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Assim nasceu o UnderG
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Tic-tac
[Intro] Tic-tac… Tic-tac… Respira… Tic-tac…
[Verso 1] Tic-tac…, O relógio toca, Dias passam, em horas que se cruzam, Tic-tac… O mundo não quer parar, Mas se o mundo não parar eu posso-o desligar, Tic-tac… O tempo passa, As ruas tornam-se vazias, As ruas tornam-se apenas ruas, Tic-tac.. Se o tempo não consegue parar, Mas ainda há tempo de respirar,
[Pré-Refrão] O que será quando o mundo parar? Será que vamos mais feliz ficar? Se o silêncio nos encontrar, será que vamos finalmente acordar?
[Refrão] Tic-tac… E então o mundo parou, Porque cliquei no botão em que ele desligou. Tic-tac… E eu ouvi o coração, quando o ruído largou a minha mão.
[Verso 2] Tic-tac… As luzes passam por mim como vento, tantas vozes ao mesmo tempo, e eu só quero um pensamento. Tic-tac… A cidade corre sem olhar, tanta pressa para chegar, sem saber onde quer parar.
Tic-tac… Sinto o peito a fazer maré, entre o “tenho de ser” e o “quero só estar de pé”. Tic-tac… Se eu não conseguir abrandar, eu desligo o mundo devagar… só para me escutar.
[Pré-Refrão 2] E se tudo ficar tão calmo, que eu consiga ver o que escondi… Será que eu volto a ser eu, ou descubro quem sempre fui?
[Refrão] Tic-tac… E então o mundo parou, Porque cliquei no botão em que ele desligou. Tic-tac… E eu ouvi o coração, quando o ruído largou a minha mão.
[Verso 3] Tic-tac… O tempo às vezes vira prisão, uma lista de obrigação, sem espaço para emoção. Tic-tac… Tanto “faz” e tanto “tem que ser”, e eu a esquecer o simples: viver, viver, viver.
Tic-tac… Há dias que passam por passar, e eu fico a perguntar: o que é que eu vim aqui procurar? Tic-tac… Se o mundo não me dá lugar, eu crio um lugar em mim… para poder respirar.
[Refrão] Tic-tac… O mundo não quis parar, mas eu aprendi a desligar. Tic-tac… E no meio da confusão, eu volto a mim… eu volto ao chão.
[Ponte] E se o tempo for um rio, eu não vou contra a corrente, eu aprendo a ser silêncio, a ser corpo, a ser presente.
E se tudo ficar vazio, eu não fujo do que eu sou, porque a paz não é derrota… é o lugar onde eu estou.
Tic-tac… Já não corro atrás de nada, já não peço aprovação, se o mundo não me entende… eu escolho o coração.
[Refrão Final] Tic-tac… E então o mundo parou, Porque cliquei no botão em que ele desligou. Tic-tac… E eu ouvi o coração, quando o ruído largou a minha mão. Tic-tac… O que será quando o mundo parar?
[Outro] Tic-tac… Tic-tac… Ainda há tempo de respirar… Tic-tac…
Invisível
[Intro] Invisível…
[Verso 1] Quanto tempo tem o tempo de parar? Quanto tempo nunca esperar?
[Pré-Refrão] Quando tudo ficar invisível, Seremos ou não o ser falível? Quando tudo ficar indisponível, Será que seremos então o ser infalível?
[Refrão] Quantas horas passam! Quantos dias se vão.. Quantos anos ficamos, vazios? Acrescentando apenas ilusões!
[Verso 2] Quando tudo ficar invisível? Será ai que nos vamos lembrar de quem somos? Quando tudo ficar intransponível! Será que saberemos que somos humanos?
[Ponte] Que no dia em que tal ocorra! Nos ocorra que somos humanos, Que se no dia seguinte nos olhar-mos, E nos lembrar-mos!
Nós somos humanos.
[Refrão Final] Quantas horas passam! Quantos dias se vão.. Quantos anos ficamos, vazios? Acrescentando apenas ilusões!
[Outro] Que no dia em que tudo parar, Consigamos nos amar.
A minha primeira Curta-metragem
Alô pessoal, aqui está a minha primeira Curta-metragem, baseada no meu primeiro Álbum, espero que gostem!
