Capitulo 13 â NOT YET
Elizabeth era uma criança enérgica, adorava brincar de bola, boneca, corria por tudo. Na reforma mandamos fazer uma casa de bonecas, não era pequena não, ocupava quase o jardim todo! Ela adorava ficar naquela casinha, com a cozinha, mesinha de jantar, até cama para ela e as bonecas, um dia å pegamos dormindo em cima dessa caminha. Elizabeth só brincava na casinha quando um de nós estava observando.
O dia estava nublado, o céu estava ameaçando chover e o frio atingia-nos com força, Elizabeth insistiu em brincar na casinha, então a agasalhei bem e ela andou igual a um pinguim para a onde queria. Nicholas e eu sentamos na varanda, observando-a.
- Nicholas, coloca uma ĂĄgua a ferver para fazer um chĂĄ. â Abri um sorriso e Nicholas se levantou para ir. Avistei Elizabeth sair da casinha e acenar, e depois voltar para dentro, dei risada.
Minutos depois a chaleira começou a ferver, estranhei, pois Nicholas não havia voltado desde então.
- Nicholas! â Gritei, e nĂŁo tive resposta. â Nicholas?! â
Nada novamente. Me levantei e dei uma ultima olhada para a janela da casinha, Elizabeth estava lĂĄ. â Nicholas pelo amor de Deus pare com esse joguinho. Ele nĂŁo estava pela cozinha, voltei para fora observar Elizabeth e pela janela nĂŁo a vi mais.
- Elizabeth?!
Corri para dentro da casinha de Elizabeth e ela não estava mais lå, comecei a gritar por ela mais desesperada ainda e ouvi apenas uma risada e o baque surdo de algo batendo em minha cabeça, do lado de minha orelha.
- CadĂȘ a minha filha?!
Acordei com os gritos altos de Nicholas, sua raiva transpassando na voz, aos poucos fui recuperando meus sentidos, minha cabeça latejava. Estava sentado com as pernas amarradas e os braços amarrados para trĂĄs da cadeira, Nicholas gritava sem parar perguntando por Elizabeth. SĂł entĂŁo pude entender a situação, olhei as duas figuras asquerosas ĂĄ minha frente e entĂŁo calafrios percorreram meu corpo, e a bĂlis invadiu minha boca.
- Olha quem acordou... Lembra de mim? â Aquelas mĂŁos engorduradas e gordas passaram pelo meu braço. â Estou com saudades de comer vocĂȘ... Daquele jeito... Gostoso... E vocĂȘ gritando... â Rick colocou seu rosto bem prĂłximo ao meu, seu bafo de bebida barata me embriagava tambĂ©m, ele sorriu mostrando seus dentes amarelos e podres.
- Vai se foder! â Gritei, cuspindo na cara dele que de imediato me deu um tapa no rosto, me deixando sem respiração por alguns segundos.
- Deixe-a em paz! â Gritou Nicholas, mexendo-se atrĂĄs de mim, tentando se livras das amarras. â Eu quero a minha filha! â Gritou mais forte dessa vez, mas foi calado por um soco.
- VocĂȘ nĂŁo vai encontrĂĄ-la... â Respondeu Phillip. â E se encontrar vai ser morta.
NĂŁo com seguia esquecer seus nomes, nĂŁo conseguia esquecer esses rostos, nĂŁo conseguia esquecer essa tortura.
- A querida querida... â Rick ainda estava na minha frente. Pegou seu membro por cima de minha calça e encostou-se ao meu ombro, fazendo movimentos de vai e vem.
- Eu juro que se encostar nela eu te mato!
Rick começou a rir ironicamente, pegando em cima da mesa uma faca, puxou minha cadeira, tirando-me de trås de Nicholas e me colocando å frente dele, olhei para Nicholas desesperada, seu rosto tinha sangue nos låbios e no nariz, um roxo na cabeça e no pescoço. Comecei a chorar no momento em que o vi, ele me pediu desculpas silenciosamente. Rick olhou para mim e depois para Nicholas. E assim respectivamente.
- EntĂŁo quer dizer que agora vocĂȘ estĂĄ com ela? â Rick e Phillip começaram a rir, Rick batia a faca na mĂŁo e andou atĂ© para do lado de Nicholas, puxando o cabelo dele para trĂĄs, colocando a faca no pescoço de dele, a raiva transparecia em seu olhar.
- NĂŁo! NĂŁo, machuque a mim e nĂŁo a ele por favor! Pode fazer o que quiser comigo, por favor, ele nĂŁo! â Gritei desesperada. Phillip me desamarrou e abriu um sorriso malicioso assim como Rick.
