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@francescawherloock
Shut Up And Dance | Walk The Moon
Oh don’t you dare look back Just keep your eyes on me I said you’re holding back She said shut up and dance with me! This woman is my destiny She said oh oh oh Shut up and dance with me
❝Playlist Selecionadas– Damon+Frannie❞
A backless dress and some beat up sneaks My disco tec Juliet teenage dream I felt it in my chest as she looked at me I knew we were born to be together Born to be together
♪♫
“O que vamos fazer hoje a noite? “ O que fazemos todos os dias. Tentar conquistar o mundo!”
And some have said his heart's too hard to hold ▪▪▪ damon&frannie
illeadamon:
Damon não esperava que, ao perguntar à selecionada os motivos por ter mudado de opinião, fosse conseguir uma resposta tão rapidamente. Estava começando a se acostumar com os boatos de que os dois eram tão semelhantes, mas talvez estes não estivessem tão certos assim. Enquanto escutava Francesca falar, foi percebendo as pequenas diferenças. Damon poderia ser mesquinho e egocêntrico, mas jamais colocaria o próprio bem estar na frente do de seu povo –– o que ficou mais do que claro ao aceitar que fizessem a Seleção. Claro, a selecionada sinceramente parecia disposta a mudar suas atitudes agora, porém o príncipe, mais do que qualquer outra pessoa ali, sabia o quão difícil isso poderia ser.
Beijá-la em seguida, porém, o fizera esquecer de todo o resto. Ao sentir as mãos da selecionada em sua nuca e cabelo, Damon pressionou os lábios contra os dela ainda mais intensamente, até sentí-la se aproximando da beirada da cadeira. O príncipe então soltou um breve sorriso em meio ao beijo e se afastou, tirando a mão do rosto da morena no processo. “Frannie, você está numa cadeira de rodas.” murmurou, sabendo que a frase poderia não fazer muito sentido para ela, mas aos olhos dele, fazia. O machucado ainda lhe parecia muito delicado e a posição na qual a selecionada se encontrava poderia voltar a abrí-lo. Por um momento pensara em colocá-la em seu colo –– porque, aos olhos do príncipe, isso realmente parecia algo mais seguro do que a posição na qual os dois estavam agora. ––, todavia logo percebeu que isso apenas tornaria mais difícil para Damon se separar dela depois.
Assim, por força do hábito, olhou para seu relógio de pulso, constatando que deveria se encontrar com Gregory em breve. “Eu deveria ir…” sussurrou, se levantando cautelosamente. Como diabos ele deveria se concentrar no trabalho depois do que ocorrera ele não tinha ideia, mas aos poucos percebia que queria conhecer mais sobre a selecionada, e talvez houvesse uma maneira de fazê-lo. “Sabe, ainda não me importaria de empurrar a cadeira pelo castelo caso quisesse me acompanhar.” porém, logo que o disse pareceu perceber que esta não seria a melhor das ideias. Certamente os médicos não ficariam contentes se vissem os dois por aí, e Gregory lhe encheria com uma cachoeira de perguntas que Damon sinceramente não gostaria de responder… Mas isso não era nada com o que ele já não estivesse acostumado.
Aquele beijo, por mais inocente que pudesse ser era tão intenso que fazia Francesca não pensar em mais nada. Não pensava que estava em uma cadeira horrível de rodas, não pensava que tomara um tiro, não pensava que era uma selecionada e que Damon era um príncipe. Apenas pensava que era Damon e Francesca se beijando. E era a única coisa que importava naquele momento.
Então lentamente Damon rompeu o contato, fazendo Francesca querer protestar ou até mesmo choramingar, o que era ridículo na visão dela. Mas então ele sorriu, lembrando-a da situação dela. Quis protestar mas parou por um momento e por mais que naquele momento ela estava pouco se importando para seu machucado, ela precisava reconhecer que ele estava certo. Então apenas assentiu com a cabeça e voltou a se sentar melhor.
Estava prestes a abrir a boca e mudar de assunto quando notou que ele olhara para o relógio, dizendo que deveria ir. Deveria? Isso indicava o que?
- Deveria? – perguntou ela – Mas você quer ir? Tem que ir?
Pois para ela isso tinha muita diferença, e apesar dele já estar de pé parecia muito indeciso, até que disse que poderia empurrar a cadeira dela pelo castelo caso ela quisesse acompanha-lo. Então lembrou-se de Angeline empurrando ela escada abaixo, no bom sentindo, a fim de chegar no Salão das Mulheres para a festa surpresa da Selecionada.
- Acho que seria seguro para ambos que não andássemos pelo castelo toooodo, alteza – respondeu-lhe sorrindo – Mas...Que tal se você me mostrasse um pouco de seu trabalho? Claro que não estou pedindo para me revelar segredos de estados, coisas que você considere aceitáveis para me mostrar. E quem sabe eu não possa te ajudar com alguma coisa?
Sugeriu ela um pouco insegura. A verdade era que queria conhecer esse lado dele, como ele agia no trabalho, como ele lidava com as coisas, mas não sabia como ele reagiria a isso. Não estava pedindo que ele lhe mostrasse coisas que não deveria, nem nada do tipo, mas sabia que mesmo em assuntos assim sempre existiam coisa que não eram tão sigilosas para que não pudessem ser compartilhadas.
E bom, Francesca era modelo, mas seus pais e seu avô eram políticos importantes de sua província. E muitas vezes Frannie passava incontáveis horas sentada em frente seu avô, enquanto ele trabalhava, apenas para disfrutar da companhia, mas ela sempre acabava ajudando-o com ideias em projetos ou com alguma pendencia básica que ela pudesse resolver.
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Damon ergueu ambas as sobrancelhas em surpresa, realmente não esperando que o motivo pelo qual a selecionada não havia lhe dito antes por que estava na passagem secreta, era por estar com vergonha de admitir. Via pelo tom rosado de suas bochechas que pronunciar tais palavras a deixava envergonhada, então tentou suavizar a própria expressão para que a outra ficasse mais confortável. Certamente não deveria ter feito tantas piadas mais cedo, suas brincadeiras poderiam ser algo difícil de se entender, e esperava que, ao menos agora, fosse capaz de agir de maneira mais similar ao seu normal.
Assim, em vez de soltar uma risada, ele apenas murmurou algo baixinho, sem saber se a outra o havia escutado: “Se queriam perguntá-la sobre mim, provavelmente não descobririam muita coisa de qualquer forma…” O que era verdade, afinal, a rainha até poderia conhecer o lado mais insuportável de Damon, mas provavelmente o esconderia das selecionadas para não querer assustá-las. A melhor forma de conhecer o moreno sempre seria através dele mesmo, apenas precisavam saber como. Teriam que ganhar sua confiança primeiro, mas depois disso…
Quando a outra começou a falar de maneira mais grosseira, o príncipe percebeu como as palavras dele realmente poderiam ter soado. Não havia tentado criticar a selecionada, apenas alertá-la. “Amigos são sobrestimados.” Soltou um leve sorriso ao perceber que a menina ficara um pouco triste após admitir aquilo. Amizades, porém, sempre seriam algo difícil de se fazer quando a pessoa sai do comum e se destaca em meio às outras –– ao menos era isso que Damon gostava de dizer a si mesmo. “Se algum dia precisar de algo, agora sabe onde é meu quarto.” Não acreditava que realmente estava dizendo aquilo, porém sentia com Francesca uma conexão que não tinha com mais nenhuma das outras. Os dois poderiam não ser tão parecidos quanto todos diziam ser, mas ainda assim se entendiam de certa forma. Como uma fina ligação entre duas pessoas que estavam tão acostumadas a serem deixadas de lado, que tiveram de aprender a se adaptar à isso.
