uma xícara de chá de camomila antes do amanhecer, o apertar e desapertar de um punho, joelhos decorados com curativos em machucados, livros repletos de anotações e desenhos, o cheiro de lavanda no seu suéter favorito, o som de bandas de rock dos anos 80 saindo de seus fones de ouvido, um animal encurralado rosnando tanto em aviso quanto ansiedade.
【 ela/dela, olivia cooke 】 ⸻ Boas vindas à Mansão Umbra, JOHANNA "JOEY" ATKINS! Você chamou a atenção de Larc Crimson com a habilidade de FITOCINESE há QUATRO ANOS. Desde então, foi batizada como HEMLOCK e ocupa o cargo de TÉCNICA. Embora tenha apenas VINTE E NOVE ANOS, suas responsabilidades como vilão não serão um peso fácil para carregar, afinal, deixar WASHINGTON, D.C. e ignorar seu SARCASMO E DESCONFIANÇA, permanecendo apenas RESILIENTE E PERSPICAZ, é um fardo enorme até para um extraordinário. ( connections )
𝐈. ⠀ 𝙿𝚁𝙾𝙵𝙸𝙻𝙴 ⠀ [ ... ]
Enquanto cursava biologia na Universidade de Stanford, Johanna foi abordada pela Stargate com a possiblidade de se tornar um dos nomes da empresa em troca de ter acesso aos mais avançados laboratórios de pesquisa. Pouco interessada em ser o centro das atenções, ela aceitou o convite apenas com o objetivo de usar aquela nova plataforma para conscientizar as pessoas sobre o impacto ambiental de grandes corporações do país. À medida que sua notoriedade crescia, a Stargate, que tinha interesses financeiros em algumas das empresas afetadas por suas ações, começou a tentar destruir sua imagem, até orquestrar um ataque devastador para incriminá-la. Perseguida e considerada uma vilã, Hemlock passou a adotar métodos mais radicais para se vingar, sendo abordada por Larc Crimson com uma nova oportunidade de pesquisa e vingança na Mansão Umbra.
𝐈𝐈. ⠀ 𝙸𝙽 𝙳𝙴𝙿𝚃𝙷 ⠀ [ ... ]
Seus planos para o futuro sempre envolveram a reclusão. Johanna sonhava com os dias em que poderia ficar presa em um laboratório, estudando e descobrindo novas espécies de plantas, não tendo que se preocupar em interagir com pessoas que só buscavam roubar o seu precioso tempo. Mas no seu primeiro semestre na Universidade de Stanford, cursando biologia, os alunos descobriram que a sua ligação com as plantas era algo ainda mais profundo — um poder. O responsável foi um garoto que insistiu em ter a sua atenção depois de uma festa, puxando o braço de Joey para lhe incentivar a seguir para a casa da fraternidade dele, mas a raiva consumiu a jovem e ela acabou mandando espinhos na sua direção. Durante o resto do semestre, seus colegas ficaram tanto fascinados quanto aterrorizados o suficiente para apenas lhe observarem de longe. Infelizmente, a paz não ia durar muito tempo.
A Stargate bateu na porta do seu dormitório. Joey não parecia ter interesse em participar daquela falcatrua, se tornar um objeto era uma das últimas coisas em sua lista de desejos. Mas eles seguiam atrás dela, pareciam estar em todos os cantos daquele campus, observando os seus passos de longe. A garota não teria cansado de recusar qualquer convite deles se a empresa não tivesse feito uma oferta irresistível. Eles lhe forneceriam acesso aos seus laboratórios, recursos e tecnologias de última geração em suas mãos para que ela pudesse desenvolver as suas pesquisas, a possibilidade de ajudar a melhorar a humanidade com algo realmente importante e não apenas uma ilusão de heroísmo, o que ela sempre achou que era a Stargate. Então, se tornou Hemlock, fazendo apresentações quase teatrais apenas para cumprir o mínimo necessário antes de voltar para as suas pesquisas.
No entanto, na medida em que a notoriedade de Hemlock crescia, Johanna se aproveitava usando a plataforma para conscientizar a população sobre o impacto negativo que grandes empresas causam ao meio ambiente. Suas ações começaram pequenas: boicotes bem-sucedidos a empresas que testavam em animais, sabotagens de projetos de mineração ilegais, e protestos em massa contra corporações destruidoras da natureza. Hemlock ganhou seguidores engajados no seu ativismo, se tornando um símbolo, mas ao invés da atenção ganhar aplausos dos seus chefes, a Stargate via o crescente poder de Joey como uma ameaça à sua imagem e ao seu lucro, uma vez que eles possuíam vínculos com muitas das corporações atingidas. A Stargate começou a trabalhar ativamente para destruir a imagem pública de Hemlock com histórias plantadas para apontar controvérsias em seu “falso ativismo”.
