task 002. so don't play with me, 'cause you're playing with fire.
Por mais que parecesse cruel admitir até para si mesmo, Aleksander apreciava os fins de semana em que podia deixar Camille na companhia dos avós. Nestes dias, ele podia ter um tempo para ele mesmo, podia se livrar do estresse dos negócios, as preocupações com pagamentos de fornecedores e afins, assistir a filmes na Netflix ou até mesmo sair para assistir a um jogo dos Yankees e beber na companhia de amigos sem se preocupar com o horário das refeições da filha. Neste dia em especial, tinha encontrado alguns colegas da época de escola e bebido algumas cervejas — muitas, verdade seja dita — em um bar de classe média, nada muito popular nem restrito. Em determinado momento, um de seus amigos avistou uma mulher muito bonita e não demorou a mostrá-la aos outros. Alek semicerrou os olhos para enxergar de longe a figura que agora se sentava no balcão e então voltou-se para eles, avisando que ele a conhecia. Era uma das clientes do Reinhardt Cafe, @iamsallesb, sem dúvidas muitíssimo bela, talvez a mais bela das clientes, ousaria dizer. Por mais que estivesse namorando agora, o loiro se levantou e caminhou até ela, escutando os comentários insistentes dos amigos atrás e também muitas risadas. They’re idiots, indeed. Com um sorriso contido, se aproximou da mulher pela lateral, parando ao lado com as costas apoiadas sobre o balcão. “Meus amigos me matariam se eu não viesse aqui falar com você.”
Aquele foi mais um dia no mês que Brianna saiu do serviço determinada a tomar um porre. Beber até cair. Não costumava fazer aquilo com frequência, apesar de que nos últimos meses parecia uma boa solução depois de um dia estressante e cansativo no escritório. Querendo variar um pouco de bar, acabou escolhendo um aleatório, que por sorte, já ficava no caminho de casa. O bar não era dos mais caros e finos, mas também não era um pulgueiro. Aquilo a agradava, gostava de ambientes assim. Apesar da vida que levava, ambientes chiques demais não pareciam ser tão confortáveis e agradáveis. O local não estava cheio mas também não estava vazio, e era por isso que ela se encontrava no seu lugar de costume, o balcão, e já estava sexta dose de tequila, sem falar dos drinks que o barman pedia para que experimentasse mas tinha certeza que era uma maneira que ele havia encontrado de flertar com ela. E era exatamente isso que fazia, provando um daqueles drinks esquisitos que o barman não parava de trazer para ela de graça, quando percebeu uma figura masculina conhecida apoiar-se no balcão, parando ao seu lado. Alex trabalhava na cafeteria que a empresária frequentava todas as manhãs antes de ir para o serviço. “Seus amigos? E porque o matariam?” Indagou curiosa, mesmo que soubesse a resposta daquela pergunta.