Quando Damon sussurrou que se elas queriam perguntar algo sobre ele a sua mãe, Francesca teve vontade de rir, mas a única coisa que esboçou foi uma cara de dúvida, ela queria perguntar algo a rainha sobre seu filho? Bom, certamente essa não era sua intenção quando saiu do quarto aquele dia, na verdade queria conhecer a rainha, saber como ela era, porque afinal, se por um acaso fosse escolhia pelo príncipe, a rainha seria sua sogra, e quem sabe se dessem bem, poderia considera-la como uma mãe. E aquela mínima possibilidade de ter uma família, fez Frannie se arriscar pelos corredores das passagens secretas e ainda levar uma picada de aranha, o bicho que ela mais detestava na vida.
- Não alteza – disse ela mais docemente do que pretendia – Eu não queria saber nada sobre você. Bom, não que não seria algo interessante, só não acho legal conhecer uma pessoa pela visão dos outros, gosto de formar minha visão sozinha, sem opiniões alheias. A verdade é que queria conhecer sua mãe.
Mordeu o lábio inferior, não queria revelar o motivo de querer conhece-la, não sabia o que ele pensaria dela, não queria que ele tivesse pena dela. Frannie poderia aguentar qualquer coisa menos a pena dos outros. Mas então ele voltou ao assunto de fazer amigos, e dizendo que se ela precisasse de algo que ela saberia onde era seu quarto.
- Obrigada alteza, é muito gentil de sua parte – porém ela franziu a testa ao se tocar do quão gentil isso era, e o mais estranho é que ela sentia que realmente se quisesse conversar com alguém, era a ele que ela procuraria – Se me der licença, vou descansar um pouco.
Se aproximou dele, e talvez tomada por um impulso ou pelo que havia sentido quando ele ofereceu que ela o procurasse, Frannie o abraçou para se despedir, sorriu e sussurrou um “boa noite alteza”, fez uma reverência apenas com a cabeça e saiu o mais depressa dali.
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Quando Francesca se virou, Damon sinceramente pensou que a outra estava prestes a partir. Talvez devesse ter ficado preocupado em tê-la magoado, porém seu pensamento imediato fora um pouco mais mesquinho que esse. Não a forçaria a ficar, mas virar as costas enquanto ele falava com ela? Quanto tempo demoraria até que Frannie finalmente desse uma dentro? Nenhuma das selecionadas parecia ter o mínimo de respeito para com Damon.
Revirou os olhos para as costas da menina, porém ela logo se virou e o tom irônico de sua fala fez os pensamentos anteriores do herdeiro sumirem por completo, sendo substituídos por uma risada.
Em seguida, escutou sua explicação, tentando digerir cada uma das palavras que ela dizia. “Não posso negar que foi bem conveniente as duas terem a mesma ideia imprudente ao mesmo tempo.” A careta do príncipe ainda demonstrava que ele não estava tão certo assim sobre a veracidade das informações, mas aceitaria isso por enquanto. “Ao menos dessa forma vocês acabaram já tendo algum contato com as passagens.” Caso, um dia, usá-las se torne algo necessário. Afinal, Illéa poderia estar em um momento pacífico, mas era impossível prever por mais quantos dias, meses ou anos a situação continuaria a mesma. Haviam entrado em duas guerras em um período tão curto de tempo… Ao menos o herdeiro tinha certeza de que, enquanto Gregory vivessem, o rei se esforçaria para mantê-los longe de qualquer confusão. E Damon, quando por fim assumisse o trono, não deixaria que mais guerras devastassem o país como já haviam feito. Aquele era um novo começo, o que havia restado da história dos antigos Estados Unidos deveria ser esquecido.
Ao comentar sua relação com as selecionadas, o rosto do moreno se tornou sério. “Francesca, sabe que se alguma de vocês se envolver em algum tipo de briga, serei obrigado a eliminar todas as envolvidas, certo?” Arqueou uma sobrancelha na tentativa de parecer mais sério, porém algo lhe dizia que isso lhe tirava a autoridade, então logo voltou a abaixá-la. A verdade, no fim, era que gostava do jeito como a selecionada agia, ela era diferente do resto e queria deixar isso claro para o mundo, porém o príncipe não gostaria de imaginar como o castelo ficaria se todas as meninas se virassem umas contra as outras.
Todavia, apesar do jeito repreensivo, Damon sabia exatamente como a outra se sentia. Poderia não gostar de falar sobre o assunto em voz alta, mas ele também sempre acabara se afastando das pessoas, às vezes até de maneira involuntária. Não sabia o que fazia de errado, mas a verdade, porém, é que não mudaria nada em sua personalidade para agradar os outros.
Francesca não pode deixar que naquele dia ou o príncipe estava de muito bom humor, ou ela era uma palhaça para ele, e esperava realmente que fossa a primeira opção. Então quando ele falou que ela e Bridget tiveram a mesma ideia sobre as passagens, a selecionada fechou a cara, soltou o ar que prendia e então finalmente confessou.
- Ok, tudo bem então. Eu confeço! – disse soltando os braços ao lado do corpo, provocando um barulho por causa do vestido – Todas as selecionadas ficaram sabendo que sua mãe, a rainha, estava no salão das mulheres mais cedo. Minhas criadas souberam que todas as selecionadas estavam indo para lá, para conversar com a rainha, pedir conselhos ou impressioná-las.
Sentia as bochechas esquentarem novamente, sabia que aquilo era um pouco humilhante de se admitir, mas não queria que ele tivesse uma ideia errada. Frannie nunca fora de ligar para a opiniões que não fossem a própria ou a de seu avô, mas por alguma razão ridícula se importava com a de Damon.
- Minhas criadas disseram que eu deveria ir também, e por mais bobo ou ridículo que isso possa parecer eu resolvi aceitar o conselho delas – fez uma careta e então olhou para os próprios pés – Resolvi ir pela passagem, pois como eu disse, ouvi-as falarem que era o caminho mais rápido, e pelo visto não fui só eu que ouvi isso, já que Bridget também estava lá, com o mesmo propósito.
Então finalizou dando os ombros, era tudo o que tinha a dizer afinal, e já se preparava psicologicamente para a risada debochada que ele poderia dar, ela no lugar dele rolaria no chão de tanto rir. Então depois de tudo isso, Damon parecia mais sério que antes, falando sobre eliminação por causa de brigas.
- Queria me desculpar alteza, mas não sou burra para me envolver em uma briga que causaria minha eliminação – porém então se deteve, lembrando-se que quase tinha sido eliminada por causa de uma briga com o próprio príncipe. Mordeu o lábio inferior e prosseguiu – Tirando é claro quando você quase me eliminou. O que não vem ao caso é claro.
Havia ficado um tanto quanto nervosa com tudo isso, com o assunto eliminação. Não queria ser eliminada. Por isso quando respondia a ele, falava tão depressa que ela mal se entendia.
- Mas não se preocupe, não tenho motivos nenhum para brigar com nenhuma dela – explicou a ele, respirando fundo para se acalmar – Não posso dizer a você que somos todas amigas, porque não somos. Percebi que algumas são, é claro. Mas eu não tenho amigos aqui dentro.
Falou de forma tranquila, sem deixar que isso transparecesse o quanto este fato, que ela mesma criara, fosse algo que a chateasse. Sorriu ao fim, para que ele pensasse que tudo estava bem, quando na verdade não estava tão bem assim.
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“E o que exatamente te faz querer mudar essa imagem?” Porque ele não tinha ideia de que motivos a outra teria para querer apagá-la. Estava preocupada com o que o povo pensaria se um dia se tornasse rainha? Isso não seria um problema, Damon vinha atuando muito bem há bastante tempo e poucos pareciam não acreditar. Francesca era uma modelo, deveria saber como manipular as pessoas com um simples olhar.