E então, o pior — eles orquestraram um ataque devastador a uma fábrica, causando a morte de muitos trabalhadores e forjando a autoria para que Joey parecesse a responsável. A mídia espalhou a acusação com rapidez, e a população, assustada com os danos causados pela ação, passou a vê-la como uma ameaça. Ela foi perseguida, seu nome se tornando sinônimo de caos e destruição, e o isolamento que um dia foi um desejo, agora tinha se tornado uma punição. A pressão sobre Joey foi aumentando, e as opções para se defender e limpar seu nome se tornavam cada vez mais limitadas. Com o título de vilã sendo dado pela população e a falta de controle sobre sua própria vida, ela resolveu que a única opção que havia lhe restado era abraçar o caos e a destruição que nunca estiveram nos seus planos.
Com a decisão, Hemlock começou a atacar abertamente empresas e corporações que ela considerava inimigas, até mesmo governos. Essa escalada de violência e suas ações drásticas chamaram a atenção de Larc Crimson. Ele viu uma oportunidade de aproveitar o potencial de Joey, oferecendo-lhe uma chance de vingança na Mansão Umbra, onde ela podia ter uma “nova casa” para sua pesquisa, sem as limitações da Stargate e daquela farsa.
𝐈𝐈𝐈. ⠀ 𝙷𝙰𝙱𝙸𝙻𝙸𝚃𝙸𝙴𝚂 ⠀ [ ... ]
Fitocinese ⸻ Se trata da habilidade de controlar e manipular as plantas. A habilidade abre a possibilidade da flora ao redor se tornar uma extensão do próprio corpo, sendo assim, Joey consegue usar cipós e raízes para imobilizar inimigos, criar escudos naturais ou mesmo se conectar com a natureza para rastrear alguém. Apesar da versatilidade, ela tem a limitação de depender de plantas ou vegetação presentes para a manifestação do seu poder. O seu emocional também é um fator importante para o controle das plantas, podendo afetar a sua conexão com a natureza.
@nasuamemoria disse: ❛ i hope you haven't been standing out in the cold this whole time. ❜
johanna tinha certeza de que isso era obra daquele maldito coelho que ela via correndo pelo bosque. nunca tinha tido problemas com a espécie antes, até mesmo achava um bichinho bonitinho, mas agora ele tinha se transformado no seu inimigo número um naquela ilha. já era a terceira vez naquela semana que o jardim amanhecia fora de ordem porque alguém resolveu comer as plantas e flores que joey tinha plantado há pouco tempo. agora, ele deveria estar em algum canto daquela ilha, dando risada com o resto da sua trupe de assassinos. não sabia há quanto tempo estava ali parada, esperando algum movimento entre as plantas, quando bree chegou. “ você acha que eu estou ficando doida? espere, não responda. ” ela logo completou, finalmente tirando os seus olhos da mesma direção que fitava há minutos para encarar a outra. “ acho que eu preciso de um novo hobby. ideias? ”
com as costas contra a parede da mansão, johanna tentava parecer menor do que realmente era. naquela data, havia tido a tarde livre, sendo assim, se concentrou no seu treinamento de tolerância à dor, algo que sempre deixava para depois porque era terrivelmente agoniante. joey sabia que muitas das limitações dos seus poderes eram impostas por ela mesma, precisava continuar se esforçando se queria atingir o objetivo que a maioria daqueles vilões tinham em comum — acabar com a stargate. mas tinham momentos, como aquele, em que ela apenas se sentia cansada. será que teria sido mais fácil dar as costas para tudo aquilo e apenas continuar fugindo? talvez o problema de joey fosse nunca optar pelo caminho mais fácil. a voz de jason lhe fez tomar um susto, e ela deu uma tragada no seu baseado para não demonstrar que ele tinha lhe pego em um momento vulnerável. “ preciso que você me lembre que eu realmente quero estar aqui, ” fechou os olhos e bateu a cabeça contra a parede. ok, precisava colocar os seus pensamentos em ordem. deu mais uma tragada antes de oferecer o baseado para ele. “ me diga que você teve um dia mais produtivo. e se não tiver, minta para mim. ”
os dedos esguios foram ao próprio cabelo escuro, alinhando-o gentilmente conforme dava um passo em direção à joey, olhos carmesim presos a figura desta numa provocação velada. ❝ está certa, na realidade, fiz um altar pra você, tenho até umas velas prontas pro seu enterro… flata adicionar um buquê de flores ❞ renée parecia prestes a arrancar uma muda de flores do próprio vaso com a mera força de seu pensamento, embora fosse tentador, parte dela almejava ver joey perder o controle primeiro… dar o primeiro golpe. ❝ àquela em que você finalmente arranca minhas roubas e nos beijamos? que previsível ❞ diminuiu o espaço entre elas, consciente de que a ruiva poderia explodir e jogá-la para fora da estufa à qualquer instante. ❝ cuidado… suas plantas seriam as primeiras a morrer, imagine jogar tanto trabalho fora ❞ os olhos cintilaram num escarlate, raiva emaranhada a mente de renée.
