o (a)mar não se controla, nem você controla o (a)mar.
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@luminositadelsol
o (a)mar não se controla, nem você controla o (a)mar.
.julianacardinalli
Brasil em [des]foco
Um país em lutao contra uma parcela socioeconomicamente favorecida. O processo de saúde-doença é uma questão política. Se isentar é aceitar que pessoas continuem adoecendo por direitos negligenciados. O limite da saúde para o trabalhador não deve ser a garantia de uma mão-de-obra funcional (e barata!). Política é o que você come, como você dorme, qual sua qualidade de vida, SE você tem lazer - e quanto de tempo para o fazer. A bandeira de um país não deve ser partidária. De uma forma ampla, e antes das 700 mil mortes fruto e palco para manobras políticas, a liberação do uso de inúmeros agrotóxicos, a apologia à violência, o desmonte da saúde e da educação e a banalização das pautas de parcelas vulnerabilizadas formam retratos de um governo posicionado para e pela elite. Se você está em dúvida, não esqueça que o detentor do poder/dos meios de produção é aquele que te faz construir a escada, atinge o topo por meio dela e depois a chuta. Se você não consegue manter uma vida digna sem trabalhar, você não está sendo beneficiado!
sonho, com ansiedade
sonho, com data-limite
com 22 anos onde eu me caberia?
com 22 transbordo para além do
que me limitaria]
| l l l
Im im im
ite ite ite |
p e r s p e c t i v a
pela probabilidade de ocorrer, muitas vezes esperei em vão. pela aleatoriedade do ser e do não-ser, sofri, chorei e temi. a angústia vem ao passo da esperança, tão contrastante quanto o sentir. paro e respiro. inspiro agora uma vida feita pela projeção do desenho real. combati a expectativa com a perspectiva: acredito só até onde consigo enxergar.
. juliana cardinalli
tem uma dor que classifico como dor de cortar cabelo. é aquela dor que quem vê aconselha: calma, cabelo cresce. na hora a gente não acredita, não parece ter solução. você precisa sentir a dor, você precisa se encarar no espelho até começar se acolher. é preciso olhar com gentileza e, depois de algumas semanas, ao notar a diferença do comprimento, você vai falar: poxa, cabelo cresce mesmo. não importa quantas pessoas tenham dito ou quantos elogios chegaram até você, se não sai de dentro, nada vai te confortar. quando passar você pode até pensar: que tola fui. mas isso, ah, só quando passar.
. juliana cardinalli
f o t o g r a f i a
me disseram que o modo manual da câmera nos dá melhores possibilidades. eu, antes de digitar, pensei que o modo automático era mais rápido. me escutei de novo e de novo. falei pra mim que sim, se eu quisesse capturar um bem-te-vi, mas pra que pressa pra fotografar uma flor que sempre vai estar ali? eu me condenei, em que momento um passatempo começou a passar no tempo do relógio. ainda mais, pra que pressa pra capturar o que já foi contemplado.
c h u v a
demorou, mas percebi, no fim ele era só um dia de chuva: cinza e entediante. o encantamento foi possível por eu ter feito daquele um dia especial.
. juliana cardinalli
p e r s p e c t i v a
pela probabilidade de ocorrer, muitas vezes esperei em vão. pela aleatoriedade do ser e do não-ser, sofri, chorei e temi. a angústia vem ao passo da esperança, tão contrastante quanto o sentir. paro e respiro. inspiro agora uma vida feita pela projeção do desenho real. combati a expectativa com a perspectiva: acredito só até onde consigo enxergar.
. juliana cardinalli
r e m o t o
amor controlador,
que bate e acha que
vou sorrir ao sentir dor.
amor controlador,
que acha que
me dando espinhos
formaria uma flor
ah, amor controlador,
me liberta para
de elo em elo
desacorrentar o amor.
. juliana cardinalli
e x p e c t a t i v a s
12.10.2021
quase segunda, mais conhecido como domingo. recebo uma mensagem para ir mais cedo. ela aprendeu a música que canto parte em espanhol parte em português. não teria como começar melhor o dia. próximo ponto descemos. eu a procuro e não a encontro. fico confusa, mas não deixo de ir ao meu destino por isso. quase chegando a vejo brava, ficaram na frente dela. a ida deixou de ser perfeita. ali entendi mais sobre mim do que sobre qualquer outra coisa - faço isso quando minhas expectativas são rompidas. parece que a vida é um caminhar confuso e incontrolável: as idealizações são desfeitas.
. juliana cardinalli
e o que tem se entregar
ainda que não me deixem ir, vou até onde puder. não tem porta, entro e saio. a barreira sou eu. tudo que não é afeto, é medo. afeta. me reconheço e me acolho. colho. fruto da mesma semente que esparramei. amei. amor sozinho ou acompanhado, não temo.
. juliana cardinalli
O L H A R
olhar pra trás e não ver. ao menos entender. embaçado, confuso. não entendo, não me reconheço. passado e futuro ligados pelo presente. passa o tempo e o agora deixou de ser. a vida deixou de ser. o momento acabou. aquilo que carregou também. mas ainda presente. pressente. olha pra frente. já virou reflexo. não é mais reflexão.
. juliana cardinalli
tem uma dor que classifico como dor de cortar cabelo. é aquela dor que quem vê aconselha: calma, cabelo cresce. na hora a gente não acredita, não parece ter solução. você precisa sentir a dor, você precisa se encarar no espelho até começar se acolher. é preciso olhar com gentileza e, depois de algumas semanas, ao notar a diferença do comprimento, você vai falar: poxa, cabelo cresce mesmo. não importa quantas pessoas tenham dito ou quantos elogios chegaram até você, se não sai de dentro, nada vai te confortar. quando passar você pode até pensar: que tola fui. mas isso, ah, só quando passar.
. juliana cardinalli
f o t o g r a f i a
me disseram que o modo manual da câmera nos dá melhores possibilidades. eu, antes de digitar, pensei que o modo automático era mais rápido. me escutei de novo e de novo. falei pra mim que sim, se eu quisesse capturar um bem-te-vi, mas pra que pressa pra fotografar uma flor que sempre vai estar ali? eu me condenei, em que momento um passatempo começou a passar no tempo do relógio. ainda mais, pra que pressa pra capturar o que já foi contemplado.
já não sinto
saudade ou vontade
desse jogo de ausência
que começou
na presença.
não quero voltar,
ir ou ficar
eu quero deitar e
deexistir.
- juliana cardinalli
lar, substantivo masculino.
largo
ando
retorno.
- juliana cardinalli
Confie em você: você vai chegar lá! (em Rio de Janeiro, Rio de Janeiro) https://www.instagram.com/p/CSvIovktzak/?utm_medium=tumblr