when I needed you, you thought the best was to leave
but when you needed help I told you to call me
Claire Keane
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Love Begins

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@regeneras
when I needed you, you thought the best was to leave
but when you needed help I told you to call me
quando você me conheceu você tinha ciúmes do babaca do bar porque eu escrevia sobre ele e achava que o amava ou gostava muito dele ao ponto de ter um futuro mas como eu digo ele era apenas um babaca que tinha um bar e eu gostava de estar com ele e de cerveja mas eu nunca quis casar com ele eu nunca imaginei nenhum tipo de futuro com ele mas eu escrevia sobre ele como se eu sentisse o maior sentimento do mundo e eu não tinha ideia eu não tinha ideia do que eu ainda ia sentir por você e você tinha ciúmes do babaca do bar sem saber que você era a primeira pessoa que eu amava na vida sem saber que o babaca do bar não sabia nem dez por cento de nada sobre mim e você você sabia minha alma de cor você foi a primeira pessoa que eu amei e desejei que não fosse eu desejei que você fosse menos eu desejei que um dia eu não quisesse mais escrever sobre você que um dia as palavras simplesmente parassem de sair mas você foi a primeira pessoa que eu amei e quando você se foi doía tanto que eu fiquei com o babaca do bar de novo e não senti absolutamente nada como se sentir você e sentir sua falta e nunca conseguir preencher o espaço que você tinha em mim fosse meu karma
você era tanto minha base de segurança que eu precisei mudar de cidade para me sentir segura de novo
você é m u i t o mais que isso
eu era.
eu mudei de cidade e segui em frente. eu mudei de casa e construí um lar. eu larguei minha profissão e parei de escrever. eu parei de beber e voltei a sentir tudo aquilo que o whisky anestesiava. eu segui em frente. mas eu ainda não consigo usar cor de rosa. eu ainda não consigo comer meu sorvete preferido. eu ainda sinto meu corpo todo formigar quando saio de casa. eu ainda ouço a música vem cá porque me sinto abraçada. eu ainda assisto aquela série só porque o ator me lembra você. eu ainda não vou para a praia. eu ainda corro de tudo que me arde o peito. eu ainda corro de tudo que tem seu nome assinado. eu ainda corro de tudo que me faz sentir. eu ainda me protejo e me defendo das partes de mim que você amava. eu apaguei tudo sobre você mas eu não consigo me apagar. eu não consigo fingir que eu não sou mais eu. eu tento. eu tento. eu digo que minha cor preferida agora é marrom. mas o rosa grita. o rosa berra que é mentira. todo mundo sabe que eu sempre amei cor de rosa e eu ainda amo. e fingir não amar me mata. mas admitir que eu ainda amo faz coisas em mim que eu não suporto. eu simplesmente não suporto. e não é sobre a porra de uma cor. é sobre tudo em mim me lembrar de tudo em você. porque você conhecia cada detalhe meu e amava cada detalhe meu e só de pensar nisso me falta ar. me falta ar saber que você amava cada parte minha e todas essas partes tem que ser escondidas porque admitir que elas ainda existem e que você só não ama mais elas me mata. me mata. e eu não aguento mais morrer.
eu não aguento mais morrer.
me rasga a carne
e o whisky
era só anestesia
sempre foi.
você tinha razão
eu sou completamente fodida
eu ainda dormiria melhor no chão do seu quarto do que na minha própria cama eu só me sentia mais segura com você do que em qualquer outro canto do mundo eu só me sentia menos quebrada do que em qualquer outro canto do mundo e eu tentei eu tentei em outras casas outras cidades outras pessoas e eu ainda me sinto estilhaçada.
Emily Brontë, from The Collected Works & Poetry of Emily Brontë; “Wuthering Heights,”
eu mudei de cidade e segui em frente. eu mudei de casa e construí um lar. eu larguei minha profissão e parei de escrever. eu parei de beber e voltei a sentir tudo aquilo que o whisky anestesiava. eu segui em frente. mas eu ainda não consigo usar cor de rosa. eu ainda não consigo comer meu sorvete preferido. eu ainda sinto meu corpo todo formigar quando saio de casa. eu ainda ouço a música vem cá porque me sinto abraçada. eu ainda assisto aquela série só porque o ator me lembra você. eu ainda não vou para a praia. eu ainda corro de tudo que me arde o peito. eu ainda corro de tudo que tem seu nome assinado. eu ainda corro de tudo que me faz sentir. eu ainda me protejo e me defendo das partes de mim que você amava. eu apaguei tudo sobre você mas eu não consigo me apagar. eu não consigo fingir que eu não sou mais eu. eu tento. eu tento. eu digo que minha cor preferida agora é marrom. mas o rosa grita. o rosa berra que é mentira. todo mundo sabe que eu sempre amei cor de rosa e eu ainda amo. e fingir não amar me mata. mas admitir que eu ainda amo faz coisas em mim que eu não suporto. eu simplesmente não suporto. e não é sobre a porra de uma cor. é sobre tudo em mim me lembrar de tudo em você. porque você conhecia cada detalhe meu e amava cada detalhe meu e só de pensar nisso me falta ar. me falta ar saber que você amava cada parte minha e todas essas partes tem que ser escondidas porque admitir que elas ainda existem e que você só não ama mais elas me mata. me mata. e eu não aguento mais morrer.
eu não aguento mais morrer.
meia noite
faz um pedido
você virava uma garrafa de whisky para deitar em outra cama com alguém que não era eu
e eu
eu virava uma garrafa de whisky porque sentia sua falta
era a mesma dor?
era a mesma dor?
porque assistir um dia e decorar todas as falas não muda o fato de que você foi embora
porque falar de você na terapia não fecha o buraco que você deixou
porque escrever não apaga o fato de que eu te amei
porque ver friends não anestesia a dor de saber que eu te apresentei minha série preferida e agora você assiste com outra pessoa
porque beber whisky não te traz pra perto de mim, me leva pra longe de mim
porque fumar um cigarro não te traz de volta
só me faz vomitar
só me faz vomitar.
porque eu mudei de cidade e de profissão
e meu terapeuta me perguntou se eu estava fugindo da ansiedade
e eu disse que não
eu não estava fugindo da ansiedade
eu estava fugindo de você
quando eu percebi o terapeuta ligando as garrafas de whisky vazias a conta de água com o triplo do valor o maço de cigarro guardado na gaveta os livros do buk rasgados pelo chão e as luzes dos prédios apagadas para sempre era tarde demais
quando eu percebi o que sua ausência fez em mim era tarde demais
era tarde demais para nós
sempre foi.
bebe uma garrafa de whisky comigo e diz que você não se importa que nunca se importou que se me amou foi tão raso quanto uma poça de água que passado é passado enquanto eu digo que segui em frente que não lembro mais seu sobrenome que não sinto mais sua falta
mentimos bem um para o outro.
traz o whisky que você não bebe mais
e tenta não perder as roupas pela escada.