.......... Eu tava triste quando mexia no Tumblr né? Meu Deus, tadinho
A quem interesse, hoje em dia eu tô bem e feliz 🤙🏽
i don't do bad sauce passes

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@limerante
.......... Eu tava triste quando mexia no Tumblr né? Meu Deus, tadinho
A quem interesse, hoje em dia eu tô bem e feliz 🤙🏽
Esses dias você se sentou no guarda corpo da varanda e se recostou na rede de segurança ouvindo aquela música sem voz. Uma guitarra profunda no momento é o que mais te toca.
Era quatro da tarde, você observou sua silhueta bege na parede dourada e pensou em como as pessoas deixam de amar. E você sente isso tão forte que acredita que mais ninguém te compreenderia. Tão forte que nenhum “Te entendo” realmente te convencceria.
Você já aguentou demais. Homofobia em casa, afastamentos, ligações de parentes queridos que queriam falar com outra pessoa. Você chorou porque você é um copo descartável. Você chorou pela quarta vez em quatro dias porque cuspiram na sua cara há quase um ano, gritando que tinham nojo de você, porque está enfrentando uma pandemia preso em casa, onde toda a sua infância e adolescência ainda te assombram, porque a ebola ressurgiu, porque seus amigos estão surtando e os parentes fogem de casa, com as violências dos cristãos amantes do anticristo.
Você já chorou pela quarta vez na semana, tremendo, puxando e arranhando o próprio rosto porque o seu eu de 10 anos era maltratado. Porque o seu eu de 13 anos era insuportável. Porque os seus arredores sempre te afastaram (insuportável). Porque seus melhores amigos preferiram outros (insuportável). Por que vocINSUPORTÁVEL.
Seus demônios te possuíram. Sua cabeça gira, você sobe pelas paredes, se contorce, vomita e rasga o próprio corpo.
De novo você esqueceu que merece ser amado.
Você ainda busca aquilo. Provavelmente você não sabia o que era, mas agora que pensou nisso talvez saiba. Um objeto, alguém, um sentimento, todos buscamos "aquilo". Eu uso redes sociais pra fugir da realidade. Pessoas me usam para se sentir mais amadas. Todos usamos algo procurando felicidade. Mas, agora, é saudável continuar usando isso se, sempre que a traz, dura apenas alguns minutos?
a minha versão criança fofa de 10 anos cantando Evanescence
“Agora é cada um por si. Cansei de ser eu por todos e ninguém por mim.”
— Zebukowski.
Dias que não terminam (19)
O que se faz quando o mundo cansou de você?
Quando eles param de rir, quando os julgamentos voltam
Quando a família não conversa, mas te manda sair do telefone
Quando aquela pessoa X passa a ser incógnita
Quando mesmo o bloco de notas para de ser suficiente
O que se faz quando você cansou do mundo?
Você se lembra, Limerante
Sim, Limerante, você lembra
Não adianta fingir que esqueceu
De quando, ao chegar numa rua vazia
Seu pai te bateu
“Em nome de Deus”
.
Sim, Limerante, você se lembra
De quando, no carro, vocês brigaram
Você só queria chegar à escola sem chorar
Por um ato falho palavras voaram
E suas lágrimas rolaram
.
Não, Limerante, ela percebeu
Que não era só sono que fechava seus olhos
Ou que pesava sua voz rouca
Mas ela ficou calada,
Sabia que seria pior
Te conhecia, não seria louca pra
Te ver chorar no pátio ao abrir a boca
.
Sua psicóloga, Limerante, é sensacional
Te ajudou com problemas além do pessoal
Por conta dela você e seu pai não brigam mais por conta daquilo
Mas claro, você sabe que ele ainda não aceita
Ei, que idéia brilhante! Vai falar pra ele sobre amor na igreja.
.
Você vai se lembrar, Limerante, desse retiro
De quando, na última palestra
O depoimento do cara dos milagres
Tocou o coração do seu pai
E o fez chorar o que dariam mares
Sim, Limerante, foi como um tiro
Quando ele te olhou nos olhos
E, chorando compulsivamente, implorou:
“Você me perdoa por não ter te aceitado, meu filho?”
não.
