, então, conseguiu sorrir. Sentia o suor começar a brotar em sua testa, enquanto o sorriso transbordando toda a malícia que havia entre os dois. Margot obedeceu. Mas não por submissão — por necessidade. O quadril se moveu com precisão desesperada, o corpo buscando o clímax como um animal em cio. Ela gemeu baixo, abafado, entre os dentes, sem se importar mais se havia perdido o controle. Estava perto. Deus, ela estava tão perto. "Você me pediu por isso, Margot..." Sim. Pediu. E agora pagava preço pelo próprio desejo. "Agora aguenta." E ela aguentou. Mas só até o orgasmo vir como um vendaval e quebrar tudo. O grito sôfrego que escapou da sua garganta parecia expressar um pouco do tesão, do alívio. Margou começou a se contorcer, as pernas fracas, espasmos na coluna. O corpo caiu fraco, sobre o dele, a respiração ofegante difícil de controlar.
— Como... — você fez isso? era o que queria perguntar. Como ele conseguiu deixá-la de pernas fracas daquele jeito, quando nos últimos anos ninguém mais conseguia impressioná-la sexualmente? Era bizarro como ele parecia conhecer o corpo dela, mas honestamente, ela preferiu deixar a pergunta de lado. Caso descobrissem um ao outro, poderia arruinar o que estavam construindo. Resgatou o pouco de forças que lhe restou, erguendo o corpo levemente, sem perder muito o contato, apenas para virar o rosto de frente para ele. As máscaras ainda impediam de ver o rosto um do outro, mas o desejo entre eles era palpável no ar. — E agora? Você vai fazer todo o resto que me prometeu? — Acariciava o rosto dele enquanto perguntava. — Lembre-se que pretendo sair daqui com minhas roupas. Intactas.
Maxime ainda estava com a respiração descompassada, o corpo quente, os olhos cravados em cada reação de Margot como se absorvesse cada segundo do que acabara de acontecer. O grito sôfrego dela ainda ecoava dentro dele, como uma música feita só para seus ouvidos. Quando o corpo dela desabou contra ele, mole, entregue, Maxime sentiu o orgulho inflar no peito — não por vaidade, mas porque era notável que ela havia se entregado de verdade. E ele sentia-se orgulhoso por ter sido o responsável por isso.
O olhar de Maxime desceu para os próprios dedos, ainda cobertos com o gozo quente dela. O movimento seguinte foi lento, proposital. Levantou a mão entre os dois, os olhos escuros mantendo o dela como se quisesse que ela visse cada segundo do que estava prestes a fazer. Então, com a língua, lambeu os próprios dedos, um por um, sem pressa, saboreando o gosto dela como quem degusta um vinho caro. "Você tem um gosto que vicia," murmurou, a voz ainda grave e rouca de desejo, com a língua passando pelos lábios como se quisesse reter cada traço do sabor dela. "E se acha que vou deixar você sair daqui intacta depois disso.. Então você realmente não faz ideia do que provocou, ma belle."
Quando ela se moveu lentamente, virando-se para encará-lo com um desafio velado, um sorriso preguiçoso brotou nos lábios de Maxime. A pergunta de Margot… E agora? Você vai fazer todo o resto que me prometeu? O jeito como ela a fez, acariciando seu rosto com doçura depois de tudo, como se aquilo fosse apenas o começo — aquilo o desarmava e o incendiava ao mesmo tempo. Os olhos dele brilhavam em resposta à fome dela. Quem era aquela mulher e por onde ela tinha andado aquele tempo todo? "Cada palavra." A resposta veio firme, definitiva. A mão livre subiu pelas costas dela com lentidão, deslizando sob o tecido da blusa, já procurando o fecho do corpete com a intenção óbvia de desfazê-lo. "Acho que o único desejo que não vou conseguir atender é o de deixar suas roupas intactas." Ele inclinou o corpo, pressionando-a com o quadril, mostrando como estava duro, pronto e faminto. Com a outra mão, Maxime segurou a base da cintura dela novamente, como se estivesse pronto para erguê-la de volta ao colo para mergulhar no segundo round.
O zíper da calça começou a ser puxado, a respiração dele já voltando ao ritmo acelerado, os quadris se ajustando sob os dela. Mas então.. Toc-toc. Duas batidas secas e discretas, seguidas de uma voz educada do outro lado da porta: "Com licença.. O tempo na sala privativa se esgotou. Há outros casais aguardando. Pedimos que finalizem e se dirijam ao salão." Silêncio. Por um segundo, o tempo congelou. Maxime fechou os olhos devagar, como quem tenta não perder a cabeça. A testa repousou na curva do pescoço de Margot, os ombros tensos e a respiração pesando mais pelo impulso frustrado do que pelo desejo. "Puta merda..." Murmurou entre os dentes, um palavrão abafado que vibrou contra a pele dela.
A mão que antes subia pelo corpo de Margot agora desceu para sua coxa, apertando com um misto de desejo contido e pura frustração. Ele ainda estava duro sob ela, pronto. Pronto e impedido. Por minutos. Por um idiota batendo na porta. Ergueu o rosto, encarando Margot com um meio sorriso torto, como se risse da própria desgraça. "Isso não acabou. Nem de longe." A voz ainda estava rouca, carregada de uma promessa crua. "Você me deixou no inferno, quis ser meu pecado preferido. Agora vai ter que lidar com as consequências." Não sabia com certeza quem ela era, ou como a encontraria depois que saíssem daquela sala, mas daria um jeito. Com cuidado, Alek ajudou-a a se recompor, mas antes de se levantar, puxou-a pela nuca e colou seus lábios aos dela numa mordida suave, seguida de um beijo firme, demorado. Era um aviso, uma assinatura. Depois, se levantou, ajeitando a calça com um suspiro resignado, ainda com aquele olhar afiado de predador interrompido no ápice da caça. "Vamos. Antes que eu decida trancar essa porta e obrigar os funcionários a chamarem a polícia."
As palavras dele vieram como um sussurro morno contra a sua boca. “Me deixe dormindo mais um pouco”. Margot sorriu, e sentiu o estômago se contrair. Não apenas porque era bonito, mas porque era perigoso. Tinha algo de rendição ali, algo que ameaçava derrubar os muros que ela mesma levantara. Seus olhos não desviaram, mas por dentro, ela lutava. Ser delírio de alguém era tentador, mas e se ele também fosse o dela? Quando ele guiou seu rosto com aquele toque suave no queixo, Margot permaneceu imóvel, mas cada nervo parecia desperto, gritando. Ele a olhava como se procurasse algo, e aquilo a desarmava mais do que gostaria. “Curioso”, ele disse, e o peso do olhar dela ficou mais duro, tentando proteger o que ainda restava de controle. Ele lembrava dos sonhos. E dos pecados. Margot queria perguntar quais. Queria saber se ela se encaixava em um ou no outro — ou nos dois. Mas apenas arqueou uma sobrancelha, mantendo o mistério. Não pretendia dar a ele o poder de saber o que se passava em sua mente. O toque nas costas a fez prender a respiração. Ele a puxava como se quisesse provar que aquilo era real. A última frase caiu como um feitiço. “Vai só me deixar querendo mais.” O sorriso no rosto de Margot era carregado de malícia, e os lábios se esticaram aos poucos, curtindo o momento em que absorvia a informação do quanto ele estava entregue. Deslizou os dedos pelo peito dele, parando com leveza na base da nuca. — Eu quero justamente isso, mon coeur. — Sussurrou contra o ouvido dele, nenhum sinal de blefe em sua voz.
