Diário, ou semanário, ou quinzenário (o que eu quiser)
Abrindo os trabalhos com: Reflexão sobre comemorar pequenos feitos
Esse blog (Tumblr), está um tanto às moscas, achei justo torna-lo meu espaço pessoal de desabafo. No futuro (oi, sua vaca, de boas?), terei dado a mim a oportunidade de discordar das minhas palavras, e talvez perceber o que aprendi neste entremeio (ou não).
Para os incautos, sou leeouac, e sim, é muita vogal num nome só. A vida real aqui, do lado de fora da tela é pacata suficiente para que eu possa me dar o luxo de gastar algumas horas do meu dia escrevendo sobre reflexões ególatras (tô nem aí, podia estar assistindo TV), sem pretensões grandiosas, sem amarras com a boa escrita. Sejam bem-vindos, o problema é de vocês.
Vamos comemorar! O pequeno e estratégico feito de expor na internet minha vivencia cotidiana, e destilar meu próprio veneno para que eu não morra engasgada dele! Uhull! (Pergunte se eu ligo).
Como deixei claro lá em cima (volte no subtítulo), vou expor aqui uma rápida e nada fundamentada reflexão sobre o que pessoalmente chamo de “antecipar para destruir”: a comemoração de pequenos feitos.
Usando minha vida pessoal como parâmetro (porque né, tô vivendo a vida de outro por um acaso?), posso delicia-los com “excelentes” passagens em que, feliz por ter dado um pontapé inicial, enchi-me de prazer, para dar de cara na parede no momento seguinte.
Dia de chuva qualquer, estou acima do peso como sempre, e conjecturando começar mais uma dieta falível. Eu sei que vou falhar nessa; meu corpo e mente são espertos (um adendo aqui: eu realmente acreditava ser dona de minhas ações, e senhora do meu consciente, mas, bem, parece que o troço não é tão simples assim. Vejam os links no final com resumos bacanas sobre o que estou falando), e acham que estou passando pelo inverno de Game Of Thrones, e caçando mamutes para me alimentar, o que os torna defensores de cada grama de energia consumida. Foda-se o que eu gostaria, ser gorda não é problema, e não estou com a saúde ruim, então arranje outros ideais, quérida!
Mas começo a dieta mesmo assim.
Quatro dias depois, e minha vida é linda e a dieta é incrível!
Sete dias depois estou comendo pizza.
Posso conclamar que minha força de vontade tá mais pra fraca (com uma grande galinha d’angola a me seguir pela casa), mas a verdade é que comemorei cedo: eu devia perceber quão extenuante é mudar meus hábitos alimentares, e me dispor a aguentar o tranco até o tempo necessário para que a nova dieta se tornasse o novo hábito.
Posso apenas aceitar como sou?
O problema desse comemorar pequenas vitórias, é quando não prevejo sua longevidade, nem a necessidade de absorver os detalhes na sua crueza para melhora-los no futuro.
Estou no ensaio de uma peça, compondo uma cena com minha colega, e tadah! Tenho insight e faço-a o mais doloroso que minhas expressões conseguem. Sinto a dor da personagem como minha, meus membros tremem, enquanto tento alcançar minha filha que se vai, num imploro figadal que ela fique. Não vejo diretores, nem atores, só a cena. Desmaio – isso faz parte. Estou ao chão, tentando absorver os detalhes, para reproduzi-los novamente, mas sou erguida, abraçada e aplaudida. Oh, a glória. Oh, esqueci como fiz!
Não creio que algum dia eu serei premiada por minha sagacidade e percepção. Com esta mente talhada na tecnologia, só gravo aquilo que repito até a exaustão (oops, rimou). Aqueles instantes de concentração eram meu calcanhar de Aquiles. E, hum, o cupido da comemoraçãozinha me flechou bem lá.
Acho gostoso saltitar pela vida, vivendo os preciosos momentos, fazendo reverência a cada conquista, mas euzita, prefiro não quebrar a perna por minúsculas vitórias. Amargor? Talvez. Não lembro de ter me descrito como grande sabedora, nem de mim.
Aqui fica, pois então, meu revés para o assunto: aceitar a aspereza e o desconforto das batalhas; quão longa e complicada elas podem ser; quão difícil pode ser chegar ao impreciso nível no qual posso começar a soltar os fogos.
https://www.youtube.com/watch?v=z-ATdBKNErM
https://www.youtube.com/watch?v=mfIenNIAedw