Mas, ao afirmar que não havia graça nenhuma em se expor por inteiro, o príncipe momentaneamente esqueceu o assunto anterior e apenas concordou. Que graça teria? Essa era uma pergunta com a qual ele se identificava imensamente. “Graça alguma” Sussurrou, e então sorriu para a selecionada. Não era como se ele não tivesse interesse em conhecê-la –– quando, na verdade, era o contrário disso ––, porém imaginava que Frannie fosse capaz de entendê-lo nesse ponto também. Depois do ataque Damon estava se esforçando ainda mais para se aproximar das meninas. Não queria manter nenhuma delas ali por mais tempo do que fosse necessário e, para ter certeza disso, precisaria conhecê-las melhor. Ainda assim gostava de surpresas, e gostava de não saber tudo sobre cada uma dela, além de que gostava da ideia de não saberem tudo sobre ele também. Era esse tipo de coisa que mantinha a relação interessante depois de um tempo.
Porém, sua curiosidade crescia ainda mais agora que Francesca repetia novamente sobre a súbita vontade de querer mudar. O que poderia ter dado à ela essa vontade? Seria alguma intriga dentre as selecionadas? O ataque rebelde ainda muito recente? O tempo que passara no hospital? A saudade que provavelmente sentia da própria família? O que poderia ser capaz de querer transformar alguém? Porque, apesar da culpa, Damon não havia alcançado esse ponto ainda.
Quando a outra cobriu as mãos dele com as próprias, o moreno as virou até que seus dedos estivessem entrelaçados nos dela, da mesma maneira distraída que sempre o fazia. Porém agora, ao falar, ela olhava diretamente para os dedos do príncipe e não para seus olhos, o que o teria incomodado se Frannie não levantasse a cabeça logo em seguida e percebesse –– ao mesmo tempo que ele o fazia –– o quão próximos os dois pareciam estar.
“Nada mais importa por hoje…” Repetiu baixinho, tentando, a partir dessas palavras, esquecer ao menos por um segundo sobre o ataque rebelde pelo qual passaram poucos dias antes. Tentando esquecer toda a culpa que o corroía e não pensar nele mesmo como o futuro rei, ou pensar em Francesca como uma selecionada. Não, tentava encará-la como a pessoa incrível que ela aparentava ser, e que ele ainda não tivera a oportunidade de conhecer o suficiente. Tentava encará-la como uma das poucas meninas –– dentre aquelas com quem já havia conversado –– que sequer tinha entendido algo em meio a confusão que era a mente do herdeiro. Tentava ver além dos rótulos que os dois tinham dentro do castelo. Tentava olhá-la com a mesma intensidade que ela o fazia, em busca do mistério que os dois pareciam tão loucos para desvendar.
E assim, talvez por finalmente ter tirado parte do peso do próprio peito, ou talvez pelo impulso que o guiara por já estar tão próximo da selecionada, Damon se aproximou ainda mais, levando uma de suas mãos até o rosto de Francesca e a puxando para mais perto devagar, com medo de que, caso a movesse muito abruptamente, a ferida em sua barriga pudesse voltar a se abrir. A verdade, porém, era que a delicadeza dedicada ao beijo parecia estar longe daquilo com o que os dois estavam acostumados, mas ainda era o suficiente para fazê-lo desejar nunca mais sair dali.
Frannie olhava atentamente para o príncipe quando ele questionou o porquê dela querer mudar sua imagem. Sorriu com a ideia de que ele era a segunda pessoa que parecia se interessar por aquele fato. Sua primeira reação foi dar um sorriso tímido para depois se explicar.
- Como sabe cresci sem meus pais por perto, fui criada pelo meu avô, que me deu tudo o que uma garota pode querer, as vezes eu ganhava coisas que tinha apenas pensado em pedir, mas ele sempre adivinhava tudo, então… – deu os ombros e voltou a falar – Bom, meu vô nunca me cobrou de nada, sempre me deu as coisas de bom grado, a única coisa que ele me pedia era que eu fosse alguém melhor, alguém altruísta como ele era, como meus pais eram.
Deu sorriso nostálgico, sentia muita a falta daquele senhor bondoso da qual nunca mais veria.
- Eu daria qualquer coisa para voltar no tempo, para que meu avô pudesse ver em mim o que ele sempre quis que eu fosse. – Inclinou a cabeça para o lado, um pouco pensativa – Eu decidi mudar porque me dei conta que eu não era uma pessoa boa, nunca tratei os outros como mereciam e sempre me senti superior aos outros, e isso está errado.
Ao ouvir o príncipe murmurar que não teria graça nenhuma se as pessoas conhecem você a fundo ela sorriu um pouco empolgada, achando graça na situação. Ele também concordava com ela sobre isso, o que divertia Francesca. Mordeu o lábio inferior sentindo os dedos do príncipe entrelaçados com os seus, olhando-o nos olhos.
- Sei que isso não combina comigo, mas... – estreitou os olhos para ele – Algumas pouquíssimas opiniões que as pessoas têm sobre mim, me importam.
“Como a sua por exemplo”, incluiu ela mentalmente. Damon então repetiu a frase dela, dizendo que nada mais importava por hoje, e ela apenas negou com a cabeça, sorrindo com aquilo. Olhava para ele intensamente, para aqueles olhos azuis profundos, havia tanto ali que ela queria investigar, que começava a acreditar que uma vida ao lado dele nunca seria entediante.
Perdida naqueles olhos Frannie nem percebeu que Damon se aproxima ainda mais dela, até senti uma das mãos dele tocar seu rosto, puxando-a para ainda mais perto, encostando seus lábios no dela, iniciando um beijo delicado, da qual Francesca nunca se esqueceria por ser tão especial. Porém, o desejo que ele despertara nela queria mais, queria muito mais daquele beijo, no qual ela poderia se prender a vida toda.
Aproximou-se da beirada da cadeira que estava sentada, sabia que a ela não se mexeria pois ela havia travado as rodinhas mais cedo. Então soltou a mão do príncipe, para segurar em sua nuca e acaricia-lo, enquanto sua outra mão explorava o cabelo o moreno, algo que até aquele momento ela não havia se dado conta de que sempre quisera fazer.
That girls is a problem! – Angel, Bridget&Frannie
bridgetbitche:
butterback-angel:
Os olhos castanhos de Angel se arregalaram quando ouviu o comentário de Francesca. Sair dali correndo? Qual seria a loucura que faria ela fazer isso? Provavelmente só algo bem grave. A doçura da selecionada nunca a deixava ficar brava, só um pouco irritada o que logo passava ao pensar no lado bom da coisa. Esse era a sua maior qualidade e pior defeito, sempre pensava do melhor jeito que podia sobre a situação e isso sempre fazia as coisas parecerem boas. - Conversamos no dia do… ataque. - Explicou sem jeito para Bridget, sentando-se na poltrona e esperando que a amiga se juntar a ela. Esperava que a companhia de Bri ajudasse naquele dia, uma vez que Frannie não parecia querer nem um pouco a presença dela ali.
Não queria, por saber como era péssimo receber aquele sentimento, mas ainda assim não pode evitar ter pena da garota. Presa a uma cadeira de rodas, impossibilitada de fazer muitas coisas sem ajuda e tentou imaginar como ela estaria se sentindo, afinal, Francesca era uma das garotas com a personalidade mais forte que já havia visto e deveria estar morrendo por dentro por estar precisando de ajuda. - Ah, Francesca, obrigado pelo que fez. Significou muito para mim! Foi algo de muita braveza o que fez no dia do ataque! - Falou sorrindo para a outra, esperando receber nada mais que apenas um sorriso, mesmo que falso.
- Parece entender muito de moda. Era modelo, certo? - Perguntou tentando puxar assunto com a outra pelos assuntos que mais a interessariam, talvez tivesse sucesso ou apenas levasse uma má resposta. Mas pensou pelo lado positivo, conheceria um pouco mais Francesca, mesmo que de uma forma ruim.
Revirei os olhos com a provocação de Francesca para Angel, esperava que a menina percebesse rápido que o melhor caminho para manter uma convivência minimamente saudável com a morena era preciso ignorar 9 a cada dez palavras, salvando apenas algumas conjunções inofensivas. Deslizei pelo quarto, que era bastante arejado e me sentei na poltrona de costume mantendo os papeis no meu colo, deixando que a poltrona ao lado ficasse vago para Angel.
