Vocês viram THORIN II ESCUDO DE CARVALHO, de O HOBBIT, pelas ruas da cidade? Nem me lembrava que se parecia tanto com RICHARD ARMITAGE no auge de seus CINQUENTA E DOIS anos. Apesar de ser natural de CALTHERION, pode ser encontrado em VERIDIAN agora, trabalhando como FABRICANTE DE JÓIAS. Dizem que ele é TEIMOSO E VINGATIVO, o que não exclui o fato de também ser INTELIGENTE E PROTETOR
Liwiz labam
Nessa realidade, Thorin é órfão desde os três anos e cresceu em um orfanato em Veridian. Por lá, sempre chamou a atenção pela sua liderança nata e modos elegantes, que ninguém sabe exatamente de onde veio. Apesar das muitas qualidades, nunca chegou a ser adotado.
Após os 18, acabou se distanciando dos amigos de infância — tem um jeito meio solitário e por vezes se isola por conta de uma raiva e melancolia que nunca soube dizer de onde vem.
É muito bom em trabalhos manuais e tem um negócio próprio de jóias artesanais muito valorizado, não só em Veridian mas em outros distritos também.
Thorin tem a reputação de ser um homem muito sério e fechado, mas também bastante respeitado. É inegável o magnetismo natural que o homem de intensos olhos azuis possui.
Uma curiosidade, porém, é que apesar de ser particularmente forte e ter toda essa presença impressionante, possui baixa estatura e, de fato, às vezes precisa de um banquinho para alcançar as coisas.
Peter olhou para a pessoa ao seu lado, baixando sua câmera. A Rainha de Montclair já havia saído do distrito, mas Peter ainda estava ali, fotografando a praça em busca de alguma movimentação diferente, afinal, alguns guardas, detetives e policiais iam e vinham, tentando encontrar algo que lhe dessem pistas do que realmente aconteceu. E Parker deveria estar ali para tirar fotos. Mais fotos no caso. Felizmente, tinha umas muito boas de quando a rainha ainda estava pelo local. Era bom que ela estivesse em um distrito onde máquinas fotográficas eram permitidas, ou em uma semana ele não teria muito dinheiro para pagar a conta de luz. "Sabe, eu não queria suspeitar de lavagem cerebral, mas..." Ele brincou com a pessoa, já jogando uma teoria da conspiração no meio só para descontrair um pouco antes de iniciar uma conversa. "Então... você conhece algum lugar aqui pra comer?"
// ooc: para outro distrito, escolha uma frase daqui + outro distrito (0/5)
O caso do sumiço que antes lhe intrigava mais de forma política, agora trazia mais um mistério para a conta. Embora soubesse que não iria descobrir nada assim, não conseguia tirar os olhos da cena. Por que Veridian? Ela realmente sumira sozinha? O que isso tudo queria dizer, se não era uma armação política?
A voz do outro lhe tirou de seus devaneios, e não pode evitar um meio sorriso com a piada, embora de certa forma aquilo o incomodasse. Mexer coma cabeça da rainha...? Quem ganharia com aquilo?
"Para o bem de Montclair, espero que não seja o caso."
Finalmente chegando a conclusão que não tinha mais o que fazer ali e nem ia descobrir nada só parado ali pensando, se virou para o outro. Um fotografo, pelo visto. Bem. Ele bem que podia tentar ser simpático com um desconhecido, para variar.
"You brought this on yourself." Nathan ouviu o outro falar, se segurando no tronco de arvore, não sabia mesmo como tinha subido, mas descer parecia impossivel. Ele tinha certeza que havia visto que o pedido era por ali, e bem, estava em elyseon, as pessoas não eram comum, podia realmente ter algum esquilo voador que precisava de um sanduiche. E bem, agora havia cachorros gritando embaixo da arvore, o encarando. "O que? Eu sou só um entregador! Me ajuda, afasta essas coisas daí!"
Balançou a cabeça negativamente e por um momento parecia que não ia ajudar. Virou de costas e se afastou, mas logo voltou com um graveto na mão, fazendo gestos bruscos para os animais se assustarem e recuarem. Com um pouco de intimidação, logo conseguiu que os cachorros seguissem em frente e então voltou-se ao rapaz preso na árvore.
