Mais uma vez, Segomaros se percebia olhando atentamente para o irmão. Encostado num enorme carvalho, ele observava o cuidado com o qual Belenos recolhia as cinzas de sua mãe, a matéria cinza se misturando com a neve que caía suavemente. O cabelo loiro acobreado do menor, se assemelhava ao da mãe, rebeldes e livres, já o seu era curto e preto, como os do pai.
A contragosto, Segomaros decidiu acompanhar seu irmão até um rio próximo de sua aldeia, pois Belenos suplicara que deveriam honrar o desejo de sua mãe de ser jogada nos braços de Belisama, onde poderia finalmente descansar sem remorsos. A ideia do menor não o deixava contente: fazia frio de mais até mesmo para o inverno, e ele nem gostava tanto assim dela _ sua mãe fingia não saber que o falecido verme tocou de maneira imprópria no menino, e isso fazia com que o maior sentisse raiva até mesmo de si e do irmão, sua fraqueza o impedira de agir; e o medo de que falar traria à realidade a falsa pacatez de suas vidas, era ainda mais paralisante. Porém, já são memórias enterradas, como vermes na boca de um lobo moribundo, ou como uma adaga no peito de um bêbado, ou como um homem soterrado por uma súbita avalanche.
O menino já não era uma criança, agora o loiro tinha 15 anos e o mais velho já tinha uma pomposa barba negra contrastando com seus olhos cinzas. O último crescera forte e musculoso, buscando o máximo de força para sobreviver e proteger a si e ao irmão_ que possuía um olhar curioso e bobo para tudo que fosse inútil, como preces e crenças em deuses cegos para a súplica de uma mãe. Segomaros sabia que a única força capaz de mudar a realidade era aquele de seus braços. E ainda assim, ele acompanhava Belenos cumprir o desejo final de sua mãe. Observava de longe, como se ao se aproximar, sucumbiria à mesma fraqueza que o menor possuía.
“O Deus desconhecido por você, aquele que o resguarda, está aqui, de olho no seu príncipe, mamãe.” Pensou o mais velho, cruzando os braços impaciente.
“Sim, sim, eu sei. Já estou indo, velho rabugento!” Belenos se forçava a sorrir, seus lábios vermelhos alargados languidamente, a urna já cheia _ carregando com ambos os braços, como se protegesse um bebê. “Vamos então.”
Caminhando mais algum tempo, os irmãos iam lentamente, com suas mentes afundadas em luto, cada um à seu modo. O céu possuía um silêncio frio, de um azul enegrecido e decadente. Já não nevava, e o único som era o de suas botas de pele de urso comprimindo a espessa camada branca sobre o solo. Um som comum entre os irmãos, que não trocavam muitas palavras. Não tinham muito em comum, Segomaros cresceu cada vez mais solitário e inerte em seus próprios pensamentos, focado unicamente em tratar dos animais, da colheita e do trabalho braçal, passava a maior parte do tempo em seus afazeres, desde que seu pai misteriosamente sumiu em um dia de nevasca enquanto voltavam da caça. Já Belenos não desgrudava da mãe, a ajudava cozinhando, cuidando das vestes surradas do irmão, das ervas para tratar de suas feridas, e de todo trabalho caseiro que sobrava pra si e sua mãe. O mais velho trabalhava por três, e mesmo que sua mãe suplicasse para que o irmão pudesse lhe ajudar, Segomaros respondia que o menor apenas o atrapalharia. “Não vê o que sua proteção causou? O garoto é magro e fraco, não cresceu um músculo para que consiga se defender nem que seja de uma lebre! Não preciso da ajuda de um menino que mais parece uma mulher! Passe uma navalha nessa crina feia de garota! Ele não enxergaria um lobo até que sentisse as presas em seu pescoço. Quer que ele cresça um inútil como a senhora? Incapaz de proteger a própria cria!” O ardor e as lágrimas quentes que desciam na bochecha do rapaz são a lembrança vívida da última vez que gritara com sua mãe. E o tapa doeu menos que a verdade muda que gritava na mente de ambos.
