FELIPPO RIZZO possui 19 anos e é ESTUDANTE DE MODA E ESTAGIÁRIO NA SERICUM & SATIN em Novum Heredes. Nascido NO-MAJ, tem o rosto parecido com o do modelo TOM WEBB e é de responsabilidade da MISTY.
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FELIPPO RIZZO possui 19 anos e é ESTUDANTE DE MODA E ESTAGIÁRIO NA SERICUM & SATIN em Novum Heredes. Nascido NO-MAJ, tem o rosto parecido com o do modelo TOM WEBB e é de responsabilidade da MISTY.
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baybealo:
Bayard não disse uma palavra, ocupado demais em absorver tudo o que Felippo falava e em tentar imaginar as cenas. E o fazia olhando para os lábios em movimento, uma técnica que há muito havia desenvolvido para conseguir acompanhar a velocidade das palavras do italiano. Não que o incomodasse. A natureza do LaGardé era taciturna, majoritariamente reservada, e o Rizzo funcionava como o perfeito contrapeso à sua balança. Sendo honesto, Felippo havia vivido tantas coisas e experimentado tantas situações incomuns que Bayard não tinha outra sensação senão curiosidade ao ouvir aquelas histórias. O sorriso em seu rosto era, pois, intrigado. Atencioso. “Acho.” Respondeu por fim, dando uma olhada rápida por sobre os ombros e tomando segundos para admirar a decoração natalina. Viu a cúpula, a neve, as luzes, os bruxos e as crianças. Voltando a atenção para baixo, viu também os dedos entrelaçados que os uniam num aperto de mãos, como qualquer outro casal de namorados. Algo em seu âmago aqueceu. “Sabe o que eu também acho charmoso?” Ele perguntou despretensiosamente, embora o sutil repuxar das bochechas talvez começasse a denunciá-lo.
Aquele era o primeiro natal que Felippo e Bayard passariam juntos em Novum Heredes, um fato que por si só já era motivo para ser grato, assim como a celebração pedia. Não tinha certeza de qual era a importância que o namorado estava dando para aquela data, mas para Rizzo era de extrema importância, era o inicio de uma tradição que esperava manter para o resto da vida, passar as festividades de final de ano junto do homem que ama na casa em que os dois dividem. Por isso, havia preparado uma surpresa para LaGardé quando chegassem em casa, depois que vissem as atrações em um momento em que os dois estivessem sozinhos, já havia pedido para Emma voltar tarde pra casa, então tudo sairia perfeito. Parou de andar para voltar sua atenção ao ruivo, ficando de frente pra ele e passando ambos braços por cima dos ombros largos do rapaz enquanto fingia que não via o sorriso escondido entre seus lábios, mas já conhecia Bay o suficiente para saber de suas manias. - Deixa eu adivinhar, eu? Sou eu né, pode falar.
emmaxvan:
Enquanto o rapaz se perdia em seu pequeno devaneio natalino, ela esquentava as mãos na caneca quente cujo conteúdo produzia um aroma delicioso, que invadia suas narinas e fazia com que se sentisse em casa. Um sorriso singelo e malicioso estampava seus lábios, enquanto reprimia sua vontade de rir. Percebia que o monólogo chegava ao fim, por isso resolveu brincar: revirando os olhos e tombando sua cabeça para trás, fingiu adormecer, produzindo um som de ronco para completar a cena. Com um sobressalto, abriu os olhos e encarou o outro. ─ Opa, desculpa! Acabei pegando no sono com esse curso intensivo sobre o natal e religiões. ─ Replicou sarcasticamente, soltando um riso fraco antes de beber um novo gole de sua gemada, uma de suas bebidas favoritas. Sua resposta podia soar rude, levando em consideração o fato dele estar falando sobre sua história, sobre sua cultura. Contudo, apenas Emma sabia o inferno que havia passado no início de seu relacionamento com Felippo. ─ Mas acho que ouvi o finalzinho do discurso e… concordo! Acho que essa data tem seu charme e até mesmo tem o poder de despertar o melhor em algumas pessoas. ─ Concluiu, dando de ombros.
