𝓡𝓸𝓼𝓮 𝓙𝓮𝓪𝓷 𝓖𝓻𝓪𝓷𝓰𝓮𝓻 𝓦𝓮𝓪𝓼𝓵𝓮𝔂
it must be something in the water or that I’m my mother’s daugther
[ ABOUT - WANTED CONNECTIONS ]

oozey mess
KIROKAZE
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ

Kiana Khansmith

tannertan36
todays bird

Love Begins
tumblr dot com
Cosmic Funnies
taylor price
noise dept.
he wasn't even looking at me and he found me
NASA
trying on a metaphor

if i look back, i am lost
Not today Justin
No title available
Alisa U Zemlji Chuda
Show & Tell
Misplaced Lens Cap

seen from Malaysia
seen from United States
seen from Malaysia
seen from United States

seen from Türkiye
seen from Brazil
seen from United States

seen from Brazil

seen from Mexico
seen from United States

seen from United States
seen from United States

seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
@goldngxl
𝓡𝓸𝓼𝓮 𝓙𝓮𝓪𝓷 𝓖𝓻𝓪𝓷𝓰𝓮𝓻 𝓦𝓮𝓪𝓼𝓵𝓮𝔂
it must be something in the water or that I’m my mother’s daugther
[ ABOUT - WANTED CONNECTIONS ]
@goldngxl
Ao adentrar a festa, a posta de Safiya mudou de relaxada para impecável e até um pouco atenta, repentinamente, afinal nunca havia participado de nada como a festa de natal, quem dirá de um amigo secreto – e não conhecer Rose, não ajudava muito, mas sabia que a garota era apaixonada por Quadribol, assim como todos os outros primos pareciam ser, com exceção de um ou dois. Safiya juntou a única informação pertinente que sabia sobre ela, com sua obsessão em comprar, e conseguiu nada menos que uma edição limitada e autografado pelos grandes jogadores do século, e um Pomo de Ouro personalizado com seu nome, a qual teve o cuidado de não tocar.
lwovelyz:
Não pôde deixar de sorrir, tanto pela curiosidade da garota em abrir o presente ali mesmo – e esperava que não fosse apenas uma cautela devido a todas os problemas que as trocas de presentes já haviam gerado –, quanto pelo elogio. Safiya realmente achava que estava mesmo deslumbrante, e havia se esforçado muito para aquela festa. Não tinha muitas lá oportunidades em usar trages formais em Hogwarts, então quando surgiam, não perdia. — Oh, você acha mesmo? Modéstia a parte, mas vermelho cai muito bem em mim. — Abaixou o olhar, avaliando a própria roupa. Se esforçou em dar um sorriso gentil, mas não conseguia disfarçar o contentamento com o elogio. — Não, não… De forma alguma. Eu estou mesmo curiosa para saber se acertei. Por favor, as honras. — Fez um pequeno sinal, indicando-a o embrulho.
❝ Não tenho como discordar. ❞ nada sabia sobre Safiya além do fato dela esstar sendo extremamente atenciosa e simpática, logo, não tinha motivo para agir diferente. No entanto, acontecimentos anteriores a deixaram com um certo pé atrás acerca de presentes, mas ela sequer demonstrou. Repetiu mais uma vez mentalmente que Baird não teria motivos para isso, e então abriu o presente. A expressão surpresa no rosto da Weasley nem começaria a descrever o quão eufórica ela se sentia diante de um presente como aquele. ❝ Não, você tá brincando comigo! ❞ exclamou animada, folheando as folhas do exemplar. Autógrafos dos melhores jogadores de todos os tempos estampavam as páginas envelhecidas, mas o que mais a surpreendeu foi o pomo. Sem pensar muito, a Weasley abraçou a bruxa rapidamente em agradecimento. ❝ Por Morgana, muito, muito obrigada! ❞ não querendo parecer invasiva, soltou a bruxa tão rápido quanto a abraçou. ❝ Eu amei, sério. Você acertou em cheio, parece que foi feito pra mim. ❞
kingscxrpion:
rose agora estava na altura de scorpius, sentada no balcão da cozinha, e ele mantinha as mãos na cintura dela, apoiadas ali, a ponta dos dedos acariciando a pele sobre o tecido. ele ouviu rose falando que havia tido a mesma conversa com hermione, e ele riu baixo. era uma situação bem diferente… o problema para os malfoy era exatamente hogwarts. o perigo estava lá dentro. lucius sabia disso. draco sabia disso. scorpius sabia disso, mas não mencionaria. além do mais, o que ele tivera com draco não havia sido exatamente uma conversa. ele recebera as cartas do pai, mas não havia respondido nenhuma delas.