“Irmão, obrigada por me acompanhar. Para ser sincero… agora seremos só nós, não é? Seria tão bom se eu pudesse aprender com você… Um dia você casará, terá seus filhos, e eu precisarei ser forte como você. Então, me ensine a cortar a madeira para me aquecer no inverno, sim? E me ensine a crescer meu corpo como o seu!” A admiração em seus olhos era verdadeira. Segomaros sabia que o irmão invejava seu corpo forte, pois quando cuidava de suas feridas, o menor tocava cada milímetro de seus músculos. Delicadamente massageando e estudando as curvas acentuadas. “Já é tarde de mais para isso, na sua idade eu já era mais alto e mais forte que você. Não vê a cor de seus cabelos? É a cor dos fracos. Sua pele é mais fina, suas mãos não tem calos. E é culpa dessaí que você carrega.” Belenos nunca foi capaz de compreender o por quê do desprezo que o irmão sentia pela mãe e por ele. De certo que era comum o preconceito por gente como eles, porém ainda assim eles eram família, certo? Em seu coração tolo ainda havia esperança de que agora, codependentes, se aproximariam finalmente. “E você me deixaria sozinho, então? Vai viver longe?” Segomaros parou de caminhar, e se virou pro irmão, sério: “Ainda sou seu irmão e sou obrigado a cuidar de você, tomarei uma esposa e farei filhos fortes como eu, e não vou precisar da sua ajuda. Você pode ficar com a mulher, e vigiar as crias. Está bom assim?” Seu modo ríspido de falar não abalava o irmão, que já se acostumara com essa atitude fria e pragmática, ter sua companhia já era o suficiente para acalmar seu coração.
Caminharam em silêncio até o rio mais próximo, congelado. Segomaros então pegou seu machado e abriu espaço suficiente para o irmão fazer o que tinha que fazer.
Belenos agachou-se e junto às cinzas, uma lágrima muda e solitária escapou de seus olhos em direção às profundezas. Observando as águas frias, o vento suave e doloroso, balançava seus cabelos. Essa despedida lhe doía tanto, como um soco seco direto em seu coração _ duro e espesso, como quando o irmão lhe puxava forte pelo braço. Mas agora, era seu coração a ser esmagado.
Inerte em sua desolação, é erguido pelo irmão. “Anda, está nevando novamente Vamos rápido antes que não enxerguemos o caminho.”
Apressando o irmão, Segomaros já sabia que não chegariam a tempo em sua aldeia, a neve engrossava e a noite se erguia. Sua mão pressionava forte deixando marcas de dedos na pele do irmão, através do tecido grosso das vestes. “Está me machucando, por favor, vamos mais devagar, eu vou tropeçar!” “Não tenho culpa se você tem pernas curtas, quer ficar pra trás? Eu te deixo.” Belenos tentava correr, enquanto Segomaros dava passos largos.
De repente, o mais velho para próximo às árvores e arbustos, o menino recupera o folego e pergunta com o rosto corado e os cabelos grudados na testa. “E agora? Por favor, eu não quero sumir como o papai!” “Diferente de você, eu não sou inútil, pega uns galhos e junte a neve, vamos improvisar um abrigo até que amanheça e consigamos voltar sem congelar. Hoje vou te ensinar a ser homem. Espere-me aqui que eu já volto.” O mais velha vira-se direção à mata adentro, Belenos o segura pela túnica, as mãos tremendo. “Onde você vai?? Não quero ficar sozinho, por favor, vai voltar rápido?” Segomaros se vira, suspirando, e suavemente coloca as mechas rebeldes atrás das orelhas geladas do irmão. “Vou atrás de comida, então me espere aqui, enquanto isso, faça nossa proteção, certo? Outro dia te ensino a capturar pequenos animais para situações como essa.” O mais velho se curva e beija a testa do irmão, que se contrai assustado. “C-certo…”
Prontamente, Belenos começa a preparar mecanicamente a espécime de caverna de gelo, como sua mãe o ensinara; sua mente absorta pensando no que o irmão fez consigo, seria isso um tipo de despedida? Nunca antes o irmão demonstrou afeto dessa forma, seria isso afeto? Ou o quê? De certo que era atípico… De qualquer modo, não era isso que ele queria? Aprender a se virar? Ter uma experiência como o irmão tinha com o pai. Segomaros nunca o deixava ir junto com o pai, sempre arrumava um empecilho. Sempre o chamado de estorvo, inútil e incapaz. Talvez, dessa vez, a mudança que sempre esperou estivesse se tornando realidade. Se apegou nesse pensamento e afastou as ideias de partida, o frio mataria o irmão, então ele não seria louco de ir embora agora, não é?