Margot inclinou o rosto, mantendo os olhos presos nos dele por um instante a mais, só para deixá-lo esperando. Então soltou-se devagar de seus braços, como quem desmonta uma armadilha sem pressa — e com prazer. Deu um passo para trás, os dedos ainda arranhando sutilmente o peito dele antes de se afastarem por completo. — Você disse que queria ver até onde o delírio vai. Eu ainda nem comecei. — Provocou, virando-se de costas e deslizando o próprio corpo pelo dele. — Quero me tornar o seu pecado favorito. — O olhar era puro comando. O corpo, pura promessa. Ela o empurrou de leve para a poltrona, dominadora como gostava de ser. Quando a música alcançou um trecho mais intenso, ela se moveu com precisão felina: os quadris marcando o ritmo, os braços desenhando o ar, os pés leves como se flutuassem. — Pode me tocar, Maxime. Só não esquece de quem está no controle. — A dança era para ele, sim, mas também era dela. Cada movimento dizia “eu sei o que você quer” e ao mesmo tempo “você não vai ter o que quiser fácil”, mas no fundo, torcendo para que ele a agarrasse ali mesmo e não demorasse muito.
Ela girava com elegância crua, os olhos cravados nele como se soubessem de todos os seus segredos. Margot se aproximou um pouco mais, sentando em seu colo de frente para ele, movimentando os quadris com vagarosidade dolorosa. Segurou as mãos dele e levou ao seu quadril, como se quisesse fazê-lo sentir a movimentação. Deslizou uma das mãos masculinas até o topo de sua coxa, sentindo superficialmente por debaixo de sua saia. — Me diga... ainda parece um sonho? — A mão livre usava as unhas para arranhar de leve os braços por cima da camisa, como um pedido silencioso que a tirasse logo, até os dedos alcançarem o pescoço e segurá-lo como uma leoa agarrando sua presa. Uma mão segurava a dele contra a própria coxa, a outra prendia o pescoço. Parou bruscamente todos os movimentos e se aproximou do ouvido dele. — Se quiser me parar, agora é a sua última chance. Ou então pare de ficar olhando e me mostra o que sabe fazer.
Maxime a observou com olhos semicerrados, o corpo em alerta, mas imóvel como um predador prestes a saltar. O jeito como ela dizia "mon coeur" fazia algo dentro dele se contorcer, e ele odiava o quanto gostava disso. Odiava o quanto ela parecia saber exatamente até onde provocá-lo. Quando Margot se soltou de seus braços com aquela lentidão sensual, como quem desmonta uma bomba com prazer, ele não impediu. Só observou, como quem reconhece o talento de um oponente digno. O jeito como ela o empurrou para a poltrona foi um golpe direto ao orgulho dele e, ao mesmo tempo, um convite que servia para enviar latejares em cada fibra do seu corpo. Ela queria dominar, queria que ele a visse. Queria ser lembrava. E merda, ele lembraria.
Os quadris dela dançando ao som da música, o olhar cravado nele, aquele corpo se movendo com intenção pura... Tudo aquilo o deixava à beira. Mas ele não permitia demonstrar de cara. Só os olhos, escuros como pecado, seguiam cada curva com uma fome que palavras não davam conta. Quando Margot sentou em seu colo e moveu os quadris com aquela lentidão criminosa, Maxime prendeu a respiração por um segundo. Só o bastante para não gemer.
Ela guiou as mãos dele, subiu por sua perna, arranhou os braços e o pescoço... E então veio o sussurro. "Se quiser me parar, agora é a sua última chance. Ou então pare de ficar olhando e me mostra o que sabe fazer." Maxime não respondeu de imediato mas o silêncio dele era barulhento. O olhar endureceu, o maxilar travou e o calor entre os dois virou uma ameaça. "Você não faz ideia do que está pedindo." Murmurou, os lábios quase tocando os dela, a voz baixa, grave, com um peso que fazia sua pele vibrar. "E isso é o que me excita mais." As mãos dele apertaram sua cintura com força, como quem toma de volta o controle que fingiu ceder. Com um único movimento, Maxime a virou de costas, colando as costas dela em seu peito, as pernas de Margot entre as dele. "Você quer que eu pare de olhar, ma belle?" Sussurrou no ouvido dela, os lábios roçando a pele com provocação. "Então senta firme. Porque agora vou te mostrar exatamente o que eu sei fazer."
Uma das mãos subiu por dentro da abertura justa do corpete, forçando o tecido a ceder para que os dígitos pudessem traçar a pele quente de sua barriga até alcançar os seios. A outra desceu entre suas coxas, puxando a calcinha de lado com impaciência, os dedos abrindo caminho entre os lábios quentes. Sem hesitar, Maximea afundou dois dedos dentro dela com firmeza, até a base, ansiando por sentir o corpo de Margot reagir ao ato. Movimentou-os devagar no começo, como quem saboreia a primeira colherada de um doce, mas logo encontrou o ritmo exato que faria os quadris dela implorarem por mais.
Maxime lambeu o contorno da mandíbula de Margot com lentidão antes de morder seu lóbulo, e então sussurrou contra sua orelha: "Eu vou te fazer implorar sem usar uma palavra. Vou te deixar tão molhada que você vai precisar jogar essa calcinha fora. E quando você não aguentar mais, quando estiver tremendo, arfando, implorando... Aí sim, eu te jogo no chão, rasgo esse saia e meto fundo até você esquecer seu próprio nome." As palavras vinham baixas, perigosas, como veneno doce. "E mesmo depois disso, mesmo depois de você gozar e achar que acabou.." Ele continuou, mordendo a curva do ombro dela com um controle ameaçador. "Eu ainda não vou parar. Porque você queria ser meu pecado favorito. E eu estou aqui nessa sala para realizar os seus desejos."
Os dedos dele agora pressionavam com mais firmeza dentro dela, afundando até onde alcançavam, explorando com movimentos precisos e ritmos o ponto exato que fazia o corpo de Margot estremecer. Curvou-os com intenção, sentindo a parte interna pulsar em resposta, quente, apertada, molhada o suficiente para escorrer até a palma da mão. A fricção aumentava a cada estocada, cada vez mais crua, mais intensa, como se Maxime quisesse esculpir prazer dentro dela com os próprios dedos.
A mão livre subiu pela lateral do corpo dela até alcançar a base da garganta. Apertou com firmeza, não com brutalidade mas com domínio, ao passo que guiava os movimentos da mulher montada sobre ele, ditando o ritmo com que ela rebolava, subia e descia sobre seus dedos. "Agora.. Rebola." A voz dele veio baixa, rouca, o hálito quente contra o ouvido dela. "Quero sentir você gozar na minha mão antes de eu sequer abrir o zíper da calça." Roçou os lábios no lóbulo feminino, quase como se fosse beijar. "Você me pediu por isso, Margot.." Os dedos enterrados nela aceleraram, estocando com firmeza enquanto o polegar massageava o clitóris em círculos úmidos e torturantes. "Agora aguenta."
Apesar de estar no 'controle' Emma entregava a ele o beneficio de levar a situação, de deliciar-se com sua entrega. Ela se recostou mais contra o sofá, sentindo o veludo contra suas costas nuas, enquanto seus lábios entreabertos deixavam escapar um gemido contido. Ele sabia exatamente onde provocar, onde segurar... E Emma se permitia sentir cada sensação, cada suspiro roubado, cada tremor involuntário que a traía, tudo isso com um sorriso satisfeito em seus rubros lábios.
Não importava o que estava para fora daquele quarto, aquele momento a mulher só conseguia focar no ritmo que Maxime ditava com seus lábios, proporcionando sensações as quais a entrega sem reservas era a única opção Seus dedos dela afundaram nos cabelos dele, puxando-o ligeiramente para ditar o ritmo, um comando silencioso... O prazer vinha em ondas, uma lenta tortura que a fazia se contorcer, os quadris se movendo em busca de mais fricção, mais pressão, mais tudo! Ele tinha a combinação exata para fazê-la sentir-se vulnerável e adorada ao mesmo tempo. E Emma gostava disso.