- Emma de verdade, você é tão rude as vezes que cansa minha beleza, não sei da onde que eu tiro paciência, juro. Me esforço pra ter uma conversa civilizada e você vem cheia de grosseria, credo, coloca um pouco de açúcar nisso ai que você ta bebendo pra ver se fica menos amarga, menina abusada viu. - Deu um gole no próprio chocolate quente. Ele não estava ofendido de verdade, já havia se acostumado com a personalidade da garota e presumia que ela também com a dele, mas como sempre, ele gostava de fazer um drama. - Olha eu tava falando de estética, mas se é pra falar de pessoas não sei se concordo com você não. Tanta gente por ai que fica só pisando em todo mundo o ano inteiro, ai chega no natal acha que é só fazer caridade que pronto, ta com o carma equilibrado. E vou te falar, se tem uma coisa que me irrita é gente hipócrita, posso nem ver que já exponho mesmo.
“— ‘Noite.” Cumprimentou ele, desfilando com sua melhor cara de hipogrifo despenado pelas ruas de Novum Heredes - estava tão cansado que mal sabia como manter-se em pé. A rotina de Ethan Von Strucker não era nada relaxante: os dias eram longos e já não sabia contar quantas noites mal dormidas ele tivera, isso sem contar os pesadelos que assombravam a sua mente quando finalmente colocava a cabeça no travesseiro e fechava os olhos. O seu trabalho não era fácil, mas ele sabia que no fim do dia, no fim de um caso, ele teria que deixar os problemas arquivados junto com a solução ou a falta dela. O maior problema é que ele não conseguia. Quando tirava sua farda sabia que deveria também estar tirando todo o peso que sua ocupação carregada, só que Ethan simplesmente não sabia como deixar todos aqueles problemas de lado; suicido, estupros, assassinatos, desaparecimentos, tudo isso ocupava a sua mente que nunca parava de trabalhar, e consequentemente tirava dele boa parte da vida; ao menos da vida de um homem comum. Mas não pense que o Von Strucker não gostava do trabalho que fazia ou do modo que vivia, afinal, ele havia escolhido aquele emprego. E, mesmo depois de mais um dia cansativo, ali estava ele; parado ao lado de uma cabine fotos grande e esquisita, esperando o longo e chato discurso sobre a história de Novum Heredes terminar - e aparentemente, ele não era o único. “— “…para sua devida proteção, passaram a viajar pelas fronteiras de Massachusetts, criando um próprio lugar onde eles pudessem ser quem nasceram para ser…” recitou ele junto com a voz do alto falante. “ — Quando será que irão mudar esse discurso?” Perguntou, olhando em direção a pessoa que também se fazia presente.
- Não gostou sobe la no palco e faz melhor meu anjo, ou sei la, estoura os tímpanos ou algo do tipo. Ninguém perguntou se você gostava do discurso ou não, eu hem, odeio esse tipo de gente, que fica criticando tudo por causa de nada, só escuta e cala a boca. - Felippo não gostava de Ethan, por mais que o homem nunca tivesse feito algo pessoalmente para ele. O único para desgostar do mais velho era o fato dele ser o chefe de seu namorado e ser extremamente exigente com o mesmo. Lippo não gostava de assistir Bayard passar noites acordadas para que pudesse atender todos os pedidos de Von Strucker. Para uma pessoa tão rancorosa quanto ele, isso já era motivo o suficiente para fazer com que Ethan entrasse na sua lista de inimigos.
titubadolohov:
“Deve ser coisa de sangue-ruim achar que natal tem alguma coisa a ver com Jesus Cristo… Isso tudo é muito mais antigo e vocês distorceram tanto as tradições que ninguém mais sabe como celebrar o natal.”