"Eles só queriam o lanche. Teria sido mais fácil entregar para eles." Uma pequena pausa, enquanto avaliava a altura da árvore. "Consegue descer sozinho?"
Não sabia dizer o porquê, mas tinha dormido especialmente mal. Todo dia acordava com uma sensação ruim diferente.
Primeiro, foi um cheiro de queimado, quase podia sentir a fuligem cobrindo seu rosto. Depois, acordou com o corpo pesado, como se estivesse usando armadura e passou o resto do dia com essa sensação estranha.
E aí vieram os piores: acordar com gritos que ecoavam em sua mente mesmo que não estivessem ali. Cheiro de sangue e ele nem sabia como reconhecia isso tão facilmente. Dor, de ferimentos que não existiam.
No sexto dia, achou que as coisas iam melhorar. Acordou bem, apenas com uma sensação estranha nas mãos, como se tivesse ficado muito tempo segurando firme num tronco de arvore, coisa que obviamente não acontecera.
Achou que enfim, o que quer que estivesse acontecendo ia parar.
Estava errado.
Não sabia que estava sonhando. Só sabia que estava no meio de um campo de guerra, cansado, ferido, mas de pé. Sua família, seu povo, todos batalhando contra os inimigos. Orcs.
Um grito se sobressaiu, um urro vitorioso. E não era difícil identificar a fonte, o maior orc de todos, o líder daquele bando. Azog.
Levantando uma cabeça decapitada como um troféu.
A cena atingiu diretamente Thorin. Meu pai. Meu rei. Azog jogou a cabeça longe, desrespeitosamente. Thorin lembrava do próprio grito gutural, da dor. De tudo, como se estivesse vivendo aquilo novamente.
Ao seu redor, é claro, os outros anões começavam a perder as forças e o vigor. Um povo sem rei...
Mas Thorin não se renderia. Ele não era construído assim. Avançou e encarou Azog de frente. Sozinho. Mesmo com toda a dor da perda, que era pior que qualquer dor física. No desespero da batalha com o dificil adversário, perdeu escudo e espada;
Qualquer um poderia ter se rendido. Mas Thorin era teimoso. Azog se preparava para desferir o golpe que poderia ser final, mas Thorin ergueu um pedaço de tronco de carvalho como se fosse um escudo e deteve o machado.
Um golpe. Dois golpes. Três golpes. Estava no chão de novo. Azog, na sua ira pelo adversário que não desistia, não percebeu que o anão não se renderia. Puxou uma espada do chão e arranco fora a mão de Azog. A mão do machado. O sangue escuro jorrava e o orc urrava de dor.
Os companheiros dele, ao ver o líder ferido, se desesperaram. Orcs, sem um líder se dispersavam fácil. Logo correram para tentar salvar Azog, leva-lo de volta para dentro da montanha.
E enquanto os orcs fugiam, Thorin gritou para o seu povo.
"Du Bekâr!"
Gritou, não como um príncipe. Como um rei. E seu povo o seguiu, renovado.
Acordou, com a certeza de que ganharam a batalha, mas que as perdas foram grandes demais.
Sentou na cama, se sentindo pesado de luto.
Poderia descartar as cenas fantásticas como uma criação de sua imaginação, afinal ele gostava de consumir literatura de baixa fantasia. Sempre lhe trouxera conforto.
Mas sabia que não era isso. Não sabia como, mas tinha certeza de que aquilo era real, de alguma forma. Na memória, apesar de tudo, se sentira bem na própria pele. Como se estivesse no lugar certo, coisa que sua vida toda não sentira.
Da onde viera aquilo? E como poderia resgatar mais desses fragmentos?
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Geologia em geral! Como anão artesão de joias, ele se interessa muito por metalurgia e pedras preciosas. É um assunto que ele busca estudar e se aprimorar, porque traz certo conforto.