Não havia pressa no que fazia, mas ao mesmo tempo fazia que a sensação de tempo sumisse. O limite ficou tão próximo que o controle já não era mais o assunto que se passava na mente da mulher, que apenas tentava não gemer alto para não chamar atenção da festa. Emma se permitiu aproveitar o momento até se desmanchar nos lábios do desconhecido, tentando regular as respirações irregulares e aquele sorriso profundamente satisfeito
Maxime não tinha pressa. A língua dançava com maestria entre os gemidos contidos de Emma, explorando cada centímetro com uma devoção quase religiosa. Suas mãos seguravam firme as coxas dela, mantendo-a aberta, exposta e vulnerável, do jeito que ele gostava de vê-la. Quando sentiu os dedos dela se afundarem em seus cabelos e puxá-lo, Alek exibiu um sorriso de canto. Não como rendição, mas como provocação. Obedeceu o comando silencioso... por segundos. Porque o ritmo ela dele. A fomo ela era. E Emma era o banquete. A língua mergulhava com firmeza, alternando entre movimentos lentos e circulares no ponto exato que a fazia perder o controle, e estocadas rápidas que arrancavam os sons que ela lutava para conter. Ele a queria assim: suando, tremendo, se contorcendo no sofá de veludo com os quadris buscando mais, sempre mais. A cada lambida, ele deixava claro que não era apenas sexo - era domínio. Queria deixar a marca dele cravada na memória do corpo dela.
A reação de Emma foi um presente. O jeito como as pernas estremeceram ao redor de seus ombros, o corpo arqueando para frente, os gemidos abafados. Maxime gemeu contra ela, fazendo a vibração ecoar diretamente em seu centro, aprofundando o prazer. E quando ela explodiu em sua boca, desfeita e ofegante, ele continuou. Suave e ritmado, prolongando o clímax dela até os espasmos virarem suspiros e os suspiros virarem silêncio. Só então subiu pelo corpo dela, deixando um rastro de beijos pela pele até alcançar seu rosto. O olhar dele mergulhou no dela, um brilho de malícia nos olhos e o mesmo sorriso torto que sempre escondia mais do que revelava.
Os dedos dele deslizaram pela lateral do rosto de Emma, traçando uma linha preguiçosa até o queixo. "Voilá," murmurou com a voz rouca, os lábios roçando levemente os dela antes de os envolver em um beijo suave, quase casto, contrastando com tudo o que haviam trocado segundos antes. "Não vou perguntar se valeu a pena," disse com um sorriso meio torto, voltando a ajeitar suas roupas. "Acho que já vi a resposta nos seus olhos." Ele estendeu a mão, como se oferecesse ajuda para que ela se recompusesse, mas o gesto carregava mais do que cavalheirismo. Era um convite silencioso para continuar o jogo.. Quem sabe mais tarde.
"Agora, ma chere.. Vamos voltar para a festa antes que sintam falta da peça mais interessante da noite." Os olhos dele brilharam com malícia. Não estava claro se ele falava dela.. Ou de si mesmo.
A resposta dele veio como seda, mas carregava ferro por baixo. Margot sentiu a expectativa vibrar sob sua pele ao ouvir “jamais deixaria você sem sua dança.” O tom da voz, o peso da promessa — tudo nela se aprumou. Quando ele a puxou, sentiu o corpo colar ao dele como se sempre tivesse pertencido àquele encaixe. As costas pressionadas contra o peito quente, a mão dele firme na condução… por um momento, ela se permitiu apenas sentir. A música do lado de fora da sala, que invadia o ambiente ainda que abafada, envolvia os dois e parecia ter sido feita para aquela dança. Não era sobre técnica, era sobre presença. Margot se moveu com ele, guiada, mas nunca submissa. Os quadris roçaram no compasso certo, e ela sentiu o sangue acelerar, não por pressa, mas por entrega. A voz dele ao seu ouvido provocou um arrepio involuntário. “Sente isso?” Claro que sentia. Como ignorar algo que queimava por dentro? Mas ela não respondeu. Mordeu o lábio inferior, encarando o vazio à frente, deixando que o corpo dissesse por ela.
Quando ele a virou novamente, algo em seus olhos a desestabilizou. Estava pronta para mais uma rodada de provocação, mas a pergunta veio como uma pedra no lago: “Por que parece que já estive aqui antes?” Margot piscou, lenta. O toque no rosto não era apenas um carinho, era uma busca. E aquilo... a incomodou. Não porque fosse invasivo, mas porque ela também sentia. O déjà vu vinha se acumulando desde o primeiro olhar, e o não saber a angustiava. Ela inclinou a cabeça sutilmente contra a palma dele, os olhos fixos nos dele. Por um segundo, a máscara de sedução vacilou. Margot queria rir, afastar o peso da pergunta com alguma ironia, mas a verdade insistia em assombrá-la. E ela odiava não ter o controle. — Talvez... — disse, com a voz mais baixa do que pretendia, os dedos fechando suavemente sobre o pulso dele. Também era incômodo pensar que, se ele esteve com ela, como poderia não se lembrar? Detestava pensar que era facilmente esquecida, mas estava alheia ao feitiço de Zafira impedindo que os dois se reconhecessem. Logo eles, que já foram tão íntimos há alguns bons anos. — Talvez eu só seja a realização de um sonho erótico seu. — Não era uma resposta, era uma provocação. Tentava manter o tom de mistério e não entregar suas inseguranças naquele momento. Margot ergueu os braços e enroscou no pescoço dele, puxando-o de leve para um pouco mais perto. — Você dança bem, mon couer. Quer que eu retribua o favor?
O sorriso de Maxime não desapareceu com a resposta evasiva dela. Pelo contrário, curvou-se ainda mais - mais lento, mais perigoso. A provocação, o jeito como ela o puxava para mais perto como se tivesse o domínio da situação, era familiar. E ele reconhecia isso porque fazia o mesmo. O jogo que jogavam era sutil, camuflado em palavras afiadas e toques suaves, mas por trás da cortina de flerte havia perguntas demais. E respostas de menos.
Ele deixou os braços envolverem a cintura de Margot novamente, dessa vez com uma lentidão quase devota, como se os dedos desenhassem cada contorno dela para nunca mais esquecer. A testa encostou na dela, o hálito quente preenchendo o espaço ínfimo entre os lábios que poderia sumir com um suspiro. "Se é um sonho.." Começou com a voz rouca, carregada de um desejo cada vez mais difícil de conter. "Então me deixe dormindo mais um pouco. Me deixa ver até onde esse delírio pode me levar."
Um dos dedos subiu para o queixo dela, guiando levemente o rosto de Margot, como se quisesse memorizar cada ângulo sob aquela iluminação suave. Como se ela fosse uma lembrança tentando se tornar real. "Mas sabe o que é curioso ma belle?" Murmurou, com um meio sorriso que parecia pesar mais do que dizia. "Eu costumo lembrar de todos os meus sonhos. E de todos os meus pecados também." Maxime deslizou uma das mãos pelas costas dela, até a base da coluna, puxando-a um pouco mais contra si. O calor era real. O desejo também. Mas havia algo além. Algo que queimava por dentro, incômodo e insistente como uma memória esquecida. "Pode me retribuir, Margot..." Sussurrou contra a pele dela, o timbre rouco e grave carregado de desejo. "Mas não pense que isso vai me quitar. Vai só me deixar querendo mais."