- Escuta aqui sua cobra peçonhenta, sangue-ruim é o teu cu com hemorroida. Pra inicio de conversa eu não tava nem falando com você, então faz o favor e pega essas duas patas de galinha que você chama de perna e some da minha frente. Você viu que garota escrota? - Perguntou para um desconhecido ao seu lado cujo qual se quer participava da conversa. - Chega de paraquedas na conversa e quer meter o louco pra cima de mim ainda, pelo amor, é cada tipinho que a gente encontra que olha, não tenho paciência pra esse tipo de gente não. E só pra sua informação - voltou a atenção para a mulher - eu comemoro a porra que eu quiser como eu quiser quando eu quiser. Se eu quiser fazer uma suruba em junho e chamar isso de natal eu chamo viu meu amor? Isso aqui é um país livre, você não dita as regras das minhas celebrações não, garotinha nojenta. Mas olha, como é natal eu vou fazer uma caridade e te dar um pouquinho de cultura, que natal é uma comemoração cristã sim, passou a ser celebrado depois do nascimento de Jesus sim. O que existia antes chama solstício de inverno e a igreja inventou o natal depois pra tentar silenciar as religiões que hoje em dia são chamadas de pagãs. Olha, você tem sorte que eu fui criado por uma feminista, se não a única coisa distorcida aqui ia ser a sua cara, quer dizer, mais do que já é né. Agora faz um favor pra todos nós e volta pro bueiro da onde você saiu vai.
Lucy alongou os dedos das mãos, estalando o pescoço por ter passado tanto tempo numa mesma posição naquele banquinho. Estava em sua forma natural, a que o identificaria como um Lancaster por qualquer um que o conhecesse, apesar da mãe ter pedido para que não se apresentasse na rua como um necessitado implorando por migalhas com o rosto bonito e real que ela lhe dera. Mas foi exatamente por isso que ele fez, porque na verdade, ele tinha mais vergonha de ser Lucian William Lancaster III que Lucy, músico falido de Novum Heredes. Ele olhou ao redor, não surpreso por não encontrar ninguém da família pela praça — os Lancaster se orgulhavam na festa extremamente privada, e extremamente chata, de natal que davam todo ano na mansão. Havia chegado cedo, armado de seu violão e varinha ligeiramente amplificadora, e estava tocando há horas. Não que estivesse reclamando. “Olá.” Olhou para a pessoa que havia parado para escutá-lo e abriu seu maior sorriso galanteador. “Algum pedido em especial?”
Felippo havia ido para o evento junto do namorado, afinal, era o primeiro natal dos dois em Novum Heredes e tinham muito a comemorar, principalmente o inicio de uma nova vida em uma nova cidade para os dois. Porém ja fazia um tempo em que Bayard disse que pegaria algo para os dois beberem e não voltado, não que Rizzo tivesse esperado muito tempo, inquieto do jeito que era não conseguia ficar parado por muito tempo. Andando pela cidade, um par de olhos azuis segurando um violão, olhar não tira pedaço, não é mesmo? - Seria pedir demais que você tirasse a camisa? É brincadeira, eu sou comprometido, não leva nada do que eu falo muito a serio não, mas nossa ta quente aqui ou sou eu? - Era obvio que ele não tinha intenções reais com o cantor desconhecido, mas ainda se divertia dando em cima dos garotos, só por esporte.
- Tentando resumir, natal na minha casa é um pouco confuso. Leva em consideração que assim, eu sou italiano né, e todo mundo sabe que não tem país mais católico do que a Italia, juro, vocês acham que isso daqui ta natalino demais? Você não viu no vilarejo perto da minha comunidade, eles colocam luzinhas de natal até no poste! Se algum dia você quiser ver o que é um natal de verdade vai pra la, serio mesmo. Porem eu venho de uma comunidade hippie né, então não temos só católicos la, na verdade são bem poucos os católicos, tem muito mais hindus, wiccas, algumas religiões que eu nem lembro agora, então como é que escolhe que tipo de festividade celebrar no final do ano? Isso mesmo, não escolhe, faz todas. É uma bagunça. Eu prefiro mais assim, uma coisa só mais organizadinho, mais bonitinho. Não que eu seja católico nem nada, longe de mim, mas sei la eu acho que o natal tem um charme próprio, você não acha? Tipo, olha essas luzinhas, fica tão mais charmoso.
“stop being dramatic”
me:
“yeah but tell me more about you”
Tom Webb in Homeward Bound by Sophie Mayanne for Boys by Girls
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