“ você está se preparando para o meu enterro ou para o nosso casamento? seria tão triste eu ficar viúva logo na primeira noite, mas me pouparia a decepção. ” deu um sorriso falso. em momentos como aquele, johanna até mesmo pensava que existia um universo aonde as duas poderiam ter se dado bem, talvez se a ruiva não tivesse as suas ideias já formadas de quem renée era antes mesmo de conhecê-la. mas no universo em que viviam, seus olhos automaticamente reviravam quando a outra começava a falar. “ alguém está projetando... ” joey mordeu o lábio enquanto avaliava as suas opções. adoraria acabar aquela disputa ali mesmo, independente do resultado, mas sabia que existia um pouco de razão nas palavras de renée (algo que ela nunca falaria em voz alta). doou tanto de si mesma para aquela iniciativa, poderia deixar o seu ego de lado. “ acho adorável você se preocupar comigo, mas eu sei me cuidar sozinha. além disso, sempre tive a impressão de que hoje em dia você é mais conversa do que qualquer coisa. ”
“Provavelmente esta nossa conclusão foge do senso comum, mas reflete bem o que somos” acrescentou ao pensamento de Joey. “Nós extraordinários somos assim… poderosos e ainda assim… escondemos potenciais letais embaixo de cada camada” divagou acariciando mais uma petála daquela flor venenosa, as pontas de seus dedos se avermelhando para combinar com outras sutis manchas que pintavam sua pele por exposição aos químicos. “Concordo, não podemos ser tão inconsequentes. Tem crianças aqui que não merecem isso” pensou na filha de Gale de primeiro, sabia a natureza de pessoas inocentes que poderiam se afetar com aqueles danos colaterais das plantas. “Elas sobreviveriam em meu laboratório? Acredito que seja um lugar mais seguro e posso colhê-las quando estiverem prontas. Porém, é úmido e não tão claro” solicitou a ajuda da moça nas entrelinhas. Se havia alguém naquela mansão que poderia adaptar aquelas plantas para crescerem saudáveis em outro ambiente, esta pessoa com certeza era ela. Com um olhar caloroso, diferente da neutralidade que geralmente exibia, cruzou os braços diante do corpo aguardando a resposta da garota.
“ por sorte, o nosso potencial não está mais sendo controlado por alguém que não tem os nossos interesses em mente. bom, pelo menos, na teoria, ” falou com cautela. não que ela quisesse expor algum tipo de desconfiança em relação à larc, mas ela tinha aprendido que não deveria depositar a sua confiança com tanta facilidade nos outros. era da natureza dela, esperar que tudo desse errado ou que fosse traída pelos seus aliados. uma ideia que nem a terapia conseguia tirar da sua cabeça. “ viver a infância aqui, dá pra imaginar? não sei se é mais seguro ou perigoso... ” joey disse distraída, seus olhos vidrados na planta enquanto ouvia a pergunta da mulher. sabia que as suas habilidades lhe tornavam a pessoa óbvia para responder verônica, mas ainda assim, se sentia satisfeita por a mulher considerar a sua opinião. “ ela cresce melhor se receber a luz diretamente, mas se tiver um cantinho um pouquinho iluminado, ela já sobrevive. dá sempre pra deixar aqui mesmo e colocar um alerta enorme na frente. depois, dizer eu avisei se alguém aparecer envenenado. ”
# ────── Domenico encara o próprio reflexo na porta do micro-ondas, divagando enquanto o prato, que devia estar girando lá dentro, permanece imóvel, sem nenhuma refeição à sua espera. A madrugada se faz silenciosa e o sono, esquivo, não vem. Mais uma vez se rendia à própria inquietude. Ele estreita os olhos e se aproxima do vidro escuro para se certificar que não estava ficando com olheiras, a ponta dos dedos tocando suavemente a pele abaixo dos olhos, em seguida passando para enrolar os cachos na frente do rosto. Embora estivesse sozinho, de repente começa a se sentir… observado. Domenico costumava pensar que essa sensação surgia devido a algum espírito do mal que certamente assombrava aquela mansão, mas isso foi antes de ter tomado inúmeros sustos convivendo com pessoas que controlavam sombras e atravessavam as paredes. Agora, já estava calejado—ou ao menos parcialmente, de forma que rapidamente descartou a possibilidade. Sequer eram 3h da madrugada ainda. Mas ainda era desconfortável ser encarado em sua auto avaliação, e um constrangimento pairou no ar com a compreensão que podia estar parecendo meio ridículo para a pessoa nas sombras. “Não, eu não tenho nenhum procedimento estético.” Ele informa à pessoa com um ar fingido de quem está cansado de receber as mesmas perguntas, abrindo a boca antes mesmo dela emitir qualquer ruído para ser o primeiro a quebrar o gelo, seus olhos ainda no próprio reflexo no micro-ondas. Quando finalmente olha para o lado, encontra Muse parado na soleira da porta, parecendo em dúvida quanto a se entraria na cozinha ou não. “E sim, eu furtei os cremes capilares do Sr. Crimson, mas ele não pode saber disso.”