diante da proposta de rose weasley, ele abriu um sorriso, que se transformou em uma risada baixinha. ❝ que proposta indecente, weasley ❞ ele brincou, uma mão subindo para o rosto dela, acariciando ali, descendo para o pescoço e descansando em sua nuca, logo depois dela lhe beijar a palma. ❝ você é ótima argumentando, eu sei disso ❞ ele inclinou a cabeça para o lado preguiçosamente, o sono da noite começando a atingí-lo. ❝ tem certeza? rose eu não quero causar uma briga entre você e seus pais. não quero ser um problema para você ❞
A carícia continua nos rebeldes fios dourados serviam como mimo, como se ela não fosse capaz de estar perto de Malfoy sem tocá-lo de qualquer forma sequer; algo que parecia também recíproco da parte de Scorpius. Rose gostava muito disso. ❝ Se sabe deveria confiar mais nas minhas habilidades e acreditar quando digo: I got this. Wanna bet? ❞ como nos 'velhos tempos' a Weasley ergueu uma sobrancelha ruiva em desafio apenas pelo prazer de provocar. Apostas eram o que basicamente movia a dinâmica entre os dois antes, e era estranho pensar no quão diferentes as coisas haviam ficado em meses. Não que estivesse reclamando, claro. Apesar de gostar do Scorpius que a zoava até que perdesse a paciência quando a Grifinória perdia para a Sonserina, nutria absolutamente mais apreço pela versão do Malfoy que podia beijar. Reconhecia, no entanto, que ele estava certo. Dizer para Ronald que iria para os Malfoy seria como anunciar um ataque nuclear. ❝ Bom... Não. Estaria mentindo se dissesse que meu pai não vai reclamar. Mas eu quero ir assim mesmo, Scorp. Me resolvo com meu pai depois. ❞ e então ela o tocou no rosto, se inclinando para frente para lhe alcançar lábios, os beijando de forma demorada. ❝ You have to accept that we're in this together. That means if you jump, I jump, uh? ❞
kingscxrpion:
scorpius tinha um pânico interno todas as vezes que rose falava sobre futuro, ou como ele era diferente, como ronald estava errado sobre ele. seu peito se esquentava e ele só queria gritar para ela parar, que ele era um mentiroso e contar toda a verdade. mas seo fizesse, sabia que ela não deixaria ele se arriscar. precisava constantemente se lembrar disso, para que não abrisse o bico para a namorada.
namorada…
o pensamento foi como um vendaval, levando embora os pensamentos ruins, e lembrando-o que agora ele tinha rose com ele, e precisava aproveitar. ❝ minha tia… é tão estranho ouvir isso. não sinto como se fossem da família ❞ negou com a cabeça, sendo sincero. em casa, não falavam sobre esses fatídicos dias. não falavam sobre bella ou nenhum dos antigos amigos de lucius. era como se nunca tivesse acontecido, por mais que os olhos de seu pai sempre revelavam mais do que ele falava. ❝ i love you ❞ ele respondeu, lhe dando um selinho rapido, mas rindo baixo em seguida. ❝ urgh, como essa casa tem tantos quartos, mas nenhum vazio? ❞ murmurou, não conseguindo controlar seus pensamentos, e ao mesmo tempo segurou a cintura de rose, dessa vez com mais firmesa, e pegou-a no colo, deixando o quadril dela na altura de sua cintura, e enquanto seus lábios estavam nos dela, ele se virou, colocando rose no balcão e se mantendo no meio dar pernas dela enquanto se beijavam. quando se separaram, scorpius precisou se segurar por um segundo para que não revirasse os olhos quando o assunto voltou a ronald, o que acabou por aquieta-lo, lhe jogando um balde de água fria.
❝ nós somos ❞ ele disse, sobre a última parte, suspirando. por falar em ser real… ❝ meu pai já me mandou três cartas essa semana. não é só o seu pai que ‘ta me dando trabalho ❞ ele disse, e lhe deu mais um selinho antes de continuar. ❝ ele quer que eu volte para casa. não me vê desde… ❞ ele não quis dizer “o funeral de harry potter”, mas sabia que rose havia entendido. ❝ ele disse que está preocupado. que quer me ver. eu tenho medo que seu eu for ele me prenda no meu quarto ou qualquer coisa assim. e não me deixe voltar para hogwarts ❞
O clima recluso existente entre eles estava deveras confortável, mas assim como Scorpius, Rose também sentiu seu corpo esfriar à menção da família Malfoy e, consequentemente, à menção do funeral de Harry Potter também. Os olhos da ruiva abaixaram para os pés e ela suspirou. Eram nesses instantes em que ela acabava se sentindo um tanto culpada por encontrar um milímetro de felicidade que fosse, como naquele momento, como se fosse uma afronta estar feliz diante de tanta tristeza. É claro que eram apenas pensamentos confusos. Prosseguiu, no entanto, em silêncio enquanto Scorpius falava sobre sua família, e ela até entendia o lado de Draco caso realmente quisesse fazer isso. Quer dizer, ela tinha certeza que quando foi sua vez, o mais velho teria gostado se os pais tentassem tirá-lo de tudo aquilo em vez de jogá-lo diretamente no olho do furacão. ❝ Também tive essa conversa com a minha mãe mais cedo, mas consegui convencê-la de que tecnicamente Hogwarts é o lugar mais seguro para se etar no momento. ❞ ela não tinha certeza na verdade, pois Hogwarts tinha seu histórico de perigos. Mas por via das dúvidas... ❝ Se você quiser, eu posso ir com você. ❞ a oferta pareceu um tanto incerta, mas talvez fosse só o fato da voz de Rose ter sido abafada pela palma da mão do namorado que ela beijava. ❝ Não sei se vai mudar alguma coisa, mas pelo menos você vai ter alguém do seu lado, sabe, para te apoiar... Dizem que eu sou muito boa argumentando. ❞ brincou, sorrindo pequeno. ❝ Se você quiser eu vou. Não acho que meus p-, minha mãe iria implicar. ❞ diria 'seus pais', mas conhecendo Ronald sabia que ele implicaria se ela fosse na esquina com Scorpius.
pvrisblvnkcy:
🎼 Mesmo com a coberta cobrindo o corpo, era impossível que Paris não acabasse sendo iluminada — ainda que minimamente — pela luz da varinha da amiga que estava na cama a sua frente, acabando por perder o sono e levantar para se aproximar na tentativa de ver o que poderia estar deixando a Weasley acordada até aquele horário.