Apenas lembra-te; Alguém ama tudo o que você odeia em você.
dê asas a sua tristeza, e com o tempo ela irá voar para longe.
cacta
Nós nunca existimos. Será que um dia existiremos? Eu penso em você como alguém que dorme com a coxa sobre a minha. Que o cheiro me faz lembrar o bom. Não algo, alguém, ou o sentimento, simplesmente o bom.
Mas... Você existe mesmo?
Já encontrei pessoas que até me lembravam você. Pessoas engraçadas, cheirosas, sorridentes. Mas nunca alguém que me fez sentir como você. O cheiro passava, o sorriso de desfazia, o humor abaixava. Os seus nunca acabam, mesmo você nunca tendo passado do transcendente para o físico.
Me pergunto se um dia vou encontrar o Dourado nesse "mar cheio de peixe". Você vai ter suas falhas, claro, todos temos. E eu quero aprender a viver com elas. Mas acho que Deus ainda não sabe que penso em você.
Você pode estar por aí, a cinco metros, ou a duzentas e setenta e nove milhas, no meio de outro continente. Você pode já estar vivo, mas ainda com treze anos, ou vinte, ou trinta e dois. E eu, que ainda tenho dezessete, será que um dia vou te encontrar? Será que um amigo em comum vai esbarrar contigo num passeio pelo shopping? Ou que nós vamos sentar lado a lado no cinema? Ou que nós vamos apenas dividir o ar da mesma atmosfera?
Espero que você surja logo. Não gostaria de continuar vivendo estaticamente assim. Mesmo que esteja no outro polo do planeta, espero te encontrar numa viagem turística. Vai ser um prazer te conhecer.
10:57
eu acordo e há tanto a se fazer. há tantos livros e conhecimento. há tantas músicas e pensamentos. obrigada, mundo. obrigada por ter feito de nós seres conscientes de sua existência. obrigada pela arte, pelo caos interno, externo e eterno.
peço perdão pelo que é feio. pelas guerras. pelo ódio.
peço perdão, acima de tudo, por aqueles que não vêem a vida com um olhar gentil.
Trovões/Vocês
Eu estava no meio do mar. Naquela canoa só tinha água e comida, um garoto e um remo. As ondas balançavam para lá e para cá, mas eu não me mexia.
Vi o vulto de um homem. Cheguei a achar que era Jesus, mas foi só a sede que guardava há tanto tempo. Cansei de economizar e bebi da água.
E então o céu se fechou.
Começou a tempestade mais forte que já vi em toda a minha vida. Trovões que nunca imaginei ser capaz de ouvir sem cair da canoa berravam do céu tão afundo que meu coração tremia ao som deles. Aterrorizado, me segurei no barco. As ondas batiam de lá e de cá, me chavoalhavam por inteiro, mas eu não caí do barco. Chegava a soltar um dos braços, mas não me rendi. Ajoelhado, pedi a Deus para parar, mas os trovões gritavam que ele não me amava.
E uma onda bateu.
E outra.
E outra.
E outra.
Até que joguei o foda-se.
Berrei, me esgoelei.
Mas nada aconteceu.
Soquei o vento furioso.
Mas nada aconteceu.
Tentei pedir mais uma vez.
Mas nada aconteceu.
Cansado de lutar contra o caos, desisti de tentar resistir. No barco levantado a quase noventa graus da superfície, me levantei. Cada movimento parecia uma montanha-russa, mas lá estava eu em pé. Mas eu não caí. O barco caiu na água de novo, quase virou, mas eu nem me mexi. Olhei para o céu, negro e ventoso, com raios e rabiscos de chuva. O monstro gigante querendo me matar tão desesperadamente. Sem ter o que fazer, abracei meu fardo.
O encarando, chorei. Chorei por mim, chorei pelos monstros que o compunham, chorei por seus trovões. Chorei de raiva da sua ignorância, de pena pelas mentes pequenas, mas mantive o queixo erguido. E, sem me importar, pisei na água.
O monstro se enfureceu com tal desaforo e mandou mais ventos. Mais ondas me enxarcaram, mais trovões ribombaram, o monstro foi ficando mais bravo, mas eu continuava de pé.