naquela noite, o sono não parecia vir com facilidade para johanna. ela se virou algumas vezes na cama, tentando encontrar uma posição que lhe deixasse mais confortável, mas ela sentia quase como se tivessem colocado areia na sua coberta, o que não seria uma pegadinha inédita naquela mansão, mas não achava que alguém teria sido estúpido ao ponto de resolver fazer isso com ela. com a ideia de que talvez uma chá resolvesse aquela inquietude, joey levantou da cama e jogou um casaco por cima do pijama antes de começar a andar na direção da cozinha. seu plano era passar despercebida, não sabia se sua cabeça estava boa para acompanhar um dialogo, por mais simples que fosse, então encontrar domenico no seu ponto de chegada não foi exatamente ideal. permaneceu nas sombras, quase querendo dar risada ao observar a postura do rapaz. era possível que aquela mansão estivesse deixando de ser um covil de vilões para se tornar um verdadeiro hospício. “ pois deveria. cada dia você parece mais velho, ” ela comentou abandonando o plano inicial. talvez o remédio para a sua insónia fosse soltar uma ofensa aqui e ali. “ as bandanas já não podem esconder o fato de que você está ficando careca? ” joey brincou com um sorriso relaxado no rosto.
os olhos carmesim perdiam-se pelas flores dispostas através da estufa. embora houvesse uma época em que recebesse algumas de fãs e admiradores, renée não se recordava de compreender a flora como johanna parecia ser capaz. no fundo, a morena sentia uma pontada de inveja, pela sensação de pertencer a algo, que jamais experimentaria. ❝ entediante seria a palavra correta, digamos que senti sua falta ❞ provocou, os lábios curvados num sorriso malicioso. parte da morena desejava ver joey perder o controle e fazer algo genuinamente interessante, caótico. ❝ diria o mesmo de você… cuidando de algo que pode morrer tão facilmente ❞ os dedos finos arrancaram uma das flores dispostas, sua telecinese despedaçando-a lentamente até que não passasse de um pó. ❝ fico lisonjeada de ocupar tal espaço nessa sua cabecinha, digno até mesmo de sonhos ❞ renée não se importava com o desprezo de joey, estava habituada a este, quiçá apreciava este e suas consequências. ❝ para seu azar, eu não sou do tipo fácil de matar, mas bem que você poderia tentar. seria a coisa mais interessante que faria na sua vida. ❞
estava pronta para fazer o que fosse necessário caso renée resolvesse mexer com uma das suas plantas. ela nem mesmo piscaria se alguém resolvesse atacar a maioria das pessoas que morava naquela mansão, mas no momento em que alguém ameaçava as suas criações, ela se transformava. “ eu lhe prometeria uma foto para não sentir a minha falta se não soubesse que provavelmente tem uma coleção, obcecada do jeito que é. ” a posição em que estavam incomodava johanna, sentindo que estava em desvantagem ali, então a ruiva tratou de se levantar da cadeira, os poucos centímetros que tinha a mais fizeram ela finalmente sorrir verdadeiramente. é claro, a sensação não durou muito tempo. “ acho que nós estamos muito perto de encenar um dos meus sonhos favoritos. ” ela podia sentir o movimento involuntário das suas mãos, um claro sinal de que estava próxima de fazer algo do qual (não) se arrependeria. mas se renée queria jogar sujo, então joey poderia tentar devolver na mesma moeda. “ ah, não se preocupe, não quero tentar algo que possa te fazer perder o controle e matar todo mundo aqui. ou talvez seja exatamente isso que você queira, reviver o seu dia de glória em new york. ”
⸻ Está tentando me pregar uma peça? ⸻ Indagou, com uma confiança que só alguém tão seguro de sua meticulosidade poderia exibir. Ele tinha plena certeza de que não havia nada além de alguns poucos farelos de pão nos próprios lábios, uma leveza que contrastava com sua constante preocupação com a aparência. Embora fosse terrivelmente meticuloso, a intangibilidade que possuía lhe conferia certa dificuldade em perceber texturas com a mesma clareza. ⸻ Duvido que a mancha não seja maior que a minha fome. ⸻ Disse, deixando a averiguação para depois. Seu estômago era uma prioridade inegociável. Era um homem de escolhas claras.
Quando a conversa se voltou para a inquietação dela, Warner, mais uma vez, optou por ser sincero e compreensivo. Sua postura permaneceu calma, mas havia um toque de reflexão genuína em suas palavras. A aflição compartilhada por Johanna não lhe causou surpresa. Era um sentimento recorrente entre os extraordinários. A ilha estava se tornando um lugar opressor para muitos deles… quase claustrofóbico. Warner, embora não fosse parte dessa massa, ainda se compadecia da situação.
