O dia em que parei de me anestesiar
Helena tem 42 anos.
É casada, competente, bonita... e completamente esquecida de si.
Durante anos acreditou que a rotina justificava o silêncio, que o cansaço explicava a ausência de carinho e que desejar ainda era um privilégio reservado às mulheres mais jovens.
Até o dia em que uma fotografia antiga a fez encarar uma pergunta que mudaria tudo:
Em que momento eu deixei de existir?
A partir dali, cada pequena decisão se transforma em um ato de coragem.
Um corte de cabelo.
Uma aula de dança.
Yoga.
Novas amizades.
Conversas difíceis.
O primeiro encontro.
A primeira verdade dita sem medo.
O primeiro prazer vivido sem culpa.
Helena não está procurando um amante.
Está procurando a mulher que abandonou para caber na vida de todo mundo.
E quando finalmente a encontra, descobre que liberdade não é fazer tudo o que se quer.
É nunca mais aceitar viver uma vida que já não faz sentido.
Se você já olhou para o espelho e sentiu saudade de quem era...
Talvez Helena conte um pedaço da sua própria história.