CONTO DE AMOR
Quantos espaços, Contêm estrelas no céu, Quantos véus certamente belos, Quantas estrelas são sentimentos,
Ele correu de encontro a ti, Perguntou-te, Por quantas estrelas me apaixonei, Sorridente,
Uma estrela certamente,
E disse:
É a estrela que guia o meu olhar, O barco na chuva a passar, É o cantar dos corações, É dor de sentir o teu amor,
É vida que baila sem parar, O sorrir, do sorrir em cada olhar, É o barco na chuva a passar, É o credo de amor no teu bailar,
Sorriu, Amou.
RISCOS DIVERSOS AO MUNDO COMO O CONHECEMOS:
A INTERNET E RISCOS ESTRUTURAIS.
A sociedade contemporânea sustenta-se sobre riscos estruturais profundos devido à sua hiper-dependência da camada TCP/IP. Este protocolo foi desenhado num ecossistema de confiança mútua e não prevê os vetores de ataque atuais. O perigo real reside na vulnerabilidade dos protocolos de base, como o BGP e, crucialmente, o DNS (Domain Name System). Atacar os servidores raiz (Root Servers) ou os servidores de Domínios de Topo (TLDs) não tornaria a Internet apenas "lenta"; torná-la-ia invisível. Sem a resolução de nomes, os endereços IP tornam-se inacessíveis para o utilizador comum, transformando a rede mundial num arquivo de dados sem índice.
A centralização extrema agravou este cenário. Quando um ponto central ou uma plataforma massiva, como o Facebook, fica offline devido a uma falha de BGP ou ataque direcionado, o impacto é sistémico. Não é apenas uma rede social que desaparece; milhões de sites e aplicações que dependem do seu SDK para logins ou publicidade entram em falha. Isto gera um "efeito de tempestade de retentativas" (Retry Storm): milhões de dispositivos em todo o mundo começam a inundar os resolvedores de DNS locais com pedidos frenéticos, tentando encontrar um serviço que "não existe". Este volume massivo de erros de DNS pode sobrecarregar a infraestrutura dos ISPs (Provedores de Internet), criando um efeito de negação de serviço (DoS) involuntário que torna toda a navegação instável.
Entidades como a Cloudflare, que processam cerca de 20% do tráfego mundial, são hoje Pontos Únicos de Falha (SPOF). Com o poder de fogo das botnets de IoT, capazes de saturar os IXPs (Pontos de Troca de Tráfego), um ataque coordenado poderia paralisar a economia global em minutos. Vivemos num sistema onde a eficiência da centralização criou um "gigante de pés de barro": um único erro de configuração num gigante ou um ataque aos pilares do DNS pode desencadear uma cascata de falhas que desliga, em tempo real, a infraestrutura civilizacional.
USO DO ESPAÇO, RISCOS ESTRUTURAIS E IMPACTO AMBIENTAL
Têm existido cada vez mais relatos de detritos espaciais a sobreviverem à reentrada atmosférica e a atingirem o solo. Este fenómeno é um sintoma alarmante do congestionamento das órbitas baixas (LEO), onde a acumulação sem precedentes de satélites artificiais aumenta drasticamente o risco da Síndrome de Kessler.
A Síndrome de Kessler ocorre quando a densidade de objetos em órbita é suficientemente alta para que as colisões gerem uma reação em cadeia, onde cada impacto cria novos detritos que, por sua vez, provocam novas colisões. Dado que estes fragmentos se deslocam a velocidades hipersónicas — superiores à de uma bala —, o impacto de um pequeno parafuso pode ser catastrófico. Embora o arrasto atmosférico natural acabe por limpar a órbita baixa ao longo de décadas ou séculos, a intensidade de uma cascata de colisões tornaria estas regiões cruciais (fundamentais para a internet, navegação e comunicações) inviabilizadas para as próximas gerações.
Este risco é potenciado pelas atuais megaconstelações de satélites. Estudos indicam que estes objetos passam frequentemente a apenas um quilómetro de distância uns dos outros, tornando a gestão de desvios de rota uma tarefa de extrema complexidade. Atualmente, a segurança depende de sistemas avançados de Gestão de Tráfego Espacial (STM) e algoritmos de Inteligência Artificial que coordenam milhares de manobras automáticas diárias. No entanto, a margem de erro é mínima e a dependência tecnológica é absoluta.
