Quase que imediatamente a feição de Yuna mudou quando Kwibi se sentou, ela estava incrédula com aquela atitude e, em um ato de raiva, segurou o copo com água que tinha em mãos jogando na direção de Hansol, não apenas molhando-o como também fazendo com que um corte superior aparecesse em sua bochecha. No mesmo segundo, Hansol levou a mão até o rosto, uma expressão de choque tomou conta de sua face. Uma aeromoça que passava ali interviu e a tirou imediatamente do local, o que causou uma leve cena e isso contribuiu para que o coreano desprezasse um pouco mais a ex. A mesma aeromoça se disponibilizou em ajudá-lo trazendo curativos e uma toalha para que ele pudesse se secar. "Obrigado, unnie." Agradeceu gentilmente, esboçando um sorriso caloroso para a mais velha que em seguida os deixou sozinha.
Ele encarou a morena em seu lado, sentindo seu coração bater mais rápido; sempre ficava ansioso, de um jeito bom e gostoso, quando estava perto dela. Um sorriso brincalhão apareceu em seus lábios. "E por que sou seu salvador, milady?" Questionou enquanto secava seu rosto, ao terminar, deixou a toalha em uma espécie de mesinha em sua frente e aconchegou-se no banco. "Acha que pode me salvar agora, então, por gentileza, princesa?" Sua voz era baixa e rouca, ele estava, sutilmente, flertando com ela quando ergueu o band-aid entre seus dedos. O olhar era um misto de admiração com encanto, desejo, alguns dos sentimentos que sentia por ela. Era visível e palpável o quanto a queria, apesar de ter levado um bom tempo para perceber isso, agora que tinha se dado conta que, na verdade, seu coração clamava por ela. Suas íris escuras caíram para os lábios da interna e ele, subitamente, se inclinou para frente quase cedendo e a beijando, contudo, se conteve, porque não sabia se era o que ela queria e não poderia ser desrespeitoso.
Em uma tentativa de se recompor, o moreno pigarreou e desviou o olhar para algum ponto atrás de Joanne; qualquer coisa que não fosse ela agora seria mais fácil de encarar, a morena tinha um poder de atraí-lo e fazê-lo sair do seu controle, e Hansol jamais poderia permitir isso, não existia uma real razão para tal, apenas sentia que precisava manter o eixo. Mas era certo que agora, estando solteiro, ele podia permitir tudo que uma vez reprimiu e Deus era testemunha do quanto ele reprimira desde que conheceu a Choi, do quanto se segurou e se controlou quando estava perto dela. Todas aquelas vezes que precisou enganar o próprio coração e seus pensamentos com a ideia de que era apenas carinho de oppa e dongsaeng quando seu subconsciente sabia que ia além de uma conexão assim, agora nada nem ninguém o impedia. Exceto, claro, a própria Kwibi, se ela não quisesse, ele jamais poderia partir para o próximo passo; respeitava ela acima de qualquer desejo que tivesse e nunca iria fazer algo que a mais nova não quisesse.
A Choi precisou respirar fundo algumas vezes para conseguir manter a sua postura, e especialmente a calma. Aquela atitude de Yuna fora como uma espécie de pólvora em si, e sem dúvida que a vontade da tailandesa era esbofetear a outra. Porém, ela necessitava de manter a postura e a calma, afinal ela não poderia deixar tão baixo quanto a outra descera. Kwibi não poderia descer do salto, contudo fora visível no olhar que lançara para Yuna o quanto ela haveria reprovado aquela sua atitude. E em parte não fora necessário agir, pois a aeromoça haveria chegado e resolvido a situação da melhor forma. Mas a jovem não conseguiu escapar algumas palavras na direção da outra. --- " Espero que essa situação não se volte a repetir, Kim, porque na próxima eu não irei responder por mim. E acredite, você não sabe do que eu sou capaz quando machucam aqueles que eu… amo. " --- seu olhar apenas largou a Kim quando escutou o Cho a agradecer à aeromoça.
Kwibi sustentou o olhar do mais velho, sentindo seu estômago se revirar numa espécie de montanha russa. O sorriso rapidamente emergiu em seus lábios, e seus olhos se tornaram cintilantes, como duas estrelas num céu negro. --- " Porque você acalma os meus dias, Solzinho. " --- replicou enquanto mordiscava levemente o seu próprio lábio inferior. A tailandesa não conseguia negar o quanto aquele garoto mexia consigo, com cada pequena e mísera célula de seu corpo. Ao escutar as palavras seguintes do Choi, a morena sentiu seu coração bater mais rápido, numa batida completamente descompensada. --- " Eu sempre irei salvar você, príncipe. " --- respondeu num sussurro, seu sorriso se tornando a cada instante mais largo e apaixonado. Era visível em seu olhar o quanto ela estava encantada e apaixonada pelo outro, e no momento não haveria nada que a impedisse de lutar por aquele sentimento. Ela observou a forma como as íris alheias caíram sobre os seus lábios, e inconscientemente a morena mordeu o seu próprio lábio, sentindo uma enorme vontade de sentir os lábios alheios nos seus.
Quando o Cho desviou o olhar, Kwibi tossiu ligeiramente sentindo suas bochechas esquentarem brevemente. E num ato impulsivo, a asiática tocou com uma de suas mãos no rosto alheio, fazendo com que o mais velho voltasse novamente o olhar para si. E assim que conseguiu, a menina esboçou um largo sorriso. Completamente rendida, completamente apaixonada, ela fixou suas íris âmbar naquele doce olhar que tanto a acalmava e a deixava a flutuar. E aos poucos, com a sua mão ainda presente no rosto alheio, a tailandesa fora aproximando seu rosto. --- " Me perdoa por isso. " --- murmurou enquanto roçava a ponta de seu nariz no nariz do mais velho, e acabou por selar os seus lábios nos dele. Primeiramente, um selinho, mas depois a jovem fora aprofundando o beijo. Com calma, mas bastante apaixonada.