- NĂŁo April, nĂŁo! â Nicholas começou a gritar, enquanto eu era encostada na parede.
- Desculpe Nicholas, desculpe. â Falei chorando, desviando meu olhar do monstro a minha frente. Segundos depois de falar recebo um soco no nariz, a dormĂȘncia atingiu meu rosto e o sangue entrava em meu nariz e na boca, Nicholas berrou.
- Eu vou te matar seu porco imundo! - Nicholas deu alguns pulos na sua cadeira, remexendo-se de raiva.
- VocĂȘ estĂĄ falando demais, pequeno prĂncipe. Ta aqui a sua recompensa por abrir a boca. â Enquanto falava, Rick bateu minha cabeça contra a parede, fazendo a casa de madeira toda estremecer, largou meu pescoço e Phillip me prendia ajoelhada na frente de Rick, ele abaixou sua calça e sua cueca, Phillip prendeu os dedos em minha boca para mantĂȘ-la aberta, olhei para os lados e em um deles consegui ver que Nicholas estava vendo tudo, na melhor visĂŁo possĂvel. Rick colocou aquela coisa nojenta em minha boca, entrava e saia, a vontade de vomitar voltou, o choro era descontrolĂĄvel, essa sensação novamente nĂŁo. Nicholas berrava protestava mas nada adiantava, fechei meus olhos  e procurei forças, Phillip nĂŁo estava me segurando mais, pois havia ido bater no Nicholas, entĂŁo aproveitei o momento e mordi o pĂȘnis de Rick com a força que tinha, chegando a sangrar.
Nesse segundo saà correndo para a cozinha, enquanto Rick agonizava de dor e Phillip percebeu, correndo atrås de mim, ele me pegou pelas pernas me derrubando, levantou ainda segurando minhas pernas e me puxou para a sala novamente, Rick me olhou com reprovação, me segurou pelos braços e pelo pescoço, enquanto Phillip puxava minha calça e tirava a sua, eu não conseguia gritar pois o ar estava sendo trancado. Quando Phillip ia me estuprar novamente, Nicholas se jogou em cima dele, quebrando a cadeira nas costas de Phillip e se livrando das amarras, alguma coisa havia machucado os dois, pois o sangue escorria e melava o chão, Rick foi para cima de Nicholas e corri para cozinha novamente, procurando fÎlego, procurando forças.
Consegui pegar a faca que tinha no faqueiro em cima da pia, voltei correndo para a sala a ponto de ver Rick se recuperando de um soco e Phillip em cima de Nicholas, com as mãos ao redor do pescoço dele, o sufocando. Não pensei, apenas corri para cima de Phillip, com a faca apontada para as costas dele, atingindo a vértebra cervical na nuca, paralizando-o, tirei e coloquei vårias vezes antes que Rick me derrubasse no chão e voltasse a me sufocar, estava quase desmaiando quando senti aquele gordo imenso cair sobre mim, sangrando. Nicholas foi até Phillip que agonizava de dor no chão, totalmente paralizado.
- Cade a minha filha? â Gritou, apertando a faca contra o pescoço dele.
- No porĂŁo da casa do outro lado. â Falou chorando, implorando por sua vida.
- VĂĄ para o inferno, filho da puta! â Nicholas passou a faca na garganta dele, o sangue da jugular jorrou em seu rosto, nĂŁo se via pele, apenas sangue.
Nicholas e eu cobertos de sangue, machucados e exaustos corremos atrĂĄs de Elizabeth, procuramos forças para ir atĂ© o porĂŁo, a onde o choro vinha, ao abrirmos as portas caĂmos no choro, a pequena Elizabeth havia marcas de agressĂŁo, abraçamos com força a pequena, que chorava gritando pelo papai e pela mamĂŁe. Caimos os trĂȘs ajoelhados no chĂŁo, os trĂȘs chorando alto, os trĂȘs soluçando. Nicholas entre os soluços conseguiu falar.
- Eu amo vocĂȘs duas, eu nĂŁo... Eu nĂŁo me perdoaria se acontecesse alguma coisa.
- Vamos embora daqui... â Ajudei os dois a se levantar, andei atĂ© o telefone ligando para a policia, estĂĄvamos um apoiado no outro, deitados no chĂŁo da casa, Elizabeth ainda estava soluçando e com medo.
- Vamos recomeçar longe daqui. â Falou Nicholas. â Tudo que aconteceu aqui, vai morrer aqui, faremos de tudo para esquecer esses dias terrĂveis, nos mudamos de paĂs, recomeçamos em um lugar o oposto daqui, eu prometo April que vamos viver em paz e felizes, daqui para frente. Dedicarei a minha vida ĂĄ isso.
 FIM











