AFRA SARAÇOGLU – Por Glinda e sua varinha mágica! Olha só se não é BEREN OF CORONA FITZHERBERT caminhando pelos corredores da torre DAS NUVENS. Por ser filho/a/e de RAPUNZEL E FLINN RYDER, é previsto que ele/u/a deseje seguir caminhos parecidos com o dos pais. Ao menos, é o que se espera de alguém com 24 anos, mas primeiro ele/u/a precisará concluir o módulo II, para depois se assemelhar como um conto de fadas.
Novo conto: Os Bárbaros - Siena, a solidão.
Headcannon: Beren claramente não nasceu com a disposição de sua mãe, talvez por terem contextos diferentes a menina se via bem desanimada na floresta desencantada. Suas expectativas aumentaram quando ela se imaginou com um daemon, pois sabia que não estaria sozinha. Teria um elo e finalmente alguém para passar o resto do tempo consigo. O que poderia dar de errado?
Como nessa realidade? Tudo. Seu ovo em poucos meses na escola havia virado pedra. Seus colegas se afastaram, afinal, mocinhos deveriam cuidar bem e eclodir bons ovos. Isso não aconteceu para ela. E ela se isolou cada vez mais, somente ouvindo os comentários, mas seu pai disse que ela deveria ter coragem e perseguir. Que algo melhor estava a esperando, e bem, o que ela tinha a perder? Não tinha muitos amigos, e ninguém para passar seu tempo.
Seu pai a guiou em o que foi sua aventura selvagem, e quando viu um amphithere voando alto em direção a uma caverna, seu pai lhe disse que era sua aventura. Beren passou três dias na floresta e perto de uma praia escondia-se uma caverna. Uma fumaça se misturava na areia, e foi dali que pensou no nome como se viesse na sua cabeça. Domar, custou-lhe duas costelas, e uma queimadura na panturrilha, mas quando finalmente conseguiu subir em cima de Seasmoke e colou sua cabeça na dele sentiu um laço batendo. Não era forte, e sabia que não era nada como uma ligação deveria ser, mas quando ela pediu "por favor" ele pareceu entender da solidão dela, e juntos voaram.
Nunca sentiu-se tão feliz quanto no seu, e por mais que soubesse que não era para sempre serveria para o momento. Não só isso, Seasmoke mudou a visão de seus colegas sobre ela, e quando foi tentar jogar e o mesmo sorriu demonstrando que era aquilo que gostava de fazer, viu uma nova oportunidade de fazer amigos e algo pelo dragão que estava lhe ajudando tanto.
Poderes: Possui a habilidade de cura, especificamente conseguindo regenar os tecidos/orgãos danificados!
Daemons: Seasmoke, um amphithere de cor verde-amarelada, seasmoke só mostra seu talento quando está jogando por ter sua anatomia modificada e diferente de outros dragões se torna mais ágil voando e feliz somente durante as manobras, mas geralmente é isolado e prefere ficar nos cantos ou descansando longe de todos. Extra: Goleira dos Leões;
beren foi atingida com a ira! depois de tudo que passou o pecado que mais tomou conta de seu corpo sem dúvidas seria a ira, algumas ideias:
001. Quando os pecados começaram a seguir os personagens Beren estava perto de Muse e não pode evitar empurrá-lx, e começar uma discussão verbal querendo soltar tudo que estava dentro dela. @abussola
002. Depois do ocorrido em 001, Beren se dirigiu até algumas partes da festa enquanto a maioria saia pronta para destruir todo o ambiente, chutando as coisas, e derrubando tudo. Muse achou divertindo e juntou-se a ela extravazando todas as energias. @henleblanc
003. Muse é amigo de Beren e ao vê-la desse jeito quer levá-la direto para a academia, mas ela está contra. Vamos começar um angst bem divertido aqui.
quanto ao lucien não há pecado que mais se pareça com ele do que a lúxuria, envolto em sempre querer mostrar o quão bom é:
001. Ao verem outras pessoas sendo tomadas pela lúxuria, Lucien começou a rir da forma como Muse tomado pela lúxuria estava desesperado pelos outros causando desentimento entre eles.
