Embora todos os outros integrantes da equipe de decatlo acadêmico tivessem faltado no treino aquele dia, Jude, como um bom capitão, decidiu praticar. Em uma sala vaga, posicionou a televisão perto da lousa e colocou a fita de um professor falando várias palavras, com intervalo razoável para que fossem soletradas. Como sempre, a empolgação de Jude aumentava e, junto dela, o volume de sua voz. “INCÓLUME. I-N-C-Ó-L-U-M-E. INCÓLUME!” bradou, já na vigésima palavra, encarando a televisão. “PROGNÓSTICO. P-R-O-G-N-Ó-S-T-I-C-O. PROGNÓSTICO!” E mais uma pausa. “SUSCITAR. S-U-S-C-I-T-A-R. SUSC-” E o treino foi interrompido pelo barulho da porta. Algum professor incomodado com o volume, imaginou... no entanto, foi surpreendido ao ver umx alunx. “OI! Quer dizer, oi. Posso ajudar?” perguntou. E aproveitou a pausa forçada para beber alguns goles d’água.