Para além do risco físico de colisão, surge uma nova preocupação ambiental: a pegada química da reentrada massiva de satélites. Ao arderem na atmosfera, estes objetos libertam grandes quantidades de óxido de alumínio. Este composto pode atuar como um catalisador para reações que danificam a camada de ozono e alteram o coeficiente de reflexão da alta atmosfera, com consequências ainda incertas para o equilíbrio climático global. O espaço, portanto, revela-se um recurso finito, onde a poluição não é apenas física, mas também química.
Um cenário hipotético ilustra bem a fragilidade deste ecossistema: se uma empresa como a Starlink ficasse offline ou perdesse o controlo dos seus sistemas de navegação durante uma semana, a probabilidade de uma colisão em cascata tornar-se-ia praticamente iminente. Se tal acontecesse, não só a órbita baixa ficaria perdida, como seriam inviabilizados lançamentos para órbitas mais altas e futuras missões de exploração espacial durante um longo período, confinando a humanidade ao seu próprio planeta.
ARMAS ATÓMICAS: O RISCO DE RUPTURA DA HUMANIDADE
A posse de armas atómicas cria riscos estruturais e de sobrevivência para a humanidade. Este fator é exponenciado pelos sistemas de deteção de ameaças, sendo o exemplo mais conhecido o "Mão Morta" (Perimeter), um sistema russo concebido para ser ativado em caso de ataque à Rússia. Atualmente, a integração crescente da Inteligência Artificial nestes sistemas de comando e controlo introduz uma nova camada de perigo: ao procurar acelerar o tempo de resposta, a IA pode reduzir drasticamente a janela de intervenção humana, deixando o destino da espécie dependente de algoritmos opacos e isentos de ética.
Sucede que sistemas deste género já falharam no passado devido a falhas técnicas. Num desses episódios, a humanidade esteve próxima do seu fim, salva apenas porque uma pessoa se recusou a retaliar perante um ataque que, na verdade, não existia. Se a psicologia desse indivíduo não fosse pró-sociedade, provavelmente eu não estaria agora a escrever sobre este risco, pois a humanidade teria sido extinta. O risco de um "erro de cálculo" — onde um movimento militar convencional ou uma falha de sensor é interpretado como um ataque nuclear iminente — permanece como uma das ameaças mais reais, especialmente em momentos de alta tensão geopolítica onde o medo de "perder ou usar" domina a lógica dos líderes.
A doutrina das armas atómicas sugere que o seu uso só seria eficaz como retaliação a um ataque inicial, o que, em teoria, tornaria o primeiro ataque inútil (Destruição Mútua Assegurada). No entanto, esta lógica assenta na premissa de que todos os atores são racionais. Esta estabilidade colapsa quando o ator que detém a arma é ilógico ou irracional, agindo por impulso ou sob dogmas ideológicos. Nestes casos, existe a possibilidade real de um ataque inicial deliberado. Tal cenário resultaria num efeito de retaliação em cascata que eliminaria a civilização e impossibilitaria a vida no planeta, para a maioria das espécies, durante milhões de anos.
Além disso, verifica-se que o número de nações que procura aceder a armamento nuclear tem vindo a aumentar, ao mesmo tempo que assistimos à erosão dos tratados de desarmamento entre as grandes potências, o que fragiliza os mecanismos de controlo global. Regimes autocráticos, como o atual regime do Irão — frequentemente apontado por não seguir uma racionalidade convencional, mas sim impulsos ideológicos —, agravam esta ameaça. O aumento global de conflitos, aliado ao enfraquecimento da diplomacia internacional, cria a tentação de utilizar armas nucleares como forma de dissuasão ou "travão", elevando o risco de uma catástrofe global a níveis que não víamos desde o auge da Guerra Fria.
POLUIÇÃO - RISCO DE RUPTURA AMBIENTAL
A poluição contemporânea não é um fenómeno isolado, mas uma crise multidimensional que se expande de forma progressiva. As emissões de CO2 e outros gases de efeito estufa continuam a escalar, atingindo concentrações que desestabilizam o sistema climático e provocam um aquecimento global cujos efeitos — como o degelo das calotas polares e a acidificação dos oceanos — aproximam o planeta de pontos de rutura irreversíveis.