Os olhos castanhos e sonolentos observaram um pouco lentamente quando o livro dela caiu no chão, acabando por voltá-los para o rosto da amiga quando esta falou consigo, dando um sorrisinho cansado — Tudo bem. O que está te deixando acordada até esse horário, Ro? — indagou empurrando a ruiva para o lado, de modo que pudesse sentar na cama puxando a coberta dela para si também. Perdeu o sono no momento que passou os olhos castanhos pelo pergaminho na frente da Weasley, franzindo o cenho por uns segundos — Está estudando feitiços? Esse horário? Ou você está aprontando algo mais, Rose Weasley? — virou o rosto na direção da amiga, olhando-a como uma irmã mais velha olharia para a mais nova que estava fazendo algo errado.
Cedendo espaço na cama de bom grado, a Weasley pareceu ansiosa ao analisar a expressão de Paris enquanto lia o conteúdo do papel, sabendo que só existiam duas formas dela reagir: bem ou mal. Contudo, foi rápida ao tapar a boca da grifana, temerosa de suas outras colegas de quarto acordarem também. Okay que uma delas era Roxanne, mas ainda assim. ❝ Eu não tô aprontando nada! Estou só me preparando. ❞ defendeu-se, empinando o nariz naquela pose de sabe tudo que ela sempre tinha. Suspirou, disposta a explicar. ❝ Se essa guerra acontecer mesmo você não acha que devemos estar preparados? O currículo de Hogwarts é bom, mas definitivamente existem falhas imensas. Eles focam em magia defensiva. Você está disposta a deixar te atacarem para se defender? Pois eu não. E é aqui que isso entra. ❞ o indicador sinalizou os feitiços escritos em sua letra no pergaminho, e os olhos azuis encararam Paris. ❝ É assim que a gente vai se defender, Paris. Strike first, strike hard. ❞
O olhar de Greta rodou por todo o salão e, logo em seguida, abaixou para as próprias roupas – mal se importou em trocar o pijamas. — Oh, parece que entendi bem errado o conceito de "casual". — A loira levantou os ombros muito despreocupadamente, não realmente havia dito para alguém em específico, mesmo que estivesse atraindo o olhar de muse. Suas sobrancelhas arquearam, com a expressão mau humorada de sempre – apesar do ótimo humor daquele dia. — Você está me encarando a tanto tempo, que já estou começando a acreditar que tem uma quedinha por loiras com pijamas extremamente estilosos.
ncthulxf:
— Oh, não por isso… Garotas bonitas como você, podem me encarar sempre que quiserem. — Heron sorriu de maneira descontraída, enquanto colocava um pouco do ponche em seu copo, torcendo para que estivesse batizado. — Eu provavelmente sou, sim. — Riu de leve, baixando os olhos até as pantufas de pandas. A verdade era que Greta nunca ligara muito para essas coisas, apenas usava o que lhe desse na telha, e fosse confortável o suficiente – o que a fazia sempre estar de muito bom humor. — Bom… A parte do sofá da sua vó, é um pouco mais difícil de resolver, mas quanto ao pijamas… Seria ótimo ter companhia. É bem melhor para dançar.
A coloração rosada nas bochechas da grifana e a risada nervosa denunciaram seu desconcerto diante do elogio, pois simplesmente não sabia como reagir a eles. A atenção de seus olhos acompanhou os de Greta e ela sorriu ao notar s pantufas de panda, definitivamente mais confortáveis que suas botas mesmo que os saltos fossem bem pequenos. De repente Rose se arrependeu de não usar moletom, jeans e tênis. ❝ Adorei a oferta, mas se eu colocar um pijama vou voltar para p meu dormitório e não tem trasgo montanhês vai me tirar de lá. ❞ a verdade é que não estava num clima muito festivo, mas não achava apropriado falar sobre aquilo numa festa de natal e sabia que a bruxa definitivamente não estava afim de ouvir suas reclamações. ❝ A comida é boa, pelo menos. ❞
astronolys:
❛ ━ Se já chegamos a uma conclusão por qual motivo ainda debatemos um impasse que já não existe?❜ Lysander mantinha uma das sobrancelhas arqueada enquanto encarava a mais jovem. O tópico era dos mais bobos, mas até então sua única fonte de entretenimento numa festa que para alguém como ele facilmente se tornaria enfadonha. Não pelo evento em si, é claro, mas pelo seu pequeno probleminha. ❛ ━ O tipo de monitora que apesar de prezar pelo cargo não quer ser a grande estraga prazeres do role! Tu por acaso vai perder o cargo se fingir que não viu nada? Aliás nem temos 100% de comprovação do que até o momento é apenas a conclusão de uma teoria.❜ disse assumindo uma postura similar a dela, mas, claramente mais relaxada. Lysander entendia o peso do cargo que a mais jovem ocupava, mas, ao contrário dela, não possuía aquele peso sobre si. ❛ ━ Pois deixe que se divirtam.❜ sua concordância se estendia das palavras para um simplório menear de cabeça. ❛ ━ É esse o objetivo, mas não tenho certeza se será realizado. Tu não sente a tensão no ar? Duvido nada que logo menos dê algum problema.❜ disse, resmungando, pois ainda estava para lá de descontente com quem tirara naquele maldito amigo secreto, entretanto, seus problemas ficariam em um segundo plano diante do fato de que Rose, assim como os outros Weasley, merecia se distrair. ❛ ━ Se tu quiser beber para desestressar ou qualquer coisa do tipo eu te faço companhia, sóbrio, mas faço. Bom, ao menos até Malfoy aparecer e tal.❜
❝ Já aconteceu, você não viu? Toda a cena entre a Lily e a Burke. Mais alguns segundos e eu achei que elas iam cair no soco, o que, cá entre nós... Eu não acharia ruim. ❞ Rose não conhecia a Burke além da monitoria e, assim como a sonserina, tinha plena convicção de que seu modo de pensar era repugnante. Era só natural que o mesmo desprezo que a outra parecia ter fosse recíproco. ❝ Pelo menos ia animar um pouquinho a festa e, de verdade? Eu apostaria na Lily. Ela é pequena mas sabe dar um soco. ❞ riu baixinho, os olhos desviando de Lysander para o ponche antes que ela se servisse de um gole. ❝ O que? Eu prometi que deixaria a galera se divertir. Se estiver batizado eu não vou contar. ❞ se defendeu mesmo sem nenhuma acusação pra então assentir. ❝ O que você tem em mente? Não tá batizado, by the way. Estou um pouco decepcionada, mas sinto que não deveria estar...? ❞
@goldngxl
Ao adentrar a festa, a posta de Safiya mudou de relaxada para impecável e até um pouco atenta, repentinamente, afinal nunca havia participado de nada como a festa de natal, quem dirá de um amigo secreto – e não conhecer Rose, não ajudava muito, mas sabia que a garota era apaixonada por Quadribol, assim como todos os outros primos pareciam ser, com exceção de um ou dois. Safiya juntou a única informação pertinente que sabia sobre ela, com sua obsessão em comprar, e conseguiu nada menos que uma edição limitada e autografado pelos grandes jogadores do século, e um Pomo de Ouro personalizado com seu nome, a qual teve o cuidado de não tocar.
lwovelyz:
Como normalmente fazia, e já que não se conheciam realmente, Safiya sentiu-se na obrigação de se apresentar da maneira correta e educada, estendendo a mão para a garota, com um sorriso pequeno, igualmente formal. — Não nos conhecemos muito bem… Sou Safiya. Safiya Baird, e é um prazer. — Disse, antes de realmente entregar o presente a ruiva. — Você está linda… Tem um ótimo gosto para roupas.
❝ Rose Weasley. ❞ apresentou-se, com o usual orgulho na entonação sempre que usava o sobrenome. ❝ Prazer em conhecê-la também, Safiya. ❞ respondeu, esticando as mãos para pegar o presente. A caixa era um tanto pesada, o que aguçou a curiosidade da Weasley. Contudo, o sorriso se alargou mesmo quando ela ouviu o elogio da bruxa. ❝ Olha quem fala! Você está deslumbrante! ❞ retribuiu, só então baixando os olhos azuis para o presente. ❝ Tem algum problema para você se eu abrir agora? ❞
kingscxrpion:
❝ hum… então ❞ ele se inclinou gentilmente depositando um beijo na testa de rose ❝ você fica incrível nessa camisa ❞ disse, deixando que ela segurasse sua nuca e recebeu os beijos dela com os olhos fechados. era uma coisa que ele havia adquirido nessas últimas semanas. aproveitar cada segundo como se fosse o último. ❝ ah, a vovó molly é incrível ❞ ele riu baixo, assentindo quando ela falou de rony ❝ você viu no jantar também, não viu? achei que era eu que estava vendo coisas demais ❞ respondeu. ron estava mesmo direcionando olhares estranhos para malfoy, que ficavam ainda mais acusadores e desconfortáveis agora que scorpius sabia que iria trair rose e toda a sua família. afastou aquele pensamento tão rápido quanto ele apareceu.