Emma observou Maxime com aquele brilho libidinoso nos olhos enquanto o sorriso deixava claro o quanto gostava daquele jogo criado. Ele falava de poder, de controle, mas ali, naquela dinâmica era obvio o domínio oscilava entre os dois como a chama crepitante de uma fogueira. "Ah, chéri… " murmurou, a voz carregada de um deleite preguiçoso, enquanto deixava que os dedos dele percorressem sua pele. "Se engana se pensa que se dobrar é um castigo." A provocação veio envolta em um sorriso travesso, mas o olhar dela mantinha algo mais fundo, um convite disfarçado de desafio. Mas então, ele fez exatamente o que ela queria sem que precisar pedir. Os joelhos tocaram o chão diante dela, e foi nesse instante que Emma realmente sorriu... Se recostando no sofá, relaxada, como quem saboreia cada segundo do espetáculo.
Não havia pudor naquela sala, o deslizar lento das mãos por suas coxas, o toque firme enquanto afastava seus joelhos, a forma como ele explorava seu corpo como se já soubesse exatamente como arrancar cada reação dela… Tudo aquilo era a combinação perfeita para fazê-la prender o ar, ainda que tentasse não perder a postura de quem sabia que estava no comando. Isso sem contar da forma como ele a puxou para a beira do sofá, dobrando-a ao gosto dele, apenas arrancou um riso baixo de seus lábios. Um desafio aceito. "Eficiente?" repetiu, o olhar queimando sobre ele. Emma deixou que um suspiro escapasse quando os lábios dele traçaram o caminho preguiçoso pela sua pele, mas quem disse que ela queria se entregar de imediato; Seus dedos encontraram os cabelos dele, deslizando primeiro com delicadeza, antes de puxar, ditando o ritmo, o controle, a rendição que só viria quando ela quisesse. "Então me mostre..." murmurou, o tom carregado de desafio e expectativa. "Mostre o quão eficiente você realmente pode ser." Ela inclinou o quadril para frente, ela inclinava o quadril para frente, oferecendo-se permissão que tanto queriam. Permitindo-lhe dar o prazer de sentir seu desejo pulsando contra os lábios dele
Maxime manteve o olhar fixo no dela enquanto sentia o puxão em seu cabelos, a ordem silenciosa escondida no desafio. A maneira como Emma inclinava o quadril, oferecendo-se sem reservar, fez algo dentro dele incendiar. Não era apenas desejo, era provocação, poder compartilhado, uma dança onde ambos se testavam.
A resposta dele veio sem palavras, apenas em ação. Seus dedos deslizaram lentamente pela pele quente da parte interna das coxas dela, explorando, sentindo cada mínima contração sob seu toque. Ele não se apressava. O prazer estava na construção, na expectativa, no momento exato antes da rendição.
Os lábios dele roçaram suavemente o tecido fino que ainda servia como última barreira entre eles, e Maxime inspirou fundo, saboreando o perfume intoxicante de desejo no ar. Um sorriso rastejou por seus lábios antes de ele afastar a peça com um deslizar dedos hábil, expondo-a ao frio do ambiente e ao calor da sua boca. A primeira provocação foi um beijo, lento, úmido, direto sobre o ponto mais sensível dela. A língua seguiu logo depois, traçando um caminho preguiçoso e exploratório. Ele queria sentir cada pequena reação, cada arquejo involuntário, cada tremor sutil. Os dedos pressionaram a cintura de Emma com firmeza, segurando-a no lugar enquanto ele aprofundava o ritmo, os movimentos tornando-se mais intensos e exigentes.
Quando deslizou as mãos pelo peito dele, sentiu a respiração de Maxime falhar por um breve instante. Um detalhe pequeno, mas suficiente para lhe dar vantagem. O toque se tornou um comando silencioso, e ela soube que ele percebeu. O rapaz prendeu a respiração quando ela se inclinou. O beijo no pescoço não foi pressa, nem submissão — foi um aviso. Um desafio embutido no roçar deliberado de seus lábios contra a pele exposta. O murmúrio dela, um convite e uma provocação. "Pode ser que eu te faça implorar por mais." Ela soltou um riso curto, quase indulgente. A audácia dele era divertida. Margot não implorava, embora sentisse que estava perto disso naquele momento.
Sentiu a mão dele deslizar por suas costas até a nuca, e seus olhos semicerraram levemente quando a máscara subiu, expondo os lábios. O gesto carregava um peso simbólico — um convite ao perigo. Encarou os lábios, parecendo estranhamente familiares, mas uma sessão distante, como um sonho, uma lembrança perdida. Não reconheceu a quem pertencia. Os dedos de Maxime percorreram sua coxa, subindo com precisão. Margot manteve o olhar nele, permitindo que a tensão se acumulasse sem pressa. O primeiro toque dos lábios dele contra os seus não foi um beijo, mas um teste. "Ainda acha que está perdendo tempo?" Margot sorriu, e deslizou os dedos pela linha do maxilar dele, arrastando a unha de leve contra a pele sensível. A pergunta era vaidosa, quase presunçosa, mas ela respondeu num sussurro. — Só se você não tiver pretensão de realizar essa promessa. — Provocou, antes de sentir o seu sorriso ser invadido pelos lábios dele. Ela aceitou o convite, sentindo o calor entre os dois se intensificar.
O beijo veio como um golpe calculado, exploratório, e Margot permitiu que ele testasse os limites. Era dominadora, gostava disso, e raramente um homem sabia dominá-la de forma que a excitasse. Aquele, definitivamente, não era o caso de Maxime. Era como se conhecesse seu corpo, e soubesse exatamente onde tocar, que pressão aplicar, como se a textura de seus corpos não fosse uma surpresa para nenhum deles. — Espera um momento... — Ela sussurrou contra os lábios dele, separando-os com falsa delicadeza. — Eu ainda não ganhei minha dança, mon coeur. —
As palavras de Margot pairaram entre eles, uma promessa de algo que ele ainda não havia cumprido. Maxime respirou fundo, tentando se desvencilhar da sensação que o invadia. Aquele beijo, aquele toque... Algo nele reconhecia algo nela. Ele observou Margot sob a luz baixa da sala privativa, a curva de seus lábios ainda tingida pelo sabor dela, os olhos desafiadores e cheios de algo que ele não conseguia explicar. Algo que atiçava o fogo dentro dele. O desejo, claro, estava lá, pulsante e vivo. Mas também havia um peso diferente, algo indefinível, quase perigoso.
Mas Maxime não fugia do perigo. Um sorriso lento e carregado de intenção curvou seus lábios enquanto ele se afastava um passo, sem soltar a mão de Margot. "Ah, ma belle.. Eu jamais deixaria você sem sua dança." Sua voz veio baixa e sedutora, prometendo tudo o que ainda viria. Com um puxão firme, mas controlado, girou Margot para que seu corpo colasse ao dele, as costas dela pressionadas contra seu peito. O gesto não foi apenas para guiá-la, mas para que ela sentisse a firmeza de seu toque, o calor que fluía entre eles como um campo magnético prestes a se romper.
A música da sala os envolvia em um ritmo preguiçoso e sensual, e Maxime tomou as rédeas da dança como se tivesse coreografado previamente cada segundo. Suas mãos deslizaram pelas laterais do corpo dela, explorando sem pressa, sentindo o caminho da cintura até os quadris. Ele a guiou em um movimento suave, seus quadris se movendo contra os dela no tempo exato, a tensão elétrica aumentando a cada deslizar. Maxime inclinou-se, os lábios perigosamente próximos ao ouvido de Margot. "Sente isso?" Murmurou, a voz carregava de algo mais do que simples provocação. "Esse ritmo.. A forma como nos movemos juntos." Ele pressionou os dedos contra a cintura dela, intensificando o contato. "Parece natural." A ideia parecia absurda até para ele. Maxime não conhecia Margot, não daquele jeito. E ainda assim, a sensação permanecia.
