Sayat Nova, from Anthology of Armenian Poetry, ed. & tr. by Diana Der Hovanessian and Marzbed Margossian; "I traveled the world"
trying on a metaphor
will byers stan first human second
DEAR READER
Game of Thrones Daily

No title available
dirt enthusiast

titsay
Sweet Seals For You, Always

if i look back, i am lost

ellievsbear

izzy's playlists!
Show & Tell
đȘŒ
tumblr dot com
I'd rather be in outer space đž
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH

Love Begins
KIROKAZE
taylor price

Kiana Khansmith
seen from Spain
seen from Germany

seen from Spain
seen from United States
seen from United Kingdom
seen from United States
seen from Italy
seen from United Kingdom
seen from United Kingdom

seen from United Kingdom
seen from Croatia
seen from Canada
seen from United Kingdom
seen from South Korea
seen from China

seen from TĂŒrkiye
seen from United Kingdom
seen from United States

seen from Malaysia

seen from TĂŒrkiye
@lunebleues
Sayat Nova, from Anthology of Armenian Poetry, ed. & tr. by Diana Der Hovanessian and Marzbed Margossian; "I traveled the world"
a gente ouvindo undisclosed desires no sofĂĄ da sua sala porque, bem, sua mĂŁe nĂŁo era muito fĂŁ de te deixar sozinho com outras mulheres no seu quarto. o que eu sempre achei engraçado porque ela nĂŁo fazia ideia do que vocĂȘ era capaz de fazer em qualquer outro lugar, ela nĂŁo fazia ideia do que Ă©ramos capazes de fazer. cĂȘ sabe, eu nunca fui de namorar logo depois que me apaixono. nĂŁo faz sentido. porque relacionamentos precisam de outros sentimentos mais estĂĄveis e a paixĂŁo nĂŁo Ă© um deles, nĂŁo do jeito que eu a sentia aos 19 anos (e talvez nĂŁo do jeito que eu a sinto agora). mas enfim, seu sofĂĄ de trĂȘs lugares e a mesa de madeira na sua sala e os bibelĂŽs catĂłlicos da sua mĂŁe, tudo me contava alguma coisa, ligava alguma luz, eu meio que imaginava que nĂŁo seria a pessoa certa pra vocĂȘ, que nunca seria escolhida pra esse lugar. e Ă© claro que me magoava. magoava horrores. eu era jovem e vocĂȘ ouvia muse comigo no seu sofĂĄ e teu beijo era bom. muito bom mesmo. entĂŁo eu parecia uma geleia nos seus braços, sem uma forma, disposta a aceitar tudo que tu pudesse me entregar. consigo lembrar, acho, do cheiro de bolo que circulava pela sua casa e que lĂĄ a ĂĄgua tinha gosto de geladeira e de como a voz da sua mĂŁe parecia muito mais alta do que realmente era sĂł porque eu tinha medo. medo dela dizer que eu nĂŁo deveria estar ali e que eu nĂŁo pertencia aquele lugar. o lugar ao seu lado. era verdade, mas nĂŁo pelos motivos dela. e sim os meus. o fato de que vocĂȘ mentia que me amava sem precisar. o fato de que vocĂȘ dizia que eu era a Ășnica sem ser. o fato de que vocĂȘ gostava quando eu me sentia arrasada porque era sinal de que ganhou. eu nĂŁo cabia naquele lugar porque ele era muito menor do que eu e porque vocĂȘ era, tambĂ©m. era difĂcil eu me proteger. porque quando eu me apaixonava eu abria mĂŁo de muitos limites pela esperança de um amor, um que eu nem sempre queria, mas o que estava nas histĂłrias e nos discursos, o que diziam que era uma necessidade. era engraçado: o quanto eu me sentia mal por algo que era tĂŁo difĂcil querer quanto conseguir. eu rezava todos os dias para que o tempo corresse mesmo sabendo que iria me arrepender. todos os dias. achava que era sĂł isso que me manteria menos vulnerĂĄvel, mais atenta, mais corajosa. nĂŁo era sĂł isso. e quando eu fui embora, quando sua sala nĂŁo fazia mais diferença, te ouvi contar pra alguĂ©m sobre o quanto eu nĂŁo tinha valido a pena. acreditei. chorei no banheiro da faculdade, mas nĂŁo quis pedir desculpas ou voltar atrĂĄs. guardei. fui milhĂ”es de vezes mais selvagem com quem veio depois de vocĂȘ. era cruel. toda essa coisa era muito cruel. mas veja, aquela memĂłria, aquele momento imaculado da gente trocando minutos, essa eu acho bonita. porque era sobre como era possĂvel manter um coração limpo, falsamente intacto, no meio de tanta coisa que eu nĂŁo precisava ter aprendido. que eu nĂŁo queria ter aprendido. mas eu nĂŁo tinha outra chance, tinha? eu ainda era um tantĂŁo de escolhas entre os milhares de piores caminhos que me trouxeram atĂ© aqui.
i am not my mother and i am not my father but a third worse thing
their daughter
eu sĂł queria nĂŁo ser esse caos errante que tudo atravessa
Te dedico até o que não é meu.
No que depender de mim