Nos ecossistemas marinhos, a acumulação de resíduos sólidos deu origem a massas flutuantes de detritos com dimensões comparáveis a territórios nacionais. Sob a ação da erosão e radiação solar, estes resíduos fragmentam-se em microplásticos e, mais recentemente, em nanoplásticos. Estas partículas, juntamente com contaminantes químicos persistentes (como os PFAS, conhecidos como "químicos eternos"), são absorvidas pela fauna marinha e biomagnificadas ao longo da cadeia alimentar. Ao atingirem a dieta humana, tornam-se agentes disruptores endócrinos e aumentam a incidência de doenças oncológicas e autoimunes.
A degradação ambiental é severamente agravada por contextos de guerra e desastres industriais. Conflitos armados não só libertam gases tóxicos na atmosfera, como deixam um legado de solo infértil e contaminado por metais pesados e minas terrestres, que constituem perigos ativos durante décadas. No setor energético, a vulnerabilidade das centrais nucleares — muitas vezes situadas em zonas costeiras devido à necessidade de refrigeração — representa um risco existencial. Um acidente ou sabotagem nestas infraestruturas teria o potencial de propagar contaminantes radioativos através das correntes oceânicas e atmosféricas, envenenando a biosfera a uma escala global.
A tentativa de mitigação climática revela novas frentes de poluição. A extração intensiva de lítio e minerais raros, essenciais para baterias, provoca erosão severa e contaminação de aquíferos. Paralelamente, vivemos a crise do lixo eletrónico e têxtil (Fast Fashion); toneladas de dispositivos e roupas são enviadas para países em desenvolvimento, especialmente em África, transformando regiões inteiras em "lixeiras globais". Estes resíduos libertam substâncias químicas no solo e no ar através de queimadas informais, afetando as populações locais.
Por último, a intensificação da pecuária e da monocultura para rações animais é um dos principais motores da desflorestação e das emissões de metano. Além da poluição atmosférica, o uso excessivo de fertilizantes nitrogenados provoca a eutrofização de rios e lagos, criando "zonas mortas" onde a vida é impossível. Esta pressão sistémica não só polui o meio físico, como acelera a sexta extinção em massa, reduzindo a biodiversidade que sustenta a própria resiliência do planeta.
ELETRICIDADE - RISCOS ESTRUTURAIS E A FRAGILIDADE DA TRANSIÇÃO
O risco de apagões, tanto locais como os de escala maior, é uma ameaça crescente exacerbada pela natureza da nossa transição energética. Embora a descentralização da produção seja um objetivo, a infraestrutura atual enfrenta um paradoxo: as energias renováveis, apesar de limpas, possuem uma baixa inércia sintética. Ao contrário das grandes centrais térmicas e fósseis, cujas turbinas pesadas ajudam a manter a frequência da rede estável por puro efeito físico, a produção solar e eólica depende de inversores eletrónicos que, sob pressão, revelam uma resiliência significativamente menor.
A fragilidade desta nova arquitetura ficou evidente na evolução dos incidentes na Península Ibérica. O incidente de abril de 2025 revelou o verdadeiro risco estrutural: a sobretensão. Num cenário de produção renovável massiva e baixo consumo, a tensão na rede subiu de forma incontrolável. Para proteger os seus equipamentos e evitar prejuízos financeiros num mercado de preços negativos, centrais privadas desligaram-se em cascata. Esta desconexão súbita transformou um excesso de energia num défice crítico em milissegundos, colocando todo o sistema ibérico à beira do colapso por falta de estabilidade de frequência.
Perante este cenário, o armazenamento de energia torna-se o elo perdido. Contudo, a solução atual assenta num novo problema: a dependência do lítio. Os elevados custos de extração, o seu ciclo de vida curto e o impacto ambiental da mineração tornam o armazenamento em baterias um desafio tanto financeiro como ético. Sem alternativas de armazenamento de longa duração e de larga escala (como baterias de sódio ou hidrogénio), a eficiência das renováveis permanece refém da volatilidade climática.
Esta crise é agravada pela "fome" energética da era digital. A proliferação de centros de dados e o processamento de Inteligência Artificial exigem uma carga constante (baseload) que a intermitência das renováveis não consegue assegurar sozinha. A esta pressão sistémica somam-se os riscos externos: Fatores Astronómicos: Ejeções de Massa Coronal (EMC) solares que podem induzir correntes geomagnéticas destrutivas em transformadores. Alterações Climáticas: Tempestades e furacões mais frequentes que danificam fisicamente as linhas de transporte.