ao ouvir a pergunta dela, ele negou com a cabeça. ❝ não, ele não me disse nada. acha que ele vai me chamar para conversar ou coisa assim? não acho que eu esteja preparado. além do mais… ❞ ele se aproximou, as mãos segurando a cintura de rose, trazendo-a para mais perto, subindo seu corpo ligeiramente, enquanto ele inclinava e aproximava os lábios em seu ouvido ❝ it’s way too late to talk about first times ❞
E como havia reparado... Tanto nos olhares indiscretos de Ronald, quanto em Hermione cutucando o marido e resmungando para que ele parasse. Apesar de ser muito apegada ao pai, Rose detestava o fato dele ser terrivelmente cabeça dura, o que era uma ironia até pois eram muito parecidos naquele quesito. Contudo, não fazia sentido para ela que Ronald descontasse em Scorpius algo que havia acontecido quando o Malfoy sequer existia. ❝ Eu prefiro acreditar que vai passar, e se não, too bad for him. Eu entendo até o receio dele... Quer dizer, a minha mãe tem 'sangue ruim' escrito no braço porque a sua tia escreveu. Mas faz tanto tempo, sabe? E a mamãe que foi a vítima nessa situação consegue separar as coisas e entender que você não tem nada a ver com isso, nem o seu pai. Não vou deixar ele te tratar como se fosse responsável por algo que você não fez. You're not like her. Bellatrix, I mean. ❞ falava baixo mas sua voz soava firme, determinada a defender seu ponto. Não só pelo fato de Malfoy ser seu namorado, e sim porque realmente não era justo julgar ou culpar alguém pelas ações de uma outra pessoa, ainda mais quando este alguém já tinha se mostrado diferente inúmeras vezes. ❝ You're different and I love you for that. ❞ Estava pronta para roubar mais um beijo quando sentiu as mãos de Malfoy se apertando em torno de si, a fazendo sorrir. O toque dele era tão bem vindo que não tinha como reagir de uma outra maneira se não se aninhar ali, as bochechas corando automaticamente quando a conversa de repente se tornou íntima demais, trazendo a ela um arrepio familiar quando os flashes de certa noite inundaram sua mente com lembranças muito bem vindas. ❝ How about the second times? Or the thirds... I definitely remember the fourth ❞ só precisou virar um pouquinho o rosto para que pudesse beijá-lo, tomando seu tempo ao fazê-lo como se não fosse madrugada e qualquer um de seus familiares pudesse descer a escada e vê-los. Ao final do beijo, Rose deu de ombros e só então respondeu. ❝ Eu não acho que ele vá chegar para você com aquele papo de 'quais são suas intenções com a minha filha'. Isso é ultrapassado e machista, até. Acho que ele só... Precisa de tempo, sabe? Para perceber que isso aqui é real e que você não vai a lugar nenhum. Que nós somos reais. ❞
mollyuoli:
Molly sentiu uma onda cálida de afeição pela prima ao vê-la rir. Sempre haviam sido muito próximas, desde crianças, mas aquela era a primeira vez em que estavam sendo obrigadas a superar uma tragédia tão grande, uma tristeza tão onipresente. A mais velha, como em pouquíssimas vezes na vida, simplesmente não sabia o que fazer. Mordendo o lábio inferior, a lufana pensou no quanto se sentia absolutamente impotente naquele momento, e apenas concordou com a cabeça e sorriu apequenadamente ao ver Rose jogar os bolinhos na lixeira. Ao menos, passariam por isso como passaram por tudo na vida: juntas. Pensou no que Lucy havia lhe dito há poucos dias atrás e imaginou que talvez aquele fosse um bom momento para abordar o assunto. “Eu… Eu estou bem. Bom, na medida do possível.” acrescentou, dando de ombros e oferecendo à outra um sorriso triste. “E estou ansiosa para começarmos a treinar.” confidenciou-lhe, aproximando o rosto do ouvido da colega e abaixando o volume de sua voz o máximo possível. “A Lucy me disse. Eu quero… Eu vou ajudar.”
[ FLASHBACK ]
❝ Acho que é como todos nós nos sentimos. ❞ a verdade era que ninguém havia recebido um manual de como lidar com o que vinha acontecendo, e luto não era uma experiência qual muitos tinham passado no núcleo familiar das primas, ainda mais do jeito violento que tinha acontecido. Foi como se a pequena bolha que os mantinha protegidos desde que nasceram naquela zona de conforto, especialmente confeccionada por seus tios e pais para protegê-los, de repente tivesse sido estourada e do nada tinham que lidar com a realidade de como era a vida. Que para constar, não parecia boa no momento, não quando se era um adolescente sem saber o que o amanhã reservava bem na mira do perigo. E para alguém como Rose, que tinha incutido em si desde cedo o pensamento de que era responsabilidade sua suprir as expectativas que tinham sobre ela e desta forma honrar o nome de sua família, a ansiedade de não saber como agir a deixava aterrorizada. Não se considerava corajosa como Ronald nem inteligente como Hermione, por mais que viesse tentando mudar esse pensamento dentro de si. Pensar naquilo enquanto estava com Molly, porém, mostrou que ela não estava tendo muito sucesso, o que a fez torcer os lábios e balançar a cabeça, como se tal ato pudesse afastar os pensamentos intrusivos. Por sorte, Molly conseguiu mais uma vez aparecer com a solução quando mudou o assunto, transformando a expressão de Rose de frustrada para de repente muito atenta e determinada. ❝ E nós precisamos muito de você, sério. Eu e a Lu começamos a praticar algumas coisas, mas tem uns feitiços que são do sétimo ano que estamos tendo dificuldade. Que bom que você não acha que estamos malucas, Lolly. ❞
pottario:
Sorriu enquanto aceitava a caneca, fazendo questão de segurá-la com ambas as mãos para conseguir passar o calor dela para si, os feitiços de aquecimento da casa eram excelentes como sempre, mas por algum motivo ainda sentia um certo frio no fundo. “Eu não ousaria ir contra ela.” Comentou levando a caneca aos lábios acompanhado em seguida de uma careta ao queimar a língua com a bebida.
“Bem, eu prometi a ela que jogaria quadribol para sempre, não posso ir quebrando promessas assim.” Disse lembrando-se da situação repetida quando era criança que a única opção para ele de como levar o resto da sua vida era quadribol e apenas isso e mesmo que tenha aberto seu leque alguns anos depois de ingressar em Hogwarts e ser rejeitado algumas vezes para entrar no time da casa, apenas com os desastres recentes que ele havia de fato parado para pensar que não jogaria quadribol profissionalmente por fim das contas, afinal, algo muito de errado se aproximava no horizonte e ele se preocupava e preparava-se, mesmo que em silêncio da sua família.