Quando se deu conta, a cabana de gelo já estava pronta, e o irmão ainda não retornara, a noite cada vez mais fria, o menino cada vez mais inquieto, nervoso, trêmulo, cada segundo como uma navalha de gelo cortando sua esperança.
“Ora, ora, não é que você serve mesmo pra alguma coisa?” A voz grave ecoa pelo silêncio da noite, Belenos corre em direção ao irmão, se jogando em seus braços, derrubando o alimento no chão. Suas lágrimas escorrendo desesperadas. “Eu achei que você tinha me deixado, como mamãe, como papai. Eu estou tão feliz, Segomaros você é tudo que eu tenho, não me deixe por favor, por favor.” Sua voz engasgada tropeçando em seus lábios. “Certo, certo. Estou aqui não estou? Enxugue as lágrimas e pegue o odre na sua bolsa, vamos precisar desse hidromel pra conseguir por esses dois aqui pra dentro.” O irmão aponta para os animais indefesos que seriam sua fonte de alimento naquela noite, meio enojado, Belenos sabia que teriam que comer cru, com sangue e tudo. Ele sabia que fogueiras poderiam atrair animais, assim era mais seguro. “Anda, vamos entrar”
Após selarem bem a “cabana”, Segomaros passou o odre para o irmão, que prontamente tomou uma golada, não era a primeira que tomara uma golada de álcool, mas estando em uma aventura noturna, se protegendo dos perigos noturnos juntos, ele finalmente sentia que eram irmãos, será que finalmente teria um amigo? Os outros meninos da aldeia não gostavam muito dele, era excluído e tido como o filhinho da mamãe. No entanto, ainda assim, ele se via especial, como se o sol houvesse banhado sua face ao nascer, como se seus cabelos fossem chamas solares. Como se Brigid o houvesse escolhido como uma marca da presença do calor e do amor nessas terras gélidas e sofridas, e talvez seja essa mesma luz que ressoa de sua alma que traz o desprezo dos demais. E por isso, ele não se importava, enquanto houvesse uma árvore para se deitar e sonhar, enquanto houvesse um rio para se banhar, enquanto houvesse amor para dar, ele estaria feliz. Conversando com pássaros, coelhos ou fugindo desesperado de ratos, a alegria estava apenas em existir em harmonia com a natureza, e sentimentos tristes não tinham espaço em seu coração.
Confinados naquele pequeno espaço, com pequenas brechas para passagem de ar, Belenos acreditou que tinha construído um tamanho suficiente para o irmão ficar de pé, mas o máximo que Segomaros podia era se curvar. “Você fez bem, Belenos, temos espaço pra dormir, e, pelo menos, você consegue se esticar, não é? Hahaha” A risada gutural de Segomaros soou como forçada, talvez por pouco hábito. Mesmo que houvesse apenas 2 palmos de diferença de altura entre os dois, Belenos possuía a altura de uma mulher, e Segomaros também não era dos maiores homens, e usava seus músculos para compensar. “Agora tira sua capa e a túnica, vamos usar de cobertores e a carne sangra muito, não podemos molhar.”
Dilacerando a pele das lebres, ele percebia como o menor tinha nojo daquilo, nunca antes Belenos passara por uma situação como aquela. “Faz assim, ponha um gole na boca, e dê uma mordida na carne, assim disfarça o gosto.” Segomaros então deu uma boa golada no hidromel e abocanhou sua parte do jantar. O sangue escorrendo em seu peito desnudo, tingindo o ambiente com um cheiro metálico familiar. Comeram em silêncio e lentamente. Até que Belenos precisou cortar a incômoda quietude do ambiente, ele já não mais aguentava escutar o som da carne rasgando em seus lábios e do irmão, pareciam mais como animais do que como gente. “Sabe, estou feliz de finalmente estarmos fazendo algo juntos. Eu quero aprender com você, ser forte como você. Eu te admiro, sabia? Como você mesmo de longe e me tratando mal, ainda assim sempre foi você que abatia os animais, que cuida da colheita, do corte da madeira. E sinceramente? Eu até gosto disso, tenho mais tempo para sonhar. Fico imaginando tantas coisas, chamas ardentes irrompendo de meus cabelos e alçando os céus, como Brigid. Também gostaria de poder me ajoelhar lamentar a morte de mamãe, gritar aos céus enquanto incendeio a morada dos Deuses, meu lamento seria escutado até no submundo dos Aos Sí. Mas não sou uma mulher e meu papel é outro…” Seu olhar estava divagando no chão, a neve vermelha, viva. Sentado de frente para ele, Segomaros estava surpreso de escutar os pensamentos escaparem dos lábios do irmão, essa era, também, a primeira vez dele tendo uma conversa tão sincera com alguém. Não respondeu.