Até que, num ato de fúria, o céu explodiu. Raios socaram a água, granizo tentou furar minha pele, até a própria água tentou me engolir, mas nada me feria. E ele foi se cansando. Os trovões tentaram me ofender mais e mais, os estrondos das ondas tentavam me chamar para o fundo, mas eu não afundava.
Os raios tentaram me eletrocutar, mas ele estava se cansando.
O granizo tentou me machucar, mas estava derretendo.
A chuva tentava me resfriar, mas ele estava se cansando.
As ondas tentavam me engolir, mas o mar estava se acalmando.
As nuvens tentavam se fechar, mas ele estava se cansando.
Os trovões sucumbiram, o vento apaziguou. O barco continuava de cabeça para cima, a comida ainda estava lá. O sol sorriu para mim e seus raios me secaram. Subi de volta no barco, bebi da garrafa d'água e dei um brinde ao monstro.
Ele tentou, mas não conseguiu. Obrigado por ter me feito mais forte. Dessa água beberei para sempre.
Sussurro da alma
Sim, eu cortei o cabelo. Sim, eu ouço lo-fi hip hop. Sim, eu gosto de azeitonas.
Não, eu odeio sertanejo. Não, eu não choro mais por isso. Não, ele também já morreu para mim.
Não, isso não foi sobre amor. Não, eu não quero pensar nisso agora. Sim, eu quero escrever sobre isso.
Não, isso não é loucura. Sim, é o sussurro da alma. Não, não estou morto de novo.
Sim, você sabe o que é isso. Sim, você também faz isso. Sim, todos fazemos.
Nós não pensamos. Nós apenas falamos. Não, de vez em quando o idi não precisa do ego.
Sim, você só deixa fluir. Não, não foi planejado. Tudo bem, depois você conserta isso.
Só deixa sua alma falar. Deixa sua mente sussurrar. Deixa seus dedos se moverem sozinhos.
Sim, isso é bom mesmo. Está melhor agora, não? Sim, todos precisamos disso.
Por @limerante
Espaço
Porque eu falo em frases surpresa o que não falo quando você abre a represa
Eu jogo fora o que eu seguro para não piorar a situação num papel digital de um site que eu fingi para muitos que não conhecia, muitos como você.
Porque eu sei que, quando descobrirem quem sou nesse mundo onde ninguém me conhece, tudo o que eu conquistei depois daquele seu ataque vai desmoronar de novo.
A privacidade, a liberdade de ser todas as minhas partes que você quer que Deus apague.
Eu escrevo no quarto de uma parede azul desbotada, três brancas sem graça e portas que não servem de nada.
Eu escrevo na tela de paredes de giz que eu não pude fazer com pôsteres de jogos e artes que eu amei. De meninas de mãos dadas, garotos abraçados e uma foto pincelada do espaço.
Do espaço que brilha de noite. Do espaço que você tira quando lê minhas conversas. Do espaço aonde minhas palavras e emoções se perdem. Do espaço que aquela pessoa deixou, mas que eu não te contei porquê estava mal. Nós dois sabemos que você só ia piorar a situação.
Eu escrevo no espaço já não em branco toda nuvem que você fez compactar a cada senha que me obrigou a falar. Eu escrevo no espaço o céu, a terra, o mar, a vida, os foda-ses, todo o ódio que você mascara.
Eu escrevo no espaço porque ele foi a única coisa que me restou, mesmo não tendo restado.
Por @limerante
Vermelho de ódio (S2)
Ok, você e vai me xingar depois, mas eu amo o jeito que você gesticula freneticamente quando está puto comigo
Quando fica vermelho de raiva por não ter te dado ouvidos
Quando vira a cara de braços cruzados quando te provo o contrário
Até quando me chama de babaca por ouvir seu sermão olhando pra outro lado
.
Não, eu não estou brincando. Realmente é fofo te ver insano de ódio
Sei lá, é engraçado te ver vermelho até a ponta do nariz
Eu te chamo de palhaço
Você me xinga de palhaço
Eu te dou um beijo e um abraço
E aquele frenesi que estava prestes a explodir vira um sorriso com afago.
Aí você volta a ser sensato
O vermelho cai para branco
Você me chama de babaca
E eu rio na sua cara.
Te dou um beijo rápido
Você retribui com sorriso chato
Me chama de babaca
E eu falo que te amo
Você fica vermelho
E lá se vai o seu branco.