Sorri quando Angel a elogiou pelo seu ato de bravura, ela era mesmo muito gentil, e Francesca tinha mesmo sido muito corajosa. - Eu digo isso sempre para ela.. - Concordei, com um sorriso gentil, lançando olhares temerosos para Francesca, sabia que ela estava bem melhor do que antes, mas ainda ssim a morena tinha sérios problemas com a habilidade social.
- Trouxe sim. - Mostrando os croquis de desenho que Francesca e eu passamos horas trabalhando no dia anterior. Ela tinha uma ótima visão de moda, coisa que eu não entendia em absoluto, mas eu entendia alguma coisa de desenho o que nos fez uma boa dupla, por mais chocante que isso fosse. Eu ficara de terminar alguns desenhos no quarto, já que estava tarde e Francesca precisava dormir. - Bom, não sei se ficou como queria, mas tentei seguir o que tinha pedido. - Disse me levantando e indo até ela e lhe dando alguns desenhos, tomando o cuidado de manter um certo desenho comigo.
- Angel, gostaria de ver? - Perguntei olhando com carinho para a selecionada, tentando incluí-la no nosso projeto. - Tenho certeza que se gostar de algum e sobreviver por meia hora a Francesca aqui, ela até te doaria um desses para que suas criadas o fizessem, não é Frannie? - Provoquei, pensando que a ideia era mesmo muito boa, afinal Frannie não iria precisar de alguns daqueles vestidos tão cedo.
Estava ansiosa demais para ver o resultado dos desenhos quando Angeline explicou para Bridget que ela e Frannie conversaram no dia do ataque. Apertou os lábios em uma linha fina, forçando um sorriso. Não estava muito feliz por quem era até aquele dia, e nem pela forma como tratara a selecionada na ocasião. Mas deixou pra lá.
E quando pensou que o assunto havia morrido ali, a garota voltou a falar, só que dessa vez agradeceu a ela, por ter tentado salvar as meninas. Francesca mordeu o lábio, não estava acostumada com esse tipo de elogio. Claro que amava os elogios e reconhecimentos, mas quando os recebia sempre era a respeito de sua beleza, graça e como desfilava bem, ou como as câmeras a amavam. Nunca eram sobre algo que ela havia feito para o bem dos outros. Nunca recebera, até então, um agradecimento desse tipo.
Sentiu as bochechas esquentarem. Ela só poderia estar com algum defeito de fábrica, pois vinha corando muito nos últimos tempos. Não sabia o que responder para a garota e tudo só piorou com Bridget reafirmando o que a selecionada havia dito.
- Vamos deixar isso pra lá, okay? – disse olhando brevemente para elas – Não tem importância o que já passou, afinal, já passou.
Não quis ser rude, mas aquela situação realmente a incomodava. Ela odiava ficar sem saber o que fazer, e aquele era o caso. E no fundo no fundo, Frannie tinha medo que as pessoas pensassem que ela fizera aquilo apenas para se aparecer, o que não era verdade, mas era o que mais combinava com sua personalidade.
Então Bridget entregou-lhes os desenhos e Francesca analisou-os criticamente. Abriu um sorriso sincero e olhou para a garota, haviam ficado ótimos, exatamente como ela queria que ficasse. Elas se dariam muito bem com isso.
- Estão ótimos, de verdade – disse sabendo que provavelmente assustaria elas ao fazer um elogio. Sorriu com o pensamento e voltou a analisar os desenhos, passando um por um – Você conseguiu captar tudo o que eu pensei.
Bridget, como sempre muito intrometida e educada, perguntou a Angel se a garota queria ver os desenhos e que se ela gostasse de algum Frannie daria o desenho a ela, para que sua criada fizesse o modelo. Frannie pensou em agarrar os desenhos e rosnar para as duas ficarem longe de seus modelos, mas então percebeu como a ideia de fazer isso era ridiculamente infantil, e apenas sorriu para elas, e entregou os desenhos a garota.
- Só não gostando do meu xodó – deu um risinho no fim – Fique à vontade para escolher qualquer um.
kimberly-rogers:
Kimmy balançou a cabeça, ainda segurando as lágrimas o máximo que podia. Ela não queria mais chorar, porque não tinha certeza se conseguiria parar novamente. O que mais tinha feito era chorar e ela sabia muito bem que aquilo não o traria de volta, nem ao menos pararia a dor ou taparia o vazio que ela sentia dentro do peito.
O conselho de Francesca não fazia o menor sentido para ela. Ela não precisava conversar. Ela não queria conversar sobre aquilo.O que se tinha para falar sobre? Ele estava morto. Falar que sentiria sua falta, que o amava, que sentia dor. Era tudo redundante. Era parte do inconsciente coletivo tudo o que uma pessoa passava por em luto, mesmo que cada um reagisse de forma diferente. Ainda assim, ela pensou nas pessoas que confiava no castelo. Claro que gostava de conversar com suas criadas e tinha um bom relacionamento com várias pessoas da cozinha, também tinha Sebastian e Delilah, porém, será que realmente confiava neles? Ela sempre tivera uma dificuldade imensa de fazer amizades. Falar dos seus sentimentos também não parecia ser algo em que ela seria boa, afinal, foi ensinada a focar sempre no lado positivo. Existe sempre algo bom, Kimmy, em tudo ── era o que sua mãe costumava a dizer.
Rapidamente, limpou as lágrimas que teimaram em cair sem sua permissão, olhando para o teto numa tola tentativa de manté-las em seu lugar. Já tinha chorado o suficiente por aqueles que não queriam nada além do seu sorriso. Era quase possível ouvir a voz de Zac chamando-a de tampinha, o que sempre fora suficiente para fazê-la sorrir (e morrer de raiva). “Por que você sempre tem que se rebaixar tanto, Francesca?” Ela perguntou, além da curiosidade, esperando que o foco na outra selecionada encerasse sua participação como protagonista da conversa. “Quando você não está sendo incrivelmente egocêntrica, claro…” Era como se Francesca mantivesse aquela pose narcisista apenas para que as pessoas não pudessem a odiar tanto quanto ela mesmo se odiava ─ as características com que referia a si mesmo quando estava sendo honesta eram sempre ruins.
Francesca olhava para a selecionada, que parecia relutante ao falar com ela, mas que também não ia embora, e Frannie agradecia internamente por isso, não queria ficar sozinha, mesmo que ambas ficassem em silêncio, teriam uma a companhia da outra. Sendo assim recostou-se mais no travesseiro e olho para o teto. Até ouvir a menina falar com ela.
- Não estou me rebaixando, Kimbelry – disse cansada, pois sabia que não tinha que se explicar para a garota, mas mesmo assim ela queria – Eu cresci sem meus pais por perto, fui criada pelo meu avô, que me deu tudo o que uma garota pode querer, as vezes eu ganhava coisas que tinha apenas pensado em pedir, mas ele sempre adivinhava tudo, então... – deu os ombros e voltou a falar – Bom, meu vô nunca me cobrou de nada, sempre me deu as coisas de bom grado, a única coisa que ele me pedia era que eu fosse alguém melhor, alguém altruísta como ele era, como meus pais eram.
Deu um fraco sorriso olhando para suas mãos em seu colo, que agora brincavam com a barra do lençol que cobria suas pernas.
- Eu daria qualquer coisa para voltar no tempo, para que meu avô pudesse ver em mim o que ele sempre quis que eu fosse. – Então ela levantou o olhar, focando-se em Kimberly – Desde que vim para cá tenho tentado mudar, me torar aquela pessoa, mas a verdade é que é bem mais fácil afastar as pessoas, assim elas não me magoam, ou eu não sofro quando as perco.
Deu de ombros, como se aquilo pudesse explicar qualquer coisa.