Maxime girou Margot novamente para encará-la. Segurou seu olhar como se procurasse respostas que não entendia, algo que se enraizava fundo dentro dele. A mão dele subiu, pousando contra a bochecha alheia, o polegar traçando uma linha preguiçosa contra a pele dela. "Me diga, belle.." Os olhos percorreram os dela, intensos, estudando cada nuance por trás da máscara. "Por que parece que já estive aqui antes?" A pergunta saiu sem aviso, mas o pensamento ecoava em sua mente desde o primeiro toque dos lábios.
a máscara que impedia reconhecerem a sua identidade também escondia o quão vermelho ele havia ficado com o desafio proposto. quase pensou em sair da brincadeira. beber a poção da Zafira não parecia tão ruim assim, ele já havia tomado algumas de qualquer forma. por fim, decidiu seguir com o seu desafio. infelizmente, louis já estava no centro da atenção, e sair da brincadeira naquele momento só o transformaria em um chato. o traje dourado e branco que vestia brilhava sob as luzes baixas, cada bordado refletindo opulência, digno to tema da festa.
nunca havia ficado feito nada com um homem. ele já havia visto uns vídeos entre homems e sabia apreciar a forma masculina, mas não havia feito nada com um, efetivamente. e, talvez, aquele fosse o pior momento para começar, no meio de um monte de estranhos. porém, talvez fosse o álcool, ele iria seguir em frente. louis começou devagar, deslizando as luvas douradas pelos próprios braços antes de puxá-las com os dentes e jogá-las de lado. os dedos passaram pelo colarinho ornamentado, desamarrando a delicada echarpe branca com uma lentidão provocante, deixando-a cair sobre o colo de maxime como uma oferta silenciosa. seus olhos estavam fixos nele, desafiadores. um jogo entre predador e presa, mas ninguém sabia ao certo quem era quem.
a cada movimento, louis se desfazia de mais uma peça. o casaco ricamente bordado deslizou por seus ombros, revelando o tecido dourado justo por baixo. ele virou de costas por um instante, exibindo a silhueta forte, antes de se desfazer do colete, botão por botão. Ao se virar novamente, louis sorriu de canto, mãos descendo preguiçosas pelo próprio abdômen, tocando a fivela do cinto. ele fez um pequeno giro, levando as mãos ao cós das calças brancas perfeitamente ajustadas ao corpo. com um estalo, o botão se soltou, e ele puxou o zíper lentamente, sentindo o olhar de maxime pesar sobre ele como fogo líquido.
quando finalmente deixou que as calças deslizassem por suas pernas, louis ficou apenas na peça final do jogo – uma provocação de tecido mínimo que deixava pouco para a imaginação. ❝ viu o suficiente? ❞
Maxime inclinou-se ligeiramente para trás, um sorriso perigoso brincando em seus lábios enquanto seus dedos roçavam a echarpe que Louis havia jogado sobre seu colo. O tecido ainda trazia o calor do corpo dele, e Maxime passou a seda entre os dedos antes de erguê-la devagar, como se estivesse avaliando não apenas o presente, mas o homem que o oferecia.
Não havia como determinar limites para sua boêmia. Maxime não se interessava por restrições de gênero quando seu real interesse se estendia a apenas uma finalidade: a do prazer. Ali, era impossível desviar a cobiça diante os músculos tão bem definidos que Louis exibia. Ele deixou o silêncio se estender por um momento, os olhos percorrendo o rapaz à sua frente sem qualquer pudor.
Maxime inclinou-se para frente, apoiando os cotovelos sobre os joelhos, aproximando-se apenas o suficiente para que sua voz saísse baixa, um fio de provocação carregado de promessa. "Eu poderia ver mais.." Ele passou a echarpe pelo próprio queixo, o olhar cravado no de Louis. "Mas prefiro descobrir com as mãos." Sorriu, galanteador, deixando o desafio silencioso pairar no ar entre eles. Sustentava o olhar de Louis, preso naquele fio invisível de tensão quando, alguém entre os participantes, bateu na mesa, o arrancando daquele momento.
"Muito bem, muito bem! O show foi ótimo mas ainda temos um jogo para continuar." Exclamou uma voz animada, arrancando algumas risadas do grupo. Maxime rolou os olhos, levemente frustrado pela interrupção, mas logo sorriu e concordou. O jogo recomeçou. A maçã voltou a circular pela roda, passando de boca em boca. Quando a fruta finalmente chegou a Maxime, ele se inclinou para recebê-la, só que, dessa vez, a sorte não estava a seu favor. A maçã escorregou antes que ele pudesse segurá-la, quicando no chão com um som quase cômico. Maxime jogou a cabeça para trás em um riso rouco, balançando-a com diversão. "Muito bem, o que vão exigir de mim?" Questionou ao voltar o olhar para a mesa, cruzando os braços.
Emma arqueou uma sobrancelha, um sorriso indecifrável brincando em seus lábios enquanto observava Maxime se abaixar diante dela, os movimentos tão calculados quanto os dela próprio... Havia algo deliciosamente satisfatório em vê-lo ali, desfazendo os nós das botas com uma paciência quase reverente, tanto que um arrepio percorreu sua pele quando os dedos dele roçaram em sua perna ao remover a peça. Ele sabia o que estava fazendo. "Fica tal bom de joelhos para mim..." rovocou com um sorriso ferido em seus lábios. Porém ele se afastou de si e ela inclinou a cabeça, absorvendo cada gesto, cada nuance do jogo que se desenrolava entre eles. O brilho astuto nos olhos dele dizia que ele não era um mero participante... Quando ele voltou do biombo, exibindo a fantasia escolhida, ela soltou um riso baixo e arrastado "Tão disposto a se curvar assim, Maxime?" murmurou, deixando o olhar deslizar lentamente pelo traje antes de fixá-lo nele novamente. "E se eu disser que eu gostaria de ser dobrada?" Ela se acomodou no sofá, relaxada, mas sem desviar o olhar dele, saboreando cada segundo daquele embate velado. A tensão entre os dois era quase palpável, um jogo de controle e rendição que se desenrolava sem pressa. "Se realmente quer aprender a servir, chérie…" sua voz caiu para um tom quase preguiçoso, mas repleto de comando "deveria parar de pensar e voltar a se ajoelhar. Tem muito mais para tirar do que apenas as botas."
Maxime não reprimiu o sorriso que se formou em seus lábios, uma curva lenta e carregada de intenção. O jogo continuava, e Emma sabia exatamente como instigá-lo. O modo como ela se acomodava no sofá, a forma como suas palavras o desafiavam enquanto sugeriam rendição.. Tudo era um convite envenenado, feito para testá-lo. "Ah, ma belle, você quer ser dobrada?" A voz dele veio baixa, quase indulgente, enquanto ele caminhava lentamente de volta para ela. "Mas o poder real não está em quem se curva primeiro.. E sim em quem faz o outro implorar para ser dobrado." Os olhos de Maxime percorreram Emma com uma intensidade deliberada, saboreando a maneira como ela se postava, relaxada. Ele parou frente à ela, e sem quebrar o contato visual, soltou a última peça da sua vestimenta superior, deixando que deslizasse para o chão sem pressa. E então, ele cedeu.
