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25 posts!
Como escolhi o nome do meu livro de fantasia?
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Um pouquinho mais da diagramação perfeita de "Brilhando no Escuro"
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Um universo não é nada sem um nome... E um nome não apresenta força se não tiver um significado real
Eis Faierie, o Reino Encantado
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Confiança
Apesar de eu reconhecer que muito da minha confiança em meus livros vem do fato de eu me organizar muito, de ficar três meses planejando um livro antes de escrevê-lo e de só escrever o que já tenho uma jornada para revelar, sei que não tenho confiança só por isso. Acho que tudo começa quando amo a história que vou contar, ainda mais quando eu tive que passar por uma jornada muito difícil de aceitação da obra depois de ler tanto "sua primeira versão sempre vai ser péssima".
Sei que a parte de não ter que colocar muita pressão em si e na primeira versão ajuda muita gente, mas eu funciono um pouco diferente. Acredito muito no peso das palavras, na força que elas tem, por isso procuro nunca escrever sobre coisas que não gostaria que acontecessem. Também sinto o peso das palavras no que digo que vou ou não fazer, então, inicialmente, pensar que meu livro ia ficar péssimo fez justamente isso, que ficasse péssimo em minha cabeça e que eu desistisse. Eu não posso pensar em nada de forma negativa, então é daí que vem a minha forma de organização. Em vez de escrever o mesmo livro 3 vezes, eu fico meses pensando no que fazer e como fazer, juntando todas as pontas soltas antes de escrever. Então eu preciso pensar que minha versão vai ficar boa, e preciso dar meu máximo para isso. Eu adoro desafios e lido melhor com eles do que com não me cobrar de forma alguma, então eu tento dar o meu máximo enquanto posso. Daí vem a minha confiança no que escrevo, em me desafiar ao máximo e dar o máximo de mim.
Personagens realistas
Meus favoritos! Personagens são essenciais para fazerem uma história dar certo ou errado. Antes de qualquer coisa, pense que o personagem é parte de você, então, queira você ou não, ele terá um pouquinho de suas impressões sobre o mundo, a não ser que consiga ser 100% isento de opinião, o que considero impossível (a não ser que você seja um robô, sendo assim, vá em frente). Em seguida, pense em seu personagem como um amigo, principalmente se ele for um dos principais da história, ou um personagem que aparece muito. Você precisa saber coisas sobre ele que pode até não colocar na história, mas ele precisa, antes de tudo, ser real para você. É necessário analisar se ele parece real e tentar incluir coisas nele que o tornem real, de fato.
Pense que ele tem um passado, e que você deve mostrar flashs dele em sua história, assim o leitor pode acreditar que há um personagem real ali, um personagem que pode muito bem ser uma pessoa passada para as palavras no papel. Faço isso desde o meu personagem número 1, e talvez seja por isso que eu acabe tendo tanto fluxo de consciência. Vou explicar isso daqui a pouco. Se for necessário, crie um formulário com todas as informações que considerar relevante, crie uma ficha de personagem. E se essa não for sua praia, continua a leitura pra ver outras coisas que pode fazer.
Planejando e entendendo o romance (Parte 2)
Continuando nossa temática de planejamento, quis juntar um método de estruturação muito comum (até mesmo no teatro/cinema) com algumas informações que certo roteirista da Disney tem a oferecer. Pronto? Vamos lá!
Three Act Structure
Pode ser encontrado facilmente em livros, e você poderá reconhecer a estrutura em qualquer livro depois de estudá-la. Pode ser traduzida como "Estrutura dos Três Atos", e quem é do teatro talvez se familiarize mais com ela (alô Shakespeare). Mas o que é isso afinal? A Estrutura dos Três Atos é uma forma de contar histórias, composta por um início, um confronto e uma resolução. Famoso início, meio e fim, mas com alguns extras.
Cada ato apresenta subdivisões, e você deve se atentar a elas, tanto para estudo quanto para criação de livros. Essa referência a "atos" vem de sua origem na dramaturgia, onde foi identificada pela primeira vez por Aristóteles em sua Poética. Ele observou como as peças gregas usavam histórias semelhantes para atrair o público, enquanto ainda transmitiam lições importantes. Cada ato tem um papel a desempenhar na criação do que se segue, resultando em um Clímax.
