ah, CONNER KENT, as pessoas realmente gostam de falar sobre você pelas costas. não acredita em mim? Já ouvi rumores de que é LEAL e CHEIO DE SI, o que realmente não deve ser uma surpresa para um HERÓI. a vida não fica mais fácil aos VINTE E TRÊS anos, nem mesmo quando é a cópia de KADEN HAMMOND. mas não se preocupe SUPERBOY, em breve, tudo ficará mais claro.
neste mundo, superboy foi criado pelo projeto cadmus junto de lex luthor não para substituir o homem de aço se esse viesse a morrer. não, lex luthor criou superboy para ser um super-herói maior, mais carismático e mais reconhecível que o superman. então, desde sua forjada adolescência, ele se consolidou o rosto do projeto cadmus, o rosto do heroísmo, uma sensação da televisão mais que um benfeitor. impedido de envelhecer e nunca recebendo um nome além de sua alcunha heroica, a vida foi se tornando um tanto amarga até mesmo para ele. um jovem que na maior parte das vezes fazia salvamentos performáticos quando os jornalistas estão apontando uma câmera. eventualmente, ele amadureceu, mesmo que muito em pouco tempo.
já foi o garoto de metrópolis e super-herói do hawaii, mas após deixar o cadmus de vez para trás e ser aceito na casa el, afinal, mesmo que fosse metade dele, ainda corria sangue kryptoniano por dentro, ele finalmente recebeu o nome conner kent ou kon-el. criado pelos kents pelo fim de sua falsa adolescência e se permitindo envelhecer longe dos tubos do cadmus, hoje ele é um bombeiro em altavita, mas que nunca mais vai deixar o símbolo dos el ser manchado em seu peito novamente. bom, mesmo que ele tenha amadurecido, não dá pra negar que ele busca as câmeras fervorosamente, afinal, ele é ainda é uma sensação da televisão, não é?
inspirações: superboy (pós crise / pré novos 52), com alguns detalhes pós rebirth. nessa versão ele não tem a maior parte dos poderes kryptonianos (sopro gelado, olhar de calor, raio laser), mas compensa com a sua telecinese tática e um óculos modificado para suprir a visão de calor e raio laser.
A pele azulada deu espaço para características completamente humanas antes mesmo de sair de casa. Havia refletido por uns bons minutos se os passos a guiariam ou não até a feira, mas a curiosidade falou mais alto que a prudência. Esperava não ser reconhecida, mesmo que não se importasse tanto assim com isso. "É nítido o quanto se esforçaram." Murmurou sozinha, sem a intenção de interagir diretamente com alguém. Os olhos exploravam as tendas, os uniformes, os jogos temáticos. Sentia uma mistura de rancor e descrença. Por que tudo parecia tão performático? "Achei que heróis faziam o bem sem precisar de nada em troca." Apontou para uma das telas que exibia a famosa luta no centro da cidade. "Além de um bom ângulo para as câmeras, aparentemente."
“ângulo para as câmeras?” o celular que estava em sua mão desliza para o bolso quando escuta isso. sim, ele estava tirando algumas fotos com alguns dos artefatos e imitações de objetos usados por super heróis. o que parece ser o elmo do doutor destino é colocado gentilmente na mesa em que estava pelas mãos de conner, virando para onde tinha escutado a frase. “ah, mas saber o melhor ângulo é essencial para os super heróis. e se forem colocar uma matéria ruim sobre a gen- sobre eles, no jornal? e a foto for tipo muito péssima?” ele fala como se fosse uma preocupação muito genuína mesmo. até porque ele pensa assim, se a imagem de um herói deslizar demais pro ruim, é um passo para ninguém querer ajuda dele mesmo. e se os civis recusarem? o que acontece com quem genuinamente quer ajudar? é frustrante e desperta um certo medo. “sem contar que é bacana pra caramba poder ver todas essas coisas, tipo, em que mundo um cara muito normal mesmo como eu poderia estar aqui tirando uma foto usando uma réplica do bastão mágico da stargirl? no mínimo cem curtidas no instagram, anota aí.” a risada é um pouco solta consigo mesmo, colocando o objeto que citou de volta onde estava. conner não pode negar que a melhor parte de ser um super-herói é ser amado sim, pelo menos para ele.