002. Ainda focado em outras pessoas com lúxuria, Lucien não se importa em voltar ao castelo junto com Muse 1 e Muse 2 prontos para terem uma boa noite.
*˖·. ⸼ 𓂃 ver beren sempre era ótimo, zilla rapidamente esquecia sua missão de explorar lalotai e ver o que tinha mudado desde a última vez que esteve ali, a distração sendo muito bem-vinda na forma da mocinha. embora devesse evitá-la por causa daquele status de nascença, a garota parecia lhe atrair como um ímã. ❝ ── é difícil quebrar um hábito de… muito tempo. ❞ sempre tentava ser indireta ao mencionar a passagem do tempo pois isso era algo que não conseguia acompanhar direito. só percebeu que ao pisar ali o tempo era importante quando reconheceu alguém que assustou quando a garota era pequena. e agora ela estava enorme. ❝ ── eu tento lembrar mas às vezes é apenas mais fácil aparecer no seu quarto, evita também que as pessoas me vejam, não? ❞ matava dois coelhos com uma cajadada só. ❝ ── e talvez eu goste mesmo de te assustar, você faz uma cara bonitinha. ❞ brincou, dando-lhe uma piscadela com o olho direito.
ao ouvir a confissão, franziu o cenho. esse era um dos piores lugares para se estar, mas considerando que ali dentro a água não agia da mesma forma e eles respiravam e andavam normalmente como se isso não tivesse poder sobre os visitantes, talvez estivesse tudo bem para a garota. ❝ ── talvez evite então sair desacompanhada. na hora que quiser voltar para a superfície acho que seria melhor procurar um portal ao invés de de submeter a nadar para cima. ❞ disse de maneira preocupada com a saída dela. ❝ ── por enquanto, que tal me acompanhar? eu estou em busca de uma tartaruga que tem o casco de esmeralda, quero ver se ela ainda está com o casco intacto ou se o tamatoa a encontrou. ❞
Aquele lugar era tão bonito, mas ela se via incapacitada de aproveitar completamente com medo de que a qualquer momento ela se veria tomada por água e seria a nova oferenda de aniversário de Úrsula. O seu desejo de seguir Zilla fez com que ela tentasse enfrentar o medo para conhecer um pouco de Lalotai. Ao olhar ao redor percebeu que naquele momento não estava tão cheio de colegas, puxou a lateral da blusa da outra se agarrando a ela e deixando guiar como uma criança assustada em um aquário se apegando na pessoa que mais confia. "Sabia que tudo isso tinha uma razão você só gosta de me ver tendo um mini infarto. A adrenalina deve ser bem divertida para você." Uma pena que para ela ainda era tudo bem nublado.
Acompanhando a ruiva pelo local não pode deixar de olhar para a mão da outra pensando em como seria a sensação de andar de mãos dadas com ela pelo local. Sabia que não seriam tão corajosas para se expor assim. "Alguém já lhe disse o quanto está bonita hoje?" Sussurrou para ela no pé de seu ouvido. Provavelmente já o tinham feito, e não teriam precisado sussurrar. Não queria se sentir mal com o maltrapilho que usava em comparação. Imaginando que Zilla pudesse ter muitos outros encontros divertos que certamente estavam melhores do que ela. "Aqui não tem perigo mesmo de desabar e eu morrer sufocada, não é?"
Korak notou @lonelyberen à distância e, com uma expressão travessa, aproximou-se furtivamente, como um felino se movendo nas sombras, evitando habilmente as pessoas que cruzavam o seu caminho. Cada passo era calculado, um jogo para não ser notado, até que finalmente alcançou sua amiga. Um sorriso maroto brincava em seus lábios, enquanto ele se preparava para pregar-lhe um susto. Seus dedos indicadores se estenderam, encontrando a cintura dela com um toque rápido e suave, emitindo uma vibração de surpresa. "Achei você!" A alegria transbordava em suas palavras, seus olhos brilhando com uma diversão contagiante. "Estava justamente procurando por alguém para me acompanhar até o mar para salgar a bunda na água e eis que você aparece na minha frente como mágica. E aí, o que me diz?"