“Vamos terminar de beber o hidromel, para ficarmos bem quentes, e vamos logo dormir para irmos embora o quanto antes.” “Já estou ficando tonto com esse álcool, hahhaha, mas é gostoso” “Bom que assim você adormece mais rápido, não há prazer maior que beber até cair. Só não pegue gosto pela coisa.”
Segomaros afastou a neve ensanguentada para o canto e deitou-se, virado para o irmão. “Deita aqui na minha frente.” “P-por quê?” Um pouco corado, Belenos perguntou, afinal homens não se deitam juntos, né? “É assim que nos protegemos do frio, assim que nosso pai ensinou, e o dele para ele.” “Aah, sim. Certo” Segomaros de repente lembrou do pai, de suas aventuras e caminhadas, desde que presenciou o pai tocando o irmão, a relação dos dois nunca foi mais a mesma, no entanto, seus dias mais felizes eram nos bosques, caçando javalis e matando toda sorte de animais, e foi graças ao pai que ele se tornou o homem que é hoje. Dissera-lhe: “O mundo é dos homens, as mulheres são nossas, e a terra também, os animais e tudo que existe está para ser conquistado, com nossos braços e força. E a honra da morte está em uma luta justa com outro homem. Não morra para um animal, este é o papel de mulheres e crianças.” Afastou os pensamentos mortos, deitado com Belenos, o aroma de toda sorte de ervas exalava dos cabelos ruivos. O cheiro doce de flores se misturando com o amargo das ervas, e a invasão metálica do sangue em sua boca proporcionava uma sensação nova no mais velho, talvez as mulheres estivessem ali para equilibrar a dureza dos homens. Afinal, era com a junção desses dois elementos que a vida se gerava. E Belenos era a junção perfeita de um homem e uma mulher, exalando vida. Segomaros se percebeu pensando nos longos cabelos ruivos, nas rosas, em sua pele delicada, em seu corpo magro e sem curvas, como poderia alguém ser assim?
Trouxe o irmão para mais perto e o abraçou. Um encaixe perfeito. Seus pelos negros roçando nas costas lisas do irmão, branquíssimas como a neve, causando um pinicar suave. “Hahahha isso faz cócegas!” “Fique quieto, han? Vamos dormir.” “Será que um dia terei pelos assim como os seus?” Sua voz suave perguntava com sinceridade. “Por mim você ficaria assim para sempre, não acha que ficaria estranho um baixinho peludo? Ehehehe, um Aes Sidhe peludo, ehehehe” “Hahahha, o alcool te alçancou também? É bom né, rir assim! Hahahaha” O som das gargalhas deixou ambos alegres, Belenos finalmente aquietando e adormecendo.