Uma coisa que não imaginava que poderia existir naquela feira, era os jogos de realidade virtual. Ela tinha prometido a ela mesma, que apenas iria para o evento, para tirar fotos e ter mais informação para o seu doutoramento... Se não fosse isso, estaria em casa a estudar.
Mas ao ver o jogo de tiro, Harleen não conseguiu dizer que não. Sem aperceber, tinha pegado numa arma e estava a dar tiros em alvos em movimento com realidade virtual. "Aviso, é mais díficil que parece." Disse ao sair do jogo. Ela tinha tirado uma boa pontuação, ficou admirada por momentos pelo seu talento descoberto.
videogames foi algo que nunca foi muito fissurado, talvez porque no tempo que ele deveria estar jogando, kon-el estava dormindo em um laboratório ou servindo super-herói ao lado de cidade em cidade. “é mesmo? mas parece que você tirou uma pontuação daora, linda. e se você disse que é difícil.... eu vou nem tentar.” conner põe os braços para cima como se desistisse completamente. boa mira? precisão? não tem como ele manipular o jogo dentro da tela com a sua telecinese táctica. e se pudesse? isso demandaria muita cabeça, muito pensamento... coisa que ele prefere deixar como uma carta na manga. “'tá bom, eu vou tentar.” — ninguém estava forçando ou até mesmo apoiando ele a jogar, mas ele diz como se fosse o caso. pouco egocêntrico, como sempre. ele se enrola um pouco com o óculos de realidade virtual na hora de tirar os óculos escuros, os controles parecem um pouco estranhos na mão e ele tem que segurar um pouco a empolgação pra não quebrar os botões apertando com muita força sem querer. e como imaginava, a pontuação dele na tela em frente mostrava um belo 7. sete de sei lá quantos alvos ele tentou atirar. sete de você é terrível nisso garoto, vai arranjar o que fazer. “você tem razão, é bem difícil mesmo. vou denunciar esse equipamento, quem que fez? lexcorp né? canalhas.”
Vestida com uma calça de linho bege, camisa de botão esverdeada e um salto alto, Pamela caminhava despretensiosamente pela feira com os olhos atentos a cada estande, cada discurso e a cada material promocional espalhado em sacolas plásticas. Ela fechou os olhos e balançou a cabeça negativamente com um pouco de repulsa. Pamela observa tudo com um sutil desprezo e sorri pequeno quando vê um banner que diz: “Combata o aquecimento global com sua skin verde!” Ela riu baixo acho tudo um absurdo. "Quem fez esse banner não deve saber o que é aquecimento global.''
“como não, gatinha? escreveram aquecimento global certinho...” nem se conner usasse todo o resquício de dna do suposto maior gênio do mundo, ele entenderia o que tem de errado com o banner. afinal, verde igual a bom e aquecimento global igual a mau, não? não é isso? ele está errado? “mas eu não me pintaria de verde para combater nada não. talvez um sopro gelado ajude, não ajude? cara eu tenho que falar isso pro superman.” a realização do que parece uma ideia genial faz conner atingir a própria testa com um tapa leve, como se devesse ter pensado nisso antes. ele realmente não sabe do que está falando mesmo, como sempre. “o azulão podendo acabar com o calor surreal aí e não fazendo nada, acredita gatinha? gatona...? senhorita.” ele tosse como se limpasse a garganta para rebobinar o que ele estava falando. pô, conner, você não é mais moleque pra sair chamando qualquer mulher de gatinha, isso não é a era de prata não.
— É muito irado isso aqui, né? Não entendo como tem gente que não ama heróis. Tô postando tudo pros meus seguidores e eles tão amando. Será que um dia eu vou estar nesses vídeos de lutas históricas também?