Talvez estivesse se sentindo especialmente generoso aquela noite, ou simplesmente estivesse entregue demais aos comandos da companheira. De toda forma, Maxime dobrou os joelhos diante dela novamente e manteve os olhares presos enquanto seus dedos subiam pela barra da saia, explorando lentamente, provocando sem pressa. O calor entre eles era palpável, a tensão se desenrolando em um jogo de vontades que nenhum dos dois parecia disposto a perder. Com um movimento firme, mas controlado, Maxime deslizou as mãos pelas laterais da saia, os polegares pressionando levemente sua pele exposta enquanto puxava a peça para baixo, como se cada segundo fosse um lembrete de quem realmente estava no comando naquele momento. Quando finalmente se livrou da peça, ele a jogou de lado e, em vez de se levantar, deslizou as mãos pelas coxas dela, afastando seus joelhos com uma precisão cuidadosa. Ele inclinou-se para frente, e a máscara estava levantada o suficiente para que os lábios pairassem perigosamente próximos à pele quente de sua perna. "Assim, ma belle?" murmurou, a voz baixa e carregada de desejo. As mãos subiram até a cintura, puxando-a suavemente para a beira do sofá, dobrando-a do jeito que ela havia pedido - mas à sua maneira. "Eu gosto de garantir que cada desejo seja atendido.. Da forma mais eficiente possível." Sem pressa, Maxime percorreu o caminho da parte interna da coxa com beijos suaves, deixando que ela sentisse a rendição se materializando a cada toque, até que ele já estivesse bem avançado na linha da virilha. Os dedos percorreram levemente o tecido quente e delicado que escondia a intimidade, em um pedido de permissão silencioso para continuar a explorar.
louis havia buscado participar da maioria das coisas disponíveis. uma forma de se desafiar aquela noite. experimentar coisas por trás do fato de quem ninguém lhe reconhecia. havia então sentado em um dos jogos que ainda não havia participado. com os novos participantes, o funcionário explicou a brincadeira, entregando a maçã para uma participante ao seu lado antes dela começar. a maçã foi passando de boca em boca até chegar na sua vez, e desajeitadamente, ele não conseguiu segurá-la, caindo em seu colo. agora, estava a mercer dos outros participantes para o seu desafio.
Maxime observava a cena com um sorriso divertido, os olhos brilhando por trás da máscara. Quando a maçã caiu, a reação ao redor da mesa foi imediata—risadas, exclamações e aquele burburinho típico de expectativa. Todos sabiam o que vinha a seguir. Maxime se inclinou levemente para frente, apoiando o antebraço na mesa, os dedos brincando com a própria taça. O olhar pousou sobre Louis, avaliando-o por um instante antes de soltar, num tom carregado de diversão. "Ah, mon cher, que azar o seu… ou sorte, dependendo do ponto de vista." A ponta da língua umedeceu os próprios lábios antes de ele continuar. Podia notar, mesmo por cima das roupas elegantes do sujeito, os músculos tonificados escondidos pelos tecidos. Maxime estava deveras curioso para descobrir o que havia ali. "Que tal um striptease? Eu me voluntario para receber." Propôs com um sorriso divertido e cheio de interesse.
A sala ao redor desaparecia sob a presença dele. A penumbra, a música baixa, os movimentos calculados — tudo contribuía para aquela atmosfera de antecipação que pulsava entre os dois. Margot não se moveu de imediato quando ele se inclinou à sua frente, sustentando o olhar como quem aceita um desafio silencioso. Ela deslizou a língua pelos lábios antes de responder, um gesto tão inconsciente quanto provocador. — É, sem dúvidas fascinante. Mas estou interessada na parte da realização do que na promessa. — Provocou com a fala tanto com o seu olhar. O timbre da voz dele se ajustava à tensão do momento, uma provocação velada que quase parecia uma confissão. Margot cruzou os braços sobre o próprio colo, observando enquanto ele recuava apenas para retornar ao centro da sala, os passos lentos desenhando um ritmo próprio. O olhar dele a percorria como uma carícia antecipada, e ela aceitou a sensação, deixando que se infiltrasse sob sua pele sem pressa.
E então, ele começou.
A forma como Maxime se movia era precisa, controlada, mas Margot não se deixava impressionar tão facilmente. O toque na cintura foi recebido sem resistência, e ela inclinou a cabeça de leve, como se analisasse as intenções por trás daquele gesto. Quando ele a puxou para a beira da poltrona, não se opôs, mas também não se entregou de imediato. O jogo não funcionava assim. Margot permitiu que ele ditasse o ritmo por alguns instantes, sentindo o calor crescente entre os dois, a proximidade que se tornava inevitável. Mas não era do tipo que aceitava ser apenas espectadora.
Deslizou as mãos até o peitoral de Maxime, primeiro como um toque exploratório, depois como um comando. Com a mesma lentidão que ele usava para provocá-la, arrastou os dedos pelo tecido, subindo até o ombro, traçando a linha do pescoço com uma ousadia silenciosa. Margot descruzou as pernas com uma fluidez deliberada, inclinando-se na direção dele. Aproximou os lábios de seu pescoço, depositando um beijo delicado. — Quando é que você começa a me provar que não estou perdendo meu tempo aqui? — murmurou contra a pele exposta do maxilar dele antes de roçar os lábios ali, sem a menor pressa, embora sua fala indicasse o contrário.
Maxime sustentou o olhar de Margot, se deliciando com cada nuance do desafio silencioso entre eles. O jogo de poder e controle estava apenas começando. O deslizar da língua dela pelos lábios, um gesto inconsciente, mas carregado de intenção, fez seu sorriso crescer de forma predatório. "Ah, ma belle, fico feliz que você não seja do tipo que se contenta com promessas." Murmurou, a voz baixa, arrastada, enquanto seus dedos exploravam sua cintura com a mesma precisão calculada de seus movimentos.
Quando a puxou para a beira da poltrona, sentiu a resistência implícita - não de negação, mas de quem se recusava a ser conduzida sem deixar sua marca. E ele adorava isso. O calor entre os dois aumentava, mas Margot se mostrava não ser uma espectadora passiva. Os dedos que traçavam seu peito, subindo do ombro até a linha do pescoço, desenhava comandos silenciosos sobre sua pele e enviava arrepios para todas as extensões.
Quando ela descruzou as pernas e se inclinou, Maxime prendeu a respiração por um segundo. O beijo no pescoço foi um toque quase inocente, não fosse pelo o que vinha por trás dele - um jogo perigoso de controle velado. O sussurro contra sua pele veio como um desafio final. Maxime sorriu contra a provocação. Levantou a sua máscara de lobo para expor os lábios, mas não o suficiente para estragar seu anonimato. Sua mão subiu pelas costas dela, deslizando até a nuca enquanto seus lábios pairavam próximos aos dela, sem se encostar. "Você saberá, Margot," murmurou contra sua boca, a promessa não dita vibrando entre os dois. "Mas cuidado com o que deseja.. Pode ser que eu te faça implorar por mais." Maxime não rompeu o contato visual enquanto suas mãos exploravam Margot com a mesma precisão com que guiava o jogo. Os dígitos da mão livre percorreu a linha da coxa dela, traçando um caminho lento e deliberado até sua cintura, enquanto seus lábios finalmente roçavam os dela - não um beijo completo, mas uma provocação.
"Ainda acha que está perdendo tempo?" Murmurou, a voz densa de provocação e desejo. Ele não lhe dava tudo de imediato, mas também não recuava. Seus dedos deslizaram pela curva de sua coluna, puxando-a para mais perto, a forçando a sentir o calor entre eles. Quando seus lábios finalmente capturaram os dela, foi com a precisão de quem sabia exatamente o que estava fazendo. Explorando, testando, esperando pelo momento em que Margot cedesse, mesmo que sem perceber.