Ele percebeu então as vozes vindo da cozinha, e tentou ouvir o que falavam por um momento, mas talvez não fosse a melhor das ideias para isso. “Que horas são? Quer me ajudar a enfeitiçar alguns livros para eles se tornarem áudio? Preciso de algo para escutar enquanto treino de manhã.” Disse, uma meia verdade, afinal ele precisava escutar o texto para compreendê-lo com mais facilidade, mas não era do feitio dele comentar sobre essa parte do problema.
❝ Ela não deixaria se tentasse. Nem a gente. ❞ ser apaixonado por quadribol era quase que um pré requisito para ser um Weasley, pois até mesmo aqueles que não jogavam tinham certo apreço pelo esporte e não era diferente no caso de Rose. Era fissurada por quadribol desde a primeira vez que assistiu um jogo, antes mesmo sequer conseguir montar numa vassoura, e amava poder fazer parte do time da Grifinória como muitos membros de sua família também tinham feito. Contudo, o esporte não era seu objetivo profissional, como no caso de James, e os Weasley apoiavam uns aos outros incondicionalmente. Era uma das coisas que ela mais amava em sua família.
❝ São duas da tarde, o que significa que você perdeu o almoço. Se tiver dado sorte, ninguém não deve ter comido o pedaço de abóbora que a vovó fez de sobremesa. Ouvi ela dizendo que guardaria um pedaço, mas estamos numa casa com Hugo, Fred, Roxanne e meu pai, então... Boa sorte com isso. ❞ comentou com diversão, mas logo assentiu ao convite do primo. Rose adorava ser útil e agora tudo o que pudesse fazer para manter a mente distraída era bem vindo. ❝ Claro que sim, qualquer coisa que me distraia❞ se levantou, esticando o corpo. Tinha certeza que James precisava de uma distração também, e não queria ser mais uma das mil pessoas que tocava no nome de Harry toda vez que falava com o lufano. Para ela, era como cutucar uma ferida aberta. ❝ Uma pena que os jogos da temporada foram cancelados, né? Eu estava doida para chutar as bundas de vocês em campo. ❞ com 'vocês' ela se referia a todas as outras casas e não exclusivamente a Lufa Lufa, mas se explicasse isso a James a pequena provocação perderia completamente o sentido e a diversão.
dxddyprincess:
Ficar sem falar com Rose era uma das coisas mais difíceis, mas ela era teimosa. Além disso não achava que estava errada, então não tinha que pedir desculpas. Mas não podia fingir que aquilo não a magoava, que não havia pensado sobre falar com ela toda vez que a via nos treinos ou que não queria pular e comemorar com ela quando seu tio conseguiu fugir dos sequestradores, mesmo que no fundo houvesse se odiado por sentir inveja da prima.
Aquela havia sido uma das poucas noites que não havia dormido junto de Caleb, então havia conseguido passar um tempo com Dominique e Albus que não costumava mais a ter tanto, e mesmo não falando com Rose, sabia que a prima estava lá com Scorpius. Não esperava que a grifana fosse entrar em seu quarto logo depois de seu banho, sendo pega de surpresa tanto pela presença dela quanto pelo suéter que usava. “Decidiu mudar de casa?” Perguntou, em uma tentativa de amenizar um pouco o clima. Sabia que não era aquilo que ela queria perguntar realmente, mas não o disse de imediato. “Sim. Eu vou treinar o máximo que posso, vocês são muito mais experientes que eu… Preciso treinar o ataque na minha forma animaga também, é a minha maior vantagem.” E era verdade. Por mais que fosse uma duelista excelente, ainda sim era uma aluna do quinto ano e não possuía o mesmo conhecimento que os alunos do sexto ou sétimo ano. Além disso, ser capaz de se transformar em uma loba era uma de suas cartas na manga, precisava saber como utilizá-la. “Eu não acho que veio até aqui perguntar só sobre o treino, então…”
[ FLASHBACK ] A Weasley mais velha deu de ombros, deixando que um sorriso tímido lhe iluminasse o rosto, como sempre acontecia quando alguém mencionava o Malfoy, era simplesmente inevitável. Tal sorriso porém não permaneceu, dando lugar a uma expressão de concordância enquanto ouvia o que a prima dizia. Concordava demais sobre treinar o ataque em forma animaga, pois definitivamente não era algo que os adversários esperariam, ou seja, elementos surpresas eram mais que bem vindos. ❝ Podemos fazer isso juntas. Acho que ser rápida não vai ser útil o suficiente numa luta. ❞ é claro que estavam falando sobre a hipótese de uma briga, mas ao ver de Rose era só uma questão de quando aconteceria. A cada dia que passava era como se fossem encurralados de pouco a pouco, e o olhar que deu a Lily transmitia isso. Era sempre assim ultimamente. Um pequeno silêncio pairou entre as duas primas, dando a Rose o tempo para chegar a virar nos calcanhares para sair do quarto até Lily se pronunciar. A mais velha suspirou e, ainda com as mãos nos bolsos, virou seu corpo para a Potter. Seus olhos estavam fixos nos pés como se fossem as coisas mais interessantes do mundo, mesmo que ela não tivesse demorado a olhar para a ruiva, mordendo o lábio inferior. ❝ Eu vim me desculpar. ❞ Rose disse rapidamente, agora encarando Lily nos olhos. ❝ Naquele dia... Eu não quis tentar dizer como você deveria se sentir ou agir, apesar de ter soado dessa forma. Sei que soei como a pessoa mais insensível do mundo, mas na verdade eu só queria ajudar de alguma forma e acabei atrapalhando mais quando deveria só ter calado a minha boca e ter estado lá para você, como sei que estaria para mim. Então me desculpa se eu fiz parecer que você tinha que se preocupar com a dor de alguém quando na verdade a que importava era sua, era você que estava sentindo. Eu não tinha direito de te dizer como sentir isso.