Dessa vez, Lucano realmente deixou que a risada saíssem livremente e de forma mais alta, acabando por pender a cabeça para frente e apoiar a testa na mesa por alguns segundos. A imagem do outro usando os tênis para substituir o colete em neon era engraçada demais para tomar de forma normal. O loiro voltou a subir a face quando conseguiu parar de rir, levando a mão para limpar a face dos fios que caíam na frente de seus olhos. ’ —— Deve ser bem eficaz já que ele é tão forte, não duvido que quando bata luz, fique daquele jeito.’ brincou, finalmente encontrando um certo equilíbrio para não rir da brincadeira, ainda mais por precisar focar na dúvida alheia. ’ —— Pesar o assunto? Que nada, schatz. Eu adoro falar sobre essas coisas. Sobre cultura, então? Se eu começar a falar, vai ser é difícil me fazer parar.’ admitiu. ’ —— E não, tecnicamente não seria considerado não. Pelo menos não para a maioria das pessoas, nem mesmo os descendentes de indígenas parecem se importar, só extremistas que sequer fazem parte da linhagem! Geralemnte só batem de frente com isso quando querem confusão.’ revirou os olhos. ’ —— E o principal é… Eu conheço o significado, sei as origens, não estou dando um novo significado para ele e nem desrespeitando sua simbologia, sendo assim, não tem porquê não usar. Com tatuagens e pinturas a situação é um pouco mais complexa. As imagens que as pessoas usam geralmente têm por trás um significado maior do que elas acham e aí, por naturalmente precisarem explicar o que significa a marca, se não souberem realmente o que significa verdadeiramente, seria uma espécie de desrespeito sim.’ Lucano disparou, notando somente ao parar que havia falado demais. O loiro, em reflexo, fez uma careta. ’ —— Desculpe. Eu, uh, eu me empolgo com esses assuntos.’ confessou bem menos animado do que quando antes falava, o olhar caindo para a mesa. Internamente, amaldiçoava-se por deixar-se levar pelo tema abordado, não tinha o direito de encher os ouvidos alheios com detalhes aleatórios.
"Eu sou uma sinaleira ambulante, pode falar. Tem um azul metalizado que é desse mesmo jeito." Confessou, rindo em seguida imaginando a atenção que chamava no sol. "Você fala alemão?" Perguntou interessado pela palavra comum em seu dialeto, parte do país de onde viera falava e era currioso encontrar gente de fora assim. "Não me importo, eu sou curioso sobre essas coisas. Não constudo procurar sempre, mas quando procuro eu acabo passando muito tempo lendo sobre." Acompanhou a explicação mexendo a cabeça em entendimento. "Entendi, então tudo que for na intenção do propósito. Tipo, mesmo que estético, se eu fizer o lance porque quero me proteger dos sonhos ruins, não é desrespeitoso?" De novo, fez o mesmo com a cabeça, prestando atenção, já vira o símbolo pra tatuar onde fizera as suas e era bem bonita a arte, apostava que se todas as suas tatuagens não fossem de cunho emocional teria feito pela estética. "É, o foda é deturpar o significado pelo físico." Ao terminar de falar logo adiantou-se, querendo tranquilizar o loiro com um sorriso. "Você é bom de escutar, não pede desculpas. É legal de saber também."