Com a degradação ambiental e a necessidade de mudanças estruturais urgentes, o risco de ruturas elétricas deixa de ser uma hipótese teórica para se tornar uma inevitabilidade logística. A transição para um modelo sustentável exige, portanto, não apenas mais painéis e turbinas, mas uma reconstrução profunda da resiliência técnica e digital da rede.
A Aleatoriedade Divina
Não é possível justificar a existência de Deus de forma inteiramente racional; contudo, é possível racionalizar certas coisas que acontecem na vida de todos nós através da Sua existência. Para mim, a maior prova de que Deus existe é a aleatoriedade divina. Existem eventos que representam uma improbabilidade estatística tão grande que, ainda assim, ocorrem — o que os cristãos geralmente designam por milagres.
A própria existência humana é uma improbabilidade estatística. Recuando no tempo, encontramos outros exemplos de aleatoriedade divina, como o início de tudo e a imprevisibilidade do futuro. Uma vez que desconhecemos a "equação inicial" do universo, não conseguimos prever o seu desfecho; porém, partes da Bíblia parecem ter decifrado a história na sua complexidade, com profecias que se cumprem até nos nossos dias.
A aleatoriedade define-se por um fator com probabilidades variáveis de ocorrer, mas, quando ela é divina, as probabilidades vergam-se à vontade de Deus. Outro exemplo manifesta-se quando cumprimos a vontade de Deus: começam a notar-se ocorrências positivas na nossa vida e, por vezes, dois eventos aparentemente não relacionados tocam-nos o coração ou a razão.
Assim, não defino o "acreditar em Deus" apenas como um conceito abstrato, mas sim como o ato de seguir a Sua vontade em conjunto com as regras morais do bom senso. Um exemplo destas regras é fazer algo em prol do próximo sem esperar nada em troca. É interessante notar que, quando agimos assim, somos frequentemente tocados por eventos desconexos que nos trazem paz e nos recordam que o universo é mais complexo do que a compreensão científica. Se a ciência tivesse tal compreensão, seria ela própria divina. A ciência explica o que é terreno; o que é divino transcende-a, algo que muitas pessoas esquecem.
Como é possível que algo que já se deveria ter extinguido sobreviva contra todas as probabilidades, a menos que haja um propósito maior? Pode chamar-se sorte ou improbabilidade estatística, mas para quem segue a vontade de Deus, a sucessão de "improbabilidades positivas" é demasiado frequente para ser mero acaso. A vontade divina deve ser seguida com o coração e a razão: fazer o bem, tanto para nós como para o próximo, sem esperar recompensa. E assim, como prometido, tudo o resto será acrescentado.
Intuição
A intuição é a arte de saber, quase de forma instantânea e por vezes sem plena consciência, se uma atitude é valiosa ou não. Contudo, deve ser exercida de modo mais consciente. Vou descrever as benesses da intuição e como ela pode ser negativa ou positiva; para que seja usada corretamente, precisamos de refletir sobre a intuição de forma consciente.
Para tornar consciente a intuição, devemos recorrer à lógica de forma célere, sem esquecer o enviesamento emocional que cada intuição transporta. As emoções geram vieses na perceção da realidade; por isso, importa avaliar de onde parte esse viés e analisá-lo com o nosso “logos”, isto é, a nossa razão. Este treino é essencial. Se quisermos uma analogia prática para descrever a lógica, pensemos em transportar algo do ponto A ao ponto B de forma clara e descritiva. Assim, a intuição deve ser praticada quando nasce de uma emoção que conduza a bem-estar no seu ponto B.
Muitas vezes fazemos suposições com um enviesamento negativo acerca de algo que, intuitivamente, é positivo — ou o inverso. Também sucede termos a emoção errada no momento certo. Tudo isto precisa de ser alinhado ao longo de anos de prática; continuará imperfeito, mas mais bem regulado.
No trabalho, por exemplo, a intuição pode dizer-nos que algo é demasiado arriscado para ser concretizado, ou que determinada atitude terá um efeito negativo ou positivo, consoante o juízo que dita. A intuição é também uma voz infantil — quase um salto de fé — que nos ajuda a decidir quando há pouco tempo para refletir, ou até na ausência de consciência plena. Essa voz, porém, é essencial. É a expressão do nosso “Eu”, comprimida em milésimos de segundo, a indicar se algo fará bem ao Ego na sua consciência futura. Tendo isto em conta, um conjunto de más intuições pode levar a frustrações, fixando o pensamento no passado ou no futuro e gerando tristeza ou ansiedade; por isso, devemos tornar minimamente conscientes os seus processos.