Emma manteve as pernas cruzadas, mas inclinou levemente a cabeça ao ouvir as palavras dele, um sorriso lento e calculado se formando em seus lábios. Maxime tinha aquele ar de quem sabia exatamente o que estava fazendo, mas ela não era do tipo que se impressionava fácil. Se ele queria jogar, teria uma boa companheira. "Improvisar pode ser perigoso, mon cher..." respondeu, a voz macia, mas carregada de um desafio sutil. Seus olhos desceram lentamente pelo corpo dele, avaliando sem pressa, antes de voltarem a encontrar os dele com uma intensidade maliciosa. "Não ligo para fantasias, mas não nego que seria divertido usar uma ou duas coisas do tema de dominação" confessou, a boca curvando-se em um sorriso travesso enquanto seus dedos deslizavam pelo tecido da própria luva, puxando-a lentamente até soltá-la da mão. "Você parece convencido o bastante para achar que pode me surpreender… Estou curiosa para ver até onde vai essa sua confiança." Ela estendeu uma das pernas para ele, um gesto simples, mas carregado de significado. "Me ajuda?" Um convite disfarçado de desafio, queriavê-rlo ajoelhar para se livrar das botas que escondiam sua pele.
Maxime não desviou o olhar, absorvendo cada nuance da provocação da donzela com um sorriso que denunciava seu prazer pelo jogo. A maneira como ela testava seus limites apenas o instigava mais. "Ahn, mon amour, são justamente os riscos que tornam tudo interessante." Respondeu com a voz baixa, quase um ronronar divertido. Seus olhos seguiram o movimento lento e calculado dos dedos dela puxando a luva, um gesto pequeno, mas carregado de intenção. O comentário sobre dominação apenas adiciona mais combustível à tensão entre eles, e Maxime não precisava de mais incentivo para aceitar o desafio. Quando ela estendeu a perna para ele, um convite velado, ele não hesitou. Se abaixou diante dela, as mãos deslizando com firmeza pelo couro da bota antes de começar a desamarrá-la, seu toque deliberadamente lento. "Confiança sem fundamento é arrogância." Ele ergueu o olhar, segurando o dela com intensidade. "Eu gosto de provar que a minha é merecida." Deslizou a bota do pé dela, os dedos roçando sutilmente a pele exposta. Então, levou um instante a mais do que o necessário antes de soltar a peça no chão.
Maxime manteve o olhar fixo na dama, um brilho astuto dançando em seus olhos. Ele sentia o controle exalando dela, e isso apenas tornava o jogo mais interessante. Sem pressa, levantou-se, ajustando a máscara enquanto caminhava em direção ao biombo, onde as fantasias estavam penduradas. Os dedos passaram lentamente pelos tecidos, sentindo a textura de cada peça, ponderando suas opções. Dominação, ela disse. Mas qual tipo? Ele deslizou a mão por um conjunto específico, então pegou as peças e virou-se para encará-la. "Se quer brincar com poder, que seja com estilo, mon amour." Na luz suave do quarto, ergueu a fantasia escolhida - a de patroa e mordomo. O traje preto bem cortado para ele, elegante, mas simbólico. Para ela, um conjunto de alfaiataria refinado, estruturado, que exalava autoridade. A escolha era clara: ele se colocaria no papel do subordinado, seguindo suas ordens.. Até onde ela ousasse levá-lo.
Maxime caminhou de volta até a dama, entregando-lhe a peça com um olhar desafiador. "Se vai comandar, que seja de verdade." A voz veio carregada de ironia e provocação, mas com um fundo de verdade. Ele deu um passo para trás e começou a desabotoar o colete dourado lentamente. "Agora, vamos ver se você sabe mesmo segurar as rédeas.."
Emma não sabia o que tinha na cabeça para estar deixando ser levada por um estranho para o segundo andar da boate. Sabia que tinha o provocado, tinha atiçado suas ideias e cortado suas expectativas, mas ela queria ser surpreendida, o que poderia fazer? Ela sentia que havia um jogo ali, um jogo que ela própria começara, mas que de alguma forma, não conseguia controlar completamente. E, ao mesmo tempo, talvez fosse isso que ela queria – perder o controle, ser surpreendida. A sala de roleplay estava ao dispor do casal, mas ainda assim ela se sentou em uma das poltronas, o encarando ainda em desafio, cruzando as pernas e abrindo um sorriso "Se decidiu como que fara essa festa inesquecível ou terei que me contentar só com palavras?"
Maxime observou a estranha com um sorriso travesso. O jogo já tinha começado, e ele tinha a impressão que ela era tão ousada quanto ele – talvez mais. Sua provocação anterior ainda estava no ar, mas ele não tinha pressa. Ele estava ali para ganhar, para fazer ela ceder sem que percebesse.
Avançou lentamente, seus passos ecoando suavemente. Olhou para ela, a postura provocante de pernas cruzadas, tentando manter o controle. "Decidir?" repetiu com um sorriso arrogante. "Não, bellissima, eu prefiro improvisar." Apontou para as fantasias ao lado, sua voz suave. "Eu gosto de deixar os detalhes para o momento."
Ele se aproximou e se agachou um pouco. "Mas acho que a verdadeira pergunta é... você está preparada para ser surpreendida?"
Maxime se ergueu, mantendo a presença imponente. "Escolha a fantasia que quiser, ou podemos ser apenas nós mesmos... mas saiba que eu não me contenho com o trivial. O que vou poder oferecer a você, mon amour? Um jogo de máscaras... ou algo mais?" Ele se afastou levemente, mantendo os olhos fixos nela. O jogo estava nas mãos dela.
Margot sustentou o olhar por trás da máscara, absorvendo a resposta dele com um interesse silencioso. A disposição ao desafio não a surpreendia — homens confiantes eram abundantes — mas a forma como ele a encorajava, sem hesitação, adicionava um novo elemento ao jogo. Sentiu o toque firme na base da coluna, um gesto que poderia ser domínio, mas que ela escolheu interpretar como incentivo. Seu olhar deslizou para o braço estendido e, sem quebrar o ritmo, passou por ele com a graça de quem já havia vencido a primeira rodada.
Subiu as escadas com passos controlados, sentindo a presença dele logo atrás. O ambiente ao redor parecia se dissolver à medida que avançavam, o som abafado da música contrastando com a antecipação que se acumulava no espaço entre eles. Quando finalmente entrou na sala, seus olhos analisaram o ambiente com rapidez.
As palavras dele vieram logo que estavam dentro da sala. Não respondeu de imediato. Em vez disso, deslizou os dedos pela poltrona mais próxima, experimentando a textura antes de se acomodar ali, cruzando as pernas com uma deliberada lentidão. Então, ergueu o olhar para ele, permitindo que a resposta viesse sem pressa. — Aqui está perfeito.
Maxime observou cada gesto da mulher à sua frente com uma atenção divertida. O modo como ela deslizou os dedos pela poltrona, a forma controlada com que cruzou as pernas - tudo parecia calculado para manter o jogo em um equilíbrio exato entre provocação e mistério. "Aqui, então." Murmurou, deixando a frase escorregar de sua boca com a mesma fluidez com que se movia.
A iluminação baixa da sala lançava sombras estratégias, acentuando a atmosfera íntima do momento. Ele não tinha pressa. Parte do prazer vinha justamente da antecipação, do espaço entre a promessa e sua realização. Se aproximou lentamente, cada passa carregado de intenção. Posicionou-se à frente dela, inclinando-se ligeiramente, sem nunca quebrar o contato invisível que mantinham por trás das máscaras. "Sabe.. Há algo fascinante em realizar desejos, madam." Sua voz era baixa, aveludada. Uma confissão travessa, carregada de promessa. "Principalmente quando são desejos tão.. íntimos."