todas as mĂșsicas de amor
sĂŁo suas.
Te dedico até o que não é meu.
No que depender de mim
todas as mĂșsicas de amor
sĂŁo suas.
âSe eu nunca ver vocĂȘ de novo Eu sempre vou levar vocĂȘ dentro fora na ponta dos meus dedos e nas bordas do meu cĂ©rebro e em centros centros do que eu sou do que restou.â
â Charles Bukowski
â225 dias sob a grama e vocĂȘ sabe mais do que eu. hĂĄ muito eles tiraram seu sangue, vocĂȘ Ă© um galho seco numa cesta. Ă© assim que funciona? nesse quarto as horas de amor ainda fazem sombras. quando vocĂȘ partiu vocĂȘ levou quase tudo. eu me ajoelho Ă noite diante de tigres que nĂŁo me deixarĂŁo em paz. o que vocĂȘ foi nĂŁo vai acontecer de novo. os tigres me encontraram e eu nĂŁo me importo mais.â
â Charles Bukowski, Para Jane.
Bukowski.
âQuando vocĂȘ entra no jogo egoisticamente tudo trabalha contra vocĂȘ. NinguĂ©m pode insistir com o amor ou exigir afeição. VocĂȘ acaba finalmente ficando com aquilo que vocĂȘ queria ter dado o que geralmente Ă©: nada.â
â Charles Bukowski.
trecho do livro "da pele macia Ă s garras"
i'm not a project, i'm just a young woman hoping to be loved
and knowing that i won't
AmsterdĂŁ
Quase uma figura previsĂvel demais Meu tempo urge entre nostalgia e trabalho Ainda que inevitĂĄvel e invisĂvel pela noite Agradeço toda a visita que prostrou-me delĂrios
Abandono qualquer encontro E atravesso os olhos abrangentes Trazendo desconforto e afeição Neste mĂșsculos que comovem o fascĂnio
O absoluto me redimi e eu admito Eu estive errado em seus braços O que traduzi amor, era apego Meus princĂpios devorados pela devoção
Todos que me conhecem, dizem que tenho o rosto De um falecido conhecido deles que pouco sabem de sua causa mortis A histĂłria ganha contornos e peso conforme reinterpretada por muitas bocas O que poucos deles sabem, Ă© que sou de fato seus conhecidos
Me perdi no caminho, me perdi entre preservar vĂcios Dancei instintivamente na vala atĂ© o fim da festa E na manhĂŁ seguinte, enquanto todos exibiam seu tĂtulos Eu exibi meus cacos de vidro embaixo da pele dos olhos envelhecidos
Observo as convençÔes exclusivas da elite Organizando orgias e traiçÔes na surdina Para arrotarem conventos em cada encontro Que a ciranda oferta aos seus progenitores
Habito nos meus sonhos e uniformes Em cada paladar que evitei ou talheres Que desviei meus olhares Meu buquĂȘ Ă© o que a chaga faz com meu corpo
Todos os dias eu escorro pelos meus ossos e tropeço Num futuro que despede-se e afirmando o passado Esta é uma carta a tudo que me tarda, apesar dos pesares e outros håbitos Eu ainda não desisti, eu ainda não me entreguei e nem sei se deveria...
Antraz
vocĂȘ disse que me amava enquanto estava dentro de mim porque eu era quente e me abria toda pra vocĂȘ mas sair era fĂĄcil e me deixar era mais fĂĄcil ainda
e toda vez que eu digo que adoro romances Ă© porque lembro de tudo que vocĂȘ me deu
e me dĂĄ raiva
tesĂŁo
tristeza
porque eu era uma menina e entreguei milhares de primeiras vezes pra vocĂȘ
aquela vez que te chupei no cinema do madureira shopping e aquela outra vez na casa da minha tia no méier e aquela noite na casa de um amigo seu em ipanema
porque enquanto eu descobria amor e corpo e vocĂȘ tirava proveito porque eu era um canal e canais sĂŁo sempre atravessados
acreditando que vocĂȘ ia ficar porque vocĂȘ gostava mesmo de mim e nĂŁo da minha habilidade de dizer sim
eu era corpo, nĂŁo era? e era seu
teve aquela vez que cĂȘ me fez prometer que iria me comportar mas suas mĂŁos por baixo do meu vestido me fizeram derramar. era aniversĂĄrio do meu primo e vocĂȘ piscava e dizia: nĂŁo geme
porra
corta pra minha Ășltima sessĂŁo de terapia. eu quis tanto ser amada que aceitei espaços minĂșsculos de atenção na ideia de ser a musa perfeita porque
eu aceitaria qualquer pecado se vocĂȘ sorrisse pra mim
mas o amor nĂŁo Ă© sobre a culpa cristĂŁ
(vocĂȘ me fez implorar tanta coisa. eu achava que aquilo era paixĂŁo. meu deus)
sinto que tenho olhado muito para trås, e não tem nada lå. mas talvez eu fique procurando formas de sentir alguma coisa, qualquer coisa, que não pareça um oco. as vezes fico me auto analisando pra descobrir no fim das contas, que eu corro até de mim mesma. é como se eu passasse os dedos pelo meu corpo e quisesse me soltar, me desprender de tudo. pular da corda bamba
Eternal Sunshine of The Spotless Mind 2004 | dir. Michel Gondry