Segomaros já não aguentava, a curiosidade o consumia. Sua mão calejada segurando o pescoço fino de Belenos, selando os corpos quentes. Desceu suavemente até a barriga magra, e o oco do umbigo era uma caverna quente e convidativa. Em uma moção circular, acariciava os contornos do círculo. Imaginando como seria tocar outro lugar. “Hann, o que está fazendo?” Belenos se vira para o mais velho e o encara, um semblante neutro. “Desculpe, não quis te acordar. Estava apenas te fazendo carinho. Não farei mais.” Disse rígido, sentindo-se como um animal que caiu em uma armadilha. “Hahaha, nunca me fizeram carinho assim antes, é bom. Pode continuar.” Belenos continua de frente para Segomaros, que gentilmente acaricia o rosto fino do menor com o dorso de sua mão. Um leve sorriso surge nos lábios carnudos e rosados de Belenos. “Como é que meu irmão consegue ser tão gentil, hahaha” “Nem eu, é minha primeira vez, Belenos.” Afastando as madeixas ruivas, pondo-as atrás das pontudas orelhas, ele sussurra _ a voz grossa, hesitoso _ “Posso te tocar mais? Em outras partes?” Belenos não estava tão próximo a ponto de sentir a ereção pulsante de seu irmão, mas percebia o rosto corado. E após essas perguntas, o dele também corou. “Hã.. Onde você…” Antes que pudesse continuar, Segomaros acariciou a nuca do irmão, fazendo um carinho lento e suave na occipital do irmão. Toda tensão presente no irmão dissipou-se, todo o peso que carregou por todo esse dia foi esquecido e preenchido com um relaxamento indescritível, seus olhos fecharam e ele se aproximou do irmão, sentindo o membro do mesmo cutucando sua barriga, mirou os olhos do irmão, deitado mais baixo que ele, ergueu o olhar para cima, seu irmão cheirando seus cabelos, impossível entendê-lo. “Irmão, o que é isso?” Disse empurrando o irmão levemente. “P-perdão Belenos! Desculpe-me , mas você faz algo comigo que me deixa assim.” Envergonhado, Segomaros, tapou os lábios com a mão, o rosto corado. “Mas o que é isso?” Uma dúvida sincera, apontando para o membro rígido. De repente, o mais velho ficou sem entender. Como ele não sabia? “É uma ereção, acontece com rapazes, você nunca ficou ‘assim’?” “Não.” “Quer que eu te ensine?” O irmão fez que sim com a cabeça. Segomaros abaixou o restante da roupa do irmão, deixando-o totalmente exposto. Escondendo o rosto com as duas mãos, Belenos morto de vergonha por estar nu pela primeira vez na frente dele. Sua mãe o orientara a nunca ficar assim perto de alguém. Mas o irmão estava tão carinhoso, que sua curiosidade superou o medo. “Irmão… Seu membro é muito pequeno, sabia?” Olhando para o projeto malfeito de falo, tocou suavemente, do tamanho de seu dedo mindinho, os testículos menores ainda, como duas nozes verdes, ainda para amadurecer. “E tem algum problema?” Sua vergonha agora se transformou em preocupação e olhou sério para o irmão, que já estava flácido. “Me mostra o seu agora” Segomaros despiu-se e mostrou o membro mole, 3 vezes o tamanho que o do irmão. “Bom, o meu é um pouco maior que o comum? Então não leve tanto em conta… E quando cresce, não fica tão grande assim, é mais grosso que grande.” “Hm.. entendi.” Ambos comparando os corpos e analisando as diferenças, o mais velho _ musculoso e peludo _ o mais novo _ baixo, magro e com uma pelugem fina nas pernas, de resto, liso.
“Vou deixar o seu duro como o meu.” Segomaros tocou o irmão, fez os típicos movimentos, mas nada aconteceu. “Não sente nada?” “Não.” “E se eu por a boca?” “Sério?? A gente pode fazer isso?” Surpreso, o menor não imaginava que as pessoas faziam coisas assim. “Sim.”
O maior desceu até ficar de frente para o membro, mas quando chegou perto percebeu uma coisa estranha. Abaixo da pequena bolsa do irmão, como se desse espaço para outra coisa, viu algo que nunca imaginou ser possível. Uma pequena fissura, rosada e levemente carnuda, estava olhando de volta para ele, molhada. Em vez de pôr os lábios no membro, desceu até a surpresa, uma pequena vulva. “Deita assim” Virou o corpinho do irmão com a barriga para cima, levantou suas pernas e as pousou nos ombros fortes, lambeu suavemente a virilha do menor, em movimentos circulares com a língua, babou de ponta a ponta, sem esquecer das pequenas nozes. O aroma virginal e suave de rosas impregnado no corpo do jovem, misturado com suor. O pau duro de Segomaros pulsava em desejo ardente, sua mente em êxtase com a maravilha que o irmão escondia, bem de baixo de seus olhos. O mais velho queria esperar o máximo para tocá-lo, com medo de explodir no mesmo instante. “Aahh, isso é bom!” A voz ofegante do irmão, suas mãos pressionando os curtos negros cabelos do mais velho, as pernas tremendo, os olhos revirando, a voz suplicante. “D-desce… por favor, estou sentindo algo estranho mais pra baixo.” Um líquido viscoso escorria da sua rosa, melando a entrada rugosa mais abaixo. Segomaros lambeu tudo, da buceta até o cu, ambos se contraindo ao mesmo tempo, pulsantes e quentes. “Aah ahh, o que é isso??” Gemendo com a voz rouca, tapando o rosto em vergonha de seu êxtase, Belenos não entendia o que estava acontecendo, mas gostava.
