
祝日 / Permanent Vacation

PR's Tumblrdome
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
DEAR READER

No title available
Sade Olutola
Three Goblin Art
Lint Roller? I Barely Know Her
almost home
YOU ARE THE REASON
wallacepolsom
No title available
art blog(derogatory)
Sweet Seals For You, Always
macklin celebrini has autism
One Nice Bug Per Day
he wasn't even looking at me and he found me

Product Placement

titsay
$LAYYYTER
seen from United States

seen from Malaysia
seen from Lithuania

seen from United States

seen from Nepal

seen from Germany
seen from United States

seen from United Kingdom
seen from United Kingdom
seen from United States
seen from United States
seen from Czechia
seen from United States
seen from United States

seen from Türkiye
seen from United States

seen from France

seen from Belgium
seen from T1
seen from Türkiye
@i-ntensificars
Don’t let it fool you Don’t let it fool you…down
i reblog this like every week but idc
“The first film is about what could be, the second is about what should have been. Before Midnight is about what it is.” -Ethan Hawke
quando eu encontrei você, meu genoma foi repartido em dois. já não era mais eu por mim contra todo-o-mundo. era eu e você contra a crença dos nossos pais, contra a falsa laicidade do estado, contra o deus que pregam por aí. e, mesmo assim, optei pela batalha. pelos toques atordoados dos que queriam me salvar da minha condição sexual. quando eu encontrei você, uma flor brotou no asfalto. um rio emergiu no meio do agreste metafórico que existia no meu peito ardente. você conseguiu acalmar todos os meus fantasmas só com a ponta dos dedos. e eu te pedia para ficar mais um pouquinho comigo pois voltar para casa era devastador; porque eu não queria ir mais aos cultos, às reuniões da faculdade, àquele passeio com os colegas do trabalho. tudo me parecia menor porque sua presença preenchia as paredes do meu quarto enquanto um cometa ameaçava atingir - outra vez - o planeta terra. a única vez que, de fato, houve explosão foi no dia que você disse “eu te amo tanto” pela primeira vez. lembro de você pegando no meu pescoço com força e suavidade e me falando, mansamente: “eu mataria e morreria por você”. não era nada poético, era uma confissão que a gente não faz nem ao mais fiel dos padres: você atiraria noutra pessoa que ousasse ferir minha alma. você arriscaria sua vida porque acreditava que a minha valesse mais.
no dia que eu encontrei você, meu ácido desoxirribonucleico mudou as características. todas as nanopartículas que existiam no meu sangue entraram em colapso porque não era possível alguém ser tão bonito e tão limpo das sujeiras do mundo como você era. em minha mente não existia espaço para outro ritmo que não o das suas mãos acinturando o compasso do nosso sexo, as falas absurdas e incríveis sobre cinema antigo e do quanto Almodóvar é foda.
no dia que em que te encontrei, sabia que você era um cometa que poderia me atingir com sua fuga. eu sabia, inconscientemente, que todas as suas ações poderiam promover o mínimo do mínimo impacto sobre mim. eu sabia que, ao encontrar você, eu poderia me desencontrar também. quando a gente ama cega e puramente, nossa intuição fica ainda maior e nosso medo também. eu tinha medo. todos os dias, depois do encontro, eu pensava que você poderia ir, que você poderia ter passado depressa só para me tornar um ser humano melhor - para mim mesmo. ao encontrar você, sabia dos arranhões que a entrega e a procura causam nos outros. ao encontrar você (e repito: nosso encontro foi lindo), eu presumia que poderia sair do furacão-do-amor machucado, às custas de uma doação ilimitada de todos os meus poros a você.
mesmo assim, com a sensação inominável da entrega-procura-ilimitada que foi nosso amor, seguimos. os dois. entrelaçados numa dimensão que não esta; longe de todas as pregações sobre moralidade e fé. longe de todas as outras pessoas que, diante de nós, pareciam tão amenas e serenas e conformadas. longe de toda a calmaria que é o amor em dias da semana: queríamos promover uma revolução em cada membrana da nossa alma que não tem nada a ver com ciência ou religião. éramos dois ateus à procura de uma superfície confortável um no colo do outro.
nosso encontro foi incrível.
minha visceralidade atribuo a leminski
meus medos, a van gogh
e a bukowski minha fragilidade
sou um amontoado de poemas marginais e pinturas pós-impressionistas
BEFORE SUNSET — 2004, dir. Richard Linklater
THE 1975 Glastonbury 2025
BEFORE SUNSET — 2004, dir. Richard Linklater