Pular foi inevitável, e depois bateu de leve nos ombros de Korak. Com todas as coisas que aconteciam era bem difícil para ela se lembrar de que existiam amigos dela, e pessoas que estariam brincando e se divertindo pela festa. Nem tudo era um shit show como ela estava querendo convencer a si mesma. Todavia, as palavras do amigo fizeram com que ela olhasse para ele nervosa. Ele havia se prontificado a ensiná-la a nadar, mas ela não estava confiante, e tudo que não queria era acabar sendo a oferenda aos mares no aniversário de Ursúla. "Nossas aulas ainda estão no começo. Não vou querer roubar os holofotes da bruxa do mar pedindo por respiração boca a boca ou socorro no meio das desfestividades." Capaz de seus amados colegas dizerem que ela estava se fazendo de propósito e causou isso para chamar atenção, pois afinal era o que sempre falavam.
O Dubois deveria deixar que Beren tivesse suas experiências sem se meter nelas, mas ele tinha aquele senso de proteção estranho com a garota que não desejava ver ela mal independente do motivo, além disso, achava que ela já havia sofrido demais com o ataque do dragão para merecer mais algum tipo de castigo, por isso, quando a encontrou encolhida e prestes a debulhar-se em lágrimas, não pode conter as palavras em sua boca. Se assim fosse preciso, estaria a protegendo o quanto fosse preciso. “ do que você está falando? ” apesar da explicação sobre o motivo das lágrimas, Laurent ainda não compreendia o que havia as ocasionado. Agachou-se na frente da garota e encarou Beren por um longo momento, antes de mover-se para o lado dela e passar a mão de forma protetora e consoladora pelo ombro alheio. “ não precisa mais ficar preocupada, eu estou aqui, nada de ruim vai acontecer com você. ”
Como sempre fazia acabou se aconchegando em Laurent, deixando o cheiro confortável e conhecido a preencher de esperança novamente. "Isso aqui é horrível. Não sei nadar e parece que tem água para todo lado. Ainda assim fomos obrigados a vir, e todos podem ver os pais, mas o meu está preso, então não vou vê-lo. Minha mãe está cada vez mais triste e ela estava apática, e olha para todas essas pessoas. Tão bonitos, com vestidos e roupas de luxo feitas para festas e sair. Estou me sentindo mal, pois literalmente peguei o tecido que eu tinha e amarrei na cintura. Parece que somos bichos inferiores que não merecem estar nem no mesmo ambiente que os outros." Suas lágrimas que eram suas característica ainda escorriam e ela se apegou novamente aos olhos castanhos de Laurent. Ela sabia que ele estava em situação similar, mas ela estava se sentindo sufocada.
Beren era dramática e exagerada, mas em dias como aquele onde suas emoções explodiam dela não havia muito o que conseguia fazer para se controlar.
Arrumar briga era uma das poucas coisa que Lector não queria fazer aquela noite, mas parecia que o universo não tinha ajudado nem um bocado. Um rapaz um tanto alterado veio para cima de si só porque ele estava tendo uma conversa amigável com a suposta garota dele perto do mar. Obviamente ele se livrou antes que Ursula resolvesse dar as caras e os castigar. Quando Beren o puxou ele estava passando pelo lounge para pegar uma bebida "O que?" perguntou surpreso procurando a falha em sua roupa e só ai notando o estrago feito "Derin vai me matar..." soltou um tanto preocupado. Não que fosse muito, mas sabia que seria o suficiente para a costureira se enfezar por ele ter destruído uma de suas peças "Acha que consegue ajeitar?"