❞ até porque ela mesma não sabia como reagiria se a situação fosse oposta. Tendo passado pelo terror de imaginar Ronald morto, Rose sentia todos os seus pelos se arrepiarem só de imaginar o que a prima havia sentido. ❝ Esse tempo que meu pai ficou sumido eu não conseguia dormir sem pensar que acordaria de madrugada recebendo a notícia que ele estava morto, e só o pensamento me fazia querer morrer. E você sentiu tudo, de verdade. Não entendo o que você sentiu... O que você sente. Não posso opinar sobre. Mas... Estamos prestes a entrar numa guerra. ❞ a voz dela falhou um pouquinho, mas as lágrimas que lhe encheram os olhos não escorreram quando ela se aproximou, sentando de frente para a prima. ❝ E o pensamento de que podemos perder mais alguém me assusta. Eu não quero ficar longe das pessoas que eu amo, e eu amo você. Você é minha melhor amiga. E esses dias que eu passei sem falar com você foram horríveis, então eu quero saber se você ainda me odeia ou se podemos ser amigas novamente porque eu não quero mais ter que ficar pensando que alguma coisa pode acontecer e nós ainda estaremos brigadas. ❞
kingscxrpion:
scorpius sempre se sentiu em casa na toca. frequentava o lugar desde pequeno, quando entrou em hogwarts e se tornou o melhor amigo de albus. passava sempre alguns dias das férias ali, assim como albus frequentava a mansão dos malfoy -mesmo que scorpius ainda achasse a toca muito mais legal comparada ao mármore frio do piso, os lustres caros e a carranca de lucius malfoy quando via albus potter entrando com scorpius em casa. dessa vez, porém, tudo parecia diferente. é claro, tinha um clima complicado pela falta que harry potter fazia, mas além disso, o namoro mais sério de rose e scorpius parecia especialmente assombrá-lo naquele encontro, e assombrar ainda mais ronald weasley.
ele tentava não cruzar os olhos azuis com os do pai de rose, não só por conta do olhar assustador que recebia de volta, mas também por saber que ele fazia parte dos horrores que aconteceram com rony. não diretamente, mas fazia, e aquilo o assombrava todos os dias desde que tomara a decisão. por esses mesmos dois motivos, rose e scorpius não conseguiram aproveitar um ao outro como queriam. eram sempre atrapalhados por algum primo, ou por ron tentando chamar atenção da filha para si. tudo estava jogando contra os dois, por isso eles precisaram eliminar os fatores que atrapalhavam, para finalmente terem um tempo a sós.
rose lhe mandou a mensagem, e ele prontamente respondeu positivamente. malfoy já havia desistido de tentar não parecer ansioso demais ou apaixonado demais, então acabou saindo do quarto em que estava e descendo até a cozinha dez minutos antes do combinado, o que acabou se tornando uma prova de resistência, enquanto esperava rose. ele bebeu um copo de suco, ajeitou o cabelo, foi ao banheiro, e jurava que podia ter dormido em pé caso rose não aparecesse. o seu sorriso se iluminou quando ela se aproximou, e antes mesmo de responder qualquer coisa, os lábios dela estavam colados nos seus. quando se separaram, os olhos azuis desceram para a camisa com o nome dele que ela usava. ❝ quantas vezes eu já falei que você fica incrível nessa camisa? porque você fica ❞ ele disse, a mão se posicionamento na nuca de rose, os dedos acariciando ali. apesar do silêncio, ele ainda tinha a sensação que em breve seriam surpreendidos por um weasley saindo da geladeira ou do fogão. ❝ senti sua falta mesmo passando o dia todo com você. como isso é possível? ❞
❝ Várias. Mas eu não me importo se você continuar dizendo. ❞ retrucou com tom de manha, a cabeça se inclinando um pouco para o lado enquanto o sorriso em seu rosto aumentava. A ruiva chegou mais perto, usando as mãos na nuca dele como aliadas para diminuir a distância. Nas pontas dos pés como estava, não teve dificuldade para beijar Malfoy no queixo, depois do rosto e então na boca, carinhosa de uma maneira reservada única e exclusivamente para ele desde que as pegações casuais escondidas evoluíram para algo a mais, algo que Rose definitivamente não podia tampouco queria reclamar. ❝ É que é complicado dividir atenção entre o Albus, eu, a vovó Molly querendo te paparicar, e ainda por cima aturar os olhares mortais do meu pai. ❞ torceu o nariz à menção de Ronald, sabendo que era uma situação deveras desconfortável. ❝ Desculpa por isso, inclusive. Eu realmente achei que depois desse tempo todo e após ter a minha mãe, a vovó e literalmente todas as minhas tias brigando com ele por conta disso, ele teria finalmente aceitado. O papai não falou nada demais com você, né? Porque se tiver falado eu vou ter que falar com ele, não é justo. ❞
Madrugada de Natal, A Toca.
