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Janaina Medeiros

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@f-cking-brun
Amar
Quando o amor é verdadeiro, o cuidado não nasce da obrigação. Nasce do afeto. Não é esforço lembrar do que faz o outro sorrir. Não é sacrifício estar presente. Não é peso estender a mão.
Pelo contrário.
Existe uma felicidade silenciosa em cuidar de quem faz bem à nossa alma. Existe uma alegria quase infantil em arrancar um sorriso de quem ilumina nossos dias apenas por existir.
Talvez seja por isso que o amor nunca se revele nas grandes promessas, mas nos pequenos gestos. Na mensagem enviada sem motivo. Na preocupação que antecede o pedido de ajuda. No abraço oferecido antes mesmo das lágrimas caírem.
Porque quem ama de verdade não espera ser chamado para estar presente.
Já está.
E permanece.
Mesmo nos dias em que o mundo inteiro parece ausente.
Porque o "quase" tem a crueldade das histórias que nunca terminam, mas também nunca começam de verdade. É a presença que não fica, o abraço que não encontra morada, a promessa que se perde no caminho antes mesmo de nascer. Eu não quero ocupar um espaço provisório no coração de ninguém. Não quero ser a lembrança que aparece quando a solidão aperta, nem a opção confortável para os dias vazios. Quero ser escolha, não intervalo. Quero ser certeza, não possibilidade. Há um cansaço profundo em investir sentimentos onde só existem reticências. Em oferecer o coração inteiro e receber migalhas de intenção. Em permanecer esperando que alguém decida ficar enquanto, todos os dias, escolhe partir um pouco mais. Talvez seja orgulho. Talvez seja amor-próprio. Ou talvez seja apenas a dor de quem já entendeu que algumas ausências machucam menos do que certas presenças incompletas. Porque ser ninguém dói uma vez. Mas ser um quase dói todos os dias. Dói em cada mensagem que não chega, em cada expectativa que não se realiza, em cada esperança que insiste em sobreviver mesmo quando tudo já deveria ter terminado. Então, se não houver espaço para que eu seja inteiro, prefiro não ser. Se não houver coragem para me amar, prefiro a distância. Porque alguns sentimentos são preciosos demais para viver à sombra da indecisão. E o meu coração, depois de tantas tempestades, aprendeu que merece mais do que um "talvez". Merece alguém que o escolha sem hesitar, sem medo, sem reservas.Merece alguém que nunca o transforme em um quase.
Sinto falta de tudo em você.
Do som da sua voz, que ainda ecoa no meu silêncio.
Do jeito como seus olhos me encontravam, como se houvesse um lugar seguro ali — só nosso.
Sinto falta do toque, do riso leve, até das conversas sem sentido.
Falta… até do silêncio que compartilhávamos.
Agora, cada espaço que antes era preenchido por você parece maior, mais frio.
As horas passam arrastadas, e em cada uma delas há um vazio com o seu nome.
Eu me pego procurando vestígios seus nas pequenas coisas: no cheiro do café, no vento que bate no rosto, nas músicas que não consigo mais ouvir sem lembrar.
E dói… dói não poder simplesmente atravessar a distância que existe agora entre nós e dizer:
"Volta. Eu sinto a sua falta mais do que consigo explicar."
Mas fico aqui, no silêncio, guardando essa saudade como quem segura algo frágil — com medo de perder ainda mais, mas também com medo de nunca mais ter de volta.
- Rodrigues
“As vezes, coisas boas dão errado para que coisas melhores possam dar certo.”
— Marilyn Monroe.
Não dá pra mudar alguém que não vê problema nas próprias atitudes.
Look at this posh skrunkleton. Postcard from my collection, 1912. 🎩
Luminous! Photo from my collection, no date/info.