Uma risadinha escapou de seus lábios. Algo assim simples ela conseguia fazer com os olhos fechados. Não era uma estilista como Derin. Havia olhado os trajes da filha da Cruella, e não pode deixar de se impressionar com o luxo e a beleza de cada um dos trajes. "Sente aqui. Trouxe meu kit costura para emergências assim. Quando se tem low budget aprendemos um pouco de cada coisa." De sua bolsa tirou o mini kit que havia ganhado de sua mãe a anos atrás. Deveria até mesmo chamá-la para lhe ajudar. Sabia que a mãe ficaria feliz em se distrair, mas achava que pudesse deixar o outro com vergonha, então decidiu ela mesma ajudar. "Como fez isso? Parece que esbarrou em algo ou alguém puxou sem querer. A festa está tão divertida assim?"
Não podia negar que o desaniversário de Ursúla era um grande evento. Haviam realmente se esforçado em colocar tudo para jogo, mas enquanto a maioria se divertia, Beren não podia deixar de sentir a ponta no estomâgo. Muitos ali estavam miseráveis como ela, mas ambos os pais estavam ali. Ela não poderia deixar de pensar que por algum milagre eles tivessem soltado seu pai para torturá-lo assim como os outros naquela festa exibindo tudo que não tinham, mas não. O homem continuava preso, e sua mãe viera sozinha. Tão magra e até mesmo um pouco apática. Mandou a filha se divertir, mas como ela podia?
Jogou-se em um dos espaços do lounge, a cabeça já doendo lembrando de tudo que havia acontecido naquele pouco periodo de tempo da noite. O bolo no estomâgo querendo voltar. Será que poderia ir embora? Jogou o braço por cima dos olhos desejando que logo a sensação passasse.
assim que avistou Beren a frente do karaokê, Arkyn sabia que precisava evitar uma catástrofe. Jamais que deixaria a amiga perder a voz por uma hora inteira, pois certamente era isso que aconteceria se ela pegasse o microfone. O passos rápidos que dera em direção a loira, não foram o suficiente para antecipar o que iria acontecer. Beren tinha um microfone nas mãos, e coube a Haddock pegar o outro que estava disposto. Seus olhos arregalados recaíram sobre a mais nova, como se decretasse que estavam fodidos, mas ao menos estariam juntos nessa. Logo a cabeça desviou para a tela, e para a imensa surpresa, a letra selecionada era nada menos que (I've had) the time of my life, uma balada romântica, algo que combinava bem com a personalidade de outrem. "Now I've had the time of my life. No, I never felt like this before.", começou a cantar a medida em que a letra aparecia na tela. "Yes I swear, it's the truth. And I owe it all to you.", os pés guiavam os passos para mais perto de Beren, aproveitando-se do intervalo que iniciaria a parte dela para sussurrar em seu ouvido. "pelo amor dos deuses, não cante tão bem, odiaria ficar sem voz por tanto tempo.".
Honestamente, aquela noite era uma catastrófe. Odiava o mar. Sua mãe parecia miserável, e ela se sentia muito culpada por certas decisões que havia tomado. Isso sem nem mesmo mencionar a maneira como estavam sendo humilhados por comparação aos estilos de vida tão diferentes que os legados tinham. Irritada, e angustiada, sua melhor opção foi sem dúvidas tentar cantar um pouco. Era algo que sempre fazia em casa. Sua mãe havia ensinado e seu pai adorava quando ouvia as duas cantarem. Eram naqueles poucos momentos de distração que ela se lembrava de ser verdadeira feliz. Acreditar que as coisas poderiam dar certo. Antes de assinar o livro e saber seu destino. Antes de perder seu dragão. Depois de dois relacionamentos que a dilaceraram. É, ela precisava cantar um pouco para colocar para fora toda aquela angustia que estava em seu peito. Escolheu a primeira canção que reconheceu no aparelho lembrando de seu pai e sua mãe dançarem de forma engraçada aquela música. Uma lágrima escorrendo pelo seu rosto ao lembrar do pai. Se surpreendeu quando uma voz veio lhe fazer companhia, e Arkyn como seu perfeito irmão mais velho estava ali para ajudá-la a não ter que passar por isso sozinha. Não conseguiu segurar a risadinha com o pedido do outro. Balançando a cabeça prometendo tentar não cantar bem, mas ao mesmo tempo dando de ombros. "Olha, eles tiraram tanto da gente, que ficar uma hora sem voz, mas tirar o nome dela daí parece até ser uma boa vingança." Piscou para ele para ver o que ele achava.