Se levantou com cuidado para não fazer barulho algum, temendo acordar as primas com quem dividia o quarto. Era madrugada de natal e Rose ainda estava acordada, como se seu corpo fosse incapaz de desligar e relaxar depois da avalanche de emoções qual tinha passado durante todo aquele dia. Primeiramente com o reencontro com seu pai. Mesmo já sabendo a alguns dias que Ronald estava seguro, estar com ele pessoalmente e vê-lo tão machucado fez com que ela finalmente entendesse que esteve por um fio de perder o pai, e que se isso tivesse acontecido ele teria ido embora nos piores termos possíveis, visto que haviam se metido numa briga enorme dias antes da Weasley embarcar para Hogwarts. A perspectiva disso a fez chorar de soluçar, agarrada ao peito do pai enquanto se desculpava por qualquer coisa que tivesse dito que pudesse tê-lo magoado, não importava quando, onde, ou em que circunstância, ela só sentia muito. Assistir a família tentando agir naturalmente não havia sido fácil também. Era como se qualquer coisa, lugar, situação ou memória os levasse direto para Harry, e ver as expressões tristonhas nos rostos de sua família, especialmente em Albus, Lily, James e em sua tia Ginny fazia o coração de Rose se partir em infinitos pedacinhos. Descobriu que se sentir impotente era uma das piores coisas da vida.
Ter levado @kingscxrpion consigo, entretanto, tinha tornado tudo um pouco mais suportável, pois apesar de todo o drama que assolava os Potter, ela conseguia enxergar que cada pessoa ali ainda encontrava um pedacinho de felicidade e paz, fosse em lembranças fosse uns nos outros. Para ela, era Scorpius. Foi a mão dele que ela buscou debaixo da mesa durante o jantar, foi ele quem ela quis abraçar quando ouviu Hermione chorar escondida e era com ele que ela estava conversando àquela hora da madrugada. O relógio marcava duas e trinta e três da manhã quando Rose deixou o quarto que um dia pertencera ao gêmeos Weasley e ela desceu as escadas, pé ante pé para não fazer o mínimo de barulho. Como era costume, usava a camisa da sonserina com o nome do Malfoy estampado e tinha os pés descalços.
Fazer parte de uma família como os Weasley significava não ter privacidade, e Rose estava cansada de não poder beijar seu namorado sem ouvir Hugo ou um de seus primos zoando toda vez que acontecia. Namorado. Era a primeira vez que Scorpius ia A Toca sob tal denominação e o pensamento fez Rose sorrir sozinha no escuro, iluminada apenas pelo 'lumos' que emanava da ponta de sua varinha, e então ela o viu. De costas para ela, dedos correndo pelos cabelos loiros... Alguém poderia culpa-la por fugir de madrugada só para beijá-lo? Em silêncio se aproximou, se colocando nas pontas dos pés para murmurar um "Boo'', que deveria tê-lo assustado. Tinha uma expressão divertida no rosto quando os olhos finalmente se encontraram e ela se aproximou, envolvendo pescoço masculino com os braços. ❝ Hey, you ❞ a voz dela saiu num sussurro, mas Malfoy sequer teve tempo de responder pois em questão de segundos a boca de Rose ia de encontro a dele, dando ela a chance de beijá-lo como vinha desejando fazer o dia inteiro. Por fim, foi em meio a selinhos preguiçosos que Rose encerrou o beijo, para então confessar. ❝ I've been wanting to do this right all day.❞
Férias de 2022.
Molly, Lily, Dominique e Rose assistindo o amanhecer no telhado dos Granger-Weasley.
Tirada por Lucy, que quis registrar o momento.
@goldngxl
Ao adentrar a festa, a posta de Safiya mudou de relaxada para impecável e até um pouco atenta, repentinamente, afinal nunca havia participado de nada como a festa de natal, quem dirá de um amigo secreto – e não conhecer Rose, não ajudava muito, mas sabia que a garota era apaixonada por Quadribol, assim como todos os outros primos pareciam ser, com exceção de um ou dois. Safiya juntou a única informação pertinente que sabia sobre ela, com sua obsessão em comprar, e conseguiu nada menos que uma edição limitada e autografado pelos grandes jogadores do século, e um Pomo de Ouro personalizado com seu nome, a qual teve o cuidado de não tocar.
Por mais que apreciasse o esforço do diretor Longbottom para criar algo que os mantivesse distraídos, Rose não conseguia parar de pensar no quanto gostaria de estar em casa. Era compreensível até, visto que não tinha conversado com seu pai desde seu retorno, o que a fazia sentir-se extremamente chateada pois tudo o que mais queria no mundo era abraça-lo e ver com os próprios olhos que estava verdadeiramente bem. Contudo, sabia que ficar emburrada também não faria bem a ninguém, então vinha mantendo conversas com qualquer pessoa que se aproximasse, algo que parecia normal naquela noite. Era quase como se tudo tivesse voltado ao normal, e a Weasley preferiu se agarrar ao pensamento ilusório pelo menos até o dia seguinte. Por isso foi com um sorriso educado que recebeu Safiya quando esta se aproximou. Nunca tinham parado para conversar, então o que sabia sobre a bruxa era limitado a casa que ela pertencia e só. ❝ Sim? ❞