“irmão...” conner é atraído por câmeras da mesma forma que um mosquito de luz segue uma lâmpada. diz a lenda que se você abrir seu celular, apontar pro céu e repetir três vezes superboy, superboy, superboy, ele aparece flexionando o braço e olhando por cima dos óculos escuros. “se você colar no animal man tenho certeza que um dia 'cê tá aí. olha eu!” ele aponta para um borrão em vermelho, azul e preto passando por trás de uma das inúmeras invasões alienígenas que é recordada no vídeo. nesse dia ele não fez muita coisa mesmo, tinham tirado ele pra resgatar civis. conner lembra que quase arrumou uma confusão por isso. mas é um detalhe, herói é herói. “será que nesse filminho aí vai passar o havaí? eu mandava bem naquela época...”
one minute i was messing with the goofballs at s.t.a.r. labs. and the next... the gem.
“martha.” a voz de lophi ecoa dentro da mente de kon-el, completamente afogado dentro dos próprios pensamentos. ele sabe que não é a criança dele. ele sabe que não é o pai. mas se essa é a realidade que ele está preso, esse faz de contas que os dois estabeleceram significa muito mais para ele do muitas das memórias que ele tem na realidade distante da sua vida. “acho que deveríamos chamá-la de martha, conner. é a sua mãe, não?” lophi mais uma vez repete, então kon-el balança a cabeça e pisca os dois olhos uma vez, como se acordasse das profundezas da mente dele.
martha. martha? martha kent. a minha mãe? sim, conner, a sua mãe. quem mais seria? quem te criou? quem te amou como se você pertencesse àquela família quando o dubbilex não se responsabilizou mais por você? até porque, não é como se você fosse algo natural. você não é filho de alguém. é fruto de um experimento completamente apoiado pelas lexcorp, não é? você não é humano, kon-el. nem humano, nem kriptoniano, o que você é?
“conner? kon?” lophi repete mais uma vez quando percebe que conner ainda estava distante demais. “kon não, lophi. conner. eles podem ouvir.” conner responde, bebê martha ainda nos braços dele como se fosse dele. até porque dali pra frente seria ele que cuidaria dela ao lado de lophi. essa é a realidade dele, e que ironia? sair de smallville, kansas, da fazenda dos kents e cair em uma fazenda de cristais no que eles chamam de mundo das joias. talvez ser fazendeiro é mesmo o que ele tem pra fazer de sua vida. e se for isso, porque ele ainda usa o símbolo dos el no peito? porque ninguém aqui reconhece? porque é o que sobrou da roupa que ele veio pra cá? sei lá.
ele suspira, um pequeno sorriso no canto dos lábios. — ela tem cara mesmo de martha, sabe? quer dizer, é meio estranho porque é um bebê e eu to segurando. você 'tá fazendo isso pra me deixar confortável longe de casa, lô? — muito gentilmente, conner não deixa de balançar a criança nos seus braços. ela é calma dormindo, agora limpa depois do parto. mesmo que os dois tiveram que se virar sozinhos, esse mundo das joias é uma merda. mas lophi está balançando a cabeça negativamente, tomando martha dos braços dele e gentilmente a pondo no que ele tentou fazer de um berço.
talvez ele não seja o melhor marido do mundo, mesmo que falso, quer dizer. jonathan sempre consertava as coisas na casa enquanto conner acabava quebrando quando tentava ajudar. até mesmo quando ele afundou o trator no lago... nem assim martha brigou com ele. deve ser difícil ser um adolescente com força e mais ninguém no mundo para ensiná-lo sobre os poderes. mas eles criaram o homem de aço, o que poderia ser de conner então? moleque de aço? pirralho do amanhã? não, agora ele está pensando demais na nocaute. “acho que tem que ser martha porque eu gosto de martha. porque você salvou a gente, conner. e porque é um nome bonito. é a sua mãe, e se martha for cinquenta por cento a mulher que te criou... então ela vai ser muito melhor do que todo mundo por aqui.”
a voz de lophi é sutil enquanto as mãos dela gentilmente acariciam os ombros de conner. caramba, o que ela tem nessa boca que faz ele se desprender completamente da terra? conner sorri, a mão no topo da cabeça de lophi enquanto ele está desarrumando os fios da cabeça dela. “então mal posso esperar pra quando eu ficar velho e a martha herdar a receita de torta de frango por nome.”