Após um gole no matcha gelado, ele respondeu:
⸻ Eu não diria que estou impaciente. Talvez eu esteja… esperando. ⸻ Ele sorriu suavemente, os olhos brilhando com uma curiosidade sutil. ⸻ Eu sei que você está se perguntando onde mais poderia estar, mas tenho a sensação de que, mesmo fora daqui, você continuaria buscando mais. E, para ser honesto, acredito que esse seja o verdadeiro dilema: buscamos mais do que o mundo nos oferece.
Ele deu uma pausa, como se saboreasse as palavras antes de continuar:
⸻ A mansão agora oferece luxos que o mundo lá fora não concederia para pessoas como nós. Segurança, conforto, estudos, incentivo, parceria… Aqui, estamos entre iguais. Lá fora? Estamos entre párias. Somos caçados, Jo. E, embora eu aprecie um bom desafio de sobrevivência, prefiro continuar me preparando para o confronto iminente que, tenho certeza, chegará em breve. ⸻ Ele deu uma pausa, o olhar intenso. ⸻ Prefiro estar em um lugar onde eu possa dormir sem uma ameaça à minha vida à beira de bater na minha porta e me arrastar para as vitrines malditas da Stargate.
rolou os olhos sem real irritação, preferindo dar mais um gole no seu chá do que assistir o homem terminar de destruir aquele sanduíche. “ ainda bem que o depósito está cheio, porque a sua fome acabaria com os recursos daqui, ” disse em um tom leve. o silêncio que se seguiu depois da sua pergunta foi quase suficiente para fazer johanna querer dar o fora daquele lugar o mais rápido possível. suas palavras normalmente vinham cheias de sarcasmo, ela não queria dar uma chance daquelas pessoas usarem a sua vulnerabilidade contra ela. por mais que a mansão umbra estivesse reunindo extraordinários com um objetivo em comum, joey entendia que não tinha como aquele ambiente não ser competitivo, e por mais que fosse desconfiada por natureza, não era um exagero dizer que desafetos se formavam com muita facilidade. “ bom, o mundo nunca me ofereceu nada de interessante, talvez eu devesse parar de buscar por uma promessa que nunca existiu, ” o suspirou que soltou era mais irritado do que qualquer coisa. ela continuaria buscando, mesmo sem saber exatamente o que queria encontrar. a raiva que sentia da stargate era motivação suficiente para nunca parar.
“ eu não discordo. os anos que passei fugindo não foram os mais memoráveis da minha vida, acho que a paranoia de que não posso ficar parada por muito tempo ainda me assombra, ” joey falou com normalidade, como se não estivesse assumindo um dos seus grandes problemas. a verdade era que queria sentir que estava um passo mais próxima de acabar com aquela empresa, com tudo o que ela representava, mas o seu pessimismo não lhe deixava enxergar qualquer avanço. “ só de não ter que aparecer em um programa de televisão para crianças já me deixa feliz, ” brincou, se lembrando de quando teve que contracenar com o elmo na vila sésamo. eles realmente pensavam que podiam vender a imagem dela como simpática? ela se reencostou na cadeira tentando não deixar os ombros tão rígidos. “ talvez o que eu precise seja planejar um ataque para descarregar toda essa energia. ”
"eu te perdoo". johanna sempre foi uma pessoa rancorosa, ela se lembra de cada comentário negativo que foi feito sobre ela ou qualquer coisa que enxergou como um ataque pessoal. então, apesar de afirmar que devem deixar a situação para lá, joey está apenas criando uma falsa sensação de segurança na outra pessoa para que depois a sua vingança possa lhe pegar de surpresa. uma garota precisa se divertir.
[ screwdriver ] which habit do they wish they could get rid of?
sua mania de criar os piores cenários possíveis na sua cabeça. ás vezes, johanna gostaria de desligar o seu cérebro para que não criasse mais tantas preocupações, até com os mínimos detalhes, mas já percebeu que isso não é possível.
uma lista infinita. a verdade é que, dependendo da pessoa, ela pode perdoar quase qualquer coisa, assim como também pode encontrar novos itens. algo que ela não aguenta de maneira alguma é gente que joga lixo no chão, especialmente no bosque (!!!!!). desorganização, de uma forma geral, é algo que também lhe irrita, pode sentir uma veia quase estourando quando vê uma bagunça no meio da casa. pessoalmente, acredita que deixar o assento do vaso sanitário levantado deveria ser considerado como um crime inafiançavel.