The Snowflake Method
Normalmente nos apresentam a complexidade da escrita criativa com nomes difíceis e métodos completamente absurdos, pelo menos se vistos de relance. Parece tudo muito complicado, irreal, mas há certa lógica em cada um dos métodos existentes. Você pode passar por todos até encontrar um que te interesse, pode ter um método para cada gênero ou, ainda, pode experimentar todos e, no fim, criar um próprio. Meu caso é o último, com toda certeza, principalmente porque consegui extrair de cada um dos métodos infinitos que aprendi o que realmente funcionava para mim.
Para ajudar vocês nessa jornada, quis separar cada um dos métodos e simplificá-los, a começar por um que é extremamente rígido e divertido quanto a seu passo a passo. O Método Floco de Neve: 10 passos para design por Randy Ingermanson.
Planejando e entendendo o romance (Parte 1)
Talvez o grande erro do escritor seja não estudar muito antes de começar a escrever, e não planejar. Mesmo que você não queria seguir padrões (o que acontece muito comigo), precisa saber justamente o que está ou não seguindo. É preciso saber uma regra para quebrá-la, certo? Por isso estudei tanto sobre Escrita Criativa, até porque, como minha mãe sempre diz, conhecimento nunca é demais. Para evitar que isso aconteça com você, ensinarei algumas coisas que aprendi na jornada, tentando deixá-las o mais simples e acessíveis possível. Também disponibilizarei coisas que podem te ajudar no planejamento.
Começaremos os textos da “Escrita Criativa Descomplicada” tentando entender alguns detalhes da narrativa e alguns métodos para se preparar para escrever. Aliás, essa é a primeira dica que dou: prepare o livro antes de escrever. Realmente prepare, planeje! Livros aparecem depois de uma simples ideia, mas não saber pelo menos o rumo da história pode te fazer ficar empacado no meio. Acredite você ou não, planejar acaba sendo sempre o melhor caminho. Agora que expliquei mais ou menos meu ponto, vamos começar com o estudo, propriamente dizendo. Espero que ajude!
Como escritora, a pior parte para mim é começar um livro. Não pelo planejamento ou pela construção dos personagens, mas sim por não saber quais palavras podem captar os leitores de primeira. No entanto, seria muito mais difícil se eu não soubesse fazer o planejamento inicial. Então, como muitas pessoas me pediram dicas de escrita, farei uma série de artigos sobre isso. Espero que apreciem!
A primeira coisa que você precisa ter em mente, após um esboço dos personagens, é em qual lugar sua história se encaixa. Às vezes a cidade do próprio autor pode ser a melhor escolha, mas, às vezes, se aventurar em um local distante pode ser o correto. Se sua história pedir um lugar fictício, essas dicas não são para você; uma das dicas posteriores, nos próximos dias, será justamente sobre criar um universo para se livro. Por outro lado, se escolher usar algum lugar no mundo, tenho algumas dicas a passar, as quais aprendi na marra.
1. A nacionalidade de seus personagens influencia em suas personalidades?
A resposta a essa pergunta é sempre “sim”, pois o local e a cultura sempre influenciam em nossas personalidades, mesmo que tentemos negar tudo o que o país proporciona. Às vezes o seu personagem pode parecer ter uma nacionalidade bem diferente da sua, por uma série de fatores. Por influência de séries que assiste, ou filmes, ou livros que lê, você pode querer que seu personagem tenha determinada personalidade ou lição de vida. Algumas lições podem ser mais impactantes em um local do que em outro. Por exemplo, em Just Because I’m Nerdy eu queria apresentar um personagem negro que sofresse muito com o racismo, em um país que as pessoas consideram “desenvolvido”, para provar como isso está presente até hoje, e fortemente. Então escolhi Texas, nos Estados Unidos, um dos estados mais racistas. Então mostrei o que queria.
Para finalizar esse tópico, deixo uma pergunta que deve se fazer: quais os maiores propósitos de sua história e qual lugar no mundo mostrará isso com mais enfoque e influenciará mais a personalidade de seus personagens? Ou, basicamente, qual cidade no mundo te ajudará mais a passar uma mensagem melhor estruturada?