Maxime deu o primeiro passo, afastando-se brevemente antes de retornar ao centro da sala, onde a penumbra e a música baixa criavam a atmosfera perfeita. A máscara ocultava sua expressão, mas seus olhos estavam fixos em Margot de maneira calculada, explorando cada centímetro de seu corpo, cada movimento e respiração. Maxime começou a dança com leveza, mas sem subestimar o poder de seus próprios movimentos. Ele se aproximou dela, deslizando suavemente para frente, mantendo uma distância pequena o suficiente para que a tensão entre eles fosse palpável. Com uma delicadeza que contrastava com a confiança, Maxime estendeu as mãos, suavemente tocando a cintura de Margot e pairando seu corpo largo sobre ela, como se fosse uma primeira prova, uma sondagem, mais do que uma entrega imediata. Seus dedos eram delicados, mas firmes, sugerindo que estava no controle da situação.
Ele a puxou para mais perto, levando-a para a borda da poltrona, mas com um movimento que parecia mais uma dança de tentação, não uma imposição. A música ao fundo parecia de ajustar ao ritmo que ele começava a criar, suave e provocante, uma dança que se desenrolava mais na mente dele do que no corpo em si. Sentia o calor começando a crescer entre eles, mas Maxime não apressava o momento. Ele queria que cada movimento tivesse o peso certo, que cada gesto parecesse inevitável, como se a dança fosse uma extensão do desejo e da antecipação, não uma tentativa de conquistá-la, mas sim de deixá-la querendo mais.
— Ei, espera... — Émile lamuriou antes do funcionário fechar a porta atrás de si, na expectativa de que ele ao menos desse mais informações. O tecido da venda de cetim fazia cócegas, o que resultou em uma risada fina preenchendo o ambiente. Aquela única noite estava gerando experiências que não tinha realizado em anos de juventude. — Estou sozinha ou já tem alguém aqui? — Perguntou tateando as paredes do lugar, a voz saiu um pouco trêmula, só não sabia se era de ansiedade ou empolgação.
Maxime tinha aceitado participar do jogo mais por curiosidade do que qualquer outra coisa. Ele gostava de jogos, gostava de desafios, e gostava ainda mais da imprevisibilidade que aquela noite estava lhe proporcionando. A venda de cetim sobre os olhos adicionava um elemento de mistério e provocação que ele não costumava encontrar nas interações triviais de sempre.
Quando ouviu a voz feminina cortando o silêncio do cômodo, deixou escapar um sorriso preguiçoso. Ela parecia incerta, hesitante, mas ao mesmo tempo intrigada. Maxime, por outro lado, estava completamente confortável. "Depende.." Respondeu, a voz baixa e carregada de diversão. Seu tom era levemente arrastado, como se estivesse degustando cada palavra antes de soltá-la no ar. "Se quiser que esteja sozinha, posso ficar em silêncio e deixar que a imaginação preencha o espaço." Ele deslizou os dedos pelo encosto da poltrona larga, se apoiando de maneira descontraída. O tempo dentro daquela sala era incerto, mas ele não estava com pressa. "Mas se preferir companhia, estou aqui." Acrescentou, inclinando ligeiramente a cabeça, como se ela pudesse ver o gesto. "Veio por curiosidade ou foi arrastada para cá?"
era um lobo em pele de cordeiro, mas ao invés de esconder o lobo, parecia que ele estava literalmente colocando sua faceta para fora. pelo menos, era assim que ela interpretava. seus olhos entretanto estavam entretidos, assim como os dele parecis por trás da máscara. ─ e se eu tiver só simplesmente entrado aqui? ─ ela disse, encostando contra a porta, com as mãos atrás dela mesma. ─ com nada além de disposição para me divertir, ─ ela deu de ombros, soltando uma risa curta. ─ pode me chamar de victoire, ─ lentamente, começou a se aproximar, cuidadosamente, seus passos mais curtos que o habitual, com os quadris balançando de um lado para o outro, intencional em cada passo dado. ─ se eu tivesse aqui para realizar todos os seus desejos, maxi, quais seriam eles? ─ finalmente, chegou até ele, colocando uma mão de cada lado da cabeça dele no encosto do sofá e subindo na colo dele com um joelho de cada lado dele.
A risada escapou baixa, carregada de um tom divertido e presunçoso. Com o corpo afundado no sofá e uma taça quase vazia entre os dedos, Maxime observava a cena à sua frente com um interesse crescente. O jeito como ela se movia, cada passo bem calculado, não lhe passava despercebido. - Victorie, hein? - Repetiu o nome com gosto, deixando que se moldasse em sua língua como um gole de vinho caro. - Nome apropriado para alguém tão.. Decidida. - Apoiou o copo no braço do sofá, inclinando-se ligeiramente para trás enquanto as mãos subiam instintivamente para pousar nas coxas dela, apenas o suficiente para marcar território. - Agora você me pegou numa situação complicada, bella. - Murmurou, deixando a ponta dos dedos deslizarem suavemente pelo tecido do vestido dela. - Eu poderia citar uma centena de desejos... Mas aí o jogo perderia a graça, não acha? - Seus olhos brilharam com pura provocação quando ele inclinou o rosto para perto, apenas o bastante para sentir o cheiro dela e provocar a expectativa do toque que ainda não viria. - Então me diz, mon trésor, será que você consegue adivinhar qual é o primeiro?
A felicidade de Emma era contagiante, talvez pela poção que tinha tomado ou pelo sorriso cativante desenhado em seus lábios vermelhos, inda mais hipnotizantes contra o branco pintado em sua pele. A mulher gargalhou, apoiando-se na bancada, esperando aquela pequena demonstração de gratidão do homem. Não que achasse que precisava – imaginava que, pelo nível da festa, eles estariam sendo muito bem pagos – mas achou até bonitinho. "O meu nome?" perguntou travessa, se aproximando um pouco mais do homem ao seu lado, a voz doce e carregada de malícia. "Mon amour seria a forma perfeita de me chamar" provocou, os lábios se curvando em um sorriso divertido. Girou a taça entre os dedos, o cristal tilintando suavemente enquanto o observava por trás da máscara que escondia parte de seu rosto. "Sabia que você estragou minha festa mon cher?" O francês deslizou suavemente em sua língua, uma escolha nada acidental. Emma sabia o jogo que estava jogando, e gostava bastante "Como vou aproveitar se agora sei que ninguém vai superar a sua beleza?" Seus dedos delicados deslizaram pelo caule da taça antes de pousarem no balcão, ao lado da mão dele. "Poderia ser exagero, mas acho que sabe que não estou mentindo"
O sorriso que surgiu no mesmo instante ficou oculto pela máscara, mas ainda era carregado daquele brilho divertido que tornava qualquer provocação ainda mais instigante. - Mon amour, hein? - Repetiu, saboreando o francês na própria língua, como se testasse o gosto das palavras. - Se esse for o preço para te chamar pelo nome, acho que posso pagar. - Maxime se inclinou levemente, um cotovelo apoiado no balcão, o outro segurando o copo de bebida. Seus olhos percorriam cada mínimo detalhe que a máscara deixava à mostra, da pele impecável aos lábios pintados de vermelho. - Agora, estragar a sua festa? - Riu baixo, fingindo um pesar melodramático. - Bellissima, você tem que me avisar antes se sua noite for tão frágil assim. Eu teria me esforçado para deixá-la ainda pior. - Ergueu o copo em um brinde preguiçoso, a ponta dos dedos roçando sutilmente os dela no balcão, apenas o suficiente para testar as reações. - Mas, já que sua diversão depende de mim, acho que tenho uma responsabilidade a cumprir. - Tomou um gole do próprio drink antes de inclinar-se apenas um pouco mais. - Me diz, mon amour, qual seria a melhor forma de garantir que essa festa não te decepcione?