Há algum tempo venho refletido sobre o papel da mulher na sociedade e, principalmente, dentro de casa. Venho pensado e analisado desde como foi concebida a mulher na história da criação, até como eram as atitudes e posturas destas em relacionamentos e famílias que deram certo, de forma que a constatação destes fatos pudessem me revelar segredos e chaves para a concepção da mulher ideal, da mulher virtuosa. Direcionarei meu olhar apenas para o papel da mulher dentro de casa, para que possamos fazer uma reflexão menos extensa e mais precisa. O mundo moderno trouxe para as mulheres uma caixinha de novidades que até então nunca nos foi apresentada. Independência emocional, financeira e afetiva são os ideais que chegaram a nós e expandiram nosso universo de uma forma que percebo não ser o melhor dos caminhos. As mulheres modernas tem, no geral, seus próprios empregos, suas próprias carreiras e já não se sentem inferiores ou inúteis se não arranjarem um marido. Mas, como será que todas nós nos sentiremos se, já no fim da vida, percebermos que temos e tivemos tudo, menos a presença constante de um abraço aconchegado ao nosso lado na cama? Afinal, do que adianta conquistar sozinha o melhor emprego, a melhor casa e o melhor carro, se ao chegar em casa, ao invés de ouvir as crianças brincando e seu marido a elogiando pelo jantar saborosíssimo que você preparou, a única coisa que você escuta é o silêncio? Provavelmente algumas de vocês está pensando neste momento que não é necessário abrir mão de um para ter o outro; que é possível conciliar as duas coisas. Pois bem. Te desafio a olhar em volta e encontrar um, apenas um caso, onde a mulher assumiu os mesmos papéis de homem na sociedade e em casa e teve sucesso em seu casamento e em sua família, dividindo o mesmo teto com o mesmo único homem a vida inteira e criando e educando responsavelmente seus filhos com retidão, princípios e valores justos e íntegros. A sensação que eu e muitas pessoas tem de que antigamente as coisas eram melhores definitivamente não é por acaso. As coisas não eram melhores porque havia menos violência, ou porque as músicas eram mais elaboradas. Mas sim porque o organismo que compõe a parte mais importante da sociedade e tem direta interferência na vida em comunidade, a família, tinha uma base mais sólida e estruturada. E as mulheres tem total importância para que este organismo seja assim, tanto quanto os homens. A Bíblia nos ensina sobre a mulher submissa, e parece que esta palavra, “submissa”, foi extinta do nosso vocabulário de propósito já há algum tempo. Pois digo a vocês que, para a mulher que se espelha nos ensinamentos cristãos, enxerga os erros que a sociedade vem cometendo e reconhece essas diferenças existenciais de homem e mulher, para ela não há prazer maior do que o de ser submissa ao seu homem, pois vê nele proteção, abrigo, confiança e segurança para amá-la da forma correta e lutar para o bem dos dois. Costumo dizer que o problema atualmente se resume em as mulheres terem esquecido como serem mulheres, e os homens como serem homens. Para uma sociedade ser melhor, é preciso que existam famílias bem estruturadas. E para existirem famílias bem estruturadas é preciso que mulher faça seu papel de mulher e homem seu papel de homem dentro de casa. É preciso considerar e respeitar as aptidões de cada sexo e desenvolvê-las para criar-se um lar harmonioso. Sejamos honestos e admitamos que as aptidões masculinas para prover o dinheiro e o alimento e proteger sua esposa e seus filhos são o que fazem o homem se sentir com um papel importante dentro de casa. Sejamos honestos e admitamos também que as aptidões femininas de demonstrar toda a sua ternura e delicadeza feminina cuidando da casa, preparando uma boa comida e criando os filhos são uma forma que a mulher encontra de demonstrar amor e de se sentir importante dentro do lar. É possível que uma mulher desempenhe esse papel conciliado com o trabalho? Sim. Provavelmente é raro e este papel deixará a desejar em algum sentido. Assim como também não é impossível e nem incorreto que um homem, trabalhando fora, faça uma tarefa ali ou aqui para a manutenção da ordem e limpeza da casa. Nada disso é impossível. Cabe a cada família, cada casal entender e acordar o que é melhor para si. Essencialmente, o que garante o sucesso de um casamento é cada um entender sua função e desempenhá-la proativamente. Essencialmente, a preciosidade está na mulher que, por vontade própria, escolhe amorosamente a ser submissa ao seu homem, sendo sua parceira, companheira e amiga mais fiel e ajudadora em todos os momentos, enquanto ele se dispõe a dar a sua vida por sua amada. Se esta essência existe, toda a rotina e todas as ações se ajustam de acordo, com a consciência de que o objetivo principal é fazer o que for necessário para estabelecer uma base sólida para que os dois cresçam em amor e união e para que seus filhos assim também cresçam, com princípios sólidos e valorosos.