*˖·. ⸼ 𓂃 o paraíso tinha nome e se chama lalotai. fascinada com a quantidade e diversidade de criaturas, inclementia não resistiu em vagar pelo ambiente, os olhos pretos curiosos em como tudo parecia colorido e chamativo, mas que um triscar distraído em um daqueles corais, podia custar a vida dos legados. a sua não sabia, nunca tinha encontrado algo capaz de lhe matar, breu sempre disse que o medo e a escuridão são eternos, então achava que era imune aquelas coisas. estava olhando de perto uma anemona que tremulava como se estivesse debaixo d'água… quando a criatura pulou para fora lhe assustando. ❝ ── porra! por breu! nunca dá pra se acostumar com isso! ❞
suspirou pesadamente, seu olhar desviando do bicho para checar se alguém tinha visto aquele susto e parou apenas quando avistou beren. ❝ ── olha só, não é só você quem se assusta com coisas aparecendo do nada. ❞ soltou um riso baixo recordando-se de seu hábito de assustar a mais nova sem querer.
Em sua mente, Beren se perguntava o porquê de ter ido até Lalotai. Ela morria de medo do mar, de água, e aquele evento estava sendo sua eterna tortura, pois a todo momento acreditava que estava se afogando ou iria se afogar. Porém, a visão dos cabelos rubros a sua frente, e a pequena risadinha que segurou foi a razão. Por mais que ela se odiasse por ser um segredo era impossível não ver tantas pessoas namorando ou se divertindo naquela festa. Ela era egoísta também, por mais que fosse contra sua natureza.
Sentia-se tão solitária. Por mais que Seasmoke fosse uma ótima companhia, Beren sentia-se sozinha boa parte do tempo. Era uma sensação que sempre a acompanhou desde criança, talvez pelo medo reforçado de sua mãe, pois ela acabou sozinha por tanto tempo. Então ela havia acabado seguindo os cabelos ruivos em busca de um pouco de distração já que aquela noite estava sendo um caos. "Engraçadinha você. Pessoas educadas batem na porta ou avisam que estão se aproximando, mas você gosta de me assustar tenho certeza." Balançou a cabeça na negativa. Não sabia como flertar, e até mesmo sua aproximação com Zilla havia sido...fora do comum. "Eu odeio o mar, sabia? Não sei nadar."
"i can't leave you alone for one minute, can i?" Ela nem tinha palavras para se opor a Laurent. Não quando ela estava agachada, abraçando os próprios joelhos e segurando as lágrimas que estavam ameaçando em cair. Ela havia se assustado nos passeios com os cavalos marinhos que ameaçaram a jogar no mar, e ela por ainda estar aprendendo a nadar. Ainda se tremia com a ideia de se afogar. Beren sempre foi alguém que amava voar e os ares. O fundo do mar era exatamente contra tudo que ela acreditava de manter os pés no chão e a cabeça no lugar.
"Foi assustador. Em um minuto estavamos conhecendo e eu achei que era seguro, então eles começaram a fazer brincaderinhas, e eu não sei nadar e eu odeio isso aqui!" Todos os seus sentimentos foram se misturando o ódio por ter que estar ali sendo humilhada pela diferença entre eles e os ditos "vilões" a maneira como tudo parecia agir para que eles não tivessem sorte. Beren só queria ir embora, ver sua mãe era bom, mas ao vê-la sozinha sem seu pai uma dor bateu enorme em seu peito sentindo saudade dele. As coisas estavam indo cada vez de mal a pior.
Tentando fugir das multidões e dos olhares evasivos, principalmente quando comparava sua roupa com os demais, Beren não estava nem um pouco confortável ali, e sabia que sua mãe deveria estar passando pelo mesmo. Ainda assim, não era da índole dela manter algumas coisas para si, e foi o que aconteceu quando viu que alguns fios da vestimenta Lector estavam se desfazendo, principalmente, por causa de tanta água no lugar. Puxando ele discretamente para o lounge.