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illeadamon:
Ao ver a outra começar a corar, colocou a mão sobre a boca, fingindo coçar o nariz para ser capaz de esconder a risada que estava segurando. Damon estava acostumado a não deixar seu lado brincalhão muito à mostra, porém não se importava de expô-lo a Francesca. Algo na selecionada, talvez a facilidade com a que ele havia conseguido deixá-la constrangida, havia dado a ele a vontade de deixar a seriedade de lado. Ele, afinal de contas, ainda era incrivelmente implicante, apenas havia aprendido a controlar isso.
“Eu pedi? Não me lembro disso…” Fez cara de desentendido, sabendo que isso possivelmente deixaria a outra ainda mais envergonhada. Se ele estivesse afirmando que não a havia chamado ali, como Frannie seria capaz de contrariá-lo? Estava incrivelmente curioso para descobrir.
“Não combinam como? O ambiente não lhe agrada ou você quis dizer no modo literal? Ou seja, que você não combina com o tom branco do lugar? Porque se esse for o caso tenho que fazer certas anotações.” Dessa vez o príncipe realmente não conseguiu segurar a risada, esperando que a selecionada não tivesse entendido a piada. No estado em que estava e considerando as piadas que fazia, Damon sinceramente começava a pensar que alguém poderia ter lhe dado algum tipo de bebida alcóolica sem que ele percebesse.
Mas então, logo depois disso, sua expressão voltou a ficar mais séria. “É bom saber que está bem, Frannie… Mas você ainda me deve uma explicação melhor de como vieram parar dentro da passagem secreta mais cedo. Na verdade, isso me deixou um pouco curioso sobre como todas vocês tem se virado até agora.” Era algo que não saia da cabeça de Damon desde que havia encontrado Francesca e Bridget. Será que as selecionadas estariam se dando bem? Se tornando amigas? O que acontecia no Salão das Mulheres quando ele não estava lá? O que, na verdade, era sempre, já que ele quase nunca tinha permissão para entrar. Estava sinceramente curioso e esperava que Francesca fosse capaz de lhe ajudar com isso.
Abriu a boca para protestar contra o príncipe quando ele fingiu não se lembrar de que pedira para ela encontrá-lo depois que deixasse a enfermaria, mas voltou a fechar assim que notou que ele estava brincando com ela, rindo dela. Voltou a sentir as bochechas arderem, e aquilo a irritou profundamente, como ele ousava fazer isso com ela? Francesca nunca sentia vergonha, de nada.
Mordeu o lábio para não brigar e cruzou os braços para não bater nele, mas estreitou os olhos, tentando tirar a atenção de suas bochechas vermelhas.
- Bom se não me chamou acho que devo me retirar – virou de costas para sair dali, não pretendendo sair de verdade, se ele queria jogar, ela entraria no jogo. E então quando ele falou novamente com ela, perguntando como que ela e a enfermaria não combinavam, ela abriu um sorriso, e então virou-se para ele com um ar inocente. Dois poderiam jogar o mesmo jogo – Não combinamos de vários modos alteza. Além do meu pânico por hospitais, é claro que aquele tom de branco não combina comigo, é muito.... – parou sua frase no ar, mexendo as mãos – pacifico. Então é melhor anotar isso mesmo.
Sorriu para ele, deixando evidente que de pacifica ela não tinha nada, e sabia muito bem que ele havia percebido isso nas poucas vezes que se encontraram. Ele então riu, e Francesca não pode deixar de rir junto com ele. Era a primeira vez que ouvia o príncipe rir, e bom era a primeira vez que ela mesma ria de algo tão sem sentido, como o tom das paredes da enfermaria.
Quando conseguiram se controlar, Damon voltou a ficar sério, e se Francesca não perdesse o humor nas coisas tanto quanto ele, poderia considera-lo bipolar. Então quando ele voltou a falar com ela, chamando-a de Frannie, ela achou estranho, mas um estranho bom, como seu apelido soava vindo dele, porém preferiu não comentar o fato, apenas sorriu.
- Bom, a verdade é que eu queria chegar ao salão das mulheres, e ouvi minhas criadas comentando sobre a passagem, como era o meio mais rápido de chegar aos lugares. – deu de ombros, tentando soar leve. Não queria colocar suas criadas em uma enrascada, gostava de como cuidavam delas – É claro que foi uma ideia estupida, não considerei o fato de que claramente me perderia. Por sorte não me perdi sozinha, Bridget também teve a mesma brilhante ideia.
Revirou os olhos ao mencionar a menina, ela era insuportavelmente tagarela e irritante, duas coisas que juntas, quase se tornavam insuportáveis. Mas, mesmo assim, Frannie havia ficado contente por tê-la encontrado.
- Como estamos nos virando até agora? – pensou por um momento, não era a melhor pessoa para responder aquilo, porque ele estava perguntando justo para ela? – Para ser bem sincera, preciso admitir que admiro as outras selecionadas, as poucas coitadas que tiveram contato comigo sobreviveram ilesas e aguentaram bem, quase merecem um troféu.
Deu um sorrisinho, um tanto quanto tímido, afinal não era segredo para ninguém que Francesca era uma pessoa com a personalidade forte, impossível de lidar, e muitas vezes chateava os outros.
- Posso dizer que as coisas estão se tornando cada vez mais fácil, alteza. - pensou em Bridget a ajudando – Bom, a verdade é que não sei fazer amigos, sempre acabo afastando as pessoas.
Deu de ombros, como uma forma de se desculpar, então aproximou-se dele e sussurrou-lhe um segredo.
– De qualquer forma, admiro elas. Só não conte isso a ninguém.
E então piscou para ele.
And some have said his heart's too hard to hold ▪▪▪ damon&frannie
illeadamon:
“O melhor é não ter ninguém, porque assim ninguém te machuca, ninguém te engana, ninguém te ilude e ninguém vai embora. Mas assim ninguém te ama também.”
As palavras continuavam a ser ditas repetidamente na cabeça do príncipe, ecoando por toda sua mente e o deixando levemente incomodado. Mas não era um incomodo comum, mas sim, aquele que você sente quando escuta uma verdade que não gostaria.
Existem algumas coisas sobre a própria personalidade que todos conhecem, porém preferem não admitir, preferem fingir não existir pois o ato de falar isso em voz alta, de escrever sobre e, principalmente, compartilhar com algum outro indivíduo parecer tornar aquilo real. Era como se, enquanto continuasse um simples pensamento, algo reprimido em um dos cantos de sua mente, não tivesse significado algum. O problema era que eventualmente alguém traria essa característica a tona, e aí já não existiriam mais formas de negá-la.
Damon sabia que se afastava das pessoas, sempre havia se isolado e ficava até um pouco orgulhoso em dizer que o fazia por não precisar dos outros. Afinal, ele sempre seria o príncipe herdeiro de Illéa. Um dia comandaria um país gigantesco e teria em suas mãos o poder de dar ordens para todos ali, o poder de levar o reino à paz ou à guerra. Escolheria o melhor para seu povo, claro, mas gostava da ideia de ter o poder, e de saber que era capaz de o fazer sozinho.
Mas até quando se isolar dessa forma lhe faria bem? Até quando não o privaria de experiências? Agora não parecia uma pessoa corajosa e independente, apenas um garoto com medo de ter fraquezas. Estava constantemente tão concentrado em não deixar algo pessoal escapar, que possivelmente não saberia como compartilhar algo sobre si caso quisesse.
Não se admirava nem um pouco que as selecionadas se sentissem tão desconfortáveis quando próximas à ele.
Naqueles poucos minutos, Francesca havia lhe contado muito sobre a história dela, coisas que provavelmente também não se sentia confortável em compartilhar. E, por mais que Damon pudesse negar, um pedaço sobre a dele também, impedindo-o de encontrar palavras para se expressar.
