A ansiedade é um vento inquieto,
Que sopra no peito sem direção,
É um nó invisível, um laço incerto,
Que prende a alma em turbilhão.
É o tic-tac que nunca se cala,
Um grito mudo em cada segundo,
É o peso do amanhã que não fala,
E o medo de encarar o mundo.
É a chuva que cai sem aviso,
Encharcando os sonhos no escuro,
É buscar, sem nunca achar o sorriso,
Num labirinto frio e obscuro.
Mas entre os ecos da mente aflita,
Há uma chama que ainda persiste,
Um sopro de calma, uma luz que grita:
“Resista, pois o agora existe!”
E no caos há espaço para cura,
Como a noite que cede ao dia,
A ansiedade, ainda que dura,
Também pode ser poesia.

