"Why did you bring me here?" Ouviu e então não evitou ficar vermelha com as palavras. Mexendo em suas coisas, ela retirou seu kit de costura que trouxe de emergência caso desse algo de errado com as roupas que ela e Lian acabaram costurando noite passada. "Sua roupa está desfiando, eu queria ajudar antes que alguém percebesse...Se você deixar, claro."
Sabia que aquela festa era para eles se sentirem desconfortáveis, mas o nível estava sendo o extremo. Sem dúvida, Corona havia se tornado um dos reinos mais pobres. Com um rei preso, e uma rainha sem poderes como que ela sequer poderia cogitar pedir qualquer coisa para sua mãe? Com o número de problemas que ela estava enfretando jamais gostaria de ser um estorvo. Estava até considerando trabalhar nos fins de semana por Norvina para conseguir algum dinheiro para as coisas que queria.
A questão era que tudo estava molhado e quando viu havia escorregado logo na entrada. " I think i broke every bone in my body" comentou ao olhar para a amiga quando ainda estava entrando isso já mostrava a sorte que estava naquele dia. Não sabia nem se queria continuar a adentrar a festa.
Observando Beren e Lustray, ela sorriu. O charme que o dragão tinha era o suficiente para trazer um pouco de felicidade para a melhor amiga, e por isso Brynn ficava extremamente agradecida. Aproximou-se da amiga e encostou a cabeça em seu ombro, um carinho gentil em seu ombro para se sentisse um pouco melhor. Haviam sido poucos dias, mas o suficiente para que ela sentisse muita falta da amiga, se remoendo ao pensar em qualquer coisa acontecendo com ela. ❝ Eu não deixei ninguém falar um "a" de você, ameacei até cortar algumas cabeças. ❞ brincou, mas ao mesmo tempo falando sério, enquanto a mão cortava de forma imaginária o pescoço dela mesmo. ❝ Você precisa comer alguma coisa decente, ok? Vai se sentir melhor. Podemos ir para Norvina, no mercado... sempre tem pães deliciosos por lá. ❞ tentou melhorar a oferta, mas entendia a falta de vontade alheia, só não gostaria de vê-la assim, tão triste. Com um suspiro, assentiu. ❝ Não está boa, bem dividida. Tem aqueles que acreditam em você, tem os que não acreditam... ❞ ela se virou para a melhor amiga, segurando seus ombros com segurança. ❝ Mas eu juro que se depender de mim, vamos descobrir a verdade. Ninguém vai fazer mal a você, ok? Precisa confiar em mim. ❞
Cruzando os braços com Beren para andarem para fora daquele espaço, a filha da Rapunzel se permitiu aceitar seu destino. Pelo menos por aquela noite. Seus olhos foram para a ruiva e a maneira como que ela a defendia com unhas e dentes e se aconchegou na lateral alheia. "Eu confio. É graças a vocês que ainda estou de pé. Não vamos desistir, está bem? Vamos dar um jeito de resolver e me inocentar." Não imaginava que a situação estaria tão ruim, o que a surpreenderia um pouco depois. Não pode deixar de ficar chateada. Como não acreditavam nela? O que ela ganharia com tudo aquilo? Ela nunca havia brigado com alguém ou demonstrado qualquer sinal que faria uma revolta como aquela.
"Vou aceitar sua sugestão e podemos ir juntas na padaria sim, talvez sentir o cheiro de algo delicioso me ajude a pensar melhor ou ter ideias do que pode ter acontecido. Guie o caminho."
ʿ ִ ⨳ ⭑ assentiu em compreensão. era injusto que ela tivesse que se desdobrar para limpar o próprio nome mas realmente, se ela não o fizesse, gothel ou os professores não o fariam também. ❝ ── na sala de gothel não tem nada, já olhei por lá. ❞ contou a contragosto, admitindo de maneira implícita que já tinha fuçado a sala da mãe em busca de algo. ❝ ── e daquela boca só sai merda, nada de útil. ❞ revirou os olhos ao recordar-se da discussão com a genitora por causa de beren.
❝ ── você não está notando algo meio óbvio aqui? ❞ indagou, erguendo as sobrancelhas. ❝ ── esse silêncio? cadê os tais espíritos da floresta? ❞ questionou. apesar de estarem no começo ainda da floresta, geralmente eles já estariam por perto atrapalhando o caminho de quem ousasse passar pela primeira árvore. ❝ ── não é a primeira vez mas... eles estão quietos. ❞ murmurou, olhando em volta. não havia nada suspeito no ar, não parecia nada fora do lugar, apenas uma floresta comum. mas é que estava o problema, essa não era uma simples floresta. ❝ ── pode não ter nada a ver com seu problema mas eu nunca vi esse lugar tão quieto. pode não haver provas de sua inocência, mas foi esquisito o jeito que seasmoke agiu... e é esquisito aqui estar assim. ❞
Sua irritação se foi com as palavras do outro. Ele havia procurado respostas? Não queria se iludir e achar que havia feito isso por ela, mas independente disso ele estava ali não simplesmente deixando tudo acontecer como a maioria. Por alguns segundos lembrou-se do menino que havia namorado e como queriam mudar as coisas por não aceitar aquelas divisões. "Imagino, e não sei se devo agradecer por ajudar. Sei que não é por mim, e sim por entender, mas me ajudaria. Obrigada." Levou a mão até o ombro dele em sinal de carinho sabendo o quanto ele valorizava os toques ainda mais por ele dificilmente o fazer.
Quando se fez a questão da paz, Beren se espantou também. Já havia um tempo que ia a floresta atrás de respostas, e a maneira com que sentia-se em paz e em silêncio ali realmente era esquisita. "Agora que você diz...Henri tinha falado sobre magia que os dragões seriam imunes, mas... acha que haveria alguma magia ou alguém forte o suficiente para espantar todos os espiritos da floresta? E a custo do que? Pois, os dragões causarem caos até da para entender com alguém que quer planejar algo ruim, mas a floresta de espíritos...Será que estão usando alguma espécie de magia proíbida para canalizar essas almas? Isso vai além dos estudos até do Esquadrão Vil, acho." Não conseguia nem imaginar se alguém seria tão louco e capaz de fazer aquele tipo de intervenção utilizar a energia dos espiritos para qualquer coisa...E com qual intuito?
A mudança no tom de voz alheio veio de surpresa, mas o Hearts não conseguiu levá-la a sério; parecia um pequeno cogumelo daqueles jogos eletrônicos brigando com ele! Cruzando os braços e pousando uma das mãos sob a boca para esconder o riso bobo que se formava nos lábios, ele apenas ia assentindo conforme ela falava. ❛ Me desculpe se não sou bom o suficiente para você. No caso de acompanhar minha linha de raciocínio, digo. Se fosse para outras coisas, eu seria bom sim. ❜ ele não poderia deixar de flertar, até mesmo numa situação com aquelas, ainda mais com alguém tão vulnerável, mesmo que não tivesse total interesse. ❛ Mas sim, uma queimadinha aqui e ali para me divertir não parece nada mal, minha mãe corta cabeças por diversão, lembra? ❜ é claro que estava sendo irônico, ele jamais iria querer machucar seus amigos, mas ela não precisava saber disso. ❛ Divertida, mas também entendiante, o que significa que está na minha hora de ir. ❜ anunciou, só então descruzando os braços, para apoiar uma mão em cada ombro dela. ❛ A gente se fala quando você quiser assumir sua vilania, ok, Beren? ❜ e com uma piscadela, deixou-a ali, caminhando sem direção específica.
Não sabia o que era pior. Ele deixá-la ali sem resposta nem nada ou simplesmente a piscadela e a maneira como ele havia dito para ela aceitar a vilania. Sua vilania seria trazer a solidão para todos. Balançando a cabeça de um lado para o outro, ela simplesmente não conseguia entender como Aslan era assim. Capaz de dificilmente conseguir o compreendê-lo.
Seguindo seu caminho e ajeitando os cabelos dos diabretes aquela tarde estava realmente de cabeça para baixo.