Did you call me? | Derbel x Lugh
A porta de madeira escura foi aberta por um homem, deveria ser ele — Derbel escondia tudo o que sentia com uma compostura séria. “O senhor é Lugh D’Ormond?” perguntou a fim de se certificar. Ele não parecia ser a pessoa em que ouvira falar, possuía uma aparência comum — aqueles boatos de suas feições horripilantes sempre pareceram falsas, mas acreditara quando menor e, nesse momento, não negava esperar ver pelo menos alguma característica anômala.
“Sou a capitã Redstone e vim aqui a seu pedido. Podemos entrar para a negociação?”. Antes que o homem respondesse, a pirata e seus acompanhantes entraram na residência. Fora surpreendida por um cheiro saturado de ervas, o que exatamente ele faz ali? Não imaginava que o interior fosse tão iluminado quanto era, sempre imaginou que o bruxo vivesse na escuridão — pensando bem, aquilo era bobagem —, havia diversas velas acesas — seria normal imaginar algum incêndio dentro daquela casa de madeira?
“Onde poderíamos nos sentar?”. Mesmo que estivesse parada, seus olhos varriam a casa com curiosidade.
A expressão do elfo se tornou ainda mais imperturbável ao ser obrigado a recuar em sua porta para dar passagem tanto à mulher miúda a sua frente, quanto aos três brutamontes que a acompanhavam. Com uma paciência duramente mantida, esperou até o último dos visitantes entrar para fechar a porta e dar vazão ao seu mau humor através do sarcasmo.
Por que não entram e ficam à vontade para negociarmos? Não precisa se acanhar, faça sua a minha casa, capitã. As mãos atrás das costas estavam cruzadas enquanto seu olhar curioso observava a íris clara e irrequieta de Redstone. Não apreciava o fato de ter sua casa como alvo da curiosidade alheia, apesar de saber que um humano era tão curioso quanto um maldito gato -- ainda mais aqueles que viviam ultrapassando os limites da lei. Era uma atitude hipócrita desgostar tanto daquele comportamento quando dirigido a seus assuntos, mas pouco lhe importava. Tratando de acabar com aquilo o mais rápido possível sem ser assaltado pelo bando que se espalhava por sua sala, encaminhou o assunto com pouca cortesia.
Não creio que se faça preciso que se sinta mais cômoda, não tenho tempo para cortesias. A única coisa que me interessa é se tem em sua posse meu pedido e quanto isso irá me custar. anunciou a todos com a modulação certa na voz para continuar com seu tom calmo e impessoal. Peço que não me tomem por tolo e tentem me enganar, negocio a mais tempo do que possam imaginar e odiaria perceber que fui ludibriado.





