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@livingalifewithoutpurpose
Esses dias me peguei pensando em você, na forma com que cuida de mim e do quanto amo isso.
Lembrei de você tocando nos meus lábios, dizendo que estavam ressecados e que eu precisava beber água, se levantou e trouxe minha garrafa que fica na sua geladeira, e eu nem me dei conta de que precisava beber água ou de que estava com sede.
Lembrei da nossa ida ao mercado, escolhendo coisas para sua casa, como se estivéssemos morando juntos e fazendo compras para nós dois.
Lembrei de quando você está caindo de sono e começa a me falar o quanto me ama, das coisas que quer fazer para melhorar nosso relacionamento e não quer fica longe de mim.
São 120 dias cuidando de mim, me amando em gestos, palavras e atitudes.
Eu sinto falta
Eu sinto falta de ficar horas no telefone conversando, brincando, te provocando, falando sobre assuntos aleatórios, imaginar seu sorriso sem graça do outro lado da linha, te dizendo qualquer bobagem que possa roubar uma risada tua.
Eu sinto falta da tua companhia nos meus dias mais obscuros, de ver que você faz questão de me ouvir e que quer aprofundar o assunto, me perguntando como foi meu dia, o que aconteceu no trabalho e quando voltam as aulas da faculdade.
Eu sinto falta de te ouvir me contando sobre seu dia, aquele estresse que rolou no trabalho, sua mãe te ligando em horários inconvenientes e aquele jogo que vive te tirando do sério mas você não desiste de jogar por querer subir a patente.
Eu sinto falta de algum dia tudo isso ter sido real, fora da minha imaginação.
ira furor brevis est.
Mude
Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa. Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa. Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama. Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais, leia outros livros, Viva outros romances!
Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia.
O novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
A nova vida.
Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações. Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde, ou vice-versa. Escolha outro mercado, outra marca de sabonete, outro creme dental. Tome banho em novos horários. Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares. Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes. Troque de bolsa, de carteira, de malas. Troque de carro. Compre novos óculos, escreva outras poesias. Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores. Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus. Mude. Lembre-se de que a Vida é uma só. Arrume um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo. E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores, mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda!
Edson MARQUES in: Mude (ed. Pandabooks, 2005), prefácio de Antônio Abujamra.
Chore
É com as lágrimas que consigo dizer o que a boca não transmite
Chore
As lágrimas carregam o peso da alma e do coração
Chore
Cada gotícula tem um pouco do sentimento que não consigo interpretar
Apenas chore
Eu sinto falta de uma ligação durante o dia, no meio da durante, pela madrugada, só pra dizer que queria ouvir minha voz, que sentiu saudades, falar um "eu te amo".
Eu sinto falta de quando você me chamava pra sair durante a semana só porque queria me ver, íamos para o mesmo lugar de sempre e jogávamos conversa fora.
Eu sinto falta de quando você demonstrava interesse e prestava atenção nas coisas que eu falava, de quando você realmente me ouvia.
Eu ainda anseio por sua ligação, uma mensagem repentina dizendo que estava pensando mim, uma atitude inesperada, uma demonstração de afeto e importância.
O que deu errado? Onde começou a dar errado? Como nos perdemos?
Não sei se já te contei, mas sou viciada no seu sorriso, apaixonada pelo som da sua risada, namoro o seu olhar e fico arrepiada com seu toque. Eu não sei o que você tem, mas sei que me mantém mais próxima ainda, e talvez eu nem queira saber o que você tem, eu só quero continuar aqui, contigo.
Eu amo quando pede para eu deitar no seu peito, daquele jeitinho todo seu, quando você levanta do acordar e me pergunta se quero tomar nescau com misto caprichado que me conquista sempre que faz.
Eu não sei o que você tem, mas sei que você me tem, em cada olhar, em cada risada, em cada toque, em cada beijo, em cada detalhe.
Só sei que eu tenho você.
Por que você tem que ser assim comigo? Tão egoísta? Eu fiz algo para merecer isso de você? Por que na minha vez não tem compreensão? Não tem empatia? Por que é incapaz de se colocar no meu lugar? Fazer algo por mim? É tão difícil assim?
Poxa, eu estou sempre colocando suas necessidades acima das minhas, usando meu tempo, meus dias livres para te ajudar, em troca estou recebendo o que? O que você está fazendo por mim? Estou apenas colhendo lágrimas, solidão, tristeza. Isso está certo?
É 𝒸𝒶𝓃𝓈𝒶𝓉𝒾𝓋𝑜 𝓉𝑒𝓇 𝒹𝑒 𝓈𝑒𝓇 𝓈𝑒𝓂𝓅𝓇𝑒 𝒶 𝓅𝑒𝓈𝓈𝑜𝒶 𝒶 𝒸𝑒𝒹𝑒𝓇, 𝒶 𝓅𝑒𝓈𝓈𝑜𝒶 𝓆𝓊𝑒 𝓉𝑒𝓂 𝒹𝑒 𝒹𝒶𝓇 𝑜 𝓅𝓇𝒾𝓂𝑒𝒾𝓇𝑜 𝓅𝒶𝓈𝓈𝑜, 𝓆𝓊𝑒𝓂 𝓉𝑒𝓂 𝒹𝑒 𝓇𝑒𝒸𝑜𝓃𝒽𝑒𝒸𝑒𝓇 𝓆𝓊𝒶𝓃𝒹𝑜 𝓃ã𝑜 𝓈𝑒 𝑒𝓈𝓉á 𝑒𝓇𝓇𝒶𝒹𝑜 (𝒶), 𝓆𝓊𝒶𝓃𝒹𝑜 𝒶𝓉é 𝓃ã𝑜 𝓉𝑒𝓂 𝒹𝑜 𝓆𝓊𝑒 𝓈𝑒 𝒻𝒶𝓏𝑒𝓇, 𝓂𝒶𝓈 𝓈𝑒𝓇 𝓈𝑒𝓂𝓅𝓇𝑒 "𝒶 𝓅𝑒𝓈𝓈𝑜𝒶 𝓆𝓊𝑒 𝓉𝑒𝓂 𝒹𝑒".
Tem coisas que acontecem que eu prefiro nem entender, ou não sei se vou conseguir entender. É difícil ter empatia e compreensão as cegas com alguém que não quer ser compreendido ou recorrer ao ombro amigo.
É difícil se colocar ao dispor de um relacionamento que não é recíproco, não tem como se enfiar num espaço que não lhe cabe.
Qualquer um pode rabiscar algumas tolices, com letra bem grande e espaçada, mas a dificuldade era provar, acima de tudo, a necessidade que se tem de falar.
Diário de Anne Frank
Responsabilidade afetiva não é ser obrigado a amar o outro, mas sim ser sincero sobre o que sente e o que quer.