Mal. Thorin é cabeça dura e não gosta de ser criticado. A reação vai ser pior ainda dependendo de quem venha acritica, já que ele aceita melhor criticas de quem ele tenha em alta conta.
Embora ele vá reclamar e explodir provavelmente com a pessoa que ouse o criticar, a verdade é que ele escuta e pondera a respeito depois. Apesar de tudo, Thorin busca ser justo e escutar as pessoas. Só vai precisar de um tempo.
"Eu estou pensando que muitos criminosos estão se aproveitando do sumiço da rainha para espalhar pistas falsas sobre seu desaparecimento para encobrir a própria culpa." Sherlock disse, fechando o jornal que tinha em mãos. Ele sabia que as famílias de qualquer pessoa desaparecida iria mais cedo ou mais tarde procurar pelo detetive, afinal, Sherlock era bom no que fazia. Mas além disso, as autoridades estavam ávidas para encontrar qualquer coisa sobre a rainha de Montclair que estava ignorando os casos menores. "E você? No que está pensando, meu caro?"
Assentiu as palavras do outro, de certa forma feliz de encontrar alguém com um raciocínio similar. "No mesmo. Me admira que tenham realmente achado que oferecer uma recompensa a civis seja uma boa ideia." Balançou a cabeça, como se só falar nisso o irritasse.
"Mas imagino que o senhor esteja no caso. Independente da história da recompensa."
"Ah."
Não estava com a intenção de tocar em nada, mas manteve os braços bem perto do corpo ainda assim, antes enfurecesse ainda mais o ranzinza dono da loja. Esticou o corpo, ficando nas pontas dos pés para enxergar melhor a figura por trás do balcão, rabiscando algo.
"Certo. Er, me chamo Bilbo. Baggins. Senhor Baggins." Murmurou baixinho que talvez as pessoas de sua cidade não estivessem tão erradas assim em chamá-lo de estranho. Ele certamente estava estranho. Limpou a garganta. "Eu soube dessa loja através de um amigo e... bem, eu estava procurando um presente."
Isso finalmente fez com que levantasse os olhos dos papéis, e encontrasse o tal Senhor Baggins. Ele era bem mais baixo que o esperado e isso significava alguma coisa vindo de Thorin, que estava acostumado a ser mais baixo que a média.
Ao invés de pedir desculpas ou se mostrar constrangido pela introdução rude ao cliente, apenas encarou o outro longamente, de cima a baixo, antes de finalmente se apresentar.
"Thorin." respondeu simplesmente. "Um presente de que tipo, senhor Baggins?"
claramente, chloe não prestava muita atenção na política dos distritos ou estaria um pouquinho mais preocupada. na verdade, não se importava nem um pouco com isso, então prestar mais atenção não faria diferença. "que barra, hein..." assoviou baixo, assentindo lentamente. "e o que você faria? se fosse do conselho? você parece pensar muito nessas ahm-, coisas."
A pergunta o fez pausar um pouco. Por que ele pensava tanto nessas coisas? Tudo bem se interessar por política, mas... Tinha algo inexplicado. Algo que lhe incomodava e não sabia dizer o que.
"Sinceramente, não acho que deveriam ter deixado a circulação entre distritos tão livre. E muito menos vemos algum tipo de força tarefa liderada pelo concelho nas ruas. Anunciar uma recompensa e contar apenas com a boa vontade dos moradores é pouco demais considerando a gravidade da situação. É como se quisessem diminuir a importância desse desaparecimento."
Fidderford estava sentado no balcão de sua loja de brinquedos, esculturas de animais em madeira e caixinhas de música artesanais enchiam as prateleiras, cada peça feito á mão. Palhaços, cavalos, cubos mágicos e todo o tipo de brinquedo que encheria os olhos de uma criança.
Todo o seu cenário não se encaixava com a vizinhança agitada de Veridian, o barulho dos carros parecia querer invadir o lugar, fazendo o homem duvidar se a loja era uma boa ideia.
Entrou na loja meio sem jeito, não que já não frequentasse o lugar. Mas Thorin sempre carregava uma aura sóbria e pesada que não combinava com os lugares de seu distrito.