A intuição nasce, assim, de uma leitura reduzida da realidade e, na maioria das vezes, de uma apreensão inconsciente dessa realidade, enviesada pela componente emocional. E qual é a solução? Dar ouvidos à criança interior, mas com a ajuda do adulto interior, unindo a cognição à sabedoria.
Às vezes temos intuições erradas — a vida é mesmo assim. Devemos, portanto, cultivar tolerância à frustração e, sobretudo, reconhecer que, sem intuição, é praticamente impossível viver o dia a dia. Nem sempre fazemos as escolhas certas; é preciso aceitar isso, aprender com isso e não nos deixarmos constranger por intuições falhadas. Devemos moldá-la lentamente, expondo-nos ao risco de errar. Para a moldar, refletimos com a razão, aceitando que todos erramos e imaginando como poderia ser diferente — não permanecendo no passado, mas projetando como poderíamos lapidar a emoção, trazendo à superfície, pouco a pouco, a melhor intuição possível.
Tendo isto em conta, a intuição é talvez um dos processos mentais mais importantes e interessantes para reflexão. E nunca — mas nunca — pensem que podemos abdicar dela. O que podemos, sim, é melhorá-la lentamente, para que possamos perseguir o sentido que queremos dar à vida, com a intuição mais adequada a esse sentido.
Novo Álbum - Prosa Filosófica
Olá, tudo bem? Sempre escrevi poesia, mas há algum tempo comecei a escrever pequenos textos de cariz filosófico. Não me considero um filósofo — isso seria, para já, muito pretensioso —, porém acredito que todos podemos ser bons se nos dedicarmos com vontade a uma tarefa.
Posto isto, resolvi dar vida a alguns textos filosóficos que criei recentemente, adaptando-os a um formato musical. Acabei por descobrir um conceito que nunca vi ser explorado, ao qual chamei Prosa Filosófica: um conceito onde a melodia e o ritmo se unem, não à poesia, mas à filosofia.
Baseado nesta ideia, criei este álbum e espero que gostem. Caso se identifiquem com o trabalho, peço que partilhem a criação com amigos que também apreciem estas temáticas. Juntos, poderemos fazer com que este género musical seja explorado por mais artistas no futuro.
Obrigado e boas vibrações para vocês. Gratidão!
Cravos Libertos
Povos livres, Fraterna-mente concretos, Que querem voar no espaço que é seu,
Não nos tires o que é nosso! Votaste no menos pior? Ou votas no demagogo? Votas no cobarde? Ou votas em ti? Votas por ti ou por todos?
Liberdade não condicionada, Num condicionamento internacional, Liberdade bela, mas fraca se o povo não a quiser! Uma liberdade de falar, lutar para ter, não é uma liberdade qualquer, Uma liberdade que parece fugir como um pássaro que procura o céu, Um pássaro que voa de encontro a ti novamente e pergunta-te, Queres-me?
Um mapa do mundo distante, Num cravo, épico, Um mapa de um mundo instante, Que o sonho comanda a vida,
Liberdade, Uma criança, Que cheia de esperança, Aprende a caminhar,
O coro de um por todos e todos por um, Liberdade, num pensamento, Idade que cria laços em ti, Não percas tempo que o vento, Não decidirá por ti!
Liberdade, Vinhas numa barca que não vi passar, E então sorriste! Abriste a janela e voaste!
Não deixes a liberdade fugir, Fá-la vibrar, e se espalhar! Fá-la cantar aos quatro ventos, Não com cancelamentos, Faz-lha fraterna, eterna, e bela, Faz-lhes paixão, que vibra na eternidade,
Assim Deus deu-te a liberdade! Para que conheças a verdade que liberta, Para abraçares os teus irmãos, De livre vontade, De livre verdade,
Voa livre, já reconquistaste a liberdade! Não a desperdices! Eu também não.
- 25 DE ABRIL SEMPRE, - VIVA A LIBERDADE, - FASCISMOS NUNCA MAIS!
