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3 Dias no Alqueva - Um Lago que Une Dois Países
A cerca de 2 horas de carro de Lisboa existe um lugar com extensos campos de cultivo e montado. Veste-se de verde no inverno e no verão de dourado. Um lugar cheio de vilas charmosas e praias fluviais. Forrado a sobreiros, azinheiras e olivais. De gastronomia rica e de bradar ao céu – o qual, por acaso, também reúne as melhores condições para se observar as estrelas!
Falo da área envolvente ao Lago Alqueva.
Olivenza - A Cidade Mestiça
Olivenza fica na Extremadura junto à fronteira entre Portugal e Espanha, delimitada naturalmente pelo rio Guadiana e, consequentemente, pelo grande Lago Alqueva.
Monsaraz - Cheia de Charme
Chamam-lhe o berço do município, sendo por isso necessário recuar bastantes séculos para se conhecerem as origens de Monsaraz. A prova disso é a presença de vários dolmens, cromeleques e menires, deixados por antepassados e espalhados pelo município de Reguengos e Monsaraz - do qual a vila de Monsaraz faz parte.
Presunto Ibérico
Ao atravessar os campos do Alentejo e da Extremadura é comum avistarem-se porcos a pastar livremente no montado, totalmente fundidos e familiarizados com a paisagem. O porco é, sem dúvida, um dos protagonistas do sul da Península Ibérica quer a nível paisagistico, quer a nível gastronómico.
Não foram poucas as vezes em que as palavras “presunto ibérico” surgiram após referir que ia fazer uma Blog Trip a esta região - e agora eu percebo finalmente o porquê. Não sendo eu uma connoisseur no que toca a presunto – o que antes vinha parar ao prato, eu comia com gosto - fiquei mal habituada com o sabor suave e com as características do Puro Bolota que degustei na Masterclass de “Jamón Ibérico”.
Ang Kaew Reservoir. Frequentemente!
Em Chiang Mai, de manhã bem cedo, era frequente entrar numa coffee shop ao acaso na Nimman road, para tomar chá ou café.
Ao almoço, era frequente ir comprar frango de churrasco e sticky rice à senhora da lojinha da rua adjacente.
Ao anoitecer, era frequente ir ao Maya Shopping Center ver cair o sol sobre as montanhas.
E ao jantar, era frequente irmos ao mercado noturno mais próximo comer comida de rua ou sushi, com água cor de matcha a acompanhar (nunca soubemos de que era feita, na realidade).
Não é necessário muito tempo em cada lugar para se começar a criar rotinas. Isso não é uma coisa má, obviamente. Mas ás vezes, fugir de soslaio a esse sedutor conforto, faz com que surjam as melhores experiências. Foi desta forma que conheci o meu sítio preferido nesta cidade.
Templos! Templos por todo o lado...
Chiang Mai tem mais de 300 templos - disse-me uma pesquisa rápida no Google, que eu não os contei todos. Por isso, se estiverem a pensar visitar a cidade, tomem atenção por onde pisam, porque é muito provável que tropecem num templo ao fim de 5 minutos de caminhada. Pausa (desnecessária) para risos...
Massagem Tailandesa
Estávamos em Sukhothai e decidimos fazer uma massagem.
Eu tinha imensa curiosidade em fazer a típica massagem tailandesa e por isso, do vasto cardápio, foi essa a que escolhi. Já o Rui optou por uma massagem de óleos essenciais.
Deixem-me dizer-vos que ler sobre o assunto não me preparou minimamente para o que estava prestes a acontecer.
Sukhothai - Centro Histórico
Saímos da capital antes do meio-dia. Bangkok ficara naquele momento entregue às minhas memórias. O caminho para Sukhothai durou cerca de 8 horas num autocarro com o interior forrado com cortinados e folhos em tons de laranja e verde. Não era propriamente o último grito da moda, mas ver o notório e admirável orgulho dos proprietários na decoração do seu veículo, fez-me não desgostar completamente daquele ambiente.
BACC, O Rei e a Fotografia.
Estávamos no início de 2017. Era impossível ler-se sobre a Tailândia contornando o assunto da morte do Rei Bhumibol Adulyadej. O país estava em luto e isso notava-se até deste lado do globo.
The beautiful and not so overcrowded Monserrate Palace. Sintra is just beautiful 👌
Loy Krathong
Foi graças ao Loy Krathong que decidi que queria visitar a Tailândia durante o mês de Novembro. É impressionante pensar que foi por causa deste dia que atravessámos meio mundo durante 4 meses. No entanto, ver a dedicação e a fé daquelas pessoas desconhecidas deu-me a confirmação de que valeu a pena.
Asiatique
Já tinha lido muitos blogues com relatos de mulheres solo travelers e, sem saber ao certo o porquê, sempre tive a certeza que seria algo que eu ia gostar de fazer. Mas como se diz isso à família, quando não se tem qualquer tipo de experiência como viajante?
Ayutthaya
Ayutthaya foi das primeiras saídas que fizemos na Tailândia, precisamente uma semana depois de chegarmos a Bangkok. Ainda não tínhamos prática em nada: nem nas deslocações, nem no planeamento dos sítios a visitar, muito menos na gestão do tempo.
Wat Phra Kaew
Não sei se será justo dizer que visitei este templo. O Wat Phra Kaew (ou templo do Buddha Esmeralda) está inserido no recinto do Grand Palace. Aliás, o bilhete é comum aos dois espaços.
Visitei o Grand Palace com o Rui, na nossa última semana em Bangkok. Uma parte do centro histórico da capital tinha estado fechada ao público até uns dias antes, devido à cerimónia de cremação do Rei. Isso incluía o Grand Palace, por isso não tivemos alternativa senão deixar esta visita para o final.
Chinatown (de Bangkok)
Já tinha passado um mês quando conhecemos dois brasileiros, o Everton e o Ricardo, durante uma excursão a Chiang Rai. Tínhamos todos passado por Bangkok e por isso viemos grande parte do caminho de regresso a contar as nossas histórias pela capital. O Ricardo, que vinha sentado ao meu lado na van, perguntou-me o que é que eu tinha achado de Chinatown.
Comecei a relembrar-me daquele lugar e perdi-me nos pensamentos, ao tentar decidir por onde começar o meu relato. Como eu estava a demorar tanto tempo a responder, a voz do Ricardo quebrou o meu raciocínio. Detestou tudo. “Muito barulho, muitos cheiros, muita sujidade”, disse ele. Já eu, soube exatamente como deveria ter começado: “Gostei de tudo. Do barulho, dos cheiros e até da sujidade”.