Verônica apoiou suas palmas das mãos nos quadris, suas unhas sujas em terra contrastavam com a elegância do vestido crepe de alfaiataria que abraçava a silhueta. Com o queixo erguido e um olhar contemplativo, observava sua Belladona. O espécime havia se adaptado aquele habitat sombrio do Instituto Umbra, tal qual os vilões que nele viviam. Suas folhas estavam largas, as flores vistosas em sua coloração púrpura. Nem mesmo o odor desagradável daquela planta tóxica era capaz de desprender os intensos olhos azuis da loira. "Preciso concordar com você desta vez, ela está impressionante” um curto arquear dos lábios surgiu em seu rosto, reservado há poucos momentos como aquele. Cultivar plantas venenosas era um de seus hobbies e talvez um dos poucos que se permitia relaxar os ombros tensos e perder sua compostura. Um olhar de cumplicidade foi trocado com Joey, mesmo que não verbalizasse o que estava subscrito naquela troca ‘não teria conseguido tal resultado sem a presença de uma técnica em fitocinese. “É encantador como essa bela flor já foi usada no Egito antigo para beleza, mas doses concentradas..." sua língua estalou no céu da boca como se calculasse precisamente sua próxima frase. Aproximou-se com um passo lento de um de dos frutos negros da Belladona, arrancando a baga para observar de perto. "seria capaz de fazer o homem mais inteligente duvidar de si!!” sibilou o seu pensamento analisando o fruto maduro que lhe dava inspiração para mais um de seus experimentos químicos.
johanna sempre havia gostado de trabalhar sozinha. mesmo quando estava na stargate e era enviada para missões ao lado de outros heróis, ela agia de acordo com o que julgava certo, ignorando as ordens que eram gritadas pelos parceiros que lutavam ao seu lado. depois, ela ria das reclamações que eram feitas pelas autoridades, sabendo que não mudaria nada da próxima vez que fosse enviada para o combate. não era muito diferente na mansão umbra, ela não tinha trabalhado bem com o técnico escolhido para lhe mentorar durante seus dois primeiros anos, e sabia que não era a melhor das mentoras, mas sociabilidade não era algo natural para ela. por isso gostava de se trancar na estufa, se isolando em um canto com a expressão de alguém que não estava em busca de conversa. no entanto, verônica era uma das raras exceções, uma extraordinária com quem ela não se importava em dividir o espaço. de certa forma, era uma das poucas que ela realmente respeitava e admirava ali dentro, especialmente o seu trabalho naquela estufa. “ eu acho que é exatamente isso que deixa ela ainda mais bela. a sua capacidade de ser muito mais perigosa do que aparenta, ” comentou com os olhos fixos na planta. talvez joey se enxergasse daquela mesma maneira, tendo sido subestimada tantas vezes por parecer dócil, quando suas mãos estavam coçando para causar destruição. “ só teria cuidado com o local aonde você vai deixá-la. alguns enxeridos sempre vêm mexer aqui, e por mais que eu não achasse ruim se um deles acabasse traumatizado, talvez não seja o mais prudente. ” comentou quase com tristeza por estar defendendo alguém.
⸻ Cem por cento a menos de libido? ⸻ Selina deixou escapar um suspiro dramático, levando a mão ao peito. ⸻ E eu achando que meu charme era infalível… Que golpe para a minha autoestima.
Ela poderia ter se dado por satisfeita e seguido seu caminho, mas algo na exaustão de Joey chamou sua atenção. Um detalhe sutil, mas evidente para alguém que sabia reconhecer os sinais de noites mal dormidas e o peso de obrigações que nunca davam trégua.
Selina inclinou a cabeça, olhos dourados deslizando preguiçosamente pelo rosto da outra. Sua expressão era de quem estudava um enigma interessante, e não de quem estava pronta para ir embora.
⸻ Agora, sobre esse consumo exagerado de café… ⸻ Ela brincou com a folha entre os dedos antes de soltá-la no ar. ⸻ Por acaso você anda fugindo do sono ou simplesmente não tem mais escolha?
Deixou a pergunta pairar no espaço entre elas, enquanto se encostava com despretensão à parede do corredor, braços cruzados.
⸻ Porque, veja bem, existe uma diferença crucial entre recusar dormir e não conseguir dormir. ⸻ A pausa foi breve, mas estratégica. Um sorrisinho puxou o canto de sua boca. ⸻ Você passa tempo demais naquela estufa. ⸻ Seus olhos brilharam com um misto de curiosidade e desafio. ⸻ Não que eu te culpe, o lugar é encantador. Mas estou começando a suspeitar que você anda alimentando mais suas plantas do que a si mesma.
Ela desenhou círculos imaginários no próprio antebraço, como se estivesse refletindo sobre algo.
⸻ Sempre quis saber o que exatamente você anda cultivando lá dentro… Pesquisas de vanguarda? Pequenos experimentos secretos? Plantas carnívoras treinadas para atacar desafetos? ⸻ A última sugestão veio com um sorriso que beirava o divertido e o travesso. ⸻ Se for o caso, espero que não tenha me colocado na lista de alvos ainda. Eu tenho minhas qualidades. Como, por exemplo… trazer o chá perfeito para quem tem um relacionamento pouco saudável com a cafeína.