Humanidade
Que bela humanidade, Seguem carros na cidade, Pessoas andam a pé, Pessoas conexas conversam,
Pela bela humanidade, Que nem cinza nem amarela, Humanidade dos bons e dos maus, Humildade na humanidade,
Sempre penso comigo, Humano me torno, Sempre ajo conexa-mente, Parto vidros do esquecimento,
Que densa verdade, As vezes parte da humanidade, Que se parte, Acolhe-se na tristeza da falta dela,
Sempre que vivo, Escolho na videira, Da água, que entranha a vida,
Prezada-mente, Escrevo-te este presente, Feito de vida e humanidade,
Que nunca nos esqueçamos de nós, Que somos belos, Mesmo em tempos onde nos desvanecemos, Que somos livros, que somos cartas, Somos vinho e amor, que somos água e raiva, Somos felicidade tristeza, mundo e solidão,
Humanos, que merecem a sua verdade, Numa paisagem ao luar, No acordar o sol a brilhar, Diz-nos que ainda existe muito a aprender.
INTUIÇÃO
INSURGENTE - VIDEO CLIP
O MEU PRIMEIRO DESENHO
Em criança, o meu primeiro desenho foram uns sarrabiscos multicoloridos. Para mim, tinham significado — na altura só compreendido por mim. Enquanto, na pré-escola, todos desenhavam casas e pessoas, eu fiz um desenho abstrato. Sempre tive muita criatividade e, para mim, aquilo era claro: uma parte era o Sol, outra o jardim, etc. e tal.
A educadora olhou e perguntou: “O que é isto?” Expliquei-lhe cada parte. Ela deu-me outra folha: “Agora faz um desenho normal.” Fiz outro desenho abstrato. Ela voltou, olhou e rasgou-o à minha frente.
Quando cheguei a casa, contei à minha mãe o que tinha acontecido. Descrevi-lhe onde estava o Sol e o resto, e ela entendeu. No dia seguinte, foi à escola esclarecer. A educadora disse-lhe que eu estava a ser mal-educado por não fazer um desenho igual ao das outras crianças. A minha mãe perguntou: “Ele não lhe explicou onde estava o Sol e os restantes elementos?” “Explicou”, respondeu, “mas não acreditei.”
Dias depois, chamaram-me para fazer outro desenho. Disseram-me que tinha de fazer igual ao das outras crianças. Fi-lo. A educadora perguntou: “Não é melhor assim?” Respondi: “Não. Para mim, o outro era muito mais bonito.”
Moral da história: a neurodivergência nem sempre aparece nas formas que os adultos consideram “inteligentes”. Às vezes, uma criatividade elevada cria coisas que as pessoas comuns julgam idiotice ou bizarrice. Para mim, o desenho mais bonito continua a ser aquele que ela rasgou.
Musica - Enigmas (Versão zero)
Detalhe: Esta é a versão original do poema, por tê-lo alterado muito por perfeccionismo tinha acabado por perder a sua alma, espero que gostem desta versão.
Letra:
O Sol nasce todos os dias, Uma criança todas as noites, Um homem reza pelo bem da humanidade, Um jovem deseja igualdade,
Uma mulher que sente semente de amor, Colhe compaixão, Um homem que colhe compaixão, Planta o amor,
Sempre esperei, Chorar o canto que serei, Sempre esperei, Sonhar à beira-mar,
Um homem que sente semente de amor, Colhe compaixão, Uma mulher que planta compaixão, Colhe amor,
A flor que acolhe o Sol, Cresce todos os dias, Assim como o homem que acolhe a sua mulher, Colhe dor, paixão e amor,
Correm lágrimas na calçada, Corre o rio para mar, Nascem plantas, Crescem flores, dores, e amores,
Bem-aventurados os que amam, Porque no amor, reside a verdade.
"Posso morrer amanhã, mas não sem ver o jornal da manhã, Quero sentir mas nem sei o que ouvir!" - Eu, Insurgente!
Enigmas
O Sol nasce todos os dias, Uma criança adormece todas as noites, Um homem reza pelo bem da Humanidade, Um jovem anseia igualdade.
Uma mulher que sente a semente de amor Distribui compaixão, Um homem que acolhe compaixão Colhe amor.
Sempre esperei Chorar o canto que serei, Sempre esperei Sonhar à beira-mar.
A flor que acolhe o Sol Cresce sem parar, Tal como o homem que acolhe a sua mulher Colhe dor, paixão e amor.
Correm lágrimas na calçada, Corre o rio para o mar, Nascem plantas, Crescem flores, dores e amores.
Bem-aventurados os que amam, Porque no amor reside a verdade.