Van Sant se reconcilia com o sucesso e lança filme candidato a cult
E não é que Gus Van Sant fez a plateia de Cannes 2011 chorar?
O cara responsável por Drugstore Cowboy (Estados Unidos, 1989), Elefante (Elephant, Estados Unidos, 2003) e Paranoid Park (Estados Unidos, 2007) volta a fazer um filme no estilo de Gênio Indomável (Good Will Hunting, Estados Unidos, 1997).
É um filme de namoradinho, mas sem perder o jeito Van Sant (o uso da música, a maneira de filmar, a direção de atores jovens...). Depois de perder os pais em um acidente, o guri (o já elogiadíssimo Henry Hopper, filho de Dennis Hopper) desenvolve um mórbido costume de frequentar velórios. Daí, vai se envolver com uma paciente terminal (Mia Wasikowska, antiga paciente de Paul no seriado In Treatment e a Alice de Tim Burton).
Pois bem, parece que Restless (Estados Unidos, 2011) vai fazer sucesso. Em seu blog, Luiz Carlos Merten diz que não se empolgou muito com o filme, mas conta que muita gente adorou a história.Na edição impressa de O Estado de S. Paulo desta sexta-feira (13.mai.2011), o crítico parece que fez a melhor definição que li sobre o filme:
"Restless nasceu com a vocação de cult. Van Sant fez a love story freak da geração desta geração."
No blog do Bonequinho, o crítico Rodrigo Fonseca, de O Globo, compara Gênio Indomável com este filme de estúdio (Sony Classics):
"O longa rodado com Matt Damon nos anos 1990 era uma análise sobre o amadurecimento entre pessoas maculadas pela inadequação social. Já este tocante romance, de clima outonal, prefere se apegar à ingenuidade da paixão pueril e realçar sua importância como rito de passagem."
Em dois dias, foi o filme que provocou o maior zunzunzun positivo em Cannes 2011, ao lado do filme de Woody Allen.