“Às vezes se afastar ainda é uma ideia melhor. Você, dentre todas as outras meninas aqui dentro deveria saber disso.” Fora tudo o que havia conseguido dizer. Palavras fracas, argumentos fracos. Como uma criancinha tentando provar para a mãe motivos racionais para não usar um guarda-chuva em meio a uma tempestade. “Não estou dizendo se afastar de mim, apenas… Se isolar pode não ser uma ideia tão ruim. Todos olham para pessoas que se excluem e sentem pena, quando, na verdade, isso pode ser apenas a forma como se sentem mais confortáveis. Temos tanto à fazer, tanto a provar… Se afastar nunca deixará de ser uma opção.” O moreno suspirou, sem saber mais se o que falava fazia algum sentido. Na cabeça dele, ele estava apenas se enrolando, dizendo qualquer coisa para não ter que compartilhar algo realmente pessoal.
Até que, talvez devido à culpa que o fizera crescer tanto nos últimos dias, se voltou para Francesca e empurrou a cadeira dela até ficar de frente a uma poltrona, onde se sentou para finalmente estar na mesma altura que a selecionada. Seu semblante agora era cansado, provavelmente mostrando ainda mais as noites mal dormidas pelas quais passara, ressaltando cada um de seus arrependimentos. Damon tentava convencer a si mesmo que não precisava da ajuda de ninguém, todavia aquilo jamais seria uma verdade. E talvez a felicidade que sentira ao escutar Frannie anunciando que continuaria no castelo, fosse apenas mais um sinal. “Eu… Eu não sei o que fazer.”
Frannie sorriu verdadeiramente tímida ao ouvir o príncipe dizer que dentre todas as meninas ali dentro, ela era que mais entendia que se afastar era as vezes a melhor opção. Ela concordou com a cabeça, mas se viu forçada a falar.
- Com toda a certeza, alteza. – ela mordeu o lábio, vendo que ele se sentou mais próximo a ele então se inclinou para frente, como se fosse lhe contar um segredo – Estou tentando mudar esse fato em mim, mas não tem sido uma tarefa fácil. Construí uma imagem, e agora é difícil fazer as pessoas acreditarem que por dentro sou diferente do que sou por fora.
Então maneou com a cabeça, pensando no que queria dizer com aquilo e sorriu finalmente. Ela não queria que as pessoas a conhecessem da forma como seu avô a conhecia, mas não queria que as pessoas a vissem apenas como a modelo da casta 2, filha e neta de políticos importantes, mimada e egoísta. Ela era muito mais que isso.
- Há muito a mostrar, mas também não quero que me conheçam por inteiro, se não que graça teria?
Piscou levemente para ele, fazendo graça para que o assunto se amenizasse. Mas começava a analisar toda a situação e pensar se tudo aquilo que ele falava se era sobre ela ou sobre ele? Estava facilmente confusa e a cada segundo que se passava, Frannie via o quanto tinham em comum, o quanto ambos gostavam de ter seu próprio espaço, o quanto valorizavam a família, o quanto eram “sozinhos”.
-Se afastar sempre será a melhor ideia. – disse repetindo a fala dele – Só não podemos nos afastar de tudo, nos fechar para o mundo. Percebi isso um pouco tarde.
Deu um meio sorriso para ele, e então quando ele disse que não sabia o que dizer, apenas por reflexo, Frannie segurou nas mãos do príncipe que estavam muito próximas das suas. Segurou-as por um momento, acariciando-as, enquanto olhava para elas.
- Está tudo bem alteza – levantou os olhos percebendo o quão próximos seus olhos estavam –Não precisa dizer nada. A verdade é que nada realmente importa, as pessoas não dizem que você é, você diz a elas, e você é Damon, o futuro rei de Illéa, assim como eu sou Francesca, uma de suas selecionadas, nada mais importa por hoje.
Analisou aqueles profundos olhos azuis, dos quais se deu conta de que poderia olhar para sempre se lhe fosse permitido, e talvez nunca se cansasse. Francesca sempre fora curiosa, sempre gostara de mistérios, e os olhos de Damon lhe davam tudo o que ela sempre quis, um ótimo mistério a desvendar.
Já disse que a Carla é uma linda? A Carla É uma linda <3
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Angeline era, sem sombra de dúvidas, uma das selecionadas mais simpáticas do palácio — senão a mais. Uma garota bondosa e nada egocêntrica, também, o que me fazia pensar que a Seleção não era composta apenas de maus elementos: havia, sim, garotas românticas ali, que achavam que a coroa não significava nada perto do coração do príncipe; para elas, esse sim era um bom prêmio. Era por conta disso que eu gostava de Angel e me dispus a ajudar as garotas com sua festa de aniversário. Independente de estarmos em uma competição, nossos laços de amizade ficavam cada vez mais fortes a cada eliminação; sentíamos a necessidade de nos unir, apoiar uma à outra, de modo a tornar toda a situação mais suportável e menos estressante. Eu não tinha muitas amigas no palácio, mas sempre que uma selecionada era eliminada, sentia como se um lugar ficasse vago. Tinha certeza de que quem quer que fosse escolhida rainha por Damon, se sentiria muito solitária quando a Seleção acabasse.
Tentei evitar pensar nesse ponto em particular durante a organização da festa. O salão das mulheres aos poucos foi se transformando, por mais que nossa decoração fosse bem singela, contando com o auxílio de alguns criados. Bridget tinha pensado em envolver todas as selecionadas, mas havia algumas fechadas demais para “se misturar”, o que estava longe de ser o meu caso. Até mesmo se Audrey e Delilah estivesse completando anos eu apareceria. E daí que eu não gostava do aniversariante? Pelo menos aproveitaria os comes e bebes.
Por volta das sete horas da noite, Angel apareceu no salão das mulheres junto de Francesca, de acordo com o planejado pela mente diabólica de Bridget, e todas gritamos “supresaaaa”. Joguei um pouco de papel confete para o ar, ignorando que aquilo estava sujando o chão do salão. Eu queria ver Angel feliz, porque ela realmente merecia. Assim que as garotas começaram a se aproximar da morena, abracei-a demoradamente, depositando-lhe um beijo no rosto. — Parabéns, Angel! — falei, sorrindo para a garota, que, por mais que não parecesse, era alguns anos mais velha do que eu. — Agora, Bridget, se não se importa, vamos para a parte mais interessante! — falei, já batendo palmas e puxando a antiga canção de aniversários, enquanto Bridget posicionava o violino nos braços e conduzia a melodia.
Distrair-se faria bem para ela. E foi com este pensamentos que aceitou e envolveu sua semana inteira para preparar uma festa de aniversário para Angeline. Não eram próximas, mas depois do aniversário de Bridget, poderia até mesmo dizer que havia tornado-se colega da outra. E mesmo que fosse alguém que não gostasse, ou que não gostasse dela, distrair-se já valia a pena. Sendo assim, dedicou-se aos preparatórios durante a semana com um sorriso na festa, acompanhada das outras selecionadas.
Sentia o tempo todo que não era muito querida ali, e que estava sendo tratada como uma boneca. Poucas a olhavam, e ainda menos lhe dirigiam a palavra. Seu contato maior fora com Bridget e Whilhelmina, que entre inícios de discussão, considerar chegar em um acordo de comportarem-se para o dia. Mesmo que nenhuma palavra tivesse sido proferida para tal, Delilah faria sua parte se Mina fizesse a dela; era tão insuportável assim, a ponto de seu simples olhar causar uma discussão? Não importava.
Com a hora decidida pelas meninas diante de seus olhos, Delilah quase era capaz de ouvir os passos de Angeline no corredor. Estava tão apreensiva, ridiculamente. A loira nunca fora fã de aniversários, tampouco era próxima de Angeline o suficiente para que seu coração palpitasse com a sua chegada. Mesmo assim, não conseguiu evitar a animação ao gritar “Surpresa” no momento em que a porta abriu-se, sendo uma das primeiras a ir até a garota, dando preferência e espaço para que suas amigas pudessem cumprimentá-la antes de qualquer um. Quando sua vez chegou, deu um abraço singelo na menina sussurrando “parabéns” em seu ouvido. Não sabia exatamente como agir, e optou apenas por uma fala neutra, embora seu sorriso denunciasse o quanto estava envolvida com toda a ideia de festa. Havia finalmente, conseguido afastar seus pensamentos, o que era maravilhoso.