O membro do mais velho trincando, doendo _ doendo como jamais pensou ser possível. “Belenos você é um anjo, sabia? Um anjo ruivo enviado dos céus.” Continuou a lamber a pequena abertura, que relaxava cada vez mais, expelindo o néctar como uma fonte de água, se mesclando à neve. Belenos já urrava de prazer, desesperado, suas pernas tremendo enlouquecidas. Projetando suavemente a ponta da língua para dentro, o mais velho foi ensinado como fazer, mesmo sendo a primeira vez, se preocupava em como faria com que fosse a melhor experiência, tanto para si quanto para o irmão. Na verdade, não sabia como faria para não machucar, mas ele não poderia aguentar mais. “Agora, vai doer um pouco, mas se for de mais me fala e eu paro.” O menor assentiu. De joelhos, pressionou o membro na entrada de Belenos. “O-o que você va-ai fazer? A voz trêmula e extasiada. “Isso” Segomaros pressiona a entrada, pedindo passagem, suavemente indo e voltando, tentando entrar. Os gemidos doces, ecoando pelas paredes congeladas da tenda, mantendo os corpos levemente suados, um suor gelado, como uma febre. A entrada pulsando. “Belenos, eu vou enfiar, aguenta um pouco.” “SIM!”
O mais velho, tentou, tentou, mas o menor não aguentava, seus gemidos ficando mais baixos e chorosos. Parou. “Vamos fazer assim, vem por cima de mim e me chupa um pouco, enquanto isso vai passando os dedinhos na sua entrada, sim? Isso vai te relaxar.” Segomaros deitou, Belenos apoio-se com as mãos e os joelhos, por cima o irmão, surpreso com o tamanho e a grossura do mesmo. “Põe na boca, lambe como mel nos seus dedos, assim.” Colocou o dedo indicador do menor na boca, lambendo suavemente a ponta, depois indo e voltando, engolindo por inteiro. O irmão desceu, segurando com a mão cheia o pau do mais velho, quente, quente como o sol de verão, que queima a pele e dói. Lentamente tentando encaixar a carne grossa, sua boca abrindo e dolorida, mas não podia parar, o irmão finalmente deixou escapar um gemido de prazer, baixo e tímido. Passando a língua até onde podia chegar, um pouco a baixo da glande, sua baba se misturando ao pré gozo do mais velho. Molhando e escorrendo por sua mão, até as bolas peludas. Com a racionalidade chegando ao limite, Segomaros segurou o irmão na cabeça, pressionando em seu membro, o mais novo engasgando e babando profusamente. “Sua boca é tão macia, tão gostosa.” Disse, olhando o irmão sorrir com o membro farto em sua boca. “Oge gamgem.” Continuou chupando, tentando engolir cada vez mais fundo. O desejo de sentir o bolo de carne pulsante cada vez mais fundo quase o fez esquecer de se abrir, mas o líquido quente escorria em sua perna, o molhando e o lembrando do prazer que sentira com a língua do irmão, pôs primeiro um dedo, logo em seguida o outro, e brincou consigo, deslizando as pontas para dentro, em moção de esticar. Recuperando o fôlego por um instante, levantou a cabeça jogando as madeixas para trás. “Aaah, que delícia!” Ainda segurando o pau do irmão, continuou se dedando de joelhos, olhando fundo dos olhos azulíssimos quase cinza, em contraste com o verde claro dos seus. Sufocando os gemidos, levou sua mão direita ao rosto suado do irmão, segurando sua noca, o trouxe para mais perto. Selando seus lábios com os dele. Com a mão esquerda, colou o irmão consigo, pressionando a cintura fina e esquelética. Seu jeito brusco, sedento pelo irmão, sugando e pressionando os lábios, retirando todo o fôlego e sanidade do menor, que amolecia o corpo, em um torpor enebriante, completamente efeitiçado pelo poder do beijo do irmão. Totalmente fora de si.