Selina girou nos calcanhares, como se finalmente fosse embora, mas parou um instante antes, os olhos dançando de volta para Joey.
⸻ Ou podemos continuar fingindo que está tudo bem até você cair dura no meio do laboratório. Sua escolha.
“ se na próxima vez em que a gente se encontrar, você não me ofender, prometo me sentir atraída novamente, ” o sorriso preguiçoso que estava nos seus lábios foi desaparecendo na medida em que selina continuava lhe encarando. nesses momentos, ela adoraria que o seu poder não fosse a fitocinese, mas sim ler mentes, descobrir cada pensamento que habitava a cabeça da outra. uma péssima ideia, é claro, sentiria falta das suas plantas. “ não aceito criticas, meu consumo de café já foi muito pior, ” tentou se defender. não que johanna devesse explicações para qualquer um que vivia naquela mansão. não planejava se justificar nem mesmo para larc. “ não é um costume, eu estou apenas trabalhando em um projeto que está demorando mais tempo do que eu imaginava. ” e era verdade. por mais que joey gostasse de criar preocupações em sua cabeça, ela ultimamente estava ocupada demais com as suas pesquisas, seu intervalo de tempo para surtar por algo era pequeno demais. o grande problema dela era o fato de que aquele projeto não era o único, estava sempre fazendo novas pesquisas e aumentando um cronograma que já era apertado. “ selina, eu estou me sentindo atacada agora. são tantas críticas e você não me faz um elogio, ” brincou. não precisava dizer que a outra tinha razão, não existia motivo para ela alimentar o ego de alguém. a menção à estufa fez ela relaxar a sua pose, se sentindo um pouco mais confortável. joey era o tipo de pessoa que tinha dificuldades para não se envolver em conflitos, sua paciência era fácil de ser testada, e sabia que já teria explodido se não fossem as horas em que passava no local. “ você pode passar lá qualquer dia desses para descobrir, desde que prometa não tocar em nada. eu não me responsabilizo pelas escolhas feitas pelas minhas plantas, ” podia parecer que estava brincando, mas joey estava falando bastante sério. muitas das coisas que cultivava não eram perigosas para quem as tocasse, mas ela também tinha os seus projetos secretos que poderiam ter consequências negativas para qualquer um. ela esperava testá-los com um discípulo irritante. “ quanto drama, meu deus. agora eu que estou começando a suspeitar que você quer colocar alguma coisa no meu chá. nesse caso, você vai subir na minha lista de alvos. ”
A Capuleto ainda não estava habituada com o local. A mansão era enorme, não tão maior que Stargate, mas na empresa ela tinha sempre alguém para a guiar ou decorava os caminhos. Precisava ainda de algum tempo para conseguir saber os caminhos corretos de Umbra. Foi quando, distraída, foi contra muse "Peço desculpa! Ainda estou um bocado confusa com os caminhos de Umbra...."
os papéis que carregava com os números das suas recentes pesquisas foram para no chão pela segunda vez naquele dia, parecia que alguém tinha jogado uma maldição para tudo dar errado para johanna, ou era apenas a sua mania de perseguição falando mais alto. rolando os olhos, ela se abaixou para juntar as folhas, esperando não ter que repetir o gesto outra vez nas próximas horas “ sinto informar que isso não vai melhorar, ” ela disse de mal humor, ainda que tivesse se acostumado com o tamanho do lugar depois de algumas semanas. o fato de que joey tinha um mapa desenhado na contra capa do seu caderno ajudava quando ela tinha vergonha de admitir ter se perdido, mas não diria isso para ninguém, especialmente para um rosto que não conhecia. “ faz pouco tempo que chegou aqui? ”
a habilidade de fitocinese foi inicialmente usada quando johanna se perdeu na floresta durante um passeio do colégio, as raízes evitaram que a garota acabasse com o pescoço quebrado no fundo de um penhasco, e foi se comunicando com as plantas que ela encontrou o caminho de volta. desde então, seu objetivo era usar as suas habilidades para arranjar formas de proteger o meio ambiente, não se importando verdadeiramente com as vidas que iria salvar. da mesma forma, joey não pensou que tiraria vidas, mas ela é versátil.
HABILIDADES
EXPANSÃO VEGETAL : a capacidade de provocar o crescimento instantâneo de uma planta já existente. em combate, é uma habilidade que pode ser útil para bloquear caminhos, formar barreiras de defesa ou criar plataformas e abrigos temporários. essa habilidade também é constantemente usada por joey na estufa, controlando o crescimento de plantas menores.
MANIPULAÇÃO DAS RAÍZES : um dos usos mais comuns em combate é para imobilizar ou prender inimigos. as raízes podem se ampliar rapidamente, envolvendo pernas, braços ou o corpo inteiro de alguém, limitando seus movimentos. joey também pode usar as raízes para se deslocar pela mata e puxar objetos pesados, como se fossem uma extensão mais forte dela.