A loira recuou um pouco quando Mina, em um tom notável (prometera não implicar com ela, o que limitara seu vocabulário para referir-se a ela), iniciou a canção de aniversário. Não havia nada que fizesse Delilah sentir-se mais envergonhada do que quando alguém cantava aquilo para ela. Ainda assim, aproximou-se de Mina com o clássico olhar que estampava em seu rosto sempre que via, logo deixando que um sorriso substituísse a careta de preocupação que já julgava clássica quando o assunto era Whilhelmina. Esperava que sua voz desafinada fosse escondida pela das outras selecionadas quando começou a cantar junto da outra, mas, poderia dizer que, sinceramente não se importava em ser ouvida daquela forma. Estava entre amigas, não?
Nunca recusaria aquele pedido de Bridget, mas justo no seu aniversário? Parecia que a outra mal havia se lembrado dele, mas deixou para lá e seguiu para o quarto de Francesca sem nenhum protesto. A tarde não poderia ter sido diferente do que imaginado, entediante. Angel bem que tentou, de todas as formas que conseguiu imaginar, puxar assunto com a morena deitada na cama que parecia apenas ignora-la a cada frase. Frannie tinha uma personalidade forte, tinha que admitir mas as vezes tudo aquilo de brigas a irritava, mesmo que isso fosse quase impossível, e não pôde deixar de agradecer quando a mesma virou-se para tirar um cochilo. Agora a selecionada entendia o porque da amiga fazer desenhos diabólicos da outra enquanto dormia, mesmo que não achasse aquilo certo.
Quase perto da hora do jantar, Francesca acordou e decidiu que era hora das duas finalmente saírem daquele enorme quarto que já estava ficando pequeno demais para tanto silencio. Foi difícil descer aqueles dois lances de escada carregando a outra em uma cadeira de rodas e deu graças a Deus por ela não ser pesada e os degraus serem largos. Aos chegarem no térreo, decidiram que talvez fosse interessante passar no salão das mulheres, talvez Frannie se animasse um pouco, mas ao abrir a porta, foi Angel quem teve uma das melhores, ou a melhor, da sua vida.
Balões estavam em todos os cantos e a decoração estava mais que perfeita. Aquilo devia ter sido ideia de Bridget, afinal, era a unica ali que sabia de seu aniversário, a não ser que todas as outras haviam mexido em seus arquivos mantidos no palácio, como sua ficha de inscrição. Um sorriso se colocou no seu rosto de se alargou até o máximo. Uma lagrima escapou sem querer. Todas estavam ali, estavam ali por ela. - Muto obrigada garotas, vocês são incríveis! - Falou abraçando aqueles que viam até ela. - Parte mais interessante? Ainda tem mais? - Perguntou surpresa ao saber que não era só aquela festa incrível junto com as garotas maravilhosas, mesmo que disputassem a mão de um homem só ainda conseguiam ser amigas.- Eu não acredito! - Disse quando as mesmas começaram a cantar, quando fora a ultima vez que ouviu aquilo? 17 anos atras ou ainda mais, fazia muito tempo desde a sua ultima festa de aniversário, mal se lembravam como era sentir aquilo e ouvir aquela canção e viu-se mais que grata com as meninas por fazerem aquilo. Percebeu que para muitas das presentes ali mal havia tido uma conversa descente e queria saber uma forma de agradecer a todas de maneira igual.
Todas as meninas foram magnificas e fizeram tudo ficar perfeito.Todas gritaram Surpresa juntas, e bateram palmas, Mina soltou confetes e todas pareciam animadas, mesmo quem não fosse realmente proximo de Angel.
Angel pareceu realmente surpresa com a festa, e nada podia ser mais gratificante do que ver aquela expressãozinha no rosto da minha amiga. Corri para dar um abraço nela, fazendo questão de ser a primeira a fazê-lo. - Parabéns, Angel! - Disse animadamente ao passar os braços pelo corpo da menina e então abraçando-a fortemente. - Foi um prazer, Angie.. As meninas ajudaram muito e até Francesca aqui particiou. - Disse cutucando os braços da menina, da qual mesmo que fosse muito dificil de lidar, eu já estava me acostumando.
Mina então chamou para o parabéns, e então corri fazendo meu vestido remexer para todos os lados na minha pequena corrida até a caixa onde estava o violino, e coloquei o instrumento no ombro ao mesmo tempo que posicionava o arco nas cordas com bastante habilidade, esperando as meninas se posicionarem. - Foi só mais uma surpresinha que preparamos. - E então comecei a deslizar o arco pelas cordas do violino, mexendo os dedos rapidamente fazendo o som de ”parabéns pra você” sair em alto e bom som acompanhada das vozes de todas as selecionadas presentes fazendo o salão se encher com a música alegre.
Depois que a musica acabou, segurei o violino no braço e bati palmas paras as meninas, que tinha cantado maravilhosamente bem, mesmo aquelas que não gostavam de cantar. - Vem ver o bolo, Angel! - Chamei animada, e então me deparei com Delilah a loira alta e com porte de rainha invejavel em sua sobriedade austera da qual eu havia me apegado em tempo recorde. - Lilah, o que acha de pegarmos um champanhe? - Perguntei rindo provocando a menina com a lembrança de uma festa bem parecida com essa, só que mais privada e um tanto mais ilicita. - Relaxa, dessa vez pode ter taça.. É para fazermos um brinde. - Acalmei a loira, puxando-a para um abraço rapido, pronta para começarmos a servir as pessoas com a taça e partismos para a parte dos brindes e discursos.
Francesca ficou um pouco de lado quando as portas do salão das mulheres fora aberto. Todas as selecionadas presentes explodiram em gritos de “Surpresas!!”, e vieram correndo abraçar Angeline, felicitando-a pelo seu aniversário. Frannie inclinou a cabeça de lado e observou a cena, a menina com certeza era muito querida por todas, e ela sentia certa inveja disso, mas também sabia que era uma escolha sua.
Esperou que todas desejassem os parabéns para se aproximar novamente de Angeline. Por mais que não gostasse muito da garota, era seu aniversário e Francesca podia muito bem fazer um esforço. Procurou dar seu melhor sorriso ao falar com a selecionada.
- Parabéns Angeline – disse ao cumprimentá-la – Sinto muito que no dia do teu aniversário você tenha sido obrigada a passar comigo – deu um fraco sorriso para a garota – E principalmente por eu tê-lo tornado insuportável, mas se eu facilitasse as coisas pra você, e tivesse tornado o dia agradável, você não teria preferido descer quando eu sugeri.
E então deu uma risadinha. Era claro que aquela última parte era brincadeira da parte dela, mas ela queria tornar as coisas mais amena para a aniversariante. Então Bridget se aproximou dizendo que até mesmo Francesca tinha participado.
- Hey - reclamou a morena - Como assim até eu participei? Fiz o trabalho mais difícil aqui, ou acha que aturar ela o dia inteiro foi fácil?
Mas então riu no final da frase, pois sabia que tinha sido muito pior para Angel. Francesca não era alguém agradável e ela sabia muito bem disso. Porém, foi tirada de seus pensamento quando a cantoria começou, acompanhando todas. E quando acabou, revirou os olhos, aquilo nunca teria fim?
