“sobre conhecer pessoas novas, sobre (quase) seguir em frente”
11 de julho de 2026
acho que você manchou minha visão
suas palavras e gestos ficam se repetindo
aquela noite, em segredo
a verdade é que eu gosto de lembrar
mas mesmo assim, nas entrelinhas de você
eu o vejo
aquela silhueta que me assombra
seus óculos são quase os mesmos
todas as músicas do bar insistem em trazê-lo aos meus ouvidos
eu tento ignorar, mas minha feição fala
seu corpo sentado na cadeira
sua desatenção
tudo isso, e qualquer coisa
eu o vejo através do espaço tempo
eu o vejo através de você
esses novos paladares nem imaginam
ele está nas minhas palavras chulas
no time de futebol que eu nem acompanho, mas que é minha resposta quando você me pergunta pra quem eu torço
no jeito que eu te toco, e te olho, e suspiro
na minha indelicadeza teimosa
às vezes, no meu gosto musical (quase) eclético
em algumas das minhas preocupações que eu não te digo, mas que meus olhos transparecem
quase como uma visão, como se a realidade desmoronasse por alguns segundos