CURA E CAMUFLAGEM : joey pode acelerar o processo de cura de plantas danificadas, fazendo com que elas se regenerem rapidamente. também é capaz de se fundir com a vegetação ao seu redor, escondendo-se de maneira quase perfeita no ambiente.
SINTONIA COM AS PLANTAS : consegue sentir as emoções e o estado de saúde das plantas ao seu redor. ela pode acessar memórias para aprender sobre eventos passados, como desastres naturais, ou mesmo receber orientações para rastrear alguém. existe uma limitação de tempo e distância.
CRIAÇÃO DE ARMAS : usando as suas habilidades, ela consegue criar armadilhas naturais e armas com materiais vegetais como madeira, galhos e espinhos. esses itens podem ser transformados em lanças, arcos ou espadas feitas de madeira densa, com a força necessária para causar dano significativo.
CINCO ANOS ATRÁS...
depois que deixou a stargate, não deveria ter se juntado ao grupo de protetores ambientais sem poderes que frequentemente entrava em conflito com grandes empresas. no entanto, garotas com consciência ambiental sempre foram o seu fraco, por isso, algumas horas de flerte foram o suficiente para que joey se visse participando das missões deles, usando as suas habilidades para atacar e protegê-los. naquela manhã, estavam se dirigindo para uma reserva ambiental que estava sendo invadida por grandes máquinas, homens gananciosos haviam criado aquele garimpo ilegal. gostava de usar a furtividade em seu favor, mas quando a presença deles foi denunciada pelo barulho feito por um dos membros da sua equipe, johanna se lembrou da razão que lhe fazia preferir trabalhar sozinha. o que se seguiu foram gritos, tiros. com o seu poder, ela conseguiu criar uma barreira para proteger os seus aliados enquanto avançava na direção dos inimigos, arremessando-os à metros de distância, seus olhos focados nas máquinas.
contudo, na medida em que os homens atacavam as suas construções de plantas, ela sentia como se parte dela estivesse sendo destruída, afetando a sua concentração. joey levou sua mão a cabeça, sua visão estava turva porque a dor havia se tornado insuportável. sua incapacidade de se mexer abre uma brecha para os inimigos, que começam a avançar mais rapidamente em direção ao grupo. dois rapazes são mortos, e a sua namorada acabou gravemente ferida porque joey não conseguiu agir a tempo. puxando a dor para o fundo da sua mente, ela retoma o controle dos seus poderes, agindo com mais violência do que havia planejado. ela escutou um ou dois pescoços se quebrando, outros homens deixaram a mata correndo e as suas máquinas foram esmagadas pelas raízes dela. joey sabia que era uma solução temporária, outros homens chegariam nas próximas semanas para continuarem explorando aquele local, e as mortes do seu lado só tinham ganho tempo para eles.
quando soube que a sua namorada iria se recuperar, johanna deu o fora dali, sem qualquer explicação. o incidente lhe fez se dar conta de que precisava encontrar uma maneira de lidar melhor com a sua dor durante os confrontos, e que ela definitivamente não estava pronta para trabalhar em grupo.
FRAQUEZAS
existe uma clara vulnerabilidade por conta da sua inabilidade de criar plantas, ela limita-se a manipular apenas a partir de fontes já existentes. sendo assim, se o ambiente ao redor for pobre em vegetação, a sua habilidade se torna menos eficaz ou até mesmo impossível em determinados casos.
o corpo de joey precisa de hidratação constante para manter o fluxo de conexão entre ela e as plantas. se não mantiver essa hidratação, ela pode começar a se sentir exausta rapidamente ao usar as habilidades. beber água é importante para qualquer um, mas para joey é ainda mais.
uma vez que algumas plantas são altamente inflamáveis, o fogo se torna uma das suas grandes fraquezas. uma simples chama pode destruir as suas criações vegetais rapidamente, deixando-a em uma posição de perigo.
por conta da sua conexão com a natureza, quando joey manipula raízes ou cria abrigos, ela sente uma parcela da dor no momento em que essas construções são destruídas ou danificadas. em combate, dores intensas podem desviar sua atenção e afetar suas ações, sua tolerância à dor é então um fator importante, uma fraqueza que precisa ser dominada.
as plantas não têm uma linguagem clara para expressar o que estão sentindo, a interpretação de suas emoções é subjetiva e pode ser incerta. da mesma forma, as plantas guardam memórias de eventos passados, mas essas lembranças podem ser fragmentadas, confusas e difíceis de entender. quem vai montar o quebra-cabeças e dar sentido é joey, que pode cometer erros.
uma fraqueza completamente moral é que joey sente responsabilidade pela preservação do equilíbrio da natureza. ela tem consciência de como suas ações podem afetar o meio ambiente e, por mais que possa manipular plantas e controlar o crescimento, ela evita agir de maneira agressiva ou destrutiva, temendo que isso cause danos ao ecossistema.