That girls is a problem! – Angel, Bridget&Frannie
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Ela não tinha um destino mesmo então pensou por que não ir acompanhar a amiga até o quarto da outra selecionada, até perceber quem era a selecionada e ficar receosa. Frannie não era flor que se cheire, sabia disso pela atitude dela com as outras garotas, pelo menos antes do ataque. Na verdade, no dia do mesmo, havia sido a ultima a conversar com Angel, como sempre, brigando com ela sobre os vasos. Ainda que fosse algo difícil de acontecer, naquele dia, a selecionada de Labrador tinham ficado um tanto irritada com a outra. A discussão que seguiu antes e durante o momento que estavam arrumando os vasos, já no lugar, fora desnecessária aos olhos de Angeline, apenas ganhava continuidade pela boca de Francesca e aquilo deixou a garota que sempre estava muito calma, irritada.
Mas não levou aquele acontecimento em consideração. Frannie havia salvado todas as selecionadas, juntamente com Mina, se fazendo de distração. Angel sabia que tanto uma como a outra deviam ter saído machucadas daquilo, todas tinham, até mesmo ela com alguns cortes nos braços e pernas por causa dos estilhaços ao longo da rota de fuga. – De nada e não se preocupe, só não faça isso de novo okay Bri? É rude! – Repreendeu a amiga por ter feito aquele desenho de Frannie, grotesco demais para uma dama, na concepção de Angel.
- Não irá acreditar mas estava com muitas saudades e eu fiquei preocupada com você, sumiu após… – Deixou a fala no ar, sem conseguir terminar aquilo em voz alta mas sabendo que Bridget entenderia. Aquele dia havia ficado na lista dos piores dias de sua vida, em segundo lugar, atrás apenas do dia que soube da morte do pai. Sorriu afastando os pensamentos e abraçou a amiga. – Não tenho planos para hoje e aceitarei seu convite. Preciso ir ao menos agradecê-la, o que ela fez foi muito bonito. – Soltou a outra, porém continuou segurando sua mão. – Está de enfermeira dela? -
Ri baixinho da repreensão de Angel, sabia que a menina era bondosa o suficiente para não entender os motivos pelos quais o desenho tinha sido feito. - É por isso que eu te amo, sabia? - Disse passando os braços pelo da selecionada, indo corredor a fora. Mesmo Frannie nunca sendo agradavel com ninguem, Angel ainda era capaz de defendê-la.
- Sim.. Acho que todo mundo ficou meio recluso, né.. - Comentei enquanto caminhava devagar de braços dados com Angel, percebendo a sensação confortavel do ato, como se fizessemos aquilo desde sempre. - Sim.. Ela foi mesmo uma heroína. e ela está até um pouquinho melhor dede aquele dia.. Ou o quase pode ser considerado melhor pra Francesca, de qualquer forma. - Ponderei, pensando nas ações da morena. - Não.. Eu só não gosto de pensar que ela esta sozinha nesse estado.. Deve ser horrível. - Disse pensando em como deveria ficar impossibilitada, doente e ainda mais sozinha em um lugar estranho, nem mesmo Franscesca merecia isso.
Assim que chegamos abria porta como de costume. - Hey Francesca, cheguei! - Anunciei, e assim que Angel apareceu ao meu lado no comodo acrescentei. - Trouxe uma pessoa comigo hoje.. Lembra da Angel certo? - Perguntei animada, me aproximando da cama da morena.
- Lembrar da Angel? – perguntou Francesca, fingindo um sorriso – Como eu poderia esquecer?
Realmente, como ela poderia esquecer um ser mais irritante que a própria Bridget. Tão doce, meiga e bondosa que Frannie queria jogá-la do último andar do palácio para ver se a garota acordava para a vida, apenas para enxergar que mundos cor de rosas não existiam.
Contudo tentou apenas relaxar na presença das duas, e tornar aquele dia o mais suportável que conseguia. Afinal as garotas estavam em seu quarto, então qualquer rumo que seguisse aquela visita e que incomodasse Francesca, ela colocaria as duas para correr.
- Bom, seja bem-vinda Angeline – disse de forma cordial, antes de acrescentar – Vamos ver quanto tempo dura aqui sem sentir vontade de sair correndo.
Disse provocando levemente a selecionada, não de forma ofensiva, mas em um tom de brincadeira. Então indicou as poltronas as meninas, para que se sentassem, e aproximou-se com odiada cadeira de rodas.
- Trouxe tudo o que eu pedi? – perguntou para Bridget, ansiosa para ver os desenhos que a havia pedido para a menina. Finalmente ela havia encontrado algo que a poderiam fazer juntas sem que o dia fosse tão chato ou desgastante. Desenho e vestidos – Quero ver o que você tem aqui e o que podemos juntar.
Frannie estendeu os braços pedindo pelos papeis. Estava animada, pois amava inventar modelos de roupas, aprendera algumas poucas coisas com sua tutora, quando era modelo, e Bridget, bom, essa tinha o dom de desenhar, era uma artista e até mesmo Francesca precisava admitir. Só não precisava ser em voz alta, é claro.
meesters:
Francesca Wherloock as Leighton Meester
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Havia dado um trabalho enorme fazer com que Angel passasse o dia inteiro longe do salão das mulheres, afinal era um entra e sai tão grande que seria impossível que ela não notasse a movimentação no salão. Eu sabia que precisaria de algum tipo de artifício para mantê-la longe e pra isso eu havia contado com uma ajuda um tanto inusitada:
Francesca e eu havíamos combinado de que eu inventaria uma desculpa para não fazer companhia para a selecionada ferida como sempre fazíamos. Eu diria que estava indisposta, e que Francesca ficaria muito sozinha com a minha ausência. Sabíamos que Angel não diria “não” a fazer companhia para Francesca mesmo que fosse seu aniversário, e a selecionada fosse praticamente insuportável. Ela era esse tipo de pessoa abençoada que se coloca os outros na frente de si mesma, e só pelo fato de ter topado cuidar de Francesca ela já merecia uma festa enorme em sua homenagem.
Eu no entanto tinha ainda muitos motivos para comemorar o aniversário da morena. Havíamos nos tornado muito próximas, e eu queria que ela soubesse que era querida e lembrada pelas outras selecionadas. Mesmo que houvesse pouco tempo desde o ataque rebelde, eu acreditava que uma memória boa poderia apagar outra ruim, e esperava que a festa desse muito certo. Eu, Mina, Delilah e até mesmo Francesca passamos a semana preparando os detalhes. Combinamos com Liz os comes e bebes, inclusive até um bolo em formato de uma câmera.
Combinamos que as sete horas em ponto, Francesca iria pedir para que Angel a levasse para dar uma volta, e dar “uma passadinha” no salão das mulheres, e quando isso acontecesse, todas gritaríamos “SURPRESA”. E eu estava muito empolgada com a ideia.
- Okay meninas.. Em seus lugares! – Organizei as meninas um tanto eufórica, encarando a porta quase quicando em meu lugar, mordendo levemente meus lábios. – Ai vêm ela! – Disse apertando o braço da selecionada mais próxima, sem saber ao certo quem era. - SURPRESA!! - Disse assim que a porta surgiu revelando Francesca na cadeira de rodas, e Angel atrás dela.
Nunca,desde que havia chego no castelo, seu dia fora insuportável, passar ao lado da miss certinha tinha sido tão entediante que queria matar Bridget na primeira oportunidade que tivera. Mas também precisava reconhecer que ambas estavam se esforçando para fazer daquele dia o menos chato possível.
E vamos combinar que Francesca é quem merecia aquela festa na qual Bridget estava preparando. Afinal não havia insultado ou nem mesmo havia sido grossa com Angeline, era aniversário da garota, e até Frannie tinha coração quando se tratava de eventos assim.
Olhou no relógio e notou que estava na hora. Respirou fundo, pois seu showzinho começaria. Fez sua melhor cara de tédio e dirigiu-se a Angel.
- Estou cansada de ficar aqui – disse a garota – Que tal dar uma volta pelo palácio?
Esperava que a garota caísse e topasse, senão ela teria que pegar pesado e não estava com animo pra isso no momento. Mas por fim a selecionada topou, e a ajudou a descer até o salão das mulheres.
Quando abriu a porta para Frannie passar, foram recebidas por gritos felizes e muitas pessoas animadas