"Mestre artesão de brinquedos," chamou o outro, embora soubesse bem o nome dele. De alguma forma, aquela parecia a forma natural de falar. "Notei uma instabilidade na eletricidade da minha loja. Aqui está normal?"
"e o que você acha que pode acontecer?" não conseguiu não escutar o que o outro estava dizendo, então mesmo que não estivesse falando consigo, sergei respondeu. estava curioso sobre o desaparecimento, mas acima disso, estava interessado no prêmio para quem achasse a rainha — era o motivo pelo qual se aventurava pelas fronteiras, buscando qualquer pista que pudesse aproximá-lo de seu prêmio. onde há crise, há oportunidade. "alguma coisa mudou em veridian? ainda estão comentando sobre o desaparecimento ou a notícia já foi soterrada pela correria do distrito?"
Olhou o outro, meio que o avaliando. "Acho que muitas coisas podem acontecer." Deu uma resposta vaga, ainda medindo o outro com seus intensos olhos azuis.
"... Não. Veridian é particularmente calma, se comparada a outros lugares. Mas não é o local que você mais vai encontrar gente falando a respeito. A opinião popular é de que a rainha não teria nada a fazer por aqui."
"Acho que situações de desespero podem ser incitadas, sim, mas depende do povo." Sua fala termina com um pouco de reticência, como se pensasse mais profundamente. "Dito isso, um povo que é dependente de uma monarquia deve ser um dos mais propensos a... surtar ao ficar sem comando."
"Não só isso. Um acontecimento sem precedentes assim... Não sei como o conselho irá lidar com isso. Não parece que estão preparados para lidar com nada disso, aliás."
Deu um suspiro, meio irritado e balançou a cabeça. "Mas o que eu sei? Sou apenas um artesão." Conclui, de forma quase infeliz.
Com @burglarbbaggins, Loja de jóias Heart of The Mountain, Veridian
Thorin devia contratar um ajudante. Em algum momento. Não era nem que as vendas fossem muito intensas, mas entre ficar nos fundos trabalhando nas joias e ter que atender na loja, ainda preferia a primeira opção.
Fica horas a fio esperando algo acontecer não era seu estilo. Ao menos, dava tempo para rabiscar uns designs quando trabalhava no balcão.
O sino da loja tocou, sinalizando um cliente. Sem levantar os olhos do papel que desenhava, Thorin ergueu a voz grave. "Boa tarde. Fique a vontade, mas não toque nas peças sem permissão." Por que mesmo falando algo perfeitamente educado, ainda parecia que seu tom era atravessado? Na verdade, um bom motivo para ter um ajudante era justamente para lidar com interações mais corriqueiras. Muita gente já lhe falara que seu tom combinava com quem dava ordens, mas assustava no dia-a-dia.
a última coisa que pensaria era passar em montclair nos próximos dias, mas elyseon era novidade. "com todo respeito, se antes eu já não queria ir lá, agora piorou." revirou os olhos. "mas, elyseon tá mal assim? achei que só montclair estaria meio merda nessas coisas."
"Elyseon já enfrenta instabilidade política há algum tempo. Rei Tritão não é exatamente popular. A Rainha Clarisse sempre teve uma imagem positiva, e se o possível envolvimento deles já não era bem-visto, ela sumir bem debaixo do nariz dele menos ainda." Concluiu o pensamento, finalmente se virando para a moça e a encarando de forma intensa.
"É, as coisas vão estar 'meio merda', por um tempo. Se isso não se espalhar, teremos sorte. Sei que não é da minha conta," E isso era dito com um certo amargor, como se ele quisesse que fosse da conta dele. "mas não parece que o conselho está fazendo muito quanto a essa situação. Espero que a população geral não sofra."
"Eu não iria a Montclair ou Elyseon por algum tempo, se for possível evitar. Após o sumiço da conselheira de Montclair... O clima político está instável. Um povo sem liderança ou com maus líderes pode facilmente ser levado a situações de desespero." Ele comenta em voz alta, aparentemente para ninguém em particular. Ainda sim, a voz forte dele faz o comentário parecer quase que uma previsão agourenta.