augustandthebeastinside:
Waiting here for evermore || @maidmcrian
– Acho que nós dois já vamos estar bem sóbrios depois que tudo isso passar. Essas coisas demoram. – August tamborilou os dedos ao redor da garrafa, dando de ombros. – A gente nunca jogou esses jogos quando a gente era criança, não sei porque eu compraria eles agora.
August riu, balançando a cabeça. – Eu? Longe de mim. Eu sou o anfitrião perfeito.
Ele ergueu as sobrancelhas quando ela tirou o saca-rolhas de dentro da bolsa. Ele jogou a cabeça para trás e explodiu em risadas. – Celeste Engel, o que seus pobres pais diriam de você? Eu quero saber o que mais tem dentro daquela bolsa? – O homem balançou a cabeça, erguendo as mãos em rendição. – Por favor, fique a vontade para ficar o quanto quiser.
Ele pediu a ferramenta e rapidamente tirou a rolha do vinho, deixando o líquido respirasse por algum tempo antes de beber. – Obrigado. – August disse ao devolver o saca rolhas. – Você nunca para de me surpreender, sabia? – Ele apoiou os pés em uma mesa de centro próxima e suspirou, se encolhendo quando um som de estouro vinha do andar de cima. – Se eu tinha que ficar preso com alguém durante o fim do mundo, fico feliz que seja com você.
O pensamento de que a tempestade levaria ainda mais tempo para passar trouxe uma sensação incômoda no âmago dela. Precisou lembrar-se que estava ali com August, e que não tinha nada que poderia fazer em relação ao hospital. “Sua casa tem vestidos vitorianos, August. Podia muito bem ter um banco imobiliário escondido por aí. Ou, sei lá, até o tabuleiro do Jumanji.” Falou, voltando ao estado bem humorado. “Depende do dia. Quando você tá me convidando pro seu salão de baile, sim. Quando você tá querendo me expulsar porque eu quero jogar banco imobiliário... Nah, nem tanto.” Brincou em resposta.
Não conseguiu segurar a própria risada de escapar-lhe a garganta quando viu August caindo na gargalhada, levando a mão para cobrir a boca num gesto involuntário. “Tem muita coisa dentro da minha bolsa, você não entenderia.” Revirou os olhos com a menção sobre os pais, mas manteve os cantos dos lábios curvados. “Você é um interesseiro.”
Assistiu-o tirar a rolha da garrafa, esperando que ele a devolvesse para que pudesse abrir a sua também. A declaração dele a pegou de surpresa, Celeste levantou as sobrancelhas, sentindo-se contente em ouvir aquilo. Então estendeu a mão para pegar o objeto. “Não sabia, mas gostei de saber.” Pensou em dizer o mesmo, mas foi interrompida por um segundo estrondo no andar de cima, fazendo-a dar um pulinho no sofá. Ele tornou a falar e Celeste virou o rosto para que pudesse fitá-lo. “E se eu tinha que levar uma bronca da minha chefe por não ter ido ao hospital mais cedo, fico feliz que tenha sido por estar passando um tempo com você.” Finalmente abriu a própria bebida, colocando o saca-rolhas de volta na bolsa. “Então, August Bennett, você quer descobrir os segredos da minha super bolsa?” Sugeriu em tom dramático, não esperando uma resposta antes de puxar de dentro da mesma um pacote de amendoim, deixando-o cair sobre o sofá entre eles. Em seguida, tirou em ordem: um estojo de maquiagem e de higiene pessoal, frascos pequenos de álcool em gel e perfume, luvas descartáveis, remédios, caneta, um pano com as iniciais “C.E.” bordadas, presente de sua avó. Tudo, por mais incrível que pudesse ser, numa organização impecável. “Não me julga. Nunca se sabe, né.” Repreendeu August antes dele sequer ver o quê ela tiraria em seguida: uma camisinha.