Beijaram-se como se fosse a última vez, como se ao desselar o enlace, suas vidas acabariam. Como se o próprio beijo fosse a fonte de animus dos dois. Parindo a si mesmos, finalmente vivos, despertos através do fogo ardente da paixão, da mais pura união, que apenas o sangue pode conferir. O gosto metálico descendo a garganta de Segomaros, matando sua sede. Com mais vontade, sugou a língua do mais novo, descendo a mão esquerda até sua entrada apertada. De repente, Belenos se separa, assustado. “Aí não! É sujo!.” “Meu anjo, você é puro como a neve que cai lá fora.”
O olhar do mais velho fixo no rosto tímido do irmão, mas os dedos suavemente roçando na entrada dele. “Deixa eu te chupar de novo, pra eu relaxar, tudo bem?” Belenos desce, segurando a base pau do mais velho com as duas mãos, abocanhando o membro pulsante, sem aviso, Segomaros pressiona sua cabeça até a base, Belenos tenta se afastar, inutilmente, a ânsia de vômito embrulhando seu estômago e garganta. O líquido quente e espesso jorrou de sua boca, a mistura de alcool com vísceras das lebres que comera molhando o irmão. “Ggggg” Se debatendo inutilmente, pois o irmão estava em transe, sua mente perdida em prazer, não conseguia perceber o que acontecia, o cheiro metálico não o incomodou, talvez até aumentou o prazer, seu pau cada vez mais duro, cada vez mais dolorido, e o sangue do jantar enlameando o chão, molhando toda sua barriga e pernas. Indo e voltando com força, sentindo a glote de Belenos pressionar a cabeça de seu pau, era a melhor sensação que já sentira. Ainda sem dar importância, deitou o mais novo com cuidado. “Não se preocupe, está tudo bem.” Disse ao menor, como se tudo o que fizeram fosse corriqueiro. O rosto de Belenos molhado com as lagrimas, sua pressão caindo em quando delirava. Novamente se beijaram, novamente um beijo desesperado e entorpecente, dessa vez com gosto de sangue, muito sangue, os lábios de ambos sujos e vermelhos. Pressionando a vulva do irmão, foi colocando lentamente o pau dentro, indo cada vez mais fundo dilacerando o hímen. “Aaah dói!” “Ssssh. Tá tudo bem.” Beijou o irmão com mais força, com mais vontade, o menor começando a sentir prazer na dor, sentindo prazer em ser dominado pelo mais velho, por sentir que a vontade do outro era tão grande que o tirava do sério. Metendo cada vez mais rápido e mais forte, o sangue da ruptura se mesclava com ambos os líquidos de prazer, e talvez o sangue também fosse um deles. Na verdade, o sangue de Belenos também era de Segomaros, não é? “Seu sangue é meu, você é meu, Belenos.” Beijou a testa do irmão com ternura, e voltou aos lábios. Metendo e metendo, pulsando quente e rasgando a abertura, que contonava o pau dele com força, sentindo a pressão por todo o membro, era impossível resistir, cada vez mais ofegante, por dentre os gritos de Belenos, a voz falha do mais velho ressoa trêmula: “Quer sentir minha semente te preenchendo por inteiro? Diga que quer meus filhos dentro de você!” Seus quadriz batendo nas coxas de Belenos, que dormentes, já não se mexiam. Entre gritos e gemidos, o menor responde: “Eu quero ser a mãe de seus filhos, quero ser sua!” Incontrolável, Segomaros enforca o irmão, penetrando até o fundo do útero do menor, atravessando a parede que separa o canal. A carne apertada dando espaço para a glande do maior, que em climax, jorra o leite quente e farto. Enquanto urra descontrolado, o êxtase percorre o corpo de ambos, eletrizados por uma corrente elétrica que adormece todos músculos. Belenos lentamente perde as forças, seu corpo amolecido sem reposta em baixo de Segomaros. O maior então deita-se ao lado do irmão